Ódio: palavra muito forte para dizer, mesmo parecendo comum nesse mundo que nos obrigam a viver.
Medo: nada mais do que ausência do saber - sabendo que o conhecimento vai além do que os olhos nos permitem ver.
Confundem nossas mentes com as lentes que nos mostram um mundo ideal; vestidos, casas, carros, jóias, e esquecem nosso avanço espiritual.
"Vista isso!"; "Seja aquilo!"; querem nos padronizar. Desobedeça! E não se esqueça - nem por um segundo - que dentro de nós existe um outro mundo, pelo qual vale a pena lutar.
E se alguém tentar impedir você, não tenha dúvida: ele quer te vencer.
Acredite: aqui dentro de nós existe um bem maior - preso por um nó - que não vai se render.
Confundem nossas mentes com as lentes que nos mostram um mundo ideal; vestidos, casas, carros, jóias, e esquecem nosso avanço espiritual.
"Vista isso!"; "Seja aquilo!"; querem nos padronizar. Desobedeça!
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Música
Outra hora dessas eu estava ouvindo minhas músicas; se eu personificasse minhas melodias, elas teriam um só rosto. Isso não quer dizer que minhas canções sejam todas iguais, mas sim que são todas com a mesma inspiração. O mesmo 'você' em cada um dos refrões, mesmo que inconscientemente.
Não, isso não dói, porque existem músicas felizes. Percebi que no meio de tantos tangos, existia um samba. Um, ou até mais. Sambas que cantam a felicidade de tardes que eu nunca tive a oportunidade de viver ao lado desse sujeito oculto dos versos. Felicidade que só o meu eu lírico viveu. Beijos que só meus sustenidos deram.
Se eu personificar minhas melodias, sai uma garota. E ela sairia andando, e ia procurar outro disco para arranhar.
Não, isso não dói, porque existem músicas felizes. Percebi que no meio de tantos tangos, existia um samba. Um, ou até mais. Sambas que cantam a felicidade de tardes que eu nunca tive a oportunidade de viver ao lado desse sujeito oculto dos versos. Felicidade que só o meu eu lírico viveu. Beijos que só meus sustenidos deram.
Se eu personificar minhas melodias, sai uma garota. E ela sairia andando, e ia procurar outro disco para arranhar.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Ela
Essa hora ela deve estar chorando; se perguntando o motivo disso tudo ter acontecido justo a ela; uma garota que não faz mal a ninguém.
Essa hora ela deve estar esperançosa; torcendo para cada uma das promessas que seu amor lhe fez sejam cumpridas.
Essa hora ela pode estar sorrindo; beijando; abraçando; amaldiçoado os sentimentos; gritando aos sete ventos que amar é bom.
E cá estou eu, querendo saber se ela sobreviveu; querendo saber se o destino foi bom com ela. Querendo saber unica e exclusivamente como ela está.
Essa hora ela deve estar esperançosa; torcendo para cada uma das promessas que seu amor lhe fez sejam cumpridas.
Essa hora ela pode estar sorrindo; beijando; abraçando; amaldiçoado os sentimentos; gritando aos sete ventos que amar é bom.
E cá estou eu, querendo saber se ela sobreviveu; querendo saber se o destino foi bom com ela. Querendo saber unica e exclusivamente como ela está.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Esquizofrenia (Pra Você Não Ler)
A gente é hipócrita. A gente finge que não sabe, mas todas as palavras estão gravadas na nossa mente. Na tua e na minha.
A gente é hipócrita por fingir não saber dos nossos sentimentos. A nossa hipocrisia me dá desgosto.
Você sabe o que eu quero. Você me lê incansavelmente, e eu sei. Eu procuro te ler, e finjo que há algo de mim em você. Eu faço de conta que existe um futuro - não tão distante - onde nós podemos segurar a mão do outro e dizer que estamos felizes e completos. Esse dia não existe. Você já cansou de me falar, mas eu não me canso de ouvir.
Eu não canso porque eu devo gostar de dor. Devo gostar de me flagelar todos os dias antes de dormir. Devo gostar de fingir que eu durmo, quando na verdade eu fico acordado, imaginando solução para esse problema - que já devia ter deixado de ser problema há muito tempo.
Acho até que eu gosto de ficar te sonhando; do mesmo jeito que você finge que não lê nada disso, e eu finjo que não escrevo para ti.
Acho que essa nossa relação se criou na base da esquizofrenia. Pelo menos por aqui, onde eu ainda vejo teu rosto em lugares que eu não deveria ver. Onde ainda vejo fotos que deveriam ser censuradas pela minha mente.
Se isso for o amor, eu tô simplesmente muito fodido. Porque esse tal do 'amor' não passa. Ele, às vezes, sai pra dar umas voltas, mas volta com tudo. Feito um furacão destruidor de lares.
Eu tô fingindo que você não vai ler, e amanhã você vai estar fingindo que não leu.
Eu tô fingindo - nesse exato momento - que eu não quero que você leia;
E, amanhã, nós vamos fingir que nada aconteceu nessa noite de segunda para terça.
Encantos
Não entendo esse teu veneno disfarçado de perfume; você estala os dedos e eu me jogo nesse frasco, nem nem pensar duas vezes. Mas depois vem as consequências: a dor no estômago; os arrepios; as noites insones, e aquela vontade incessante de sumir, para algum lugar onde não haja nada. Só eu e eu.
Não entendo o que você tem; você estala os dedos e eu estou do teu lado, jogando meu casaco para você não pisar na poça d'água que eu fiz com as minhas lágrimas. Sem nem pensar duas vezes, eu me maqueio feito um Pierrot só para te fazer mais feliz.
Não entendo essa tua voz; você fala qualquer coisa e eu já estou encantado feito uma naja num jarro ouvindo a flauta. Sem nem pensar duas vezes, eu me enroscaria no teu pescoço, e te deixaria brincar de ser minha dona, e depois me guardar no jarro novamente.
Não te entendo. Não me entendo. Não nos entendo
Não entendo o que você tem; você estala os dedos e eu estou do teu lado, jogando meu casaco para você não pisar na poça d'água que eu fiz com as minhas lágrimas. Sem nem pensar duas vezes, eu me maqueio feito um Pierrot só para te fazer mais feliz.
Não entendo essa tua voz; você fala qualquer coisa e eu já estou encantado feito uma naja num jarro ouvindo a flauta. Sem nem pensar duas vezes, eu me enroscaria no teu pescoço, e te deixaria brincar de ser minha dona, e depois me guardar no jarro novamente.
Não te entendo. Não me entendo. Não nos entendo
Aquele Velho Apartamento Na Tua Mente
Aluguei um apartamento no meio de uma Avenida; o teu corpo é essa Avenida.
Eu sento numa cadeira em frente a janela, com um maço de cigarros no colo, e uma garrafa de uma bebida qualquer no chão, logo ao meu lado. E por lá eu fico.
Eu vejo estranhos passarem por ali. Eu ouço teu coração bater - cada dia mais lento. Eu sei que teu corpo não tem bombeado sangue suficiente para ele continuar vivo.
Eu assisto teus pulmões inflarem e murcharem com uma lentidão preocupante. Algo falta ali.
Eu te gritei, mas você não respondeu.
Tenho a leve impressão que você esqueceu do meu apê; deve ser porque ele está muito no fundo da sua mente. Numa parte escura, e cheia de teias de aranha. Agora, parando para pensar, nem luz eu tenho lá!
Tô aqui, esquecido. Esquecido e preocupado. E - é claro - querendo saber se você vai lembrar de mim um dia.
Eu, que fazia teu corpo bombear bastante sangue quente para o coração bater com vigor; eu, que sempre acelerei tua respiração, de modo que teus pulmões nem aguentavam, e te faziam ofegar. Eu, que sempre te mantive em perfeita ordem e harmonia.
Não me deixe preso aqui pra sempre.
Por favor, meu amor, cuida de mim. Cura meu pranto; e não esquece do 'nós' para poder sair.
Eu sento numa cadeira em frente a janela, com um maço de cigarros no colo, e uma garrafa de uma bebida qualquer no chão, logo ao meu lado. E por lá eu fico.
Eu vejo estranhos passarem por ali. Eu ouço teu coração bater - cada dia mais lento. Eu sei que teu corpo não tem bombeado sangue suficiente para ele continuar vivo.
Eu assisto teus pulmões inflarem e murcharem com uma lentidão preocupante. Algo falta ali.
Eu te gritei, mas você não respondeu.
Tenho a leve impressão que você esqueceu do meu apê; deve ser porque ele está muito no fundo da sua mente. Numa parte escura, e cheia de teias de aranha. Agora, parando para pensar, nem luz eu tenho lá!
Tô aqui, esquecido. Esquecido e preocupado. E - é claro - querendo saber se você vai lembrar de mim um dia.
Eu, que fazia teu corpo bombear bastante sangue quente para o coração bater com vigor; eu, que sempre acelerei tua respiração, de modo que teus pulmões nem aguentavam, e te faziam ofegar. Eu, que sempre te mantive em perfeita ordem e harmonia.
Não me deixe preso aqui pra sempre.
Por favor, meu amor, cuida de mim. Cura meu pranto; e não esquece do 'nós' para poder sair.
domingo, 11 de dezembro de 2011
Você
As folhas balançam na árvore, sob a luz desse sol que arde; esquenta o chão e os corpos, mas não a tua pele de mármore, de um gelo tão natural... Chega a se tornar especial! Quase cardeal.
Gradativamente as vozes ficam mudas;
Instantaneamente as cores ficam turvas;
Infindavelmente os céus caem feito luvas;
Aparentemente, deixei minha vida na chuva; pelo menos até você se materializar na música mais surda, e assim me abismar com a tua beleza absurda.
Sou seu escravo, e seu senhor;
Seu ódio, e seu amor;
Sua cura, e a minha dor;
Sou seu céu.
Seu fogo, sua água, seu ar;
Sua eterna guitarra a acusticar,
Seu piano perfeito esperando para tocar no dia em que sua mente até mim resvalar.
Gradativamente as vozes ficam mudas;
Instantaneamente as cores ficam turvas;
Infindavelmente os céus caem feito luvas;
Aparentemente, deixei minha vida na chuva; pelo menos até você se materializar na música mais surda, e assim me abismar com a tua beleza absurda.
Sou seu escravo, e seu senhor;
Seu ódio, e seu amor;
Sua cura, e a minha dor;
Sou seu céu.
Seu fogo, sua água, seu ar;
Sua eterna guitarra a acusticar,
Seu piano perfeito esperando para tocar no dia em que sua mente até mim resvalar.
sábado, 10 de dezembro de 2011
Te
Eu durmo, e te sonho; te olho, te escuto; eu vivo você, mais do que a mim mesmo.
Eu te mergulho, e te nado; te espelho, e te reflito; você é mais. Mais do que eu.
Eu te deito, eu te dispo; te deixo nua, e assisto esse conflito do que é ou não verdade nesse mundo, onde belezas como a tua deviam ser proibidas, pois esse mundo não merece. Eu não mereço.
Eu te transponho, e te esqueço; te converso e me lembro de que se o destino traz, é para acrescentar. Eu vou te acrescentar a minha essência. Vou te fundir acada célula minha que tem gritado por uma dose cavalar de você.
Eu te guerrilho e te pacifico; te conto como um velho mito que ninguém quer acreditar. Que corre pela boca do povo, sem verdade para sincretizar.
Eu te deixo prostrada na minha cama, e depois te dou a força necessária para levantar, e repetir toda essa história.
Tu
Eu durmo, e te sonho; te olho, te escuto; eu vivo você, mais do que a mim mesmo.
Eu te mergulho, e te nado; te espelho, e te reflito; você é mais. Mais do que eu.
Eu te deito, eu te dispo; te deixo nua, e assisto esse conflito do que é ou não verdade nesse mundo, onde belezas como a tua deviam ser proibidas, pois esse mundo não merece. Eu não mereço.
Eu te transponho, e te esqueço; te converso e me lembro de que se o destino traz, é para acrescentar. Eu vou te acrescentar a minha essência. Vou te fundir acada célula minha que tem gritado por uma dose cavalar de você.
Eu te guerrilho e te pacifico; te conto como um velho mito que ninguém quer acreditar. Que corre pela boca do povo, sem verdade para sincretizar.
Eu te deixo prostrada na minha cama, e depois te dou a força necessária para levantar, e repetir toda essa história.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Piada e Cacos no Chão
E vamos fingir que estamos vivendo, enquanto a pessoa que chamamos de 'amor verdadeiro' vive a vida perfeita por nós. A gente fica na merda, só para o nosso 'amor' dormir em lençóis egípcios.
Essa é a vida de muita gente. Gente que acaba encontrando outra pessoa para tapar essa lacuna de felicidade que logo esvazia de novo. É um ciclo.
É um ciclo que se prolonga até o verdadeiro amor aparecer, ou até mesmo se revelar naquela pessoa que há tempos está deitada na cama com teu nome gravado na cabeceira. Mas a gente sobrevive. Ninguém precisa se matar, se drogar, ou qualquer coisa assim. Porque existe muita coisa no meio dessa busca incessante por amor. Existe tanta coisa que, muitas vezes, a gente nem lembra daquela velha vontade adolescente de sangrar os pulsos na pia do banheiro, pensando que aquilo vai sarar nossa dor de alguma forma.
A dor passa. Demora, mas quando a gente para pra pensar, já tá dividiando a nossa cama com outra pessoa. Dividindo, não entregando.
Essa é a vida de muita gente. Gente que acaba encontrando outra pessoa para tapar essa lacuna de felicidade que logo esvazia de novo. É um ciclo.
É um ciclo que se prolonga até o verdadeiro amor aparecer, ou até mesmo se revelar naquela pessoa que há tempos está deitada na cama com teu nome gravado na cabeceira. Mas a gente sobrevive. Ninguém precisa se matar, se drogar, ou qualquer coisa assim. Porque existe muita coisa no meio dessa busca incessante por amor. Existe tanta coisa que, muitas vezes, a gente nem lembra daquela velha vontade adolescente de sangrar os pulsos na pia do banheiro, pensando que aquilo vai sarar nossa dor de alguma forma.
A dor passa. Demora, mas quando a gente para pra pensar, já tá dividiando a nossa cama com outra pessoa. Dividindo, não entregando.
sábado, 3 de dezembro de 2011
I wont call to say that I love you.
Há uma estrada imensurável na nossa frente; milhas e milhas de pura longevidão.
Cada minuto de viagem por ela equivale à eternidade no mundo dos homens comuns, que não esperam por nada; homens que nunca ouviram a palavra paciência.
Mas o destino dessa estrada justifica cada passo lento; cada hora sentado desconfortavelmente num carro apertado; cada segundo no silêncio das noites insones e ansiosas: uma mulher. Mas não apenas uma mulher; lá também tem toda uma vida nova, que eu venho precisando há tempo demais.
É lá que mora aquela voz que eu tanto quero ouvir, e que sai da boca direto para o pé do meu ouvido; sem passar por absolutamente nenhum fio, que mude timbre, tom, ou volume natural.
É lá que mora Você.
Cada minuto de viagem por ela equivale à eternidade no mundo dos homens comuns, que não esperam por nada; homens que nunca ouviram a palavra paciência.
Mas o destino dessa estrada justifica cada passo lento; cada hora sentado desconfortavelmente num carro apertado; cada segundo no silêncio das noites insones e ansiosas: uma mulher. Mas não apenas uma mulher; lá também tem toda uma vida nova, que eu venho precisando há tempo demais.
É lá que mora aquela voz que eu tanto quero ouvir, e que sai da boca direto para o pé do meu ouvido; sem passar por absolutamente nenhum fio, que mude timbre, tom, ou volume natural.
É lá que mora Você.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Natal e Nicotina
As luzes de natal iluminam essa cidade cinza; dão cor e beleza para esse lugar sem amor.
As pessoas passam, e a única luz que elas vêem é a brasa do cigarro queimando a ansiedade e o desespero, pouco a pouco.
As pessoas passam, e a única luz que elas vêem é a brasa do cigarro queimando a ansiedade e o desespero, pouco a pouco.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Tempo II
Olha esse mundo dando voltas...
Eu tô aqui - outra vez - querendo e precisando ser o seu abraço favorito; aquele para momentos bons ou ruins, de choro ou de riso, ou simplesmente por pura vontade de estar em braços mais fortes.
Mas para te abraçar, quero teu abraço de volta. Quero e preciso. Quero você vivendo aqui do meu lado, e sem essa neblina maldita que insiste em nos cegar.
Eu tô aqui - outra vez - querendo e precisando ter a mão que você quer segurar; que seja só para dizer 'estou aqui', ou para mostrar que me segura se eu cair de novo.
Mas para você me dar a sua mão, eu preciso voltar no tempo.
Me ajuda a voltar no tempo?
Eu tô aqui - outra vez - querendo e precisando ser o seu abraço favorito; aquele para momentos bons ou ruins, de choro ou de riso, ou simplesmente por pura vontade de estar em braços mais fortes.
Mas para te abraçar, quero teu abraço de volta. Quero e preciso. Quero você vivendo aqui do meu lado, e sem essa neblina maldita que insiste em nos cegar.
Eu tô aqui - outra vez - querendo e precisando ter a mão que você quer segurar; que seja só para dizer 'estou aqui', ou para mostrar que me segura se eu cair de novo.
Mas para você me dar a sua mão, eu preciso voltar no tempo.
Me ajuda a voltar no tempo?
domingo, 27 de novembro de 2011
Pierrot; Colombina; Arlequim
Estou interpretando o mesmo papel. De novo.
O Pierrot correndo atrás da Colombina, que por sua vez, se joga aos pés do Arlequim.
O Pierrot não cansa; afinal, na mente dele a Colombina é tudo. Mas e o que se passa na mente da Colombina?
O Arlequim ama. Ama, sem saber amar; ama por paixão; por aprendizado de novela.
O Pierrot tá sozinho; o Pierrot quer sumir; o Pierrot quer Colombina; o Pierrot quer sumir.
A Colombina quer o Pierrot. Mas quer quando? Quer quanto? Quer como?
O Arlequim não sabe o quer; há tempos que seu relógio parou.
O Pierrot chora copiosamente - e sem motivo.
A Colombina sorri; o Arlequim sonha.
O Pierrot; a Colombina; o Arlequim.
O Pierrot correndo atrás da Colombina, que por sua vez, se joga aos pés do Arlequim.
O Pierrot não cansa; afinal, na mente dele a Colombina é tudo. Mas e o que se passa na mente da Colombina?
O Arlequim ama. Ama, sem saber amar; ama por paixão; por aprendizado de novela.
O Pierrot tá sozinho; o Pierrot quer sumir; o Pierrot quer Colombina; o Pierrot quer sumir.
