Cadê o Celso?
Pois é, o Celso que vive está sendo morto à facadas pelo Celso escritor imaginativo. Estou matando a vida, com uma "sonhada" de cada vez.
Bato com os sonhos na cabeça, até eles se tornarem mais fortes. Mais fortes que a realidade cinza ao meu redor.
Esfrego histórias sujas em feridas abertas, que estavam escondidas sobre as dobras do lençóis, que há muito tempo eu não deixo.
A caneta corre pelos papéis frenéticamente, criando rumos que a vida não levaria nem nos piores devaneios dos protagonistas.
O bloqueio mental também surge, nesse meio tempo.
Vou pelas gaúchas imaginárias, que me acusam de esquizofrenia, até os braços das ruivas mutáveis, que ainda arrepiam meus sonhos de madrugadas frias.
Meus pés não deixam mais as meias, e a barba já cresceu em meu rosto.
Vou indo de droga em droga buscando respostas, que na verdade são inexistentes. Eu mesmo estou acabando com a vida.
Estou preso, intencionalmente, num mundo de fábulas. Preso no roteiro de vida que eu escrevi, e ainda estou por terminar.