quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Alô

 "Há quanto tempo estou aqui excluída, sem falar com ninguém e desligada do mundo lá fora?" se perguntava a guria. Já havia perdido as contas do número de horas que ficou a esperar por alguma notícia... Alguma carta, ou pelo menos um telefonema, só para dizer que estava tudo bem.
  Uma lágrima solitária escorreu por seu rosto de alabastro.
  Ao longe ela ouviu uma voz familiar chamar seu nome. "Teu telefone toca, querida!" dizia a voz. Ela correu para atender.
  "Alô." ninguém a respondeu. Ela insistiu; nada.
  O telefone fez barulho de ocupado. A pessoa do outro lado desligou.  
  "Por quê?" ela se perguntava. Não sabia. As lágrimas apenas foram voando de seus olhos. Ela continuava sem notícias do mundo lá fora. Sem nada que a motivasse.

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