A Colombina quer o Pierrot. Mas quer quando? Quer quanto? Quer como?
O Arlequim não sabe o quer; há tempos que seu relógio parou.
O Pierrot chora copiosamente - e sem motivo.
A Colombina sorri; o Arlequim sonha.
O Pierrot; a Colombina; o Arlequim.
Tempo
Ela me disse para deixar o tempo passar. Estou deixando. Um dia por vez; uma hora por vez; uma eternidade por vez.
De repente eu me pergunto: estou deixando o tempo passar para quê? O quê, exatamente, estou esperando que o tempo mostre? Eu não sei. Nem ela, provavelmente.
No meu subconsciente, talvez, eu esteja esperando que esse lençol de dúvidas descubra esse espelho, e que eu possa me olhar. Que eu possa ver o que meus olhos querem dizer. Que eu possa ver qual o meu real desejo. Não que eu não saiba.
O tempo é um anjo caído, brincando de ser Deus.
De repente eu me pergunto: estou deixando o tempo passar para quê? O quê, exatamente, estou esperando que o tempo mostre? Eu não sei. Nem ela, provavelmente.
No meu subconsciente, talvez, eu esteja esperando que esse lençol de dúvidas descubra esse espelho, e que eu possa me olhar. Que eu possa ver o que meus olhos querem dizer. Que eu possa ver qual o meu real desejo. Não que eu não saiba.
O tempo é um anjo caído, brincando de ser Deus.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Only One
Como se eu já não soubesse.
Como se eu já não soubesse que assim que você desse sinal de vida, eu pensaria em jogar minha vida da janela, e unir minha alma com a sua, da maneira mais prejudicial possível.
Como se eu já não soubesse que essa falta um dia ia transbordar. Como se eu já não soubesse que não dá pra deixar de amar.
Como se eu já não soubesse que eu ia sentir medo.
Como se eu já não soubesse que não sei de nada sobre nós.
Como se eu já não soubesse que assim que você desse sinal de vida, eu pensaria em jogar minha vida da janela, e unir minha alma com a sua, da maneira mais prejudicial possível.
Como se eu já não soubesse que essa falta um dia ia transbordar. Como se eu já não soubesse que não dá pra deixar de amar.
Como se eu já não soubesse que eu ia sentir medo.
Como se eu já não soubesse que não sei de nada sobre nós.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Café, Insonia e Calafrios.
De repente minha espinha se contorceu. Não foi um simples arrepio. Foi um aviso do meu corpo. Um aviso de 'Ela voltou.'
Café. Café. Café.
De repente eu tenho um Déjà Vu, mas não de um só momento. De todo um período onde um rosto vinha, repetidamente, na minha cabeça, e não me deixava dormir.
Café. Café. Café.
É amor. É ódio. É saudade. É desejo. É ódio. É tudo o que eu conheço de sentimentos. É tudo transbordando em águas salgadas, de um mar que eu achei que estivesse seco.
Café. Café. Café.
De repente eu tenho um Déjà Vu, mas não de um só momento. De todo um período onde um rosto vinha, repetidamente, na minha cabeça, e não me deixava dormir.
Café. Café. Café.
É amor. É ódio. É saudade. É desejo. É ódio. É tudo o que eu conheço de sentimentos. É tudo transbordando em águas salgadas, de um mar que eu achei que estivesse seco.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
S.
Há dias - ou talvez semanas - tenho evitado um pensamento; uma saudade. Mas não dá mais.
Esse pensamento já virou grito, e faz meus ouvidos implorarem por eutanásia.
Essa saudade já virou doença, e o remédio não faz mais efeito.
Eu quis não te escrever. Quis não perguntar; mas eu preciso saber: como vai ? Ainda lembras de mim? Já aprendeste a amar?
Mil perguntas que eu nunca farei. E mais um texto que eu me recuso a continuar.
Esse pensamento já virou grito, e faz meus ouvidos implorarem por eutanásia.
Essa saudade já virou doença, e o remédio não faz mais efeito.
Eu quis não te escrever. Quis não perguntar; mas eu preciso saber: como vai ? Ainda lembras de mim? Já aprendeste a amar?
Mil perguntas que eu nunca farei. E mais um texto que eu me recuso a continuar.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Corajosa
De onde vem a tua calma?
Alimento da minha alma - que é feita de chuva, amor.
Tempestade torrencial;
Que fecha os olhos de cristal
Da nossa alma, amor.
Clima temperamental;
Dono do choro sem sal - expressão da tua alma, amor..
Essa chuva vem do sul,
Confundindo o céu com o mar;
Tingindo esse cinza de azul,
Só para discordar.
Por onde voa a tua mente?
Perambulas em sonhos diferentes - feitos de fogo, amor.
Distância com sabor de fel;
Que fecha os olhos com um véu - feito de fogo, amor.
Voz doce como mel;
Que me ensurdece para os sons do céu - feito de fogo, amor.
Essa chuva vem do sul,
Confundindo o céu com o mar;
Tingindo esse cinza de azul,
Só para me contrariar.
Alimento da minha alma - que é feita de chuva, amor.
Tempestade torrencial;
Que fecha os olhos de cristal
Da nossa alma, amor.
Clima temperamental;
Dono do choro sem sal - expressão da tua alma, amor..
Essa chuva vem do sul,
Confundindo o céu com o mar;
Tingindo esse cinza de azul,
Só para discordar.
Por onde voa a tua mente?
Perambulas em sonhos diferentes - feitos de fogo, amor.
Distância com sabor de fel;
Que fecha os olhos com um véu - feito de fogo, amor.
Voz doce como mel;
Que me ensurdece para os sons do céu - feito de fogo, amor.
Essa chuva vem do sul,
Confundindo o céu com o mar;
Tingindo esse cinza de azul,
Só para me contrariar.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Esses últimos dias...
"Esses ultimos dias tive mil vontades; eu quis mil coisas. Quis jogar tudo pro alto e me divertir; quis tentar não pensar, quis tentar não sonhar, quis tentar não imaginar, quis tentar não tirar minhas próprias conclusões. Mas isso não é possível.
São coisas inevitáveis, como sonhar, como te querer, como te chamar de gorda, como me perder no seus olhos, como lembrar de tudo e se pegar sorrindo,como te esperar, como querer te chamar da minha, como querer você sorrindo todo os dias só pra mim, como ouvir uma musica e ficar arrepiado, porque aquela musica lhe proporciona tal sensação incomparável.
Impossível desistir de tudo isso. Impossivel não querer tudo isso… Ou seja,não vai se livrar de mim tão fácil."
*---*
Texto de: Luccas Mariano.
sábado, 29 de outubro de 2011
Onde é que tem poesia?
Será que existe poesia no silêncio?
Será que existe poesia quando ninguém diz nada?
Estou tentando responder essa perguntas, sentado embaixo de uma árvore seca, sem ter nada para dizer. Não tenho nada para dizer a ninguém.
Será que existe poesia na tristeza sem pranto?
Será que existe poesia nesse meu azedume, que há dias vem implorando pelo teu mel?
Estou tentando responder essas perguntas, morando no meu próprio limoeiro, sem ter como sair. Não tenho por quem sair.
Será que tem poesia para vender nas tuas vitrines?
Será que tem veludo por baixo do teu fel?
Estou tentando responder essas perguntas, mas sem te ouvir falar, Quero adivinhar o que passa nessa tua cabeça de loucura.
Será que tem poesia por aí?
Será que tem poesia por aqui?
Será que tem poesia para gente se juntar?
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Enquanto
Enquanto cê dorme, eu vejo as tuas fotos. Vejo o quão única é essa tua beleza. És indescritível.
Vejo cada contorno desse teu rosto, que foi eternizado nesse sorriso espontâneo da foto. Sorriso que eu sinto falta há 15 anos. Sorriso que eu sonho em encontrar há 15 anos.
Enquanto cê dorme, eu olho no fundo dos teus olhos. Teu olhar tão único; desigualmente perfeito. Que olha no fundo da alma, e analisa cada detalhe. Que olha com vontade; com inocência, e com malícia. Desse jeito que não sei como cê faz.
Enquanto cê dorme, eu faço de conta que tô sentindo teu cheiro. Finjo que esse cheiro de flores aqui é teu. É doce, é maravilhoso. O cheiro que há tempos eu procuro nos meus lençóis.
Enquanto cê dorme, eu sou insone. Eu fico acordado admirando cada faceta desse seu rosto de diamante.
Enquanto cê dorme, eu te sonho.
Vejo cada contorno desse teu rosto, que foi eternizado nesse sorriso espontâneo da foto. Sorriso que eu sinto falta há 15 anos. Sorriso que eu sonho em encontrar há 15 anos.
Enquanto cê dorme, eu olho no fundo dos teus olhos. Teu olhar tão único; desigualmente perfeito. Que olha no fundo da alma, e analisa cada detalhe. Que olha com vontade; com inocência, e com malícia. Desse jeito que não sei como cê faz.
Enquanto cê dorme, eu faço de conta que tô sentindo teu cheiro. Finjo que esse cheiro de flores aqui é teu. É doce, é maravilhoso. O cheiro que há tempos eu procuro nos meus lençóis.
Enquanto cê dorme, eu sou insone. Eu fico acordado admirando cada faceta desse seu rosto de diamante.
Enquanto cê dorme, eu te sonho.
Ma Belle III
E se eu te peço um dia, é porque uns minutos já me bastam. Alguns minutos só olhando o tempo voar do seu lado, enquanto penso em tudo que poderíamos fazer; porque, afinal, o que é um dia, perto dessa eternidade que nos cerca, ma belle?
Por isso não me desespero. Não desespero, e espero esse tempo louco voar. Espero pra ver a metamorfose dos segundos em minutos; dos minutos em horas; das horas em dias; e dos dias em cinzas.
E se eu te peço um beijo, é porque só o som da sua voz já basta. Só o som da sua voz que eu nem lembro mais; esquecimento é obra do tempo, ma belle.
Mas eu nem me desespero.Não desespero, e espero essa voz chegar.Vem com eu vento, eu sei.
Por isso não me desespero. Não desespero, e espero esse tempo louco voar. Espero pra ver a metamorfose dos segundos em minutos; dos minutos em horas; das horas em dias; e dos dias em cinzas.
E se eu te peço um beijo, é porque só o som da sua voz já basta. Só o som da sua voz que eu nem lembro mais; esquecimento é obra do tempo, ma belle.
Mas eu nem me desespero.Não desespero, e espero essa voz chegar.Vem com eu vento, eu sei.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Aqui
É aqui o lugar onde o silêncio tem gritado.
É aqui onde os sonhos tem morrido; um por um.
É aqui onde mora a falta do que nunca pertenceu, e que faz companhia para a posse do sentimento que eu tomei como meu.
É aqui.
É aqui onde os sonhos tem morrido; um por um.
É aqui onde mora a falta do que nunca pertenceu, e que faz companhia para a posse do sentimento que eu tomei como meu.
É aqui.
sábado, 22 de outubro de 2011
Chocolate
Eu durmo querendo acordar, e acordo querendo dormir;
Eu sonho sem me deitar, e deito para poder fugir.
Eu fujo querendo voltar, e volto querendo viver;
Eu vivo querendo deixar, e deixo querendo dizer.
Eu digo querendo discordar, e eu discordo querendo ajudar;
Eu ajudo querendo apagar, e eu apago tentando esquecer.
Eu esqueço querendo lembrar, e eu lembro querendo fazer;
Eu faço querendo parar, eu paro querendo prosseguir.
Eu sonho sem me deitar, e deito para poder fugir.
Eu fujo querendo voltar, e volto querendo viver;
Eu vivo querendo deixar, e deixo querendo dizer.
Eu digo querendo discordar, e eu discordo querendo ajudar;
Eu ajudo querendo apagar, e eu apago tentando esquecer.
Eu esqueço querendo lembrar, e eu lembro querendo fazer;
Eu faço querendo parar, eu paro querendo prosseguir.
Chocolate
Eu durmo querendo acordar, e acordo querendo dormir;
Eu sonho sem me deitar, e deito para poder fugir.
Eu fujo querendo voltar, e volto querendo viver;
Eu vivo querendo deixar, e deixo querendo dizer.
Eu digo querendo discordar, e eu discordo querendo querendo ajudar;
Eu ajudo querendo apagar, e eu apago tentando esquecer.
Eu esqueço querendo lembrar, e eu lembro querendo fazer;
Eu faço querendo parar, eu paro querendo prosseguir.
Eu sonho sem me deitar, e deito para poder fugir.
Eu fujo querendo voltar, e volto querendo viver;
Eu vivo querendo deixar, e deixo querendo dizer.
Eu digo querendo discordar, e eu discordo querendo querendo ajudar;
Eu ajudo querendo apagar, e eu apago tentando esquecer.
Eu esqueço querendo lembrar, e eu lembro querendo fazer;
Eu faço querendo parar, eu paro querendo prosseguir.
É.
Se lembra quando você era inocente? Não, né? Eu lembro. Sonho com isso todas as noites. Sonho com o dia em que você vai falar que está só brincando, e que esse papo de ir embora é só uma piada de mal gosto.
Se lembra quando você precisava de mim? Não? Estranho, porque não faz tanto tempo. E quanto você precisar de novo? “Quem você vai chamar?” Você não sabe, né? Deve ser porque não há ninguém para você chamar.
Há tempos eu aprendi a machucar as pessoas que eu amo, e tomo cuidado para não fazê-lo, mas para você isso é novidade. É legal deixar cicatrizes das tuas palavras sem pensar. É fácil e gostoso.
Você se tornou cética, e eu não estou pronto para perdoar.
É.
Se lembra quando você era inocente? Não, né? Eu lembro. Sonho com isso todas as noites. Sonho com o dia em que você vai falar que está só brincando, e que esse papo de ir embora é só uma piada de mal gosto.
Se lembra quando você precisava de mim? Não? Estranho, porque não faz tanto tempo. E quanto você precisar de novo? “Quem você vai chamar?” Você não sabe, né? Deve ser porque não há ninguém para você chamar.
Há tempos eu aprendi a machucar as pessoas que eu amo, e tomo cuidado para não fazê-lo, mas para você isso é novidade. É legal deixar cicatrizes das tuas palavras sem pensar. É fácil e gostoso.
Você se tornou cética, e eu não estou pronto para perdoar.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Foda-se
E que se fodam seus pensamentos toscos! Eu quero é mais! Quero novidades, que me ocupem a cabeça. Quero aprender, e dominar novas áreas. Quero abrir minha cabeça.
Quero ser uma explosão absurda nesse seu campo de batalha!
Quero que você olhe para mim, e diga que não me conhece. Quero que você tenha motivos para não me conhecer. Quer mudar muito.
Quero - e vou - provar que mudança é prova de que estou vivo, e não tenho vergonha de mudar de opinião. Assim como mudei a minha ao teu respeito.
Quero ser uma explosão absurda nesse seu campo de batalha!
Quero que você olhe para mim, e diga que não me conhece. Quero que você tenha motivos para não me conhecer. Quer mudar muito.
Quero - e vou - provar que mudança é prova de que estou vivo, e não tenho vergonha de mudar de opinião. Assim como mudei a minha ao teu respeito.
1072
E cá estou eu;
Tô vendo seus traços nesse meu jardim;
Seu rosto de flor,
Seu cheiro de jasmim
E essa sua voz de ventania.
E cá estou eu;
Nesse quarto no espaço sideral;
Um mundo tão distante...
Só esse retrato cerebral
Desse seu sorriso tão brilhante
Para me lembrar de como escrever
Seu nome sete vezes nesses muros -
Já tão escuros de tempos passados...
E cá estamos nós;
Jogados desde sempre ao destino,
Que traça os caminhos mais tortos.
E, nesse momento,
Coloquei do seu lado da cama
Uma garrafa de vinho barato
E um maço de cigarros;
Finjo que é seu esse cheiro almiscarado.
Melhor assim, é menos vazio;
Como se não já não me bastasse o frio dessa cidade tão cinza!
Que as tuas cores quentes deixaram para mim.
E cá estou eu;
Procurando em sonhos sua voz;
Recusando-me a esquecer seu timbre,
Que casa com as ideias do meu violão.
E cá estou eu: jurando parar.
Tô vendo seus traços nesse meu jardim;
Seu rosto de flor,
Seu cheiro de jasmim
E essa sua voz de ventania.
E cá estou eu;
Nesse quarto no espaço sideral;
Um mundo tão distante...
Só esse retrato cerebral
Desse seu sorriso tão brilhante
Para me lembrar de como escrever
Seu nome sete vezes nesses muros -
Já tão escuros de tempos passados...
E cá estamos nós;
Jogados desde sempre ao destino,
Que traça os caminhos mais tortos.
E, nesse momento,
Coloquei do seu lado da cama
Uma garrafa de vinho barato
E um maço de cigarros;
Finjo que é seu esse cheiro almiscarado.
Melhor assim, é menos vazio;
Como se não já não me bastasse o frio dessa cidade tão cinza!
Que as tuas cores quentes deixaram para mim.
E cá estou eu;
Procurando em sonhos sua voz;
Recusando-me a esquecer seu timbre,
Que casa com as ideias do meu violão.
E cá estou eu: jurando parar.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Voz
Voz rouca, ou melodiosa;
Real, ou fabulosa;
Essa voz tá fugindo... Se escondendo.
Voz alta, ou sussurro?
É um grito, quase mudo;
Sua voz viajou... Eu esqueci.
Não lembro do tom.
Não lembro se é de soprano, ou de tenor;
Não me lembro do som.
Não lembro se era de alegria, ou de dor.
Esqueci da sua voz.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
De Repente Eu Volto a Escrever
Viajo pelas suas fotos; nado pelo seu mar de palavras; finjo lembrar com exatidão do tom da sua voz. Tento alcançá-lo a cada nota que eu toco, para musicar essa poesia sobre a distância, que eu ainda não consegui terminar.
Fecho meus olhos, e me transporto para aquele lugar no meio de uma cidade tão cinza, onde existem árvores com tons escuros de verde. Esse lugar que hoje é tão seu quanto a vontade de voltar.
De repente estou sonhando com coisas que nem sequer aconteceram.
De repente estou procurando uma rima para o seu nome.
De repente procuro o capítulo final para um livro que eu nem comecei.
De repente eu paro.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Pranto
E a cada letra que eu escrevo, ganho um espinho no peito. E a cada ponto final ganho um nó nas cordas vocais; sinal de que eu não posso gritar por ajuda. A cada vírgula eu percebo que está mais difícil de respirar.
O que diabos é isso? Que dor absurda é essa? Que nome eu dou para isso? Como eu me curo disso? Por quê?
Tudo o que me resta é chorar.
