Vou de corpo para corpo, os usando com objetos. Beijando a pele de todos como se fossem a sua. Finjo que o azedume na minha boca é uma fruta exótica, e aproveito. Aproveito de alma vazia. Aproveito como se eu não me importasse. Como se a única pessoa com quem eu me importo, ou me importei, estivesse morta. Logo, não há nada a perder.
Bebo uma quantidade exorbitante de café, como se o mundo de sonhos, que eu amava tanto, não me fizesse bem. Não posso dormir para não te ver.
Sem dormir, minha manhã começa. Mais café. Escrevo ao longo do dia. Escrevo muito. Coloco no papel o que o orgulho não me deixa dizer; rimo as palavras que o bom-censo não me deixa gritar.
Vejo, lentamente, os segundos virarem minutos; minutos virarem horas; horas virarem o fim de um período de covardia. Período em que eu enxergo a cura na minha frente e não faço nada. Não faço nada por não me sentir pronto. Depois de você, garota, ninguém mais parece valer o mínimo de esforço.
Olho de longe e escrevo sobre o que vejo. Faço uma pintura de uma desconhecida com palavras. Desconhecida que, mesmo aparentando querer que eu me aproxime, parece ter um "Cai Fora!" estampado na testa.
Hora de terminar o texto. COmecei de um jeito, com um assunto, e terminei de outro, falando de outra garota...
terça-feira, 26 de julho de 2011
Simples
Todo dia
Uma máscara cai,
Toda horas
A certeza se esvai.
E hoje eu nem sei
O que você faz.
Não vai conseguir escapar,
Até sua sombra vai te abandonar.
E você ainda vai...
Vai dar valor ao meu colchão
Querer fazer das tripas coração
Mas do lado de cá
Vai faltar disposição.
Todo dia
Só pensar em dançar
Toda hora
Pro espelho a olhar
E hoje eu nem sei
Como te aguentar.
Cada dia
Uma roupa diferente,
Cada hora
Um defeito latente.
E hoje eu nem sei
Para quem você mente.
Não vai conseguir escapar,
Até sua sombra vai se aventurar.
E você ainda vai...
Vai implorar pelo perdão
Correr meu quarteirão
Pensando numa solução.
Vai implorar pelo poema
Rezar uma novena
Sem ter terço na mão.
Vai chorar um problema
Mas no meu ecossistema
Sua espécie não se cria, não.
Sai, fera ferida, sai;
Larga logo da minha mão.
Sai, sangue sujo, sai;
Sai da minha circulação.
Bye, marujo, bye;
Um 'adeus' da tripulação.
Uma máscara cai,
Toda horas
A certeza se esvai.
E hoje eu nem sei
O que você faz.
Não vai conseguir escapar,
Até sua sombra vai te abandonar.
E você ainda vai...
Vai dar valor ao meu colchão
Querer fazer das tripas coração
Mas do lado de cá
Vai faltar disposição.
Todo dia
Só pensar em dançar
Toda hora
Pro espelho a olhar
E hoje eu nem sei
Como te aguentar.
Cada dia
Uma roupa diferente,
Cada hora
Um defeito latente.
E hoje eu nem sei
Para quem você mente.
Não vai conseguir escapar,
Até sua sombra vai se aventurar.
E você ainda vai...
Vai implorar pelo perdão
Correr meu quarteirão
Pensando numa solução.
Vai implorar pelo poema
Rezar uma novena
Sem ter terço na mão.
Vai chorar um problema
Mas no meu ecossistema
Sua espécie não se cria, não.
Sai, fera ferida, sai;
Larga logo da minha mão.
Sai, sangue sujo, sai;
Sai da minha circulação.
Bye, marujo, bye;
Um 'adeus' da tripulação.
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