Quantas vezes se encontra por aí, perdida em maio ao acaso, uma moça cantarolando uma música desconhecida do Bowie? Acho que poucas, amigo.
Eu poderia olhar o sorriso dela mais de perto. Encontrá-la por acaso, lá na Grande Avenida, onde tudo parece ser possível. Tenho preferido as coisas mais orgânicas, palpáveis e reais.
Minha banda preferida lançou um disco duplo, chamado "Real/Surreal". Achei que "Surreal" me agradaria mais, mas estava errado. Isso diz muito sobre o novo eu.
Deixa estar.
sábado, 21 de dezembro de 2013
sábado, 9 de novembro de 2013
Abracei as palavras há muito tempo. Deixei que elas tomassem cada canto do meu corpo e as uso de várias formas, porém sempre com o mesmo objetivo: fazer com que elas achem morada em outro alguém ao sair de mim. Não existe sensação melhor nesse mundo do que saber que algo que eu disse, escrevi, cantei, desenhei em algum muro ou por qualquer outro chegou a alguém, surtiu efeito e causou na pessoa algum tipo de ajuda e/ou claridade diante de uma situação difícil.
Hoje, minha missão foi executada com êxito. Não poderia me sentir melhor.
Que venham mais corações para confortar!
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Guardei amor por muito tempo. Nutri esperanças por muito tempo. Não via a hora de despejar tudo isso pra fora de mim, em cima de alguém que recebesse tudo isso e fizesse o mesmo comigo. Aí eu te encontrei, Lívia, e o fiz. Me permiti de forma absurda. Jamais deixara meu coração tão aberto, tão disposto, tão sensível e frágil à luz de outrém. Jamais, em toda a minha história, alguém me fizera querer estar assim. Me lembro da maravilhosa sensação intensa de viver tudo aquilo. De pensar em você dia e noite, como se nada mais importasse. E realmente não importava. Meus dias se coloriram de forma assustadoramente rápida e tudo que eu fazia era em função de ver teus olhos negros outra vez.
Acordava cedo, comia direito. Pensava em trabalhar, estudar. Escrevia como Vinícius no alto da bebedeira, porém sem uma gota de álcool. Embriagado única e exclusivamente pelas nuances alucinógenas de estar apaixonado.
As coisas fluíam com facilidade e eu realmente me sentia próximo ao meu eu verdadeiro; meu eu amante, louco, sonhador, que faz de tudo por amor. Acho que jamais fora tão eu...
... Até que você me mostrou que não podia receber tudo isso. Não de mim. Mostrou que você não era quem eu via e tão pouco gostaria de se mostrar de verdade pra mim. Tudo se desfez. O castelo de cartas caiu no sopro do Destino fiel que nos colocou no mesmo lugar, no mesmo dia e na mesma hora. Tudo isso na mais rápida fração de segundos que o olho humano pôde captar. Meu instinto, meu último suspiro de amante fiel foi desejar-te mais amor e mais felicidade pra sua vida. E ali, naquelas últimas palavras, eu morri.
Não gosto de quem sou hoje. Não sinto como se meu sangue pulsasse veloz o bastante. Me sinto frio, distante, terreno, abandonado. Me sinto como um caramujo escondido dentro da própria carapaça, afugentado pelo mundo do qual apenas ouviu falar. Esqueci-me das belezas que conheci, dos planos que fiz. Não me lembro como é pegar numa caneta e sentir meus escritos fluírem feito chuva para o papel. Hoje sinto como se eu sangrasse pelas linhas, forçando cada sentimento a sair por necessidade.
E o amor? E meu sonho de amar loucamente e despejar tudo? Foi-se.
Foi como se você, Lívia, tivesse desligado um interruptor que só você sabe onde está. Por mais que eu queira sair daqui de dentro, por mais que eu queira me permitir de novo, eu não consigo. Eu tento tanto, eu quero tanto. Sinto como se algo me prendesse dentro de outro corpo. Sinto como se essa casca que eu uso não me pertence e que essa vida é só para ser vivida pelos outros de outro que não eu. Eu não sou assim. Eu não era assim. Eu não quero mais ser assim.
