sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Pequena

  Parece que não te vejo há anos, pequena. Você tá toda mudada. Linda.
  Parece que não me vê há tempos, pequena. Tô todo mudado. Podre.

  Será que um dia nossos corpos se encontram na fusão dessa saudade?
  Será que um dia vou perguntar de você, ou serei sempre covarde?
  Será que um dia eu...

O Fogo

  As taças sujas estão na minha pia,
  Cheias de memórias da nossa noite vazia.
  Sem medo, sem dor;
  Sem frio, sem calor;
  Só nós dois na brecha do tempo
  Num sonho chamado de 'amor'.

  As roupas rasgadas estão pelo chão,
  Como o desejo da noite em que eu procurei todos os seus beijos.
  Sem medo, sem pudor;
  Sem prédio, sem flor;
  Só nós dois na cama do vento,
  Esperando o tal do 'amor'.

  Não sei se cabe ou não
  Seu nome no meu refrão;
  Minha métrica tão errada...
  Suas sete letras oitavadas...

  As claves tortas estão no seu fogo,
  Como o leão rugindo ao lobo:
  Sem pretexto, sem razão;
  Sem sentimento, sem tesão;
  Só nós dois nessa selva de pedra,
  Alentando um só coração.

  Meus olhares meigos estão pelo teu corpo,
  Como um tesouro: raro e louco.
  Sem erro, sem perdão;
  Sem ganância, sem brasão;
  Só nós dois num baú do mar,
  Curtindo essa paixão.

  Não sei se devo
  Te chamar no meu refrão.
  São mundos tão opostos...
  E não se juntam nessa canção.

  Tenho essa escala toda errada...
  Suas sete letras oitavadas...
  Ah, dona do fogo!

O Fogo

  As taças sujas estão na minha pia,
  Cheias de memórias da nossa noite vazia.
  Sem medo, sem dor;
  Sem frio, sem calor;
  Só nós dois na brecha do tempo
  Num sonho chamado de 'amor'.

  As roupas rasgadas estão pelo chão,
  Como o desejo da noite em que eu procurei todos os seus beijos.
  Sem medo, sem pudor;
  Sem prédio, sem flor;
  Só nós dois na cama do vento,
  Esperando o tal do 'amor'.

  Não se cabe ou não
  Seu nome no meu refrão;
  Minha métrica tão errada...
  Suas sete letras oitavadas...

  As claves tortas estão no seu fogo,
  Como o leão rugindo ao lobo:
  Sem pretexto, sem razão;
  Sem sentimento, sem tesão;
  Só nós dois nessa selva de pedra,
  Alentando um só coração.

  Meus olhares meigos estão pelo teu corpo,
  Como um tesouro: raro e louco.
  Sem erro, sem perdão;
  Sem ganância, sem brasão;
  Só nós dois num baú do mar,
  Curtindo essa paixão.

  Não sei se devo
  Te chamar no meu refrão.
  São mundos tão opostos...
  E não se juntam nessa canção.

  Tenho essa escala toda errada...
  Suas sete letras oitavadas...
  Ah, dona do fogo!