E vamos fingir que estamos vivendo, enquanto a pessoa que chamamos de 'amor verdadeiro' vive a vida perfeita por nós. A gente fica na merda, só para o nosso 'amor' dormir em lençóis egípcios.
Essa é a vida de muita gente. Gente que acaba encontrando outra pessoa para tapar essa lacuna de felicidade que logo esvazia de novo. É um ciclo.
É um ciclo que se prolonga até o verdadeiro amor aparecer, ou até mesmo se revelar naquela pessoa que há tempos está deitada na cama com teu nome gravado na cabeceira. Mas a gente sobrevive. Ninguém precisa se matar, se drogar, ou qualquer coisa assim. Porque existe muita coisa no meio dessa busca incessante por amor. Existe tanta coisa que, muitas vezes, a gente nem lembra daquela velha vontade adolescente de sangrar os pulsos na pia do banheiro, pensando que aquilo vai sarar nossa dor de alguma forma.
A dor passa. Demora, mas quando a gente para pra pensar, já tá dividiando a nossa cama com outra pessoa. Dividindo, não entregando.