domingo, 11 de dezembro de 2011

Você

  As folhas balançam na árvore, sob a luz desse sol que arde; esquenta o chão e os corpos, mas não a tua pele de mármore, de um gelo tão natural... Chega a se tornar especial! Quase cardeal.

  Gradativamente as vozes ficam mudas;
  Instantaneamente as cores ficam turvas;
  Infindavelmente os céus caem feito luvas;
  Aparentemente, deixei minha vida na chuva; pelo menos até você se materializar na música mais surda, e assim me abismar com a tua beleza absurda.

  Sou seu escravo, e seu senhor;
  Seu ódio, e seu amor;
  Sua cura, e a minha dor;
  Sou seu céu.
  Seu fogo, sua água, seu ar;
  Sua eterna guitarra a acusticar,
  Seu piano perfeito esperando para tocar no dia em que sua mente até mim resvalar.