Criei no seu sorriso morada para minha alegria, fazendo dos sonhos realidade, espelhados nesse alabastro convidativo que são seus dentes.
Na sua pele desenhei todo o mar que Iemanjá me deu, e mergulhei sem pensar duas vezes. E, apesar disso tudo, nem sei seu nome.
Continuo pensando se isso foi realmente de verdade, ou se foi sonho. Utopia do destino que une e separa os pensamentos; filosofando só para passar o tempo da noite fria que veio atormentar. É tormento porque não passa, e nem tem olhar para esquentar. Até mesmo porquê de tão longe, o calor viraria uma pedra de gelo tão densa que não derreteria nem embaixo das minhas cobertas de perdão.
A essas horas já nem sei mais sobre o que eu escrevo. São apenas palavras que pedem pra sair. Só isso.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Não Dá
Ah, mas dói. Dia sim, dia não, mas dói. E quando pega pra doer, dói além da conta.
Dói deixar amor ir embora, e não se desprender de verdade. Você fica torcendo pra que dê tudo certo, e acaba esquecendo que tem que esquecer. Esquecendo que tem que re-aprender a viver.
Você pensa que é simples cumprir com aquela velha promessa de que vai deixar tudo pra trás e começar de novo. No fundo, você sabe que não dá.
Não dá.
Dói deixar amor ir embora, e não se desprender de verdade. Você fica torcendo pra que dê tudo certo, e acaba esquecendo que tem que esquecer. Esquecendo que tem que re-aprender a viver.
Você pensa que é simples cumprir com aquela velha promessa de que vai deixar tudo pra trás e começar de novo. No fundo, você sabe que não dá.
Não dá.
Lembranças
Estava sentado no sofá, tomando meu querido chá mate, e comecei a lembrar de algumas coisas que aconteceram há mais de um ano atrás.
Lembrei-me de quando conheci aquela garota que modificou minha vida de um jeito inacreditável. Lembrei-me daquele tempo em que ela ficava nervosa do meu lado; tremia tanto! Eu achava aquilo lindo!.
Lembrei-me, também, daquele sorriso, que mesmo de aparelho, me encantava, e tinha o poder de transformar qualquer dia ruim em um dia magnífico.
Nessa época eu desenhava. Eu a desenhei, usando sua calça roxa e uma camiseta da sua banda preferida. Ela ainda tinha cabelos castanhos, com algumas partes loiras.
Ela colocou o desenho num cortiça, em seu quarto cor-de-rosa, e lá ele ficou durante algum tempo. Hoje em dia ele pode estar rasgado, no lixo, ou perdido em uma gaveta qualquer.
Lembrei-me da primeira vez que vi seu sorriso sem aparelho; simplesmente o mais lindo. E ainda é, até hoje. Lembrei-me de sorrir ao vê-la corar diante dos meus elogios.
Lembrei-me, com um aperto no coração, de quando ela pintou o cabelo de ruivo. Ficou... Linda, por falta de adjetivo melhor. Junto com essa lembrança, veio a daquele dia em que ela trocou a calça roxa, por uma preta. Confesso que fiquei aliviado.
Lembrei-me da felicidade dela ao fazer o tão esperado piercing no nariz.
Vi aquela garota crescer, de certa forma. Digamos que de semente ela virou uma muda, que foi colocada em outro quintal, e por lá deu frutos.
Ainda não sei dizer se foi bom lembrar de todos esses detalhes; dessa vez não tive culpa, elas simplesmente chegaram, entraram na minha mente, e foram cuspidas num pedaço de papel, que virou uma carta sem remetente.
"O esforço para lembrar é a vontade de esquecer." - 'O Vento', Los Hermanos.
Lembrei-me de quando conheci aquela garota que modificou minha vida de um jeito inacreditável. Lembrei-me daquele tempo em que ela ficava nervosa do meu lado; tremia tanto! Eu achava aquilo lindo!.
Lembrei-me, também, daquele sorriso, que mesmo de aparelho, me encantava, e tinha o poder de transformar qualquer dia ruim em um dia magnífico.
Nessa época eu desenhava. Eu a desenhei, usando sua calça roxa e uma camiseta da sua banda preferida. Ela ainda tinha cabelos castanhos, com algumas partes loiras.
Ela colocou o desenho num cortiça, em seu quarto cor-de-rosa, e lá ele ficou durante algum tempo. Hoje em dia ele pode estar rasgado, no lixo, ou perdido em uma gaveta qualquer.
Lembrei-me da primeira vez que vi seu sorriso sem aparelho; simplesmente o mais lindo. E ainda é, até hoje. Lembrei-me de sorrir ao vê-la corar diante dos meus elogios.
Lembrei-me, com um aperto no coração, de quando ela pintou o cabelo de ruivo. Ficou... Linda, por falta de adjetivo melhor. Junto com essa lembrança, veio a daquele dia em que ela trocou a calça roxa, por uma preta. Confesso que fiquei aliviado.
Lembrei-me da felicidade dela ao fazer o tão esperado piercing no nariz.
Vi aquela garota crescer, de certa forma. Digamos que de semente ela virou uma muda, que foi colocada em outro quintal, e por lá deu frutos.
Ainda não sei dizer se foi bom lembrar de todos esses detalhes; dessa vez não tive culpa, elas simplesmente chegaram, entraram na minha mente, e foram cuspidas num pedaço de papel, que virou uma carta sem remetente.
"O esforço para lembrar é a vontade de esquecer." - 'O Vento', Los Hermanos.
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