Ela me disse para deixar o tempo passar. Estou deixando. Um dia por vez; uma hora por vez; uma eternidade por vez.
De repente eu me pergunto: estou deixando o tempo passar para quê? O quê, exatamente, estou esperando que o tempo mostre? Eu não sei. Nem ela, provavelmente.
No meu subconsciente, talvez, eu esteja esperando que esse lençol de dúvidas descubra esse espelho, e que eu possa me olhar. Que eu possa ver o que meus olhos querem dizer. Que eu possa ver qual o meu real desejo. Não que eu não saiba.
O tempo é um anjo caído, brincando de ser Deus.
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