O que diabos é isso? Que dor absurda é essa? Que nome eu dou para isso? Como eu me curo disso? Por quê?
Tudo o que me resta é chorar.
Sonhos
... E eu caí numa grama extremamente verde. Eu não sabia onde estava. Estava sozinho.
Apesar de estar sozinho num lugar completamente desconhecido, eu não sentia medo. "Parecia que era minha aquela solidão".
Andei por aquele lugar. O campo parecia infindável.
As horas passavam, e sentia o peso delas nas minhas costas. A noite caiu.
Meia-noite; uma hora; duas horas: três horas; e surgiu uma garota do meio do nada.
Ela pegou aquelas pesadas horas das minhas costas, e sussurrou um 'Está tudo bem' para mim.
De repente era nossa, aquela solidão. De repente o campo falava comigo.
De repente eu acordei.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Pequena
Parece que não te vejo há anos, pequena. Você tá toda mudada. Linda.
Parece que não me vê há tempos, pequena. Tô todo mudado. Podre.
Será que um dia nossos corpos se encontram na fusão dessa saudade?
Será que um dia vou perguntar de você, ou serei sempre covarde?
Será que um dia eu...
Parece que não me vê há tempos, pequena. Tô todo mudado. Podre.
Será que um dia nossos corpos se encontram na fusão dessa saudade?
Será que um dia vou perguntar de você, ou serei sempre covarde?
Será que um dia eu...
O Fogo
As taças sujas estão na minha pia,
Cheias de memórias da nossa noite vazia.
Sem medo, sem dor;
Sem frio, sem calor;
Só nós dois na brecha do tempo
Num sonho chamado de 'amor'.
As roupas rasgadas estão pelo chão,
Como o desejo da noite em que eu procurei todos os seus beijos.
Sem medo, sem pudor;
Sem prédio, sem flor;
Só nós dois na cama do vento,
Esperando o tal do 'amor'.
Não sei se cabe ou não
Seu nome no meu refrão;
Minha métrica tão errada...
Suas sete letras oitavadas...
As claves tortas estão no seu fogo,
Como o leão rugindo ao lobo:
Sem pretexto, sem razão;
Sem sentimento, sem tesão;
Só nós dois nessa selva de pedra,
Alentando um só coração.
Meus olhares meigos estão pelo teu corpo,
Como um tesouro: raro e louco.
Sem erro, sem perdão;
Sem ganância, sem brasão;
Só nós dois num baú do mar,
Curtindo essa paixão.
Não sei se devo
Te chamar no meu refrão.
São mundos tão opostos...
E não se juntam nessa canção.
Tenho essa escala toda errada...
Suas sete letras oitavadas...
Ah, dona do fogo!
Cheias de memórias da nossa noite vazia.
Sem medo, sem dor;
Sem frio, sem calor;
Só nós dois na brecha do tempo
Num sonho chamado de 'amor'.
As roupas rasgadas estão pelo chão,
Como o desejo da noite em que eu procurei todos os seus beijos.
Sem medo, sem pudor;
Sem prédio, sem flor;
Só nós dois na cama do vento,
Esperando o tal do 'amor'.
Não sei se cabe ou não
Seu nome no meu refrão;
Minha métrica tão errada...
Suas sete letras oitavadas...
As claves tortas estão no seu fogo,
Como o leão rugindo ao lobo:
Sem pretexto, sem razão;
Sem sentimento, sem tesão;
Só nós dois nessa selva de pedra,
Alentando um só coração.
Meus olhares meigos estão pelo teu corpo,
Como um tesouro: raro e louco.
Sem erro, sem perdão;
Sem ganância, sem brasão;
Só nós dois num baú do mar,
Curtindo essa paixão.
Não sei se devo
Te chamar no meu refrão.
São mundos tão opostos...
E não se juntam nessa canção.
Tenho essa escala toda errada...
Suas sete letras oitavadas...
Ah, dona do fogo!
O Fogo
As taças sujas estão na minha pia,
Cheias de memórias da nossa noite vazia.
Sem medo, sem dor;
Sem frio, sem calor;
Só nós dois na brecha do tempo
Num sonho chamado de 'amor'.
As roupas rasgadas estão pelo chão,
Como o desejo da noite em que eu procurei todos os seus beijos.
Sem medo, sem pudor;
Sem prédio, sem flor;
Só nós dois na cama do vento,
Esperando o tal do 'amor'.
Não se cabe ou não
Seu nome no meu refrão;
Minha métrica tão errada...
Suas sete letras oitavadas...
As claves tortas estão no seu fogo,
Como o leão rugindo ao lobo:
Sem pretexto, sem razão;
Sem sentimento, sem tesão;
Só nós dois nessa selva de pedra,
Alentando um só coração.
Meus olhares meigos estão pelo teu corpo,
Como um tesouro: raro e louco.
Sem erro, sem perdão;
Sem ganância, sem brasão;
Só nós dois num baú do mar,
Curtindo essa paixão.
Não sei se devo
Te chamar no meu refrão.
São mundos tão opostos...
E não se juntam nessa canção.
Tenho essa escala toda errada...
Suas sete letras oitavadas...
Ah, dona do fogo!
Cheias de memórias da nossa noite vazia.
Sem medo, sem dor;
Sem frio, sem calor;
Só nós dois na brecha do tempo
Num sonho chamado de 'amor'.
As roupas rasgadas estão pelo chão,
Como o desejo da noite em que eu procurei todos os seus beijos.
Sem medo, sem pudor;
Sem prédio, sem flor;
Só nós dois na cama do vento,
Esperando o tal do 'amor'.
Não se cabe ou não
Seu nome no meu refrão;
Minha métrica tão errada...
Suas sete letras oitavadas...
As claves tortas estão no seu fogo,
Como o leão rugindo ao lobo:
Sem pretexto, sem razão;
Sem sentimento, sem tesão;
Só nós dois nessa selva de pedra,
Alentando um só coração.
Meus olhares meigos estão pelo teu corpo,
Como um tesouro: raro e louco.
Sem erro, sem perdão;
Sem ganância, sem brasão;
Só nós dois num baú do mar,
Curtindo essa paixão.
Não sei se devo
Te chamar no meu refrão.
São mundos tão opostos...
E não se juntam nessa canção.
Tenho essa escala toda errada...
Suas sete letras oitavadas...
Ah, dona do fogo!
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Bar
Me sentei no bar, e o garçom já veio: "O que o senhor deseja?". "Um amor cairia bem, meu rapaz.", eu respondi.
"Não servimos isso aqui, senhor." - brincou o espirituoso atendente.
"Serve uma paixonite... Só para passar o tempo que eu tenho de esperar." - insisti.
"Posso lhe oferecer uma dose de vodka. Esquenta por dentro que até parece paixão!" - brincou comigo outra vez.
"Não bebo. Me traz um café, que eu espero meu amor passar." - retruquei, com voz doce.
"É pra já." - finalizou o rapaz.
"Não servimos isso aqui, senhor." - brincou o espirituoso atendente.
"Serve uma paixonite... Só para passar o tempo que eu tenho de esperar." - insisti.
"Posso lhe oferecer uma dose de vodka. Esquenta por dentro que até parece paixão!" - brincou comigo outra vez.
"Não bebo. Me traz um café, que eu espero meu amor passar." - retruquei, com voz doce.
"É pra já." - finalizou o rapaz.
sábado, 1 de outubro de 2011
Promessas
Me promete que vem?
Se prometer-me eu juro só pensar em ti.
Desejar cada dia mais;
Prometo jurar coisas que façam existir paz no meio desse caos.
Aguento teu ocasional desdém; peço-te para ficar mais cinco minutos. Digo até que só tenho olhos para ti! Prometa-me que vem.
Se eu prometo que vou? Só se me der um lugar para dormir, e prometer mostrar-me a beleza desse teu lugar.
Ah, vamos prometer juntos! Vamos seguir nessa estrada longa, dessa encarnação louca que nos foi dada.
Eu poderia até jurar-te meus longos versos. Pintaria nossos nomes, lado a lado, nesse sonho azul que embala minhas noites.
Se prometer-me eu juro só pensar em ti.
Desejar cada dia mais;
Prometo jurar coisas que façam existir paz no meio desse caos.
Aguento teu ocasional desdém; peço-te para ficar mais cinco minutos. Digo até que só tenho olhos para ti! Prometa-me que vem.
Se eu prometo que vou? Só se me der um lugar para dormir, e prometer mostrar-me a beleza desse teu lugar.
Ah, vamos prometer juntos! Vamos seguir nessa estrada longa, dessa encarnação louca que nos foi dada.
Eu poderia até jurar-te meus longos versos. Pintaria nossos nomes, lado a lado, nesse sonho azul que embala minhas noites.
Esses Tempos
Tô tão sem rumo esses tempos... Não sei mais de nada na minha vida. Apenas estou me deixando levar por essa maré, que hora sobe, hora desce.
Tô tão sozinho esses tempos... Tô sempre rodeado de gente, mas ninguém parece me entender, embora muitos tentem.
Tô tão carente esses tempos... Tô sempre recebendo abraços, mas no fundo eu sei o que eu realmente quero, e de quem eu quero. E isso eu não posso ter; nem sei se vou poder ter de novo.
Tô tão melancólico esses tempos... Tô tendo ondas de tristeza sem motivo; sem nome; sem rosto. Ou talvez até tenham, e sou eu quem quer ignorar isso.
Tô todo cortado esses tempos... Tô cheio de cortes profundos que os seios 'amigos' me fizeram.
Tô tão dramático esses tempos...
Tô tão sozinho esses tempos... Tô sempre rodeado de gente, mas ninguém parece me entender, embora muitos tentem.
Tô tão carente esses tempos... Tô sempre recebendo abraços, mas no fundo eu sei o que eu realmente quero, e de quem eu quero. E isso eu não posso ter; nem sei se vou poder ter de novo.
Tô tão melancólico esses tempos... Tô tendo ondas de tristeza sem motivo; sem nome; sem rosto. Ou talvez até tenham, e sou eu quem quer ignorar isso.
Tô todo cortado esses tempos... Tô cheio de cortes profundos que os seios 'amigos' me fizeram.
Tô tão dramático esses tempos...
domingo, 25 de setembro de 2011
Sufoco
Tá na hora de viver. Na verdade já passou da hora. Passou da hora de tentar; de tentarmos, na verdade.
Deixando tudo para depois eu corro riscos, que infelizmente me encontro impossibilitado de transpor. Mas sejamos sinceros: depois de cada barreira que eu superei, depois de cada desencontro que nós tivemos, depois de cada cigarro para queimar o medo, o que são alguns riscos? Riscos são tempero agridoce nesse conto de Carochinha que virou minha vida.
Então me diz que vamos arriscar. Me diz, por todos os seus sonhos, que você aceita as condições dessa minha vida. Que aceita vir até o topo dessa minha montanha de dor, e morar aqui um tempo.
Vamos arriscar, eu preciso disso.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Alô
"Há quanto tempo estou aqui excluída, sem falar com ninguém e desligada do mundo lá fora?" se perguntava a guria. Já havia perdido as contas do número de horas que ficou a esperar por alguma notícia... Alguma carta, ou pelo menos um telefonema, só para dizer que estava tudo bem.
Uma lágrima solitária escorreu por seu rosto de alabastro.
Ao longe ela ouviu uma voz familiar chamar seu nome. "Teu telefone toca, querida!" dizia a voz. Ela correu para atender.
"Alô." ninguém a respondeu. Ela insistiu; nada.
O telefone fez barulho de ocupado. A pessoa do outro lado desligou.
"Por quê?" ela se perguntava. Não sabia. As lágrimas apenas foram voando de seus olhos. Ela continuava sem notícias do mundo lá fora. Sem nada que a motivasse.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Ma Belle II
Só o seu 'talvez' tá me bastando. Tô esquecendo todas as minhas outras preocupações embaixo desse tapete de incertezas, no qual você anda de um lado para o outro. E eu só acompanho com meus olhos.
Sento contigo nessa gangorra que tem sido o futuro, e dou risada das tuas constantes hesitações; eu acho que deveria me preocupar com as tuas decisões, mas desisti disso. Afinal, o que tiver de ser, será. Nem mesmo as tuas amargas decisões podem mudar isso, ma belle.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Cadê?
Cadê você? Já olhei pela casa inteira e não encontrei nada seu.
Cadê você? Já perguntei pela vizinhança, e eles nem parecem te conhecer.
Cadê você? Acho que você ficou com meia dúzia de sentimentos meus.
Cadê você? Se você foi embora, podia ter ao menos deixado um bilhete.
Cadê você? Já revirei as bitucas do meu cinzeiro, procurando alguma com a marca do teu batom.
Cadê você? Já entornei tantas garrafas para acabar com a solidão...
Acho que já está na hora de você voltar, de onde quer que você esteja. Não aguento mais esse vazio que você deixou no lado direito da cama. Volta, vai?!
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Destino
Abri minha porta, e me deparei com a minha casa completamente bagunçada. Minhas gavetas estavam reviradas pelo chão... Eu sentia um cheio de queimado... Fui entrando pela casa, e vi que tudo o que havia de valor material estava intacto; descartei a possibilidade de assalto.
Entrando no meu quarto me deparei com a fonte do cheiro de queimado: uma cesta de lixo, completamente lotada de cinzas, com um bilhete numa folha vermelha logo ao lado, que dizia:
"Aqui eu queimei todas as fotos que você não tirou, junto com as cartas que você não recebeu. Acendi o fogo com a chama de uma paixão que nem teve tempo de nascer; quebrei aqui, também, alguns vídeos de viagens que você nunca fez, que acredito, não vão lhe fazer falta.
Atenciosamente, Destino."
Descobri que foi o maldito Destino que invadiu minha casa dessa maneira, apenas com o propósito de destruir tudo o que eu nem ao menos construí.
Obrigado, Destino, por magoar meu coração que nem chegou a pulsar.
Entrando no meu quarto me deparei com a fonte do cheiro de queimado: uma cesta de lixo, completamente lotada de cinzas, com um bilhete numa folha vermelha logo ao lado, que dizia:
"Aqui eu queimei todas as fotos que você não tirou, junto com as cartas que você não recebeu. Acendi o fogo com a chama de uma paixão que nem teve tempo de nascer; quebrei aqui, também, alguns vídeos de viagens que você nunca fez, que acredito, não vão lhe fazer falta.
Atenciosamente, Destino."
Descobri que foi o maldito Destino que invadiu minha casa dessa maneira, apenas com o propósito de destruir tudo o que eu nem ao menos construí.
Obrigado, Destino, por magoar meu coração que nem chegou a pulsar.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Dèja Vú
... E cá estou eu, outra vez, escrevendo sobre recomeçar. Andando pela minha sala de estar, que já se tornou cenário de um drama mexicano, fico juntando meus cacos, e lotando minha mente com qualquer droga que me tire do ar por algumas horas.
... E cá estou eu, de novo, queimando fotos que eu não me lembro de tirar; rasgando umas cartas que eu acho que não li... Excluindo cada vestígio dela dessa vida bitolada que eu tenho levado.
... E cá estou eu, novamente, fingindo rir quando meus olhos choram vento, para encenar minha peça onde lágrimas não entram; peça onde o Pierrot apaixonado não chora mais, porque sabe que a Colombina não vai fazer nada além de ignorá-lo.
... E cá estou eu, saindo da minha rotina de lamentações e, mais uma vez, recomeçando.
... E cá estou eu, de novo, queimando fotos que eu não me lembro de tirar; rasgando umas cartas que eu acho que não li... Excluindo cada vestígio dela dessa vida bitolada que eu tenho levado.
... E cá estou eu, novamente, fingindo rir quando meus olhos choram vento, para encenar minha peça onde lágrimas não entram; peça onde o Pierrot apaixonado não chora mais, porque sabe que a Colombina não vai fazer nada além de ignorá-lo.
... E cá estou eu, saindo da minha rotina de lamentações e, mais uma vez, recomeçando.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Ma belle
Não me dê satisfações, não faço questão de saber por onde você anda; tudo o que me interessa é saber de você quando você está comigo.
O que você sente, como você gosta, e saber também de qualquer bobagem que você julgar pertinente.
Quando nosso tempo acabar, vamos viver um pouco a sólida realidade, e deixar nossas utopias bem guardadas, ma belle.
Ventania
Te puxo pelas claves,
Te levo pra minha partitura, que eu guardo no lado esquerdo do meu peito;
Lá eu te garanto que vai estar tudo perfeito,
como deve ser nessa vida de óperas.
Mas, não sei qual tom eu vou seguir,
Pois essa música eu nem mesmo ouvi
Então já me desculpe por errar e,
Desse blues, eu vou lá pra bar.
Será que vais me acompanhar?
Será que já devia me importar?
Será?
Te levo pra minha partitura, que eu guardo no lado esquerdo do meu peito;
Lá eu te garanto que vai estar tudo perfeito,
como deve ser nessa vida de óperas.
Mas, não sei qual tom eu vou seguir,
Pois essa música eu nem mesmo ouvi
Então já me desculpe por errar e,
Desse blues, eu vou lá pra bar.
Será que vais me acompanhar?
Será que já devia me importar?
Será?
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Ella
Acordei com ela do meu lado, deitada no meu peito. Levantei, com cuidado, para não acordá-la. Fiz café. Deixei sua caneca de café pronta; sem açúcar, do jeito que você gosta.
Avistei-a cambalear, sonolenta, até o banheiro, de onde saiu com cheiro de menta, e cara de quem dormiu bem. E foi bem o que ela me disse. "Dormi tão bem!"
Ganho logo um beijo de bom dia, e dou uns goles no meu café. Fico olhando para ela... Tão linda.
De repente desperto minha mene, e me lembro de que tenho que viver fora dela um pouco. Deixo essa utopia guardadinha, para quando eu tiver tempo de sonhar de novo.
Até mais, ma belle!
Avistei-a cambalear, sonolenta, até o banheiro, de onde saiu com cheiro de menta, e cara de quem dormiu bem. E foi bem o que ela me disse. "Dormi tão bem!"
Ganho logo um beijo de bom dia, e dou uns goles no meu café. Fico olhando para ela... Tão linda.
De repente desperto minha mene, e me lembro de que tenho que viver fora dela um pouco. Deixo essa utopia guardadinha, para quando eu tiver tempo de sonhar de novo.
Até mais, ma belle!
domingo, 11 de setembro de 2011
'Evaporar'
Num certo dia eu ouvi numa música da Fresno o seguinte verso: "Não é todo rio que tem um mar para se encontrar.". Esse verso nunca fez sentido para mim; até agora.
