sábado, 10 de setembro de 2011

Ibirapuera

  ... E as árvores passavam como um borrão. As folhas pareciam perder aquele verde vivo de sempre. De vez em quando eu parava, mas enxergava monstros nos rostos das pessoas; era melhor ficar em movimento.
  Passei por um rio. Aquele rio corria... Fluia calmamente, apesar da pressa da cidade que o cercava.
  ... E as árvores passavam como um borrão. O cinza do céu parecia se aproximar cada vez mais, e sempre que eu parava, via seu rosto em algum corpo qualquer; bastava piscar para você desaparecer. Você, meu monstro particular.
  ... E o cinza começou a ficar mais escuro. Era a noite chegando. Minha vontade era de ficar ali para sempre. Aquele lugar me faz bem. Me traz lembranças que eu nunca vivi ali, naquele pedaço de floresta. Com você.