quarta-feira, 6 de julho de 2011

Você.

  Em cada canto que eu olho tem algo seu: sua presença, sua opninião, você.
  Vejo você na tela da minha televisão. Os rostos das atrizes se transfiguram, até chegarem no teu, tão amargo.
  Você está nos versos dos compositores que não te conheceram. Seu nome é gritado no refrão que grudou na minha mente.
  Sua voz está na sala vazia e escura, nos horários em que eu deveria estar dormirndo, mas é claro, você não deixa.
 
  Seu corpo está nas artes abstratas;
  Nas curvas das estradas;
  No meu tombo da escada, enquanto eu corria atrás de você.
 
  Você está gravada nos CDs que eu nunca ouvi; escrita nas páginas que eu nunca li; filmada nos filmes que eu nem ao menos quis assistir.
  Você está impregnada na minha cabeça. Merda.
 

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