Quando duas pessoas são completamente diferentes, e se dão bem; quando essas pessoas criam um laço tão forte, que o simples fato de ficar longe algumas horas aperta o peito; quando nasce um amor extremamente forte em uma dessas pessoas, e esse amor não ganha reciprocidade no outro lado. Quando essa história não é o cliche de 'os-opostos-se-atraem'. É disso que essa música fala: não é todo rio, calmo, paciente, que consegue encontrar um mar, bravo, inconstante, e ter um final feliz. Não é todo rio que tem um mar para se encontrar.
'Evaporar'
Num certo dia eu ouvi numa música da Fresno o seguinte verso: "Não é todo rio que tem um mar para se encontrar.". Esse verso nunca fez sentido para mim; até agora.
Quando duas pessoas são completamente diferentes, e se dão bem; quando essas pessoas criam um laço tão forte, que o simples fato de ficar longe algumas horas aperta o peito; quando nasce um amor extremamente forte em uma dessas pessoas, e esse amor não ganha reciprocidade no outro lado. Quando essa história não e o cliche de 'os-opostos-se-atraem'. É disso que essa música fala: não é todo rio, calmo, paciente, que consegue encontrar um mar, bravo, inconstante, e ter um final feliz. Não é todo rio que tem um mar para se encontrar.
sábado, 10 de setembro de 2011
Ibirapuera
... E as árvores passavam como um borrão. As folhas pareciam perder aquele verde vivo de sempre. De vez em quando eu parava, mas enxergava monstros nos rostos das pessoas; era melhor ficar em movimento.
Passei por um rio. Aquele rio corria... Fluia calmamente, apesar da pressa da cidade que o cercava.
... E as árvores passavam como um borrão. O cinza do céu parecia se aproximar cada vez mais, e sempre que eu parava, via seu rosto em algum corpo qualquer; bastava piscar para você desaparecer. Você, meu monstro particular.
... E o cinza começou a ficar mais escuro. Era a noite chegando. Minha vontade era de ficar ali para sempre. Aquele lugar me faz bem. Me traz lembranças que eu nunca vivi ali, naquele pedaço de floresta. Com você.
domingo, 4 de setembro de 2011
Tic-tac
...E o relógio continua naquele tic-tac infindável, tentando a todo custo me passar a mensagem de que o tempo não espera. Eu já entendi.
E o que me resta fazer, Sr. Tempo, além de esperar? Além de sentar nesse velho balanço do parquinho abandonado e ver a 'vida' passar lentamente. Não sei se já reparou, mas todos os meus esforços não adiantaram, então hoje em dia tanto faz se o tempo corre, voa, caminha, ou rasteja. Só quero continuar balançando e esperando.
...E o relógio continua naquele tic-tac infindável, tentando a todo custo me passar a mensagem de que o tempo não espera. Eu já entendi.
E o que me resta fazer, Sr. Tempo, além de esperar? Além de sentar nesse velho balanço do parquinho abandonado e ver a 'vida' passar lentamente. Não sei se já reparou, mas todos os meus esforços não adiantaram, então hoje em dia tanto faz se o tempo corre, voa, caminha, ou rasteja. Só quero continuar balançando e esperando.
...E o relógio continua naquele tic-tac infindável, tentando a todo custo me passar a mensagem de que o tempo não espera. Eu já entendi.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Palavras, apenas.
Criei no seu sorriso morada para minha alegria, fazendo dos sonhos realidade, espelhados nesse alabastro convidativo que são seus dentes.
Na sua pele desenhei todo o mar que Iemanjá me deu, e mergulhei sem pensar duas vezes. E, apesar disso tudo, nem sei seu nome.
Continuo pensando se isso foi realmente de verdade, ou se foi sonho. Utopia do destino que une e separa os pensamentos; filosofando só para passar o tempo da noite fria que veio atormentar. É tormento porque não passa, e nem tem olhar para esquentar. Até mesmo porquê de tão longe, o calor viraria uma pedra de gelo tão densa que não derreteria nem embaixo das minhas cobertas de perdão.
A essas horas já nem sei mais sobre o que eu escrevo. São apenas palavras que pedem pra sair. Só isso.
Na sua pele desenhei todo o mar que Iemanjá me deu, e mergulhei sem pensar duas vezes. E, apesar disso tudo, nem sei seu nome.
Continuo pensando se isso foi realmente de verdade, ou se foi sonho. Utopia do destino que une e separa os pensamentos; filosofando só para passar o tempo da noite fria que veio atormentar. É tormento porque não passa, e nem tem olhar para esquentar. Até mesmo porquê de tão longe, o calor viraria uma pedra de gelo tão densa que não derreteria nem embaixo das minhas cobertas de perdão.
A essas horas já nem sei mais sobre o que eu escrevo. São apenas palavras que pedem pra sair. Só isso.
Não Dá
Ah, mas dói. Dia sim, dia não, mas dói. E quando pega pra doer, dói além da conta.
Dói deixar amor ir embora, e não se desprender de verdade. Você fica torcendo pra que dê tudo certo, e acaba esquecendo que tem que esquecer. Esquecendo que tem que re-aprender a viver.
Você pensa que é simples cumprir com aquela velha promessa de que vai deixar tudo pra trás e começar de novo. No fundo, você sabe que não dá.
Não dá.
Dói deixar amor ir embora, e não se desprender de verdade. Você fica torcendo pra que dê tudo certo, e acaba esquecendo que tem que esquecer. Esquecendo que tem que re-aprender a viver.
Você pensa que é simples cumprir com aquela velha promessa de que vai deixar tudo pra trás e começar de novo. No fundo, você sabe que não dá.
Não dá.
Lembranças
Estava sentado no sofá, tomando meu querido chá mate, e comecei a lembrar de algumas coisas que aconteceram há mais de um ano atrás.
Lembrei-me de quando conheci aquela garota que modificou minha vida de um jeito inacreditável. Lembrei-me daquele tempo em que ela ficava nervosa do meu lado; tremia tanto! Eu achava aquilo lindo!.
Lembrei-me, também, daquele sorriso, que mesmo de aparelho, me encantava, e tinha o poder de transformar qualquer dia ruim em um dia magnífico.
Nessa época eu desenhava. Eu a desenhei, usando sua calça roxa e uma camiseta da sua banda preferida. Ela ainda tinha cabelos castanhos, com algumas partes loiras.
Ela colocou o desenho num cortiça, em seu quarto cor-de-rosa, e lá ele ficou durante algum tempo. Hoje em dia ele pode estar rasgado, no lixo, ou perdido em uma gaveta qualquer.
Lembrei-me da primeira vez que vi seu sorriso sem aparelho; simplesmente o mais lindo. E ainda é, até hoje. Lembrei-me de sorrir ao vê-la corar diante dos meus elogios.
Lembrei-me, com um aperto no coração, de quando ela pintou o cabelo de ruivo. Ficou... Linda, por falta de adjetivo melhor. Junto com essa lembrança, veio a daquele dia em que ela trocou a calça roxa, por uma preta. Confesso que fiquei aliviado.
Lembrei-me da felicidade dela ao fazer o tão esperado piercing no nariz.
Vi aquela garota crescer, de certa forma. Digamos que de semente ela virou uma muda, que foi colocada em outro quintal, e por lá deu frutos.
Ainda não sei dizer se foi bom lembrar de todos esses detalhes; dessa vez não tive culpa, elas simplesmente chegaram, entraram na minha mente, e foram cuspidas num pedaço de papel, que virou uma carta sem remetente.
"O esforço para lembrar é a vontade de esquecer." - 'O Vento', Los Hermanos.
Lembrei-me de quando conheci aquela garota que modificou minha vida de um jeito inacreditável. Lembrei-me daquele tempo em que ela ficava nervosa do meu lado; tremia tanto! Eu achava aquilo lindo!.
Lembrei-me, também, daquele sorriso, que mesmo de aparelho, me encantava, e tinha o poder de transformar qualquer dia ruim em um dia magnífico.
Nessa época eu desenhava. Eu a desenhei, usando sua calça roxa e uma camiseta da sua banda preferida. Ela ainda tinha cabelos castanhos, com algumas partes loiras.
Ela colocou o desenho num cortiça, em seu quarto cor-de-rosa, e lá ele ficou durante algum tempo. Hoje em dia ele pode estar rasgado, no lixo, ou perdido em uma gaveta qualquer.
Lembrei-me da primeira vez que vi seu sorriso sem aparelho; simplesmente o mais lindo. E ainda é, até hoje. Lembrei-me de sorrir ao vê-la corar diante dos meus elogios.
Lembrei-me, com um aperto no coração, de quando ela pintou o cabelo de ruivo. Ficou... Linda, por falta de adjetivo melhor. Junto com essa lembrança, veio a daquele dia em que ela trocou a calça roxa, por uma preta. Confesso que fiquei aliviado.
Lembrei-me da felicidade dela ao fazer o tão esperado piercing no nariz.
Vi aquela garota crescer, de certa forma. Digamos que de semente ela virou uma muda, que foi colocada em outro quintal, e por lá deu frutos.
Ainda não sei dizer se foi bom lembrar de todos esses detalhes; dessa vez não tive culpa, elas simplesmente chegaram, entraram na minha mente, e foram cuspidas num pedaço de papel, que virou uma carta sem remetente.
"O esforço para lembrar é a vontade de esquecer." - 'O Vento', Los Hermanos.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
That Feeling That Starts With S
Sinta-se em casa, querida
Vê se volta pra morar!
Ou pelo menos venha sem pressa,
E faça dessa cidade um lar.
Se, mesmo não querendo, tiver de ir,
Vai com essa pedra no peito
Ela há de te proteger.
Eu sei que nos veremos depois,
Aí vamos aproveitar com mais tempo
Sem essas despedidas para lamentar.
Ah, querida...
Sinta-se em casa, querida
Vê se volta pra morar!
Ou pelo menos venha sem pressa,
E faça dessa cidade um lar.
Cadê minha coragem
De ir sozinho até um fim?
Ver uma noite estrelada...
Aí nem vamos lembrar
Que nos resta pouco tempo
Até mesmo para nos olhar.
Ah, querida...
E se você for embora, juro que vou telefonar.
Mesmo que eu não queira,
Você veio para ficar.
E se um dia for pouco
Vamos rezar por um pouco de sorte,
Assim seremos um pouco mais fortes
Se um estado nos separar.
Vão existir momentos bons
Nos quais eu não vou estar,
Cultiva a saudade - se ela existe - agora
Que eu vou aí te buscar.
Ah, querida...
Vê se volta pra morar!
Ou pelo menos venha sem pressa,
E faça dessa cidade um lar.
Se, mesmo não querendo, tiver de ir,
Vai com essa pedra no peito
Ela há de te proteger.
Eu sei que nos veremos depois,
Aí vamos aproveitar com mais tempo
Sem essas despedidas para lamentar.
Ah, querida...
Sinta-se em casa, querida
Vê se volta pra morar!
Ou pelo menos venha sem pressa,
E faça dessa cidade um lar.
Cadê minha coragem
De ir sozinho até um fim?
Ver uma noite estrelada...
Aí nem vamos lembrar
Que nos resta pouco tempo
Até mesmo para nos olhar.
Ah, querida...
E se você for embora, juro que vou telefonar.
Mesmo que eu não queira,
Você veio para ficar.
E se um dia for pouco
Vamos rezar por um pouco de sorte,
Assim seremos um pouco mais fortes
Se um estado nos separar.
Vão existir momentos bons
Nos quais eu não vou estar,
Cultiva a saudade - se ela existe - agora
Que eu vou aí te buscar.
Ah, querida...
domingo, 28 de agosto de 2011
Southern Girl
Tô louco para 'tu' aparecer, me dizer que tá tudo ótimo, e que o ar do campo tá te fazendo bem de novo. Que a tua pele tá melhorando, e que os morangos estão mais vermelhos do que nunca. Contar do quão ruim é a sua escola, e da saudade que estás daqui.
Tô louco para 'tu' aparecer, para eu perguntar quando 'tu' vens de novo. Perguntar como foi a viagem, e quantas fotos tiraste do avião.
Tô louco para fazer uma discagem direta distante, só para ouvir sua voz dizer que quer voltar. Dizer que há tanta coisa por aqui, nessa cidade cinza, que você ainda precisa ver. Dizer que campo nenhum ganha da Avenida Paulista iluminada numa noite de sábado. Dizendo que quer trocar cada segundo noturno de paz, por uma noite agitada, de marcar a vida.
Tô louquinho. Louquinho de sonhar com essa garota, que passei meia dúzia de horas do lado. Louquinho para provar o quão intensas foram essas horas. Tô louquinho, só por ter dramatizado isso tudo. Louquinho para poder enlouquecer.
Tô louco para 'tu' aparecer, para eu perguntar quando 'tu' vens de novo. Perguntar como foi a viagem, e quantas fotos tiraste do avião.
Tô louco para fazer uma discagem direta distante, só para ouvir sua voz dizer que quer voltar. Dizer que há tanta coisa por aqui, nessa cidade cinza, que você ainda precisa ver. Dizer que campo nenhum ganha da Avenida Paulista iluminada numa noite de sábado. Dizendo que quer trocar cada segundo noturno de paz, por uma noite agitada, de marcar a vida.
Tô louquinho. Louquinho de sonhar com essa garota, que passei meia dúzia de horas do lado. Louquinho para provar o quão intensas foram essas horas. Tô louquinho, só por ter dramatizado isso tudo. Louquinho para poder enlouquecer.
sábado, 27 de agosto de 2011
Star me up
Há quanto tempo que eu já não sei de você? Há quanto tempo não sentamos, e conversamos sobre todas as bobagens que vierem a cabeça?
Já perdi a conta das tardes que você me fez falta, enquanto me perguntava sobre você.
Afinal, como você está?
Como tens passado?
Como está sua vida?
Tem algo errado?
Tenho medo de ouvir a resposta da sua boca, porque o simples fato de você passar por mim ainda me dói. Não me imagino ouvindo sua voz de verdade, ou simplesmente cogitando te abraçar. Mas não quer dizer que eu não pense em você; não quer dizer que eu não preocupe com você a cada passo que eu der; o simples fato de dizer que vou te esquecer, não representa vontade de fazê-lo, meu bem, e sim a necessidade.
Já perdi a conta das tardes que você me fez falta, enquanto me perguntava sobre você.
Afinal, como você está?
Como tens passado?
Como está sua vida?
Tem algo errado?
Tenho medo de ouvir a resposta da sua boca, porque o simples fato de você passar por mim ainda me dói. Não me imagino ouvindo sua voz de verdade, ou simplesmente cogitando te abraçar. Mas não quer dizer que eu não pense em você; não quer dizer que eu não preocupe com você a cada passo que eu der; o simples fato de dizer que vou te esquecer, não representa vontade de fazê-lo, meu bem, e sim a necessidade.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Dia
Te deixei em casa, e corri. Corri da vontade de voltar, te pedir para ficar, só para podermos sair na próxima semana.
Corri para chegar mais rápido em casa, e escrever sobre um dia que não se repetirá tão cedo; dia, esse, em que vi muitas faces, sorrisos, olhares, expressões, que não faço a menor ideia de quando verei de novo.
Não posso dizer, exatamente, que vou sentir saudade, mas vou ficar com vontade de te ver. De sair andando, sem rumo, em meio a risos e conversas.
Talvez um texto seja exagero. Talvez, talvez... Mas foi um ótimo dia, que eu queria muito poder ter de novo.
Corri para chegar mais rápido em casa, e escrever sobre um dia que não se repetirá tão cedo; dia, esse, em que vi muitas faces, sorrisos, olhares, expressões, que não faço a menor ideia de quando verei de novo.
Não posso dizer, exatamente, que vou sentir saudade, mas vou ficar com vontade de te ver. De sair andando, sem rumo, em meio a risos e conversas.
Talvez um texto seja exagero. Talvez, talvez... Mas foi um ótimo dia, que eu queria muito poder ter de novo.
Importância
Não importa a quantidade de dias que fiquei do teu lado;
Não importa a quantidade de horas em que ouvi tua voz;
Não importa que seja só um dia;
Não me importo de serem só algumas horas.
O que me importa de verdade é você lembrar;
O que me importa de verdade é você querer voltar;
O que me importa de verdade é a falta que esse único dia vai lhe fazer.
Pode ser só um dia, mas esse dia vai ser lembrado.
Não importa a quantidade de horas em que ouvi tua voz;
Não importa que seja só um dia;
Não me importo de serem só algumas horas.
O que me importa de verdade é você lembrar;
O que me importa de verdade é você querer voltar;
O que me importa de verdade é a falta que esse único dia vai lhe fazer.
Pode ser só um dia, mas esse dia vai ser lembrado.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Tempo (texto confuso)
Os ponteiros se movem cada dia mais rápido, apressando decisões que aparentemente seriam tomadas daqui há décadas.
Num piscar de olhos a escola já está no fim, e estao todos escolhendo suas carreiras, e seguindo seus rumos. Uns perto, outros longe.
Parece que no próximo minuto já terei barba branca, e um punhado de histórias para contar;
Parece que em poucos segundos já vou estar sozinho numa casa para chamar de minha.
O tempo é nosso inimigo leal, que nos atrapalha com uma ajuda de pai. Que nos faz viver porque o tempo curto, e esperar porque ainda há tempo.
"Todo tempo do mundo já não basta mais"
Num piscar de olhos a escola já está no fim, e estao todos escolhendo suas carreiras, e seguindo seus rumos. Uns perto, outros longe.
Parece que no próximo minuto já terei barba branca, e um punhado de histórias para contar;
Parece que em poucos segundos já vou estar sozinho numa casa para chamar de minha.
O tempo é nosso inimigo leal, que nos atrapalha com uma ajuda de pai. Que nos faz viver porque o tempo curto, e esperar porque ainda há tempo.
"Todo tempo do mundo já não basta mais"
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Zé da Revolução
Esse menino corre, e não tropeça;
Ele corre da promessa;
Corre para fugir dessa guerra aqui,
que chamam de ''Nova Geração''.
Ele corre!
E ninguém vai pegar.
Ele corre!
Para se salvar.
Logo ele, que foi contra essa forma de pensar.
Sempre ele, que insistiu em acreditar,
no que nem seus heróis cogitaram tentar.
"Ei, deixa o orgulho de lado! Que hoje nó vamos marchar!
Lutemos pela paz, que as flores vão brotar.
Somos um só coração, que os tiros não vão alcançar!"
Ele corre da promessa;
Corre para fugir dessa guerra aqui,
que chamam de ''Nova Geração''.
Ele corre!
E ninguém vai pegar.
Ele corre!
Para se salvar.
Logo ele, que foi contra essa forma de pensar.
Sempre ele, que insistiu em acreditar,
no que nem seus heróis cogitaram tentar.
"Ei, deixa o orgulho de lado! Que hoje nó vamos marchar!