Não sei ao certo se isso voltará ao normal. Não sei se esse meu interruptor é alguém que ainda não conheci ou se isso é um estado permanente. Se agora vou apenas amar pela metade, aos pedaços e às vezes. Se só vou permitir um pouco e quase nunca. Se só vou escrever vomitando e necessitando.
Também quero ser feliz. Quero me arrepiar de alegria e não caber mais em mim. Quero transcender meu corpo com o ardor da felicidade que não cessa de forma alguma. Quero amar como jamais amei e que isso seja bom. Quero compor sinfonias para ouvidos que queiram ouvir. Quero voltar pro meu corpo e me amar de novo.
Sinto, cada dia mais, como se eu precisasse de redenção e como se só eu pudesse oferecê-la a mim mesmo. Eu sou o culpado, o carrasco e o louco.
Hei de me encontrar e não mais me perder.
Acordava cedo, comia direito. Pensava em trabalhar, estudar. Escrevia como Vinícius no alto da bebedeira, porém sem uma gota de álcool. Embriagado única e exclusivamente pelas nuances alucinógenas de estar apaixonado.
As coisas fluíam com facilidade e eu realmente me sentia próximo ao meu eu verdadeiro; meu eu amante, louco, sonhador, que faz de tudo por amor. Acho que jamais fora tão eu...
... Até que você me mostrou que não podia receber tudo isso. Não de mim. Mostrou que você não era quem eu via e tão pouco gostaria de se mostrar de verdade pra mim. Tudo se desfez. O castelo de cartas caiu no sopro do Destino fiel que nos colocou no mesmo lugar, no mesmo dia e na mesma hora. Tudo isso na mais rápida fração de segundos que o olho humano pôde captar. Meu instinto, meu último suspiro de amante fiel foi desejar-te mais amor e mais felicidade pra sua vida. E ali, naquelas últimas palavras, eu morri.
Não gosto de quem sou hoje. Não sinto como se meu sangue pulsasse veloz o bastante. Me sinto frio, distante, terreno, abandonado. Me sinto como um caramujo escondido dentro da própria carapaça, afugentado pelo mundo do qual apenas ouviu falar. Esqueci-me das belezas que conheci, dos planos que fiz. Não me lembro como é pegar numa caneta e sentir meus escritos fluírem feito chuva para o papel. Hoje sinto como se eu sangrasse pelas linhas, forçando cada sentimento a sair por necessidade.
E o amor? E meu sonho de amar loucamente e despejar tudo? Foi-se.
Foi como se você, Lívia, tivesse desligado um interruptor que só você sabe onde está. Por mais que eu queira sair daqui de dentro, por mais que eu queira me permitir de novo, eu não consigo. Eu tento tanto, eu quero tanto. Sinto como se algo me prendesse dentro de outro corpo. Sinto como se essa casca que eu uso não me pertence e que essa vida é só para ser vivida pelos outros de outro que não eu. Eu não sou assim. Eu não era assim. Eu não quero mais ser assim.
Não sei ao certo se isso voltará ao normal. Não sei se esse meu interruptor é alguém que ainda não conheci ou se isso é um estado permanente. Se agora vou apenas amar pela metade, aos pedaços e às vezes. Se só vou permitir um pouco e quase nunca. Se só vou escrever vomitando e necessitando.
Também quero ser feliz. Quero me arrepiar de alegria e não caber mais em mim. Quero transcender meu corpo com o ardor da felicidade que não cessa de forma alguma. Quero amar como jamais amei e que isso seja bom. Quero compor sinfonias para ouvidos que queiram ouvir. Quero voltar pro meu corpo e me amar de novo.
Sinto, cada dia mais, como se eu precisasse de redenção e como se só eu pudesse oferecê-la a mim mesmo. Eu sou o culpado, o carrasco e o louco.
Hei de me encontrar e não mais me perder.
sábado, 24 de agosto de 2013
Saudade(s)
Saudades da Sophia,
Das tardes na loja de móveis
Fingindo que o mundo era nosso
E que a felicidade, para mim, existia.
Ah, que saudade da guria!
Dos planos de viajar o mundo
Que ela nunca botou muita fé.
Com razão, eu diria.
Acabei trocando-a por um punhado de luxúria.
