E a cada letra que eu escrevo, ganho um espinho no peito. E a cada ponto final ganho um nó nas cordas vocais; sinal de que eu não posso gritar por ajuda. A cada vírgula eu percebo que está mais difícil de respirar.
O que diabos é isso? Que dor absurda é essa? Que nome eu dou para isso? Como eu me curo disso? Por quê?
Tudo o que me resta é chorar.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Sonhos
... E eu caí numa grama extremamente verde. Eu não sabia onde estava. Estava sozinho.
Apesar de estar sozinho num lugar completamente desconhecido, eu não sentia medo. "Parecia que era minha aquela solidão".
Andei por aquele lugar. O campo parecia infindável.
As horas passavam, e sentia o peso delas nas minhas costas. A noite caiu.
Meia-noite; uma hora; duas horas: três horas; e surgiu uma garota do meio do nada.
Ela pegou aquelas pesadas horas das minhas costas, e sussurrou um 'Está tudo bem' para mim.
De repente era nossa, aquela solidão. De repente o campo falava comigo.
De repente eu acordei.
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