Lutemos pela paz, que as flores vão brotar.
Somos um só coração, que os tiros não vão alcançar!"
Ainda
Ainda vou te abraçar;
Ainda vou te ver errar;
Ainda vou te ver sorrir,
Ainda vou te ver chorar.
Ainda vai sentir saudade;
Ainda vai ser de verdade,
Ainda vai concretizar.
Ainda vou te dissuadir;
Ainda vou te perdoar;
Ainda vou te ver partir,
Ainda vou te ver chegar.
Ainda vai ouvir falar,
Ainda vai emudecer.
Ainda vou te musicar,
Ainda vou te esquecer.
Ainda vou te ver errar;
Ainda vou te ver sorrir,
Ainda vou te ver chorar.
Ainda vai sentir saudade;
Ainda vai ser de verdade,
Ainda vai concretizar.
Ainda vou te dissuadir;
Ainda vou te perdoar;
Ainda vou te ver partir,
Ainda vou te ver chegar.
Ainda vai ouvir falar,
Ainda vai emudecer.
Ainda vou te musicar,
Ainda vou te esquecer.
Verso Versado
Você mal chegou, e já tá indo...
A gente mal conversou, e já estás saindo.
O que te leva de volta?
O que te trouxe à essa Terra Morta?
Diz que vai ficar mais um tempo?!
A gente mal conversou, e já estás saindo.
O que te leva de volta?
O que te trouxe à essa Terra Morta?
Diz que vai ficar mais um tempo?!
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
First one
É uma estrada longa para trilhar, mas vale a pena. Se for esse sorriso sincero o prêmio para isso tudo, eu dou a volta ao mundo três vezes.
Cada da me sinto mais forte, e mais motivado. A cada dia percebo a beleza que existe ao meu redor, nos rostos novos, que prometem trazer vida.
Hoje eu levantei, e me senti vivo, como há muito não sentia. Me senti no lugar certo, na hora certa, e é assim que meus dias vao correr. Só mais alguns dias, e TUDO vai estar certo.
Cada da me sinto mais forte, e mais motivado. A cada dia percebo a beleza que existe ao meu redor, nos rostos novos, que prometem trazer vida.
Hoje eu levantei, e me senti vivo, como há muito não sentia. Me senti no lugar certo, na hora certa, e é assim que meus dias vao correr. Só mais alguns dias, e TUDO vai estar certo.
Ela e Eu
(Ela) - Por que sumiste?
(Eu) - Necessidade.
(Ela) - Por que voltaste?
(Eu) - Saudade.
(Ela) - Por que não ligou, então?
(Eu) - Orgulho.
(Ela) - Por que? Sempre soubes da minha saudade.
(Eu) - Medo.
(Ela) - Importa-se de usar mais do que uma palavra por vez?
(Eu) - Não.
(Ela) - Do que tens medo?
(Eu) - De tomares espaço no meu peito, e ir embora.
(Ela) - Não vou fazer isso.
(Eu) - E que garantia tenho disso?
(Ela) - Meu coração na tua mão. Se eu for embora, ele fica contigo.
(Eu) - Justo.
(Ela) - Mas preciso de ti por completo. Não aceito parcelas de paixão, ainda com juros abusivo.
(Eu) - Dou-te minha palavra; inteira.
Eu completo a parte que lhe falta, se fizeres o mesmo por mim. Dou-te a ultima experiência, se fizeres o mesmo por mim.
(Eu) - Necessidade.
(Ela) - Por que voltaste?
(Eu) - Saudade.
(Ela) - Por que não ligou, então?
(Eu) - Orgulho.
(Ela) - Por que? Sempre soubes da minha saudade.
(Eu) - Medo.
(Ela) - Importa-se de usar mais do que uma palavra por vez?
(Eu) - Não.
(Ela) - Do que tens medo?
(Eu) - De tomares espaço no meu peito, e ir embora.
(Ela) - Não vou fazer isso.
(Eu) - E que garantia tenho disso?
(Ela) - Meu coração na tua mão. Se eu for embora, ele fica contigo.
(Eu) - Justo.
(Ela) - Mas preciso de ti por completo. Não aceito parcelas de paixão, ainda com juros abusivo.
(Eu) - Dou-te minha palavra; inteira.
Eu completo a parte que lhe falta, se fizeres o mesmo por mim. Dou-te a ultima experiência, se fizeres o mesmo por mim.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Quem?
Quem sabe não é mútua a necessidade?
Quem sabe exclui da mente essa falsidade?
Quem sabe, meu bem? Quem sabe?
Quem sabe o tempo perdido, não é ganho de algum jeito?
Quem sabe nos teus erros não encontro algo perfeito?
Quem sabe? Alguém sabe?
Eu não sei, você não sabe.
O que nos impede de aprender, querida?
Quem sabe exclui da mente essa falsidade?
Quem sabe, meu bem? Quem sabe?
Quem sabe o tempo perdido, não é ganho de algum jeito?
Quem sabe nos teus erros não encontro algo perfeito?
Quem sabe? Alguém sabe?
Eu não sei, você não sabe.
O que nos impede de aprender, querida?
sábado, 13 de agosto de 2011
Vento
Jogada no vento ela corre,
Escapando de tudo,
Grito mudo do ser que quer ter motivo para sonhar.
Corre, corre, corre sem escorregar,
Deixa pra lá que eu levo tudo,
Deixo teu mundo te fazer caçar
O sonho turvo de querer amar.
O que pode ser um alguém?
Na cabeçasempre um porém;
Não respeita a métrica, é só desdem.
Essa menina ainda vai além.
Traga aqui, venha cá,
Deixa que eu te ensino como cantar
Olhe aqui, deixa acolá,
A bossa ainda vai te conquistar.
Escapando de tudo,
Grito mudo do ser que quer ter motivo para sonhar.
Corre, corre, corre sem escorregar,
Deixa pra lá que eu levo tudo,
Deixo teu mundo te fazer caçar
O sonho turvo de querer amar.
O que pode ser um alguém?
Na cabeçasempre um porém;
Não respeita a métrica, é só desdem.
Essa menina ainda vai além.
Traga aqui, venha cá,
Deixa que eu te ensino como cantar
Olhe aqui, deixa acolá,
A bossa ainda vai te conquistar.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Amor ~ Paixão
Eu não procuro por um amor. Não tô querendo ter obrigação de ligar só para perguntar como ela está, se está, como chegou, se chegou, e coisas do tipo.
Eu não tô procurando alguém para me controlar. Não quero ninguém me dizendo que não gosta de tal amigo, ou que não gosta de tal hábito, ou que eu não posso beber isso, fumar aquilo, cheirar aquilo outro. Quero ser livre.
Só quero alguém que sinta minha falta. Que fique comigo um dia, e que goste da minha compania. Alguém que vá embora, e sinta minha falta. Alguém que ouça minha música no rádio, e diga que foi bom me conhecer. Alguém que cale a carência, mas sem ter consequência. Apenas alguém com quem eu crie laços afetivos sem obrigação.
Amor. Paixão.
Eu não tô procurando alguém para me controlar. Não quero ninguém me dizendo que não gosta de tal amigo, ou que não gosta de tal hábito, ou que eu não posso beber isso, fumar aquilo, cheirar aquilo outro. Quero ser livre.
Só quero alguém que sinta minha falta. Que fique comigo um dia, e que goste da minha compania. Alguém que vá embora, e sinta minha falta. Alguém que ouça minha música no rádio, e diga que foi bom me conhecer. Alguém que cale a carência, mas sem ter consequência. Apenas alguém com quem eu crie laços afetivos sem obrigação.
Amor. Paixão.
Depois de Você
Depois de você, nada vale a pena. Nada mais. Já que você não valeu a pena (digo isso por não ter conseguido enxergar lado bom nisso, ainda), por quê diabos qualquer outra valeria?
Depois de você, não quero mais amar. Não quero mais sentir necessidade de alguém, já que não pude suprir a que tinha de você.
Depois de você, eu só quero ir embora.
Sem neologismos, você me fodeu. Levou tudo o que era coragem, e deixou tudo e mais um pouco do que é medo. Estou sufocado com ele, e agora sei que ele leva seu nome. Sufocado, eu não sei até onde ou conseguir correr.
Depois de você, não quero mais amar. Não quero mais sentir necessidade de alguém, já que não pude suprir a que tinha de você.
Depois de você, eu só quero ir embora.
Sem neologismos, você me fodeu. Levou tudo o que era coragem, e deixou tudo e mais um pouco do que é medo. Estou sufocado com ele, e agora sei que ele leva seu nome. Sufocado, eu não sei até onde ou conseguir correr.
Eu e as mulheres
Desde as mais loucas, até as mais calmas, as mulheres vêem em mim um porto seguro, onde elas podem colocar todas as suas mágoas e tristezas, e ficarem mais leves.
Por esse motivo, durante toda a minha vida, fui rodeado delas. Não como um amante tosco, mas como um amigo leal; um irmão leal; um filho leal.
Tenho por elas um respeito imenso, uma admiração tão grande quanto, e vejo nelas uma beleza estupenda.
Todas as mulheres são lindas, ao seu modo;
Todas elas tem alguma coisa única e especial - por dentro e por fora.
É para todas as mulheres da minha vida que dedico esse textículo. TODAS, sem exclusão. Amo vocês, do fundo do meu peito.
Por esse motivo, durante toda a minha vida, fui rodeado delas. Não como um amante tosco, mas como um amigo leal; um irmão leal; um filho leal.
Tenho por elas um respeito imenso, uma admiração tão grande quanto, e vejo nelas uma beleza estupenda.
Todas as mulheres são lindas, ao seu modo;
Todas elas tem alguma coisa única e especial - por dentro e por fora.
É para todas as mulheres da minha vida que dedico esse textículo. TODAS, sem exclusão. Amo vocês, do fundo do meu peito.
♥
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Poema, apenas.
Só preciso escolher um caminho, dentre os milhares que estão na minha frente.
Só preciso enterrar o carinho, do qual eu sempre me julguei carente.
Só quero um pouco de paz, o que eu achei que nunca fosse faltar.
Só quero dizer 'nunca mais', o que eu achei que nunca fosse falar.
Onde estão meus pedaços?
Onde andam meus passos?
Em cima do papel rabiscado que eu chamo de canção;
Coração dobrado, feito carta pronta
Que me arrepia, de ponta a ponta.
Só preciso escrever uma bossa, entre tantas outras necessidades.
Só preciso cantar sobre a fossa, entre todas as outras felicidades.
Só quero poder evoluir, o que eu julgava já avançado.
Só quero parar de mentir, o que eu não achava errado.
Onde estão nossos laços?
Onde foge nossa dor, a largos passos?
Em cima da linha da vida, que chamamos de estrada,
Jornada estendida, feito conversa de fim de tarde
Que me amedronta, como a um covarde.
Escolhi um caminho, e você foi no sentido contrário;
Meu sentido é a hora, e o seu é anti-horário;
Meu mundo é real, e o seu é imaginário;
Vamos nos apertar, mas acharemos espaço no nosso calendário.
Só preciso enterrar o carinho, do qual eu sempre me julguei carente.
Só quero um pouco de paz, o que eu achei que nunca fosse faltar.
Só quero dizer 'nunca mais', o que eu achei que nunca fosse falar.
Onde estão meus pedaços?
Onde andam meus passos?
Em cima do papel rabiscado que eu chamo de canção;
Coração dobrado, feito carta pronta
Que me arrepia, de ponta a ponta.
Só preciso escrever uma bossa, entre tantas outras necessidades.
Só preciso cantar sobre a fossa, entre todas as outras felicidades.
Só quero poder evoluir, o que eu julgava já avançado.
Só quero parar de mentir, o que eu não achava errado.
Onde estão nossos laços?
Onde foge nossa dor, a largos passos?
Em cima da linha da vida, que chamamos de estrada,
Jornada estendida, feito conversa de fim de tarde
Que me amedronta, como a um covarde.
Escolhi um caminho, e você foi no sentido contrário;
Meu sentido é a hora, e o seu é anti-horário;
Meu mundo é real, e o seu é imaginário;
Vamos nos apertar, mas acharemos espaço no nosso calendário.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Oi?
"Cadê tua força, capitão?
Não prometeste a certa moça um coração?
Se fraquejar dessa maneira, essa moça só terá outra decepção!"
Oh, marujo, minha saúde mental anda ruim!
Culpa desse oceano sem fim.
Mas essa moça ainda vai ouvir falar de mim!
Não prometeste a certa moça um coração?
Se fraquejar dessa maneira, essa moça só terá outra decepção!"
Oh, marujo, minha saúde mental anda ruim!
Culpa desse oceano sem fim.
Mas essa moça ainda vai ouvir falar de mim!
terça-feira, 26 de julho de 2011
Devaneios
Vou de corpo para corpo, os usando com objetos. Beijando a pele de todos como se fossem a sua. Finjo que o azedume na minha boca é uma fruta exótica, e aproveito. Aproveito de alma vazia. Aproveito como se eu não me importasse. Como se a única pessoa com quem eu me importo, ou me importei, estivesse morta. Logo, não há nada a perder.
Bebo uma quantidade exorbitante de café, como se o mundo de sonhos, que eu amava tanto, não me fizesse bem. Não posso dormir para não te ver.
Sem dormir, minha manhã começa. Mais café. Escrevo ao longo do dia. Escrevo muito. Coloco no papel o que o orgulho não me deixa dizer; rimo as palavras que o bom-censo não me deixa gritar.
Vejo, lentamente, os segundos virarem minutos; minutos virarem horas; horas virarem o fim de um período de covardia. Período em que eu enxergo a cura na minha frente e não faço nada. Não faço nada por não me sentir pronto. Depois de você, garota, ninguém mais parece valer o mínimo de esforço.
Olho de longe e escrevo sobre o que vejo. Faço uma pintura de uma desconhecida com palavras. Desconhecida que, mesmo aparentando querer que eu me aproxime, parece ter um "Cai Fora!" estampado na testa.
Hora de terminar o texto. COmecei de um jeito, com um assunto, e terminei de outro, falando de outra garota...
Bebo uma quantidade exorbitante de café, como se o mundo de sonhos, que eu amava tanto, não me fizesse bem. Não posso dormir para não te ver.
Sem dormir, minha manhã começa. Mais café. Escrevo ao longo do dia. Escrevo muito. Coloco no papel o que o orgulho não me deixa dizer; rimo as palavras que o bom-censo não me deixa gritar.
Vejo, lentamente, os segundos virarem minutos; minutos virarem horas; horas virarem o fim de um período de covardia. Período em que eu enxergo a cura na minha frente e não faço nada. Não faço nada por não me sentir pronto. Depois de você, garota, ninguém mais parece valer o mínimo de esforço.
Olho de longe e escrevo sobre o que vejo. Faço uma pintura de uma desconhecida com palavras. Desconhecida que, mesmo aparentando querer que eu me aproxime, parece ter um "Cai Fora!" estampado na testa.
Hora de terminar o texto. COmecei de um jeito, com um assunto, e terminei de outro, falando de outra garota...
Simples
Todo dia
Uma máscara cai,
Toda horas
A certeza se esvai.
E hoje eu nem sei
O que você faz.
Não vai conseguir escapar,
Até sua sombra vai te abandonar.
E você ainda vai...
Vai dar valor ao meu colchão
Querer fazer das tripas coração
Mas do lado de cá
Vai faltar disposição.
Todo dia
Só pensar em dançar
Toda hora
Pro espelho a olhar
E hoje eu nem sei
Como te aguentar.
Cada dia
Uma roupa diferente,
Cada hora
Um defeito latente.
E hoje eu nem sei
Para quem você mente.
Não vai conseguir escapar,
Até sua sombra vai se aventurar.
E você ainda vai...
Vai implorar pelo perdão
Correr meu quarteirão
Pensando numa solução.
Vai implorar pelo poema
Rezar uma novena
Sem ter terço na mão.
Vai chorar um problema
Mas no meu ecossistema
Sua espécie não se cria, não.
Sai, fera ferida, sai;
Larga logo da minha mão.
Sai, sangue sujo, sai;
Sai da minha circulação.
Bye, marujo, bye;
Um 'adeus' da tripulação.
Uma máscara cai,
Toda horas
A certeza se esvai.
E hoje eu nem sei
O que você faz.
Não vai conseguir escapar,
Até sua sombra vai te abandonar.
E você ainda vai...
Vai dar valor ao meu colchão
Querer fazer das tripas coração
Mas do lado de cá
Vai faltar disposição.
Todo dia
Só pensar em dançar
Toda hora
Pro espelho a olhar
E hoje eu nem sei
Como te aguentar.
Cada dia
Uma roupa diferente,
Cada hora
Um defeito latente.
E hoje eu nem sei
Para quem você mente.
Não vai conseguir escapar,
Até sua sombra vai se aventurar.
E você ainda vai...
Vai implorar pelo perdão
Correr meu quarteirão
Pensando numa solução.
Vai implorar pelo poema
Rezar uma novena
Sem ter terço na mão.
Vai chorar um problema
Mas no meu ecossistema
Sua espécie não se cria, não.
Sai, fera ferida, sai;
Larga logo da minha mão.
Sai, sangue sujo, sai;
Sai da minha circulação.
Bye, marujo, bye;
Um 'adeus' da tripulação.
domingo, 24 de julho de 2011
Adeus, ******
Te chamei de 'querida',
te entreguei minha vida
e você procurou a saída.
Nunca mais, querida.
Te chamei de 'meu bem',
eu te disse 'vem',
você devolveu com desdém.
Nunca mais, meu bem.
Te chamei de 'amor',
te idolatrei com louvor.
E você debochou com um "faça-me o favor".
Nunca mais, amor.
Pelo seu nome eu até chamaria.
Com essas palavras ele até rimaria.
E essa canção diria:
Nunca mais, ******.
Até mais, ******.
Ah, nunca mais, ******.
te entreguei minha vida
e você procurou a saída.
Nunca mais, querida.
Te chamei de 'meu bem',
eu te disse 'vem',
você devolveu com desdém.
Nunca mais, meu bem.
Te chamei de 'amor',
te idolatrei com louvor.
E você debochou com um "faça-me o favor".
Nunca mais, amor.
Pelo seu nome eu até chamaria.
Com essas palavras ele até rimaria.
E essa canção diria:
Nunca mais, ******.
Até mais, ******.
Ah, nunca mais, ******.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Yo y Tú
Eu vou estar nos seus sonhos, e não vou te deixar acordar.
Eu vou estar nos seus quadros, e não vou te deixar pintar.
Eu vou estar no seu mapa, e não vou te deixar me achar.
Eu vou estar do seu lado, e você não vai poder olhar.
Eu vou dizer que te amo, e você não vai poder me odiar.
