domingo, 7 de abril de 2013

Madrugada de Domingo

A gente acha que a dor é pouca, mas não é. Sentir o corpo todo em chamas, com uma febre que nunca vai passar é a pior sensação humana. E eu? Eu fui enganado por acreditar demais, por ver pureza. Aconteceu comigo tudo aquilo que eu sempre disse que jamais faria com alguém: traição, casualidade, mentira e uma dose cavalar de crueldade mesclada com egoísmo. Que esperança devo ter no mundo?
Chego a pensar se sou um bom tipo de pessoa. Afinal, se dizem por aí que nos apaixonamos por quem vemos ter alguma semelhança conosco, eu devo ser um Diabo.
O que ela fez comigo, por querer ou não, me machucou de uma forma que não vai sarar tão cedo. Ela fez comigo o que fizeram com ela, talvez pra revidar direto aos homens. Chego a pensar se devo, então, estimar a felicidade de alguém assim. Sei que devo... Não consigo querer mal.

Mas o que o tal do amor? É possível amar quem não conhecemos? Acho que sim, porque eu te amo profundamente e nem sei mais quem Diabos é você.

Madrugada de Domingo
Sem dormir, eu me lembrei
De tudo que já me disseste
E de tudo que eu acreditei

Pensei que seria você
A tal pra me mostrar o amor
Mas caí diante das mentiras
Que formam um castelo sem cor

Madrugada de Domingo
Eu aqui sem o que dizer...
Cheiro a bebida e a saudade
Me afogo em notas para esquecer

Sei que não vou dormir
Serei insone pra sempre sim
De que adianta deitar sozinho
E pensar em alguém no fim?

De nada vale o violão
Sem você pra me ouvir tocar
Tudo quanto é canção
Que aprendi para te agradar
De nada vale o chimarrão
Sem tua boca pra me adocicar
Tirar o amargor da vida
E o cinza da minha cidade má
De nada vale a vida
Sem a tua pra completar
De nada vale saída
Se não vem me acompanhar.

Arrisco-me a dizer que de nada vale amar.