Mas, de todas,
A saudade que eu sinto da Lívia
Acaba sendo sempre maior.
Pra ela, eu não disse "chega"
Nem "até nunca mais".
Tudo que eu disse foi
"Seja feliz".
Acho que, quando proferi tais palavras,
Enviei junto a minha felicidade.
E é dela que sinto falta.
É ela que estava nos móveis da loja,
Nos planos de viajar.
Ela que estava em nós na tarde no parque.
Mulheres vêm e vão.
Além da alma, a única coisa que sempre volta
Renovada
É a felicidade.
Me agarrando nisso, evito enlouquecer
E achar que a Terra é o Umbral
Pra espiarmos, arrependermos e não chorarmos.
Mas, ah, que saudade delas...
Das tardes na loja de móveis
Fingindo que o mundo era nosso
E que a felicidade, para mim, existia.
Ah, que saudade da guria!
Dos planos de viajar o mundo
Com razão, eu diria.
Acabei trocando-a por um punhado de luxúria.
Mas, de todas,
A saudade que eu sinto da Lívia
Acaba sendo sempre maior.
Pra ela, eu não disse "chega"
Nem "até nunca mais".
Tudo que eu disse foi
"Seja feliz".
Acho que, quando proferi tais palavras,
Enviei junto a minha felicidade.
E é dela que sinto falta.
É ela que estava nos móveis da loja,
Nos planos de viajar.
Ela que estava em nós na tarde no parque.
Mulheres vêm e vão.
Além da alma, a única coisa que sempre volta
Renovada
É a felicidade.
Me agarrando nisso, evito enlouquecer
E achar que a Terra é o Umbral
Pra espiarmos, arrependermos e não chorarmos.
Mas, ah, que saudade delas...
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Eu te amo,
Mas vá se foder. Você e esses problemas que você mesma cria. Eu não quero mais aguentar reclamações que só fazem despejar essa energia ruim em mim. Quando você precisar e realmente quiser ser ajudada de novo, me procure. Não sou mais um tolo pra perder minhas horas com as suas causas perdidas.
Mas vá se foder. Você e esses problemas que você mesma cria. Eu não quero mais aguentar reclamações que só fazem despejar essa energia ruim em mim. Quando você precisar e realmente quiser ser ajudada de novo, me procure. Não sou mais um tolo pra perder minhas horas com as suas causas perdidas.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Depois de tanto penar com a longevidade, desejo fervorosamente o calor da presença para aquecer minha alma. A Vida, brincalhona que é, resolve testar minha fé e colocar alguns trocentos quilômetros para separar. Não, não, não, não. Sim.
Mas há de ser. Não penso de outra forma. Estive em tantos lugares e não encontrei nada que pudesse chegar perto do que eu realmente preciso e desejei através dos setênios.
Se os caminhos me levam à você, eu sigo em frente. Vou a pé, de carro ou de camelo. Pouco me importa o meio.
Mas você vem e eu vou.
Venho em sonho
Na altura do meu ombro
Cabelos negros
Na altura do rosto
Conversa boa
E beijo nos lábios
Caminhando pela noite
Em frente ao lago
Iluminado pelas luzes
Artificiais
Que o homem cria
Com medo do escuro.
Com você por perto,
Não há escuro
Nem noite
Nem umbral pr'essa alma podre.
Só há o que não deveria ter deixado de haver.
Mas há de ser. Não penso de outra forma. Estive em tantos lugares e não encontrei nada que pudesse chegar perto do que eu realmente preciso e desejei através dos setênios.
Se os caminhos me levam à você, eu sigo em frente. Vou a pé, de carro ou de camelo. Pouco me importa o meio.
Mas você vem e eu vou.
Venho em sonho
Na altura do meu ombro
Cabelos negros
Na altura do rosto
Conversa boa
E beijo nos lábios
Caminhando pela noite
Em frente ao lago
Iluminado pelas luzes
Artificiais
Que o homem cria
Com medo do escuro.
Com você por perto,
Não há escuro
Nem noite
Nem umbral pr'essa alma podre.
Só há o que não deveria ter deixado de haver.
sábado, 6 de julho de 2013
...
Vez ou outra engasgo com seu nome preso na garganta. Suas cinco letras ainda hão de me asfixiar.