Eu vou sentar no seu lugar, e você nãovai me fazer levantar.
Eu vou cantarolar, e você não vai poder me calar.
Eu vou pensar, e você não vai poder me controlar.
Eu vou te levar, e você não vai se salvar.
Eu vou te abraçar, e você não vai querer soltar.
Eu vou te seguir, e você não vai me fazer parar.
Eu vou entrar nesse jogo, e você não vai ganhar.
Eu vou gritar, e você não vai gargalhar.
Eu vou sair, e você vai chorar.
Eu vou pedir, e você vai ficar.
Eu vou me despir, e você vai olhar.
Eu vou dormir, você vai me acordar.
Eu vou dizer 'sim', e você não vai negar.
Eu vou te tocar, e você vai me beijar.
Eu vou te beijar, e você vai me deitar.
Eu vou te deitar, e você vai me...
Eu vou levantar, e você vai implorar.
Eu vou rir, e você vai chorar.
Eu vou saber, e você vai imaginar.
Eu vou escrever, mas não vou enviar.
Eu vou esquecer, e você vai pensar.
Eu vou escrever, e você vai imaginar.
Eu vou publicar, e você vai comprar.
Eu vou te encontrar, e você vai lembrar.
Você vai pedir, e eu vou negar.
Eu vou estar nos seus quadros, e não vou te deixar pintar.
Eu vou estar no seu mapa, e não vou te deixar me achar.
Eu vou estar do seu lado, e você não vai poder olhar.
Eu vou dizer que te amo, e você não vai poder me odiar.
Eu vou sentar no seu lugar, e você nãovai me fazer levantar.
Eu vou cantarolar, e você não vai poder me calar.
Eu vou pensar, e você não vai poder me controlar.
Eu vou te levar, e você não vai se salvar.
Eu vou te abraçar, e você não vai querer soltar.
Eu vou te seguir, e você não vai me fazer parar.
Eu vou entrar nesse jogo, e você não vai ganhar.
Eu vou gritar, e você não vai gargalhar.
Eu vou sair, e você vai chorar.
Eu vou pedir, e você vai ficar.
Eu vou me despir, e você vai olhar.
Eu vou dormir, você vai me acordar.
Eu vou dizer 'sim', e você não vai negar.
Eu vou te tocar, e você vai me beijar.
Eu vou te beijar, e você vai me deitar.
Eu vou te deitar, e você vai me...
Eu vou levantar, e você vai implorar.
Eu vou rir, e você vai chorar.
Eu vou saber, e você vai imaginar.
Eu vou escrever, mas não vou enviar.
Eu vou esquecer, e você vai pensar.
Eu vou escrever, e você vai imaginar.
Eu vou publicar, e você vai comprar.
Eu vou te encontrar, e você vai lembrar.
Você vai pedir, e eu vou negar.
Sociedade Anônima
Toda vez que escrevo alguma coisa pensando em você, eu leio em voz alta, torcendo para que o vento leve minhas palavras até o andar em que você mora, para que entrem no seu quarto, e penetrem nos seus sonhos, para que, mesmo que eu não envie, você tome conhecimento do que eu escrevi.
Toda noite, antes dos meus olhos fecharem, eu vejo seu rosto no meio da escuridão; sussurro seu nome, para o meu anjo-da-guarda te levar paz. Torço, também, para que nas suas noites mais agitadas, no meio dos seus devaneios, você se lembre de mim. Que você cante meu nome no meio de uma música qualquer; me coloque no meio de uma história que tenha inventado; ou, pelo menos, imagine como teria sido o seu dia se eu estivesse, por pelo menos cinco minutos, do seu lado.
Todas as vezes em que eu ando sozinho pelas ruas, presto atenção nas esquinas, procurando você, indo ou voltando de qualquer lugar. Tento sentir seu cheiro, ou pelo menos ver seus cabelos alaranjados ao vento, sinalizando que está atrasada, e com muita pressa.
Por vezes passei na frente da tua casa, esperando ver você da janela. Esperando que, naqueles poucos segundos de caminhada, você saísse. Eu veria tua cara de espanto, misturada com raiva, desdém, tristeza, alegria, e outros sentimentos que não saberia definir. Você coraria. Trastejaria, por um instante. Acenaria rapidamente, e seguiria o seu rumo que, com absoluta certeza, seria o oposto ao meu.
Certa vez eu te disse: "Você é a Rainha do meu mundo. É você quem coloca ordem nele.". Não acho que você tenha me levado a sério.
Hoje, meu mundo está sem Rainha, e está um caos. Não há ninguém para governar, e dizer com autoridade o que o povo deve fazer. Não há nem uma simples porção da sua terra no meu mar alucinógeno.
Dessa vez, como em todas as outras, eu queria que você tomasse conhecimento das minhas palavras.
Toda noite, antes dos meus olhos fecharem, eu vejo seu rosto no meio da escuridão; sussurro seu nome, para o meu anjo-da-guarda te levar paz. Torço, também, para que nas suas noites mais agitadas, no meio dos seus devaneios, você se lembre de mim. Que você cante meu nome no meio de uma música qualquer; me coloque no meio de uma história que tenha inventado; ou, pelo menos, imagine como teria sido o seu dia se eu estivesse, por pelo menos cinco minutos, do seu lado.
Todas as vezes em que eu ando sozinho pelas ruas, presto atenção nas esquinas, procurando você, indo ou voltando de qualquer lugar. Tento sentir seu cheiro, ou pelo menos ver seus cabelos alaranjados ao vento, sinalizando que está atrasada, e com muita pressa.
Por vezes passei na frente da tua casa, esperando ver você da janela. Esperando que, naqueles poucos segundos de caminhada, você saísse. Eu veria tua cara de espanto, misturada com raiva, desdém, tristeza, alegria, e outros sentimentos que não saberia definir. Você coraria. Trastejaria, por um instante. Acenaria rapidamente, e seguiria o seu rumo que, com absoluta certeza, seria o oposto ao meu.
Certa vez eu te disse: "Você é a Rainha do meu mundo. É você quem coloca ordem nele.". Não acho que você tenha me levado a sério.
Hoje, meu mundo está sem Rainha, e está um caos. Não há ninguém para governar, e dizer com autoridade o que o povo deve fazer. Não há nem uma simples porção da sua terra no meu mar alucinógeno.
Dessa vez, como em todas as outras, eu queria que você tomasse conhecimento das minhas palavras.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Essa Pequena - Chico Buarque (Minha versão)
Meu tempo é curto
O tempo dela sobra
Meu cabelo é castanho
O dela é cor de abóbora.
Temo que não dure muito
A nossa novela, mas
Eu tento tanta saudade dela.
Meu dia voa
E ela não acorda.
Deixo ela na esquina
Ela quer ir pra Flórida
Acho que nem sei direito
Do que que ela fala, mas
Não canso de contemplá-la .
Feito avarento conto meus minutos
Cada segundo que se esvai
Cuidando dela do meu jeito mudo
Ela que esbanja suas horas
Ao vento, ai
As vezes ela pinta a boca e sai
Fique a vontade, eu digo
Take your time
Sinto que ainda vou penar com essa pequena, mas
O blues já valeu a pena.
Não é plágio, são apenas as coisas que EU escreveria se fosse o Chico.
O tempo dela sobra
Meu cabelo é castanho
O dela é cor de abóbora.
Temo que não dure muito
A nossa novela, mas
Eu tento tanta saudade dela.
Meu dia voa
E ela não acorda.
Deixo ela na esquina
Ela quer ir pra Flórida
Acho que nem sei direito
Do que que ela fala, mas
Não canso de contemplá-la .
Feito avarento conto meus minutos
Cada segundo que se esvai
Cuidando dela do meu jeito mudo
Ela que esbanja suas horas
Ao vento, ai
As vezes ela pinta a boca e sai
Fique a vontade, eu digo
Take your time
Sinto que ainda vou penar com essa pequena, mas
O blues já valeu a pena.
Não é plágio, são apenas as coisas que EU escreveria se fosse o Chico.
Garota
Eu te amo e te odeio;
te escrevo e não envio,
penso e não verbalizo,
te abraço mentalmente,
te quero e você não sente.
Te rimo sem métrica
e escrevo seu futuro;
te espero na inércia
e fico em cima do muro.
Te descrevo em música
e fico sempre por perto;
te amando e odiando,
mas de coração aberto.
te escrevo e não envio,
penso e não verbalizo,
te abraço mentalmente,
te quero e você não sente.
Te rimo sem métrica
e escrevo seu futuro;
te espero na inércia
e fico em cima do muro.
Te descrevo em música
e fico sempre por perto;
te amando e odiando,
mas de coração aberto.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
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"Peixes se atrai por Virgem. Virgem se atrai por Peixes." - astrologia é uma merda. Apenas isso.
terça-feira, 19 de julho de 2011
"Mais um Soldado"
Eu te despi da vergonha, da estagnação, dos medos, do passado, e de muitas outras coisas. Te deixei nua de defeitos na minha cama. Apenas você e sua pele de gesso.
Você se acomodou e ficou por um tempo. Resolveu levantar.
Vestiu uma armadura de desapego, que cobriu todo o seu corpo; escondeu seu desespero. Se armou de coragem, e foi ferir meu mundo. Missão cumprida, não soldado?
Se despiu outra vez, só que não de defeitos. As mãos de uma pessoa qualquer lhe despiam de mim. Dos meus braços que sempre funcionaram como um manto protetor em volta do seu corpo frágil. Você não parecia sentir frio ou vergonha, apesar de estar completamente exposta aos perigos que as missões de guerra lhe traziam.
Pois saiba que o frio vai chegar, e a vergonha virá de mãos dadas com ela. Elas colocarão um peso exorbitante sobre os seus ombros 'frágeis', fazendo você se ajoelhar, e implorar pelo seu manto protetor. Assim, uma vez mais vou te vestir com ele, e te despir da vergonha, do orgulho, do medo, e tudo de ruim que trouxer. Nesse dia, soldado, você vai ganhar uma medalha, para guardar como lembrança do que aprendeu e viveu.
Atenciosamente,
Seu eterno capitão.
Você se acomodou e ficou por um tempo. Resolveu levantar.
Vestiu uma armadura de desapego, que cobriu todo o seu corpo; escondeu seu desespero. Se armou de coragem, e foi ferir meu mundo. Missão cumprida, não soldado?
Se despiu outra vez, só que não de defeitos. As mãos de uma pessoa qualquer lhe despiam de mim. Dos meus braços que sempre funcionaram como um manto protetor em volta do seu corpo frágil. Você não parecia sentir frio ou vergonha, apesar de estar completamente exposta aos perigos que as missões de guerra lhe traziam.
Pois saiba que o frio vai chegar, e a vergonha virá de mãos dadas com ela. Elas colocarão um peso exorbitante sobre os seus ombros 'frágeis', fazendo você se ajoelhar, e implorar pelo seu manto protetor. Assim, uma vez mais vou te vestir com ele, e te despir da vergonha, do orgulho, do medo, e tudo de ruim que trouxer. Nesse dia, soldado, você vai ganhar uma medalha, para guardar como lembrança do que aprendeu e viveu.
Atenciosamente,
Seu eterno capitão.
O Menino e a Sábia.
Existe um menino sentado numa cadeira de balanço, com um caderno e um lápis nas mãos, olhando para o horizonte, e escrevendo histórias. Mudando a vida das personagens, escolhendo destinos, colocando as pessoas certas nos lugares certos - por vezes o contrário -, escrevendo falas bonitas, e etc.
Esse menino, certa vez, escreveu uma história complicada, colocando duas personagens, sem nada em comum, apenas o destino, que anda ao lado, juntos. Com alguma coisa a fazer. Nós somos essas personagens.
Esse menino nos descreveu como terra e água; luz e escuridão; colorido e opaco; branco e preto. Mas mesmo assim uma força maior não nos deixava longe um do outro. Machuca quando isso acontece.
Ao longo da história são reveladas algumas respostas às personagens, mas é claro, de maneira subliminar. Como quando descobrem que suas linhas místicas do destino, dos amores e da vida, que se encontram nas mãos, são iguais. Mas, o que isso quer dizer?
Ninguém nos explicou. Hoje a história se bifurcou. Nos encontramos separados um do outro, e com certeza feridos e magoados. Dessa vez não falo por mim.
Não sei com exatidão o que esse menino anda escrevendo na história do lado de lá, mas eu posso imaginar: dor. Saudade, talvez. Agitação, para se esconder de si mesma. Orgulho. Vontade de odiar, mas só vontade. Aquele sentimento de que falta alguma coisa. Palavras que vão e voltam, nos momentos em que abre uma janela de conversa, mas desiste e a fecha. Incompreensão, ao ainda se encontrar protagonizando histórias secundárias escritas por uma das personagens desse conto infindável que vivemos. Espera, aguardando uma folha de papel dobrada em quatro passar por baixo da porta, dizendo 'me desculpe, estou com saudades', ou mesmo checando com uma frequência maior do que antes sua caixa de entrada de e-mails, só para ver se há algum verso lá.
Ou também pode estar ignorando tudo. Não estar pensando mais em absolutamente mais nada que envolva meu nome. Pode ter queimado cada carta, antes do pranto acabar. se livrado do desenho que estava na cortiça do teu quarto. Apagado todas as mensagens, tanto do celular, quanto das redes sociais. Pode ter nojo de cada letra que eu escreva, e nem querer mas olhar nos meus olhos.
Ou achou uma maneira alternativa, só para me surpreender, como sempre fez.
Talvez esse menino tenha um plano maior para nós dois. Eu sei que tem. Só está esperando o momento certo para escrevê-lo. Esse momento pode ser hoje... Amanhã... Ou, até mesmo, em dez anos...
Esse menino, certa vez, escreveu uma história complicada, colocando duas personagens, sem nada em comum, apenas o destino, que anda ao lado, juntos. Com alguma coisa a fazer. Nós somos essas personagens.
Esse menino nos descreveu como terra e água; luz e escuridão; colorido e opaco; branco e preto. Mas mesmo assim uma força maior não nos deixava longe um do outro. Machuca quando isso acontece.
Ao longo da história são reveladas algumas respostas às personagens, mas é claro, de maneira subliminar. Como quando descobrem que suas linhas místicas do destino, dos amores e da vida, que se encontram nas mãos, são iguais. Mas, o que isso quer dizer?
Ninguém nos explicou. Hoje a história se bifurcou. Nos encontramos separados um do outro, e com certeza feridos e magoados. Dessa vez não falo por mim.
Não sei com exatidão o que esse menino anda escrevendo na história do lado de lá, mas eu posso imaginar: dor. Saudade, talvez. Agitação, para se esconder de si mesma. Orgulho. Vontade de odiar, mas só vontade. Aquele sentimento de que falta alguma coisa. Palavras que vão e voltam, nos momentos em que abre uma janela de conversa, mas desiste e a fecha. Incompreensão, ao ainda se encontrar protagonizando histórias secundárias escritas por uma das personagens desse conto infindável que vivemos. Espera, aguardando uma folha de papel dobrada em quatro passar por baixo da porta, dizendo 'me desculpe, estou com saudades', ou mesmo checando com uma frequência maior do que antes sua caixa de entrada de e-mails, só para ver se há algum verso lá.
Ou também pode estar ignorando tudo. Não estar pensando mais em absolutamente mais nada que envolva meu nome. Pode ter queimado cada carta, antes do pranto acabar. se livrado do desenho que estava na cortiça do teu quarto. Apagado todas as mensagens, tanto do celular, quanto das redes sociais. Pode ter nojo de cada letra que eu escreva, e nem querer mas olhar nos meus olhos.
Ou achou uma maneira alternativa, só para me surpreender, como sempre fez.
Talvez esse menino tenha um plano maior para nós dois. Eu sei que tem. Só está esperando o momento certo para escrevê-lo. Esse momento pode ser hoje... Amanhã... Ou, até mesmo, em dez anos...
sábado, 16 de julho de 2011
Nonsense
Sou obrigado a dizer que suas palavras - ainda - arrepiam minha espinha. Quaisquer que sejam, elas tem esse poder. De qualquer forma que as expresse.
Tô aqui, sentado, impotente, com saudade mais aguçada do que nunca, escrevendo feito um louco, e cantarolando 'All I Need', do Beeshop. "I thought in the end, you'd be okay. Watching the love of your life fading away".
Digitei um e-mail imenso, mas desisti. O apaguei.
Escrevi um blues intenso, e resisti. O musiquei.
Parei com meu bom-censo, e insisti. O retomei.
Ascendi mais um incenso, e fugi. Mas retornei.
Agora eu tô muito tenso, e rugi. Ainda não me acalmei.
Tô aqui, sentado, impotente, com saudade mais aguçada do que nunca, escrevendo feito um louco, e cantarolando 'All I Need', do Beeshop. "I thought in the end, you'd be okay. Watching the love of your life fading away".
Digitei um e-mail imenso, mas desisti. O apaguei.
Escrevi um blues intenso, e resisti. O musiquei.
Parei com meu bom-censo, e insisti. O retomei.
Ascendi mais um incenso, e fugi. Mas retornei.
Agora eu tô muito tenso, e rugi. Ainda não me acalmei.
2008
Faz tempo que esse tempo passou; e nem tanto.
Três anos do tempo que começamos a aprender. Aprender a aprender.
Tempo simples, esse. Tudo o que precisávamos era de um violão e uma garrafa de uma bebida qualquer.
Sonhávamos em tocar Fresno para multidões, e mostrar a beleza que víamos em rimar amor com dor.
Época que paixão era um estado constante, levando-nos a aprender o que é amar.
Nossos problemas se comprimiam em uma simples questão: o que eu faço se ela(ele) não gostar de mim?
Era tão bom... Não existiam brigas, apenas momentos felizes, em que todos se amava e curtiam a época. Víamos nossos futuros entrelaçados, viajando por esse Brasil, contando histórias musicadas da nossa vida. Hoje em dia, cada um tem seu futuro; espalhados por aí...
Eu só queria lembrar daquele nosso tempo. Não quero que ninguém se esqueça da felicidade simples dessa nossa 'infância', já que ninguém sabe como vai ser.
Como será que vai ser?
Três anos do tempo que começamos a aprender. Aprender a aprender.
Tempo simples, esse. Tudo o que precisávamos era de um violão e uma garrafa de uma bebida qualquer.
Sonhávamos em tocar Fresno para multidões, e mostrar a beleza que víamos em rimar amor com dor.
Época que paixão era um estado constante, levando-nos a aprender o que é amar.
Nossos problemas se comprimiam em uma simples questão: o que eu faço se ela(ele) não gostar de mim?
