Ele despertou. Acordara bem, sem resquícios dela nele.
Um sorriso inundou sua face, de tal modo que até o fez pensar ue aquela lâmpada pequena e quebada no fim do túnel acendeu.
Tomou seu banho, seu café, escreveu, como de costume, e foi se arrumar para sair.
Vestiu-se e sentiu um frio chegando, resolveu colocar uma camisa mais quente.
Um cheiro familiar...Muito bom...Não se lembrava de onde o conhecia...
Mil coisas passaram por aquela cabeça, tão vulnerável, e foram mil punhaladas em seu peito.
Era o cheiro Dela. Ela. Ela que tanto quis lhe enlouquecer - com palavras, gestos e olhares. Tal cheiro ela havia decorado de tanto lhe abraçar, e se drogar daquele entorpecente podereso.
Todas aquelas conquistas foram a baixo em um segundo de nostalgia, talvez até de fraqueza de sua parte, mas a ferida era tão recente!
Ele desmoronou em prantos. Nem o pobre rapaz entendia a causa de suas lágrimas, já que na grande realidade, não havia o porque chorar.
Levantou a cabeça, lavou o rosto, tirou a camisa e foi. Foi nadar no mar da vida. Foi enfrentar o caminho lhe foi dado, e aguentar o cheiro direto da fonte, torcendo para que não fique nele...