Às vezes penso que sonhei com você. Mas não, não pode ser. Não é. Eu não posso querer que seja. Eu preciso olhar pra frente e deixar os vestígios da sua existência no meu mundo pra trás. Quem disse que é fácil, não é? Não é.
Sinto sua falta todos os dias. Não é uma saudade comum. Não é saudade de ver você, conversar ou passar horas falando sobre nada. É saudade da alegria. Saudade do pouco que pude sentir de uma felicidade extrema ao olhar fundo nos seus olhos. Sinto falta de acordar de manhã e lembrar da sorte que havia me tocado junto com seus lábios. No fim das contas, acho que sinto falta de mim. Eu já fui melhor, sabe...
Há tempos não acordo feliz e saio por aí, apenas para ver o dia clarear; não me lembro qual foi a última canção que escrevi. Minha vida se transformou num livro repetitivo e melancólico. Quase voltei a fumar.
Isso foi uma dose minúscula de você. Me pergunto diariamente o que teria acontecido se houvesse mais. Se você tivesse me deixado depois de anos. Não acho que estaria escrevendo sobre isso.
Todos os dias, Lívia, eu tento. Eu levanto da cama, faço o café, escrevo, me distraio. Tenho até voltado a me exercitar como antes! Mas eu sempre sei que falta alguma coisa - e não é algo abstrato. Eu sei bem o que é.
A parte mais difícil é conhecer outras e saber que, no fundo, nenhuma delas sequer se parece com você. É algo inconscientemente consciente em que penso. Conheci moças brilhantes, eu diria. Grandes futuros, mentes, belezas. Algo falta, em todas elas. Ou melhor, acho que algo falta em mim.
Não acho que o raio da paixão caia duas vezes no mesmo lugar, da mesma forma. A forma como você aconteceu foi única e maravilhosa. Desde quando você chegou, ficou e se foi. Não posso querer a mesma sorte duas vezes. É contra as leis da vida ter tamanha felicidade. E não é remoer o que já passou, não. Tenho plena consciência do que é passado e do que é presente. Não vivo uma utopia esperando que você vá romper pela porta qualquer hora e dizer que sentiu minha falta. Seria muito fácil viver assim, escondido num sonho que deveria estar numa camisa de força. Eu sei que passou. Passou e levou um pouco de mim. Levou uma parte crucial de mim.
Vou vivendo. "Vivendo". Vou existindo. Passo brechas do tempo um pouco feliz até lembrar que me foi amputada uma boa parcela vital. E, devo dizer, não demoro nem um pouco para lembrar disso.
É triste viver assim, Lívia, e acho que você bem sabe. Das poucas alegrias que tenho hoje em dia, uma delas e você estar amando. Algo de bom, ao menos! Eu posso ter caído, mas você se recuperou. Você levantou e não desistiu, não ficou no chão se lamentando. Quero ser como você quando eu crescer. Levantar, apesar das pernas extremamente feridas, e amar sinceramente, se entregando, apesar do coração com queimaduras de terceiro grau. A vida segue; devemos querer e saber viver.
Obrigado pelas lições. Sempre começo a escrever com dor e termino com algo bom. Acho que isso é uma metáfora para "amar".
Sem nada,
Celso.
Às vezes penso que sonhei com você. Mas não, não pode ser. Não é. Eu não posso querer que seja. Eu preciso olhar pra frente e deixar os vestígios da sua existência no meu mundo pra trás. Quem disse que é fácil, não é? Não é.
Sinto sua falta todos os dias. Não é uma saudade comum. Não é saudade de ver você, conversar ou passar horas falando sobre nada. É saudade da alegria. Saudade do pouco que pude sentir de uma felicidade extrema ao olhar fundo nos seus olhos. Sinto falta de acordar de manhã e lembrar da sorte que havia me tocado junto com seus lábios. No fim das contas, acho que sinto falta de mim. Eu já fui melhor, sabe...
Há tempos não acordo feliz e saio por aí, apenas para ver o dia clarear; não me lembro qual foi a última canção que escrevi. Minha vida se transformou num livro repetitivo e melancólico. Quase voltei a fumar.
