Eu acordo cansado e com olheiras,
Me perguntando quando eu dormi...
Ela acorda ofegante; foge dos sonhos
Pensando qual roupa vai vestir.
Meu café é forte e amargo.
Tomo sem açúcar, que é para despertar.
O chá que ela toma é oriental;
Com uma colher de mel, para harmonizar
Aonde que eu - tão certo - pude errar?
Aonde que eu - de olhos fechados - fui te achar?
O meu cheiro é de incenso e cigarro;
Passo perfume, e tento disfarçar.
O cheiro dela é de novidade;
Com um tom floral, para temperar.
Eu a olho, meio sonolento,
E ela diz que o charme é meu olhar.
Ela me olha tão profundamente...
E eu digo que esse olhar é de enfeitiçar.
Aonde que eu - tão certo - pude errar?
Aonde que eu - de olhos fechados - fui te achar?
Aonde que eu - tão certo - pude errar?
Aonde que eu - de olhos fechados - fui te achar?
Com todo esse encanto,
E muito mistério no olhar.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Labirinto
E cá estou: preso nesse labirinto,
E as ruas parecem iguais.
Graças a você estou preso à um instinto,
E não pareço capaz de me livrar.
Por dentro eu sou um animal,
E com vontade de gritar que eu...
...Estou preso num lugar distinto,
E as horas não querem passar.
A fumaça cobre o seu olhar tinto,
E mal podes observar que...
...Por dentro eu sou um ser lacrimal,
E não quero mais saber...
Achei a saída do teu labirinto,
Mas quem disse que eu quero escapar?
Vi uma bifurcação no seu caminho,
Mas quem disse que eu vou me virar?
Sou um anjo caído,
querendo te fazer voar.
E as ruas parecem iguais.
Graças a você estou preso à um instinto,
E não pareço capaz de me livrar.
Por dentro eu sou um animal,
E com vontade de gritar que eu...
...Estou preso num lugar distinto,
E as horas não querem passar.
A fumaça cobre o seu olhar tinto,
E mal podes observar que...
...Por dentro eu sou um ser lacrimal,
E não quero mais saber...
Achei a saída do teu labirinto,
Mas quem disse que eu quero escapar?
Vi uma bifurcação no seu caminho,
Mas quem disse que eu vou me virar?
Sou um anjo caído,
querendo te fazer voar.
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