Era tão bom... Não existiam brigas, apenas momentos felizes, em que todos se amava e curtiam a época. Víamos nossos futuros entrelaçados, viajando por esse Brasil, contando histórias musicadas da nossa vida. Hoje em dia, cada um tem seu futuro; espalhados por aí...
Eu só queria lembrar daquele nosso tempo. Não quero que ninguém se esqueça da felicidade simples dessa nossa 'infância', já que ninguém sabe como vai ser.
Como será que vai ser?
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Wanted
Preciso de uma garota. Não um amor desses de cinema, que você pensa em casar. Só uma garota bonita, pra dividir o cobertor nessas noites frias; inteligente, pra gente conversar tomado um café depois do almoço; pacinte, pra gente deitar num sofá e passar o dia assistindo filmes.
Só queria poder abraçar sem obrigação nenhuma. Beijar sem o 'eu te amo' sussurrado depois. Deixar os corpos colados até o dia amanhecer.
É pedir demais?
Só queria poder abraçar sem obrigação nenhuma. Beijar sem o 'eu te amo' sussurrado depois. Deixar os corpos colados até o dia amanhecer.
É pedir demais?
terça-feira, 12 de julho de 2011
Por favor, vadia.
Por favor, meu amor, fica perto de mim;
Não faça esse jogo de ir embora
Vamos dormir, que já passou da hora.
Por favor, meu amor, não faz assim.
Por favor, meu amor, ouça meu canto;
Não esquece do 'nós' para poder sair,
Já é tarde, e acho que esse trem não vai partir.
Por favor, meu amor, cura meu pranto.
Embora não ligue, sou insone
Rolo pela cama sufocando seu nome.
Tô suando frio nas cobertas do perdão
Indo até você, minuto sim, minuto não.
Por favor, meu amor, não tenha pressa
Vamos conversar, que eu te faço um café,
Sente na cadeira, não há porquê ficar em pé
Por favor, meu amor, não vem com essa...
Por favor, meu amor, tô rezando
Ajoelha e olha pro céu comigo
Teus olhos lunares não são inimigos
Por favor, meu amor, tô implorando.
Embora não ligue, sou insone
Rolo pela cama sufocando seu nome.
Tô suando frio nas cobertas do perdão
Indo até você, minuto sim, minuto não.
Essa é a carta que eu pensei em mandar,
Que virou música, e está pelo ar.
O perdão que eu pensei em dizer
No momento que o erro veio de você.
Isso é tudo o que eu tenho agora
Além das olheiras e um punhado de infindáveis horas.
Não faça esse jogo de ir embora
Vamos dormir, que já passou da hora.
Por favor, meu amor, não faz assim.
Por favor, meu amor, ouça meu canto;
Não esquece do 'nós' para poder sair,
Já é tarde, e acho que esse trem não vai partir.
Por favor, meu amor, cura meu pranto.
Embora não ligue, sou insone
Rolo pela cama sufocando seu nome.
Tô suando frio nas cobertas do perdão
Indo até você, minuto sim, minuto não.
Por favor, meu amor, não tenha pressa
Vamos conversar, que eu te faço um café,
Sente na cadeira, não há porquê ficar em pé
Por favor, meu amor, não vem com essa...
Por favor, meu amor, tô rezando
Ajoelha e olha pro céu comigo
Teus olhos lunares não são inimigos
Por favor, meu amor, tô implorando.
Embora não ligue, sou insone
Rolo pela cama sufocando seu nome.
Tô suando frio nas cobertas do perdão
Indo até você, minuto sim, minuto não.
Essa é a carta que eu pensei em mandar,
Que virou música, e está pelo ar.
O perdão que eu pensei em dizer
No momento que o erro veio de você.
Isso é tudo o que eu tenho agora
Além das olheiras e um punhado de infindáveis horas.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Você vai
Espera para ver, vou crescer para cima de você, de um jeito que você nunca imaginou. E não vou sozinho.
Você vai chorar cada lágrima que eu calei.
Você vai gritar em todas as linguas que você conhece. Até em braile.
Você vai se arrastar, jurando que muda até de terra pra água, se eu pedir.
AH, VOCÊ VAI.
Você vai chorar cada lágrima que eu calei.
Você vai gritar em todas as linguas que você conhece. Até em braile.
Você vai se arrastar, jurando que muda até de terra pra água, se eu pedir.
AH, VOCÊ VAI.
Você.
Em cada canto que eu olho tem algo seu: sua presença, sua opninião, você.
Vejo você na tela da minha televisão. Os rostos das atrizes se transfiguram, até chegarem no teu, tão amargo.
Você está nos versos dos compositores que não te conheceram. Seu nome é gritado no refrão que grudou na minha mente.
Sua voz está na sala vazia e escura, nos horários em que eu deveria estar dormirndo, mas é claro, você não deixa.
Seu corpo está nas artes abstratas;
Nas curvas das estradas;
No meu tombo da escada, enquanto eu corria atrás de você.
Você está gravada nos CDs que eu nunca ouvi; escrita nas páginas que eu nunca li; filmada nos filmes que eu nem ao menos quis assistir.
Você está impregnada na minha cabeça. Merda.
Vejo você na tela da minha televisão. Os rostos das atrizes se transfiguram, até chegarem no teu, tão amargo.
Você está nos versos dos compositores que não te conheceram. Seu nome é gritado no refrão que grudou na minha mente.
Sua voz está na sala vazia e escura, nos horários em que eu deveria estar dormirndo, mas é claro, você não deixa.
Seu corpo está nas artes abstratas;
Nas curvas das estradas;
No meu tombo da escada, enquanto eu corria atrás de você.
Você está gravada nos CDs que eu nunca ouvi; escrita nas páginas que eu nunca li; filmada nos filmes que eu nem ao menos quis assistir.
Você está impregnada na minha cabeça. Merda.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Qwerty
Achei que minhas preocupações tinham ido embora, mas eu achei suas mensagens na minha caixa de entrada. Mensagens daquele tempo, no qual existia um laço que hoje nem sei se chamo de amor. Não chamo por medo de ser amor de verdade, porque já passou por coisas demais e ainda continua vivo.
Isso é só uma epifania, já que a verdade é: outra mercuriana cruzou meu caminho.
Mais difícil? Sim. Mais fria? Talvez. Mais bela? São diferentes, mas aos meus novos olhos é mais bela, sim. Linda. Mais inocente? A palavra 'inocência' não existe mais em meu vocabulário.
Só isso.
Isso é só uma epifania, já que a verdade é: outra mercuriana cruzou meu caminho.
Mais difícil? Sim. Mais fria? Talvez. Mais bela? São diferentes, mas aos meus novos olhos é mais bela, sim. Linda. Mais inocente? A palavra 'inocência' não existe mais em meu vocabulário.
Só isso.
Doce Maria
O barco voa no ar; voa tão alto que até parece apertar meus sonhos. Voa tanto que eu não consigo acreditar que deixei a noiva no altar.
O barco dá voltas infinitas, e flui pela maré de acordes e palavras soltas. Palavras que vieram embaralhadas e se propagariam por uma simples razão: você.
As ideias vem num navio que o ar não carregou. Chove, chove, chove, e a bela moça chegou.
Mãos frias no rosto do capitão, que tinha que tomar cuidado com os aviões, porque estava tão alto que até alcançou o céu.
O céu foi ápice dos sonhos em que eu recebia ódio. Voando de primeira classe na alucinação do peixe ao mar. Vou voar, nadar, correr e caminhar.
Não dá para parar, as palavras saem sem avisar, porque eu não sou mais o dono de nada desde sua mão deixou as digitais na minha pele facial, que desde então congelou. Cada coisa flui distante, e não parece querer voltar. Não volta mesmo, já é tarde para acordar. Dormindo eu sei que vocês vão ficar; esse mundo injusto não pode parar.
Vem, que minha janela tá brilhando de exatidão
de encontro passo a passo
Desse desejo tão escasso
E por isso o barco voa
Porque tem fogo de inverter essa história pro seu lado, pra ter com o que conversar.
O barco dá voltas infinitas, e flui pela maré de acordes e palavras soltas. Palavras que vieram embaralhadas e se propagariam por uma simples razão: você.
As ideias vem num navio que o ar não carregou. Chove, chove, chove, e a bela moça chegou.
Mãos frias no rosto do capitão, que tinha que tomar cuidado com os aviões, porque estava tão alto que até alcançou o céu.
O céu foi ápice dos sonhos em que eu recebia ódio. Voando de primeira classe na alucinação do peixe ao mar. Vou voar, nadar, correr e caminhar.
Não dá para parar, as palavras saem sem avisar, porque eu não sou mais o dono de nada desde sua mão deixou as digitais na minha pele facial, que desde então congelou. Cada coisa flui distante, e não parece querer voltar. Não volta mesmo, já é tarde para acordar. Dormindo eu sei que vocês vão ficar; esse mundo injusto não pode parar.
Vem, que minha janela tá brilhando de exatidão
de encontro passo a passo
Desse desejo tão escasso
E por isso o barco voa
Porque tem fogo de inverter essa história pro seu lado, pra ter com o que conversar.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Procura
Cadê você?
Cadê a brecha no seu tempo?
Cadê o seu jeito que serve de alento?
Se tornou o que eu não posso ter.
Cadê você?
Cadê o som do senhor-dos-ventos?
Cadê a foto para marcar o momento?
Se tornou o que não posso ver.
Cadê você?
Cadê teus tons claros e doces?
Cadê a conversa que você me trouxe?
Se tornou meu sonho, sem merecer.
Cadê você?
Cadê tua corrida na minha caminhada?
Cadê seus passos na minha estrada?
É tudo o que eu podia querer.
Cadê você, menina?
Nem quer me atender.
Cadê você, garota?
Eu tô esperando você.
Cadê você, parvo desejo?
Cadê?
Cadê a brecha no seu tempo?
Cadê o seu jeito que serve de alento?
Se tornou o que eu não posso ter.
Cadê você?
Cadê o som do senhor-dos-ventos?
Cadê a foto para marcar o momento?
Se tornou o que não posso ver.
Cadê você?
Cadê teus tons claros e doces?
Cadê a conversa que você me trouxe?
Se tornou meu sonho, sem merecer.
Cadê você?
Cadê tua corrida na minha caminhada?
Cadê seus passos na minha estrada?
É tudo o que eu podia querer.
Cadê você, menina?
Nem quer me atender.
Cadê você, garota?
Eu tô esperando você.
Cadê você, parvo desejo?
Cadê?
quinta-feira, 30 de junho de 2011
CARTAS
Juntei todos os papéis. As tuas cartas se confundiram com as minhas, que eu nunca enviei. Palavras que hoje não são nada. Se tornaram só substantivos, verbos e adjetivos desconexos.
Risquei o fósforo e coloquei fogo nas mentiras. O fogo foi comendo o papel, pouco a pouco; sujeito após predicado.
No final daquilo, não faria a menor diferença que ofendeu primeiro. "Nesse mundo não existem vítimas, somos todos agressores", como já disse Rodrigo Tavares.
Ninguém conseguiria distinguir quem usou o papel rosa, ou o papel pardo; a caneta azul, ou o lápis rosado; quem entregou num envelope com perfume, ou num papel dobrado.
O cheiro subiu. Um cheiro forte de papel queimado, que me era estranhamente bom. Talvez pelo fato de ser cheiro de vida nova; de pessoas novas (que espero que não tenham esse cheiro de queimado).
As cinzas começaram a levitar, como num feitiço. Estavam ali, flutuando, diante dos meus olhos, fragmentos ínfimos da descrição detalhada que, um dia, eu fiz dos teus.
Aquelas cinzas significaram muita coisa, e agora estão no ar... Sem rumo.
Deixei os restos do teu corpo lírico queimando e voando. Fiz um chá mate. Sentei, aliviado, e sorri. Isso sim é um recomeço.
" A minha história não acaba aqui. Quem põe esse ponto final sou eu."
Risquei o fósforo e coloquei fogo nas mentiras. O fogo foi comendo o papel, pouco a pouco; sujeito após predicado.
No final daquilo, não faria a menor diferença que ofendeu primeiro. "Nesse mundo não existem vítimas, somos todos agressores", como já disse Rodrigo Tavares.
Ninguém conseguiria distinguir quem usou o papel rosa, ou o papel pardo; a caneta azul, ou o lápis rosado; quem entregou num envelope com perfume, ou num papel dobrado.
O cheiro subiu. Um cheiro forte de papel queimado, que me era estranhamente bom. Talvez pelo fato de ser cheiro de vida nova; de pessoas novas (que espero que não tenham esse cheiro de queimado).
As cinzas começaram a levitar, como num feitiço. Estavam ali, flutuando, diante dos meus olhos, fragmentos ínfimos da descrição detalhada que, um dia, eu fiz dos teus.
Aquelas cinzas significaram muita coisa, e agora estão no ar... Sem rumo.
Deixei os restos do teu corpo lírico queimando e voando. Fiz um chá mate. Sentei, aliviado, e sorri. Isso sim é um recomeço.
" A minha história não acaba aqui. Quem põe esse ponto final sou eu."
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Poeminha
É nova fase.
É tempo de recomeço.
É tempo do menino virar homem.
O menino aprendeu; aprendeu a perdoar e aprendeu a 'rancorar';
aprendeu a sofrer e aprendeu a amar;
aprendeu a sorrir, aprendeu a chorar;
aprendeu e agora quer ensinar.
Aprendi a caminhar, agora quero correr;
aprendi a lembrar, agora quero esquecer;
aprendi a falar, agora quero escrever.
Só sabia pensar, agora sei concretizar.
É tempo de recomeço.
É tempo do menino virar homem.
O menino aprendeu; aprendeu a perdoar e aprendeu a 'rancorar';
aprendeu a sofrer e aprendeu a amar;
aprendeu a sorrir, aprendeu a chorar;
aprendeu e agora quer ensinar.
Aprendi a caminhar, agora quero correr;
aprendi a lembrar, agora quero esquecer;
aprendi a falar, agora quero escrever.
Só sabia pensar, agora sei concretizar.
domingo, 26 de junho de 2011
Ensinamentos
Aprendi muito com você. Aprendi coisas que eu julgava inúteis, e que hoje me ajudam; me ajudam a sonhar com tal exatidão, que até vejo a inocência dos seus olhos espelhados nos meus 'experientes'.
Você aprendeu tanto comigo. Coisas que você julgava como úteis, e que hoje não te servem para nada; só servem para tapar os buracos dos sonhos que você realizou, e não conseguiu repor.
Eu te ensinei tanto, mas não ensinei a me tratar; não ensinei como lidar.
Você me ensinou tanto, mas esqueceu de me mostrar como largar do seu pé; esqueceu de ensinar como eu posso me amar com você por perto. Esquecemos.
E hoje a ingratidão é mútua. É mútuo, também, o ódio ao amor. É recíproco o cansaço dessa luta sem fim.
Até mais.
Você aprendeu tanto comigo. Coisas que você julgava como úteis, e que hoje não te servem para nada; só servem para tapar os buracos dos sonhos que você realizou, e não conseguiu repor.
Eu te ensinei tanto, mas não ensinei a me tratar; não ensinei como lidar.
Você me ensinou tanto, mas esqueceu de me mostrar como largar do seu pé; esqueceu de ensinar como eu posso me amar com você por perto. Esquecemos.
E hoje a ingratidão é mútua. É mútuo, também, o ódio ao amor. É recíproco o cansaço dessa luta sem fim.
Até mais.
Você está - (Paulo Cesar Siqueira)
"Em todo lugar que eu não vou
Em toda noite que não durmo
Em todo plano que não concluo
Com todo mundo que não conheço
Em toda ligação que não atendo
Em cada mensagem que não envio
Em cada cama que não me deito
Em cada sobremesa que não como
Em todo tempo que não faço
Em toda hora que não estou calmo
Em toda sala sem barulho
Em todo abraço que não recebo
Em toda vez que eu desisto
Em todas as roupas que eu compro
Em todas alternativas que não escrevo."
sábado, 25 de junho de 2011
Vai Doer
Vou recomeçar. Vou simplesmente largar meu amor incerto no mar, para só encontrá-lo se for a vontade da maré.
Vou desocupar o quarto vermelho que tenho no lado esquerdo do peito, para ele poder receber novos hóspedes.
Vai doer ter que encaixotar suas coisas... Desfazer sua cama... Tirar seus quadros da parede... Mas nada vai doer mais do que dar a notícia.
"Aqui você não pode mais ficar. Não tem me feito bem. Não como fazia antes...
Estou precisado fazer uma reforma aqui, sabe? E você só está atrapalhando... Aliás, está me dissuadindo (você nunca atrapalha).
Não duvide do que eu já disse. Nem de uma simples sílaba... nem de uma vírgula.
Você poderá vir visitar. Se for para ser, você vai morar aqui de novo, mas por enquanto eu preciso de você fora... Apesar de precisar muito de você, eu também preciso de mim.
Não é um adeus, é só um até logo".
Ah, vai doer...
Vou desocupar o quarto vermelho que tenho no lado esquerdo do peito, para ele poder receber novos hóspedes.
Vai doer ter que encaixotar suas coisas... Desfazer sua cama... Tirar seus quadros da parede... Mas nada vai doer mais do que dar a notícia.
"Aqui você não pode mais ficar. Não tem me feito bem. Não como fazia antes...
Estou precisado fazer uma reforma aqui, sabe? E você só está atrapalhando... Aliás, está me dissuadindo (você nunca atrapalha).
Não duvide do que eu já disse. Nem de uma simples sílaba... nem de uma vírgula.
Você poderá vir visitar. Se for para ser, você vai morar aqui de novo, mas por enquanto eu preciso de você fora... Apesar de precisar muito de você, eu também preciso de mim.
Não é um adeus, é só um até logo".
Ah, vai doer...
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Diz por si só
Eu estava bem até você aparecer. Eu estava muito bem.
Eu estava bem até perceber que eu só apareço nas horas erradas e que, para você, todas as horas se tornaram erradas.
Eu estava bem até a vontade de lutar chegar, e, junto com ela, a percepção de que esse mundo não passa de uma grande merda.
Falamos de amores, drogas, dramas, e tudo o que julgamos importante. O que é importante mesmo não está aqui. Até com VOCÊ o mundo é uma merda.
De que valem as discussões, se ninguém realmente está disposto a admitir que está errado? Se ninguém realmente quer admitir que não presta? Se ninguém assume a própria babaquice?
Além de ser uma merda esse mundo também é uma sala lotada de gente que não quer gente; gente que não gosta de gente; e gente que goza a vida sem pensar.
FODA-SE
Eu estava bem até perceber que eu só apareço nas horas erradas e que, para você, todas as horas se tornaram erradas.
Eu estava bem até a vontade de lutar chegar, e, junto com ela, a percepção de que esse mundo não passa de uma grande merda.
