Vou recomeçar. Vou simplesmente largar meu amor incerto no mar, para só encontrá-lo se for a vontade da maré.
Vou desocupar o quarto vermelho que tenho no lado esquerdo do peito, para ele poder receber novos hóspedes.
Vai doer ter que encaixotar suas coisas... Desfazer sua cama... Tirar seus quadros da parede... Mas nada vai doer mais do que dar a notícia.
"Aqui você não pode mais ficar. Não tem me feito bem. Não como fazia antes...
Estou precisado fazer uma reforma aqui, sabe? E você só está atrapalhando... Aliás, está me dissuadindo (você nunca atrapalha).
Não duvide do que eu já disse. Nem de uma simples sílaba... nem de uma vírgula.
Você poderá vir visitar. Se for para ser, você vai morar aqui de novo, mas por enquanto eu preciso de você fora... Apesar de precisar muito de você, eu também preciso de mim.
Não é um adeus, é só um até logo".
Ah, vai doer...