terça-feira, 4 de setembro de 2012

Amor, Parte I

Acho que é assim, o tal do amor. Não escolhe rosto, ideias ou jeito de falar. Desconhece corpo perfeito ou sorriso ideal. Não pensa em compatibilidade musical ou jeito de se vestir. O amor apenas acontece.
Amor verdadeiro desconhece fronteiras e distâncias; um amor de verdade jamais ouviu o som da palavra "impossível". Um amor desses dura para sempre, mesmo depois de acabar. Amor de verdade não apaga lembranças ruins, apenas maximiza as boas.
Amor verdadeiro não quer saber do tamanho da sua casa ou do quanto você ganha por mês. Amor de verdade é pele na pele, causando calafrios no calor do desejo; é não se acostumar nunca com a presença e sentir saudade sempre.
Amor verdadeiro é o que te faz sentir cheio, como se nada mais faltasse. Amor de verdade é aquilo que vem de dentro e transforma o teu jeito de ver o mundo que gira do lado de fora.
Amor verdadeiro não tem modelo ou receita para se seguir. É tão simples quanto um polinômio matemático e tão complicado quanto uma operação aditiva.
Amor verdadeiro é falar sem ter o que dizer. É sorrir sem motivo e agradecer por mais um dia de vida - mesmo que um dia meio sem graça, afinal, o amor é a graça.

O amor existe, sim. Se você ainda não o sentiu, ele ainda não te achou. Te prepara, pois tua hora vai chegar.

"Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente.
É dor que desatina sem doer."