quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Lembranças

  Estava sentado no sofá, tomando meu querido chá mate, e comecei a lembrar de algumas coisas que aconteceram há mais de um ano atrás.
  Lembrei-me de quando conheci aquela garota que modificou minha vida de um jeito inacreditável. Lembrei-me daquele tempo em que ela ficava nervosa do meu lado; tremia tanto! Eu achava aquilo lindo!.
  Lembrei-me, também, daquele sorriso, que mesmo de aparelho, me encantava, e tinha o poder de transformar qualquer dia ruim em um dia magnífico.
  Nessa época eu desenhava. Eu a desenhei, usando sua calça roxa e uma camiseta da sua banda preferida. Ela ainda tinha cabelos castanhos, com algumas partes loiras.
  Ela colocou o desenho num cortiça, em seu quarto cor-de-rosa, e lá ele ficou durante algum tempo. Hoje em dia ele pode estar rasgado, no lixo, ou perdido em uma gaveta qualquer.
  Lembrei-me da primeira vez que vi seu sorriso sem aparelho; simplesmente o mais lindo. E ainda é, até hoje. Lembrei-me de sorrir ao vê-la corar diante dos meus elogios.
  Lembrei-me, com um aperto no coração, de quando ela pintou o cabelo de ruivo. Ficou... Linda, por falta de adjetivo melhor. Junto com essa lembrança, veio a daquele dia em que ela trocou a calça roxa, por uma preta. Confesso que fiquei aliviado.
  Lembrei-me da felicidade dela ao fazer o tão esperado piercing no nariz.
  Vi aquela garota crescer, de certa forma. Digamos que de semente ela virou uma muda, que foi colocada em outro quintal, e por lá deu frutos.
  Ainda não sei dizer se foi bom lembrar de todos esses detalhes; dessa vez não tive culpa, elas simplesmente chegaram, entraram na minha mente, e foram cuspidas num pedaço de papel, que virou uma carta sem remetente.

  "O esforço para lembrar é a vontade de esquecer." - 'O Vento', Los Hermanos.

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