Vou de corpo para corpo, os usando com objetos. Beijando a pele de todos como se fossem a sua. Finjo que o azedume na minha boca é uma fruta exótica, e aproveito. Aproveito de alma vazia. Aproveito como se eu não me importasse. Como se a única pessoa com quem eu me importo, ou me importei, estivesse morta. Logo, não há nada a perder.
Bebo uma quantidade exorbitante de café, como se o mundo de sonhos, que eu amava tanto, não me fizesse bem. Não posso dormir para não te ver.
Sem dormir, minha manhã começa. Mais café. Escrevo ao longo do dia. Escrevo muito. Coloco no papel o que o orgulho não me deixa dizer; rimo as palavras que o bom-censo não me deixa gritar.
Vejo, lentamente, os segundos virarem minutos; minutos virarem horas; horas virarem o fim de um período de covardia. Período em que eu enxergo a cura na minha frente e não faço nada. Não faço nada por não me sentir pronto. Depois de você, garota, ninguém mais parece valer o mínimo de esforço.
Olho de longe e escrevo sobre o que vejo. Faço uma pintura de uma desconhecida com palavras. Desconhecida que, mesmo aparentando querer que eu me aproxime, parece ter um "Cai Fora!" estampado na testa.
Hora de terminar o texto. COmecei de um jeito, com um assunto, e terminei de outro, falando de outra garota...
Nenhum comentário:
Postar um comentário