Isso foi uma dose minúscula de você. Me pergunto diariamente o que teria acontecido se houvesse mais. Se você tivesse me deixado depois de anos. Não acho que estaria escrevendo sobre isso.
Todos os dias, Lívia, eu tento. Eu levanto da cama, faço o café, escrevo, me distraio. Tenho até voltado a me exercitar como antes! Mas eu sempre sei que falta alguma coisa - e não é algo abstrato. Eu sei bem o que é.
A parte mais difícil é conhecer outras e saber que, no fundo, nenhuma delas sequer se parece com você. É algo inconscientemente consciente em que penso. Conheci moças brilhantes, eu diria. Grandes futuros, mentes, belezas. Algo falta, em todas elas. Ou melhor, acho que algo falta em mim.
Não acho que o raio da paixão caia duas vezes no mesmo lugar, da mesma forma. A forma como você aconteceu foi única e maravilhosa. Desde quando você chegou, ficou e se foi. Não posso querer a mesma sorte duas vezes. É contra as leis da vida ter tamanha felicidade. E não é remoer o que já passou, não. Tenho plena consciência do que é passado e do que é presente. Não vivo uma utopia esperando que você vá romper pela porta qualquer hora e dizer que sentiu minha falta. Seria muito fácil viver assim, escondido num sonho que deveria estar numa camisa de força. Eu sei que passou. Passou e levou um pouco de mim. Levou uma parte crucial de mim.
Vou vivendo. "Vivendo". Vou existindo. Passo brechas do tempo um pouco feliz até lembrar que me foi amputada uma boa parcela vital. E, devo dizer, não demoro nem um pouco para lembrar disso.
É triste viver assim, Lívia, e acho que você bem sabe. Das poucas alegrias que tenho hoje em dia, uma delas e você estar amando. Algo de bom, ao menos! Eu posso ter caído, mas você se recuperou. Você levantou e não desistiu, não ficou no chão se lamentando. Quero ser como você quando eu crescer. Levantar, apesar das pernas extremamente feridas, e amar sinceramente, se entregando, apesar do coração com queimaduras de terceiro grau. A vida segue; devemos querer e saber viver.
Obrigado pelas lições. Sempre começo a escrever com dor e termino com algo bom. Acho que isso é uma metáfora para "amar".
Sem nada,
Celso.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Veja Só Quem Voltou Pra Essas Linhas!
Não há ninguém com quem eu possa falar sobre isso. Não há mais nada que eu possa dizer sobre algo que já devia ter passado.
Ah, pequena! Você sempre volta. Sinto como se o destino gostasse de esfregar suas qualidades e belezas na minha cara para que eu pense bem no que a vida tirou de mim. Você sabe que você foi a melhor e que isso não devia ter acabado.
Sabe, que gostaria de conhecer outra pessoa tão interessante quanto, de igual beleza e senso de humor inconfundível, mas não existe outra você. Estou fadado a carregar esse pedaço de amor inacabado dentro de mim, mesmo quando tudo passar e nosso contato chegar à zero.
Agradeço imensamente por você me mostrar o que é o amor, a amizade, a dor, o desejo e, acima de tudo, a paciência. Agradeço muito por você ter me feito enxergar um pouco além da minha visão habitual.
Eu poderia dizer que estou feliz por você ter se encontrado e estar com alguém que ame você - o que não seria realmente uma mentira - mas isso não é tudo. Sinto sua falta, pequena, do jeito mais etéreo e invisível possível. De um jeito proibido, escondido, negado e surrado. Sinto sua falta e nego isso pra mim mesmo sempre que vejo suas fotos.
Estou feliz por você ter se encontrado e estar com alguém que ame você, mas fico triste por esse alguém não ser eu.
Ah, pequena! Você sempre volta. Sinto como se o destino gostasse de esfregar suas qualidades e belezas na minha cara para que eu pense bem no que a vida tirou de mim. Você sabe que você foi a melhor e que isso não devia ter acabado.
Sabe, que gostaria de conhecer outra pessoa tão interessante quanto, de igual beleza e senso de humor inconfundível, mas não existe outra você. Estou fadado a carregar esse pedaço de amor inacabado dentro de mim, mesmo quando tudo passar e nosso contato chegar à zero.