Falamos de amores, drogas, dramas, e tudo o que julgamos importante. O que é importante mesmo não está aqui. Até com VOCÊ o mundo é uma merda.
De que valem as discussões, se ninguém realmente está disposto a admitir que está errado? Se ninguém realmente quer admitir que não presta? Se ninguém assume a própria babaquice?
Além de ser uma merda esse mundo também é uma sala lotada de gente que não quer gente; gente que não gosta de gente; e gente que goza a vida sem pensar.
FODA-SE
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Apenas
Se lembra quando era doce?
Você tinha até lábios de mel;
Se lembra do que você me trouxe?
Era um sorriso que parecia o céu...
Por que você se amargurou?
Só para me ouvir dizer que não sei mais onde vou?
Ah, mas eu não vou, não vou!
Se lembra do meu coração?
Você até - um dia - o chamou de lar;
Se lembra por quê foi embora, então?
Foi porque querias voar...
Por que deixou um bilhete no chão?
Para me fazer vociferar da solidão?
Ah, mas eu não vou, não...
Não vou por não ser assim;
Não vou por gostar mais de mim;
Não vou, apenas.
Você tinha até lábios de mel;
Se lembra do que você me trouxe?
Era um sorriso que parecia o céu...
Por que você se amargurou?
Só para me ouvir dizer que não sei mais onde vou?
Ah, mas eu não vou, não vou!
Se lembra do meu coração?
Você até - um dia - o chamou de lar;
Se lembra por quê foi embora, então?
Foi porque querias voar...
Por que deixou um bilhete no chão?
Para me fazer vociferar da solidão?
Ah, mas eu não vou, não...
Não vou por não ser assim;
Não vou por gostar mais de mim;
Não vou, apenas.
Poesia
Sorriso falso, de papel molhado.
Dizem que o pecado mora ao lado;
Lado esquerdo do peito rasgado,
Fruto dos seu seio afiado.
Do qual nunca me acostumei...
...Mas achei
O teu olhar desmanchado
Fitando de longe o lago - feito de versos - No
Qual me encontro afogado...
...Afogado desde os pés
Até os desejos mais cruéis,
Que nascem do horizonte
Das tuas curvas fiéis...
...Que me traem - e continuam a atrair;
Já que o pior está por vir,
Deixo esse papel secar...
...Para desenhar
Seu sorriso, mais uma vez,
E ver se dura mais um mês
Antes da chuva apagar.
Dizem que o pecado mora ao lado;
Lado esquerdo do peito rasgado,
Fruto dos seu seio afiado.
Do qual nunca me acostumei...
...Mas achei
O teu olhar desmanchado
Fitando de longe o lago - feito de versos - No
Qual me encontro afogado...
...Afogado desde os pés
Até os desejos mais cruéis,
Que nascem do horizonte
Das tuas curvas fiéis...
...Que me traem - e continuam a atrair;
Já que o pior está por vir,
Deixo esse papel secar...
...Para desenhar
Seu sorriso, mais uma vez,
E ver se dura mais um mês
Antes da chuva apagar.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Sem título - 1
Não consigo resolver nada por completo. Sempre sobra alguma coisa - ou alguém - precisando de ajuda/ajuste.
Alguém sempre se magoa, ou me magoa sem querer. Alguém sempre acaba com alguma ferida que eu causei com algum erro, numa tentativa infindável de acerto.
Desculpe a todos que se machucaram comigo, e saibam que não fiz por querer.
Quero poder ajudar todos, mas não dá. Tenho minhas prioridades, é verdade, mas não esqueço de ninguém. Sempre vai sobrar pelo menos um décimo de mim para sarar feridas.
Alguém sempre se magoa, ou me magoa sem querer. Alguém sempre acaba com alguma ferida que eu causei com algum erro, numa tentativa infindável de acerto.
Desculpe a todos que se machucaram comigo, e saibam que não fiz por querer.
Quero poder ajudar todos, mas não dá. Tenho minhas prioridades, é verdade, mas não esqueço de ninguém. Sempre vai sobrar pelo menos um décimo de mim para sarar feridas.
domingo, 19 de junho de 2011
Anjo: Parte 1
Meu anjo um dia me questionou:
"- Quem disse que você a merece mais do que ele? Quem disse que você sente mais por ela do que ele?"
Eu não o respondi. Até agora não respondi.
Talvez estejamos empatados.
"- Quem disse que você a merece mais do que ele? Quem disse que você sente mais por ela do que ele?"
Eu não o respondi. Até agora não respondi.
Talvez estejamos empatados.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Puta que o pariu!
Eu poderia ser mais corajoso, ou simplesmente deixar de ser um menino em algumas horas.
Mercúrio se posicionou exatamente na frente de Netuno, que por sua vez, não fez nada.
Mercúrio se posicionou exatamente na frente de Netuno, que por sua vez, não fez nada.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Menino
Olhava para o teto. Estava deitado no meio da sala, rodeado de cartas, que já havia lido dezenas de vezes.
Estava prestando atenção em como o ventilador girava, e balançava essas folhas de versos cansados.
Meses antes daquele momento eu tinha tudo, e, pouco mais de um ano antes, muito mais, mas ali - deitado e pensante - eu só tinha minhas lembranças, algumas cicatrizes de seios afiados, contas atrasadas e meia dúzia de vícios e manias, que herdei de pessoas que, pelo menos para mim, estão mortas.
Tinha, também, minha rotina, que me levava mecânicamente às obrigações, ou por vezes me mantinha entretido para não pensar demais no rumo que a vida toma.
Apesar destes 'esforços', ainda me pegava pensando por demasiado em esperá-la na porta de sua casa, e jogar em seu colo branco tudo o que está engasgado em minha garganta doente. Mas para quê? Nada vai mudar por agora. Assim vou deixando o tempo correr, me distraindo com outras utopias, até chegar o momento que a verdade vai aparecer; ou simplesmente se fazer como verdade, já que o mundo ao redor á acredita nelas.
Também vou aprendendo nesse meio tempo. Aprendendo tudo que eu julgava saber, antes de perceber que sou um menino que caiu da cama e acordou de um sonho bom.
Um menino que acha graça na extura do papel rabiscado com ilusões cuspidas pela mente fértil do próprio.
Um menino que decidiu fechar os olhos para o tempo letivo do coração que seguirá, só para o tempo passar mais rápido.
Estava prestando atenção em como o ventilador girava, e balançava essas folhas de versos cansados.
Meses antes daquele momento eu tinha tudo, e, pouco mais de um ano antes, muito mais, mas ali - deitado e pensante - eu só tinha minhas lembranças, algumas cicatrizes de seios afiados, contas atrasadas e meia dúzia de vícios e manias, que herdei de pessoas que, pelo menos para mim, estão mortas.
Tinha, também, minha rotina, que me levava mecânicamente às obrigações, ou por vezes me mantinha entretido para não pensar demais no rumo que a vida toma.
Apesar destes 'esforços', ainda me pegava pensando por demasiado em esperá-la na porta de sua casa, e jogar em seu colo branco tudo o que está engasgado em minha garganta doente. Mas para quê? Nada vai mudar por agora. Assim vou deixando o tempo correr, me distraindo com outras utopias, até chegar o momento que a verdade vai aparecer; ou simplesmente se fazer como verdade, já que o mundo ao redor á acredita nelas.
Também vou aprendendo nesse meio tempo. Aprendendo tudo que eu julgava saber, antes de perceber que sou um menino que caiu da cama e acordou de um sonho bom.
Um menino que acha graça na extura do papel rabiscado com ilusões cuspidas pela mente fértil do próprio.
Um menino que decidiu fechar os olhos para o tempo letivo do coração que seguirá, só para o tempo passar mais rápido.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Mundos
Nós precisamos viver e aprender. Você precisa viver e aprender.
Precisa passar por muitos corpos - mesmo que me mate com isso.
Precisa aprender muitas coisas.
Conhecer as pessoas. Se conhecer, essencialmente.
Precisa saber o que fazer quando for traída, mas sem esquecer: "Um dia, trairá. Vai aprender que ainda não sabe amar".
Pecisa sentir o ciúme necessário para dar o valor devido.
Precisa de alguém que te ame profundamente - e de verdade - e que isso dure tempo suficiente para você ter boas lembranças.
Desejo que você possa aprender isso tudo, e quando aprender, dê uma volta pelo mundo, com uma ligeira pausa no meu mundo paralelo, só para ver "Se o mundo ainda é igual ao meu".
Precisa passar por muitos corpos - mesmo que me mate com isso.
Precisa aprender muitas coisas.
Conhecer as pessoas. Se conhecer, essencialmente.
Precisa saber o que fazer quando for traída, mas sem esquecer: "Um dia, trairá. Vai aprender que ainda não sabe amar".
Pecisa sentir o ciúme necessário para dar o valor devido.
Precisa de alguém que te ame profundamente - e de verdade - e que isso dure tempo suficiente para você ter boas lembranças.
Desejo que você possa aprender isso tudo, e quando aprender, dê uma volta pelo mundo, com uma ligeira pausa no meu mundo paralelo, só para ver "Se o mundo ainda é igual ao meu".
Convite
O silêncio vai gritando
Ensurdecendo a resposta,
E o bloqueio vai queimando...
Enquanto a chuva se empoça
A ligação vai caindo,
E eu disse que te escrevi uma bossa!
A onda que quebra no meu peito
Vem carregada de perdão,
O choro no nosso leito,
E a busca da redenção...
O pretérito perfeito
E meus versos na sua mão
As tuas armas tem defeitos
Como essa tal de 'paixão'.
Os pecados tão sem jeito
Quanto nossas roupas ao chão,
Meu ciúme, meu desejo
Transformam-se em obsessão.
Essa vida e os meus medos
Estão virando maldição,
O querer, o trastejar
A loucura do não sentir...
Tudo em cima da mesa
Com medo de repetir
As pessoas, os lugares, amores e o caralho
Marco cada um
Como cartas de um baralho
Com naipes coloridos
Feito cinzas do passado...
Ensurdecendo a resposta,
E o bloqueio vai queimando...
Enquanto a chuva se empoça
A ligação vai caindo,
E eu disse que te escrevi uma bossa!
A onda que quebra no meu peito
Vem carregada de perdão,
O choro no nosso leito,
E a busca da redenção...
O pretérito perfeito
E meus versos na sua mão
As tuas armas tem defeitos
Como essa tal de 'paixão'.
Os pecados tão sem jeito
Quanto nossas roupas ao chão,
Meu ciúme, meu desejo
Transformam-se em obsessão.
Essa vida e os meus medos
Estão virando maldição,
O querer, o trastejar
A loucura do não sentir...
Tudo em cima da mesa
Com medo de repetir
As pessoas, os lugares, amores e o caralho
Marco cada um
Como cartas de um baralho
Com naipes coloridos
Feito cinzas do passado...
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Roteiro
Cadê o Celso?
Pois é, o Celso que vive está sendo morto à facadas pelo Celso escritor imaginativo. Estou matando a vida, com uma "sonhada" de cada vez.
Bato com os sonhos na cabeça, até eles se tornarem mais fortes. Mais fortes que a realidade cinza ao meu redor.
Esfrego histórias sujas em feridas abertas, que estavam escondidas sobre as dobras do lençóis, que há muito tempo eu não deixo.
A caneta corre pelos papéis frenéticamente, criando rumos que a vida não levaria nem nos piores devaneios dos protagonistas.
O bloqueio mental também surge, nesse meio tempo.
Vou pelas gaúchas imaginárias, que me acusam de esquizofrenia, até os braços das ruivas mutáveis, que ainda arrepiam meus sonhos de madrugadas frias.
Meus pés não deixam mais as meias, e a barba já cresceu em meu rosto.
Vou indo de droga em droga buscando respostas, que na verdade são inexistentes. Eu mesmo estou acabando com a vida.
Estou preso, intencionalmente, num mundo de fábulas. Preso no roteiro de vida que eu escrevi, e ainda estou por terminar.
Pois é, o Celso que vive está sendo morto à facadas pelo Celso escritor imaginativo. Estou matando a vida, com uma "sonhada" de cada vez.
Bato com os sonhos na cabeça, até eles se tornarem mais fortes. Mais fortes que a realidade cinza ao meu redor.
Esfrego histórias sujas em feridas abertas, que estavam escondidas sobre as dobras do lençóis, que há muito tempo eu não deixo.
A caneta corre pelos papéis frenéticamente, criando rumos que a vida não levaria nem nos piores devaneios dos protagonistas.
O bloqueio mental também surge, nesse meio tempo.
Vou pelas gaúchas imaginárias, que me acusam de esquizofrenia, até os braços das ruivas mutáveis, que ainda arrepiam meus sonhos de madrugadas frias.
Meus pés não deixam mais as meias, e a barba já cresceu em meu rosto.
Vou indo de droga em droga buscando respostas, que na verdade são inexistentes. Eu mesmo estou acabando com a vida.
Estou preso, intencionalmente, num mundo de fábulas. Preso no roteiro de vida que eu escrevi, e ainda estou por terminar.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
.....................................
Ela volta. Eu sei que volta.
Ela deve estar só dando um tempo, num lugar qualquer, só para sair da rotina - que deve ter se tornado maçante para a liberdade dela.
Ela me deixou um bilhete, dizendo para eu me distrair nesse "meio tempo", mas nessas últimas semanas eu só tenho conseguido olhar para a porta, esperando o giro da maçaneta, seguido por sua entrada triunfal, com os cabelos ao vento da meia-noite, e seu rosto iluminado pela luz da lua.
Ela encontraria uma casa bagunçada e confusa, mas com um simples movimento de lábios - para formar a palavra "voltei" - faria tudo se ajeitar.
Jogaria fora as garrafas de bebida;
Apagaria o cigarro, que queima sozinho no cinzeiro;
Guardaria todos os remédios desnecessários;
Substituiria os lençóis sujos por limpos, com o cheiro dela;
Cresceria meu cabelo;
Alimentaria o corpo físico;
Voltaria com a velha rotina de trabalho.
Tantas mudanças...
O tempo está longo demais, e eu estou sem notícias.
Desisti de olhar para porta, e agora fito o telefone. Estou agindo como se ela realmente fosse ligar às 3 da manhã, só para me dar notícias.
Tenho, também, checado diariamente a caixa de correio, mas só recebo contas, que por sinal estão acumulando. Não me mandou um simples cartão postal da Terra do Nunca.
Hoje resolvi mudar. Resolvi parar de esperar, sem nem ao menos ter alguma certeza.
Tirei todas as cartas que escrevi, sem destinatário, de cima da escrivaninha e coloquei numa gaveta.
Resolvi queimar aquela foto de Polaroid que eu tirei enquanto você dormia;eu não preciso mais olhar para ela.
Fiz a barba. Tomei banho. Limpei a casa.
Me livrei dos índícios de álcool e nicotina que estavam espalhados por lá.
Fiz um chá de erva doce.
Recomecei.
Já se passaram dois anos desde o recomeço. Estou trabalhando num novo livro.
Acabou o chá de hortelã, vou sair para comprar mais.
Coloco os fones no ouvido, seleciono Chico Buarque e saio de casa.
Tempo ameno. Estou usando calças cáqui, uma camisa de flanela. Meu cabelo crescido balança ao andar. Estou de chinelos.
Chego ao mercado.
Estou no corredor de chás. Tiro um dos fones.
"Celso?!", ouço. Me viro e A vejo. É Ela. Ela. Ela.
- Já tem tanto tempo...- Ela diz.
- Dois anos - respondo.
- Você nunca mais me procurou.
- Eu procurei até perceber que eu precisava me encontrar, antes de procurar por qualquer coisa.
- Hum... Foi bom te ver! - me abraçou, e saiu andando.
Pensei em ir para o corredor de bebidas, e voltar para a escuridão que eu tinha saído.
Peguei duas caixas de chá.
Estou curado. Coração curado. Alma curada. Está tudo bem agora.
Ela deve estar só dando um tempo, num lugar qualquer, só para sair da rotina - que deve ter se tornado maçante para a liberdade dela.
Ela me deixou um bilhete, dizendo para eu me distrair nesse "meio tempo", mas nessas últimas semanas eu só tenho conseguido olhar para a porta, esperando o giro da maçaneta, seguido por sua entrada triunfal, com os cabelos ao vento da meia-noite, e seu rosto iluminado pela luz da lua.
Ela encontraria uma casa bagunçada e confusa, mas com um simples movimento de lábios - para formar a palavra "voltei" - faria tudo se ajeitar.
Jogaria fora as garrafas de bebida;
Apagaria o cigarro, que queima sozinho no cinzeiro;
Guardaria todos os remédios desnecessários;
Substituiria os lençóis sujos por limpos, com o cheiro dela;
Cresceria meu cabelo;
Alimentaria o corpo físico;
Voltaria com a velha rotina de trabalho.
Tantas mudanças...
O tempo está longo demais, e eu estou sem notícias.
Desisti de olhar para porta, e agora fito o telefone. Estou agindo como se ela realmente fosse ligar às 3 da manhã, só para me dar notícias.
Tenho, também, checado diariamente a caixa de correio, mas só recebo contas, que por sinal estão acumulando. Não me mandou um simples cartão postal da Terra do Nunca.
Hoje resolvi mudar. Resolvi parar de esperar, sem nem ao menos ter alguma certeza.
Tirei todas as cartas que escrevi, sem destinatário, de cima da escrivaninha e coloquei numa gaveta.
Resolvi queimar aquela foto de Polaroid que eu tirei enquanto você dormia;eu não preciso mais olhar para ela.
Fiz a barba. Tomei banho. Limpei a casa.
Me livrei dos índícios de álcool e nicotina que estavam espalhados por lá.
Fiz um chá de erva doce.
Recomecei.
Já se passaram dois anos desde o recomeço. Estou trabalhando num novo livro.
Acabou o chá de hortelã, vou sair para comprar mais.
Coloco os fones no ouvido, seleciono Chico Buarque e saio de casa.
Tempo ameno. Estou usando calças cáqui, uma camisa de flanela. Meu cabelo crescido balança ao andar. Estou de chinelos.
Chego ao mercado.
Estou no corredor de chás. Tiro um dos fones.
"Celso?!", ouço. Me viro e A vejo. É Ela. Ela. Ela.
- Já tem tanto tempo...- Ela diz.
- Dois anos - respondo.
- Você nunca mais me procurou.
- Eu procurei até perceber que eu precisava me encontrar, antes de procurar por qualquer coisa.
- Hum... Foi bom te ver! - me abraçou, e saiu andando.
Pensei em ir para o corredor de bebidas, e voltar para a escuridão que eu tinha saído.
Peguei duas caixas de chá.
Estou curado. Coração curado. Alma curada. Está tudo bem agora.
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