Criei no seu sorriso morada para minha alegria, fazendo dos sonhos realidade, espelhados nesse alabastro convidativo que são seus dentes.
Na sua pele desenhei todo o mar que Iemanjá me deu, e mergulhei sem pensar duas vezes. E, apesar disso tudo, nem sei seu nome.
Continuo pensando se isso foi realmente de verdade, ou se foi sonho. Utopia do destino que une e separa os pensamentos; filosofando só para passar o tempo da noite fria que veio atormentar. É tormento porque não passa, e nem tem olhar para esquentar. Até mesmo porquê de tão longe, o calor viraria uma pedra de gelo tão densa que não derreteria nem embaixo das minhas cobertas de perdão.
A essas horas já nem sei mais sobre o que eu escrevo. São apenas palavras que pedem pra sair. Só isso.
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