Agradeço imensamente por você me mostrar o que é o amor, a amizade, a dor, o desejo e, acima de tudo, a paciência. Agradeço muito por você ter me feito enxergar um pouco além da minha visão habitual.
Eu poderia dizer que estou feliz por você ter se encontrado e estar com alguém que ame você - o que não seria realmente uma mentira - mas isso não é tudo. Sinto sua falta, pequena, do jeito mais etéreo e invisível possível. De um jeito proibido, escondido, negado e surrado. Sinto sua falta e nego isso pra mim mesmo sempre que vejo suas fotos.
Estou feliz por você ter se encontrado e estar com alguém que ame você, mas fico triste por esse alguém não ser eu.
sábado, 29 de junho de 2013
Eu procurava alguém que me fascinasse; você também.
Eu procurava algo que me tirasse o fôlego; você também.
Eu procurava um amor transcendental; você também.
Eu procurava algo maior do que tudo que eu havia conhecido; você também.
Eu procurava uma história para escrever; você também.
Eu procurava um sentido pra minha vida; você também.
Tínhamos os mesmos desejos, exceto por um: eu desejava você, sem reciprocidade.
Você achou alguém que lhe fascinasse; não sou eu.
Você achou alguém que lhe tira o fôlego; não sou eu.
Você achou um amor transcendental; não sou eu.
Você achou algo maior do que tudo que já havia conhecido; não sou eu.
Você achou um protagonista pra sua história; não sou eu.
Você achou um sentido pra sua vida e eu continuo perdido.
Eu procurava algo que me tirasse o fôlego; você também.
Eu procurava um amor transcendental; você também.
Eu procurava algo maior do que tudo que eu havia conhecido; você também.
Eu procurava uma história para escrever; você também.
Eu procurava um sentido pra minha vida; você também.
Tínhamos os mesmos desejos, exceto por um: eu desejava você, sem reciprocidade.
Você achou alguém que lhe fascinasse; não sou eu.
Você achou alguém que lhe tira o fôlego; não sou eu.
Você achou um amor transcendental; não sou eu.
Você achou algo maior do que tudo que já havia conhecido; não sou eu.
Você achou um protagonista pra sua história; não sou eu.
Você achou um sentido pra sua vida e eu continuo perdido.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Aos Pedaços
O querer é algo estranho. Sinto como se, inconscientemente, eu estivesse procurando outra você por aí. Eu procuro colocar outras mulheres, tão diferentes e tão boas às suas maneiras, diante de espelhos para buscar o seu reflexo. É tão óbvio que isso não será encontrado que chega a ser triste.
Uma barreira invisível se criou aqui, em mim, impedindo que outros possam chegar até meu peito. É como se eu tivesse criado anti-corpos para os sentimentos bonitos e puros. Isso torna tudo tão massante e ridículo que chego a achar que a solidão me abraçou e não mais soltará.
Que figura de linguagem posso usar para expressar o fato de querer alguém e não conseguir buscar isso em nenhum lugar? Parece que eu já ouvi todos os sonhos e já gastei meus papos com pessoas demais. Parece que a preguiça sentimental me alcançou.
Sinto como se não fizesse diferença alguma o fato de outra pessoa gostar de ler o mesmo que eu, ou ter passado por coisas parecidas. Nada mais é novidade. Me acostumei às pessoas comuns desses dias e ninguém mais me surpreende. Depois do teu, nenhum outro sorriso foi esplêndido o suficiente para me tirar o sono. Nenhum olhar me desarmou a ponto de me render. Nenhuma conversa foi tão animadora quanto o teu silêncio feliz.
E, também, que tenho eu a oferecer? Sou como um instrumento usado, que passa de mão em mão, apenas enquanto o dono não consegue comprar um novo para dar seu toque. Estou cheio das tuas impressões digitais que não há limpeza que tire. Me pergunto se vou soar bem noutras mãos...
O querer é algo normal. Estranho é não poder querer, não conseguir. Hoje eu me sinto como a metade de um coração que ainda pulsa por pura teimosia. Como um quebra-cabeça de nível tão complicado que ninguém se atreverá a tentar montar.
"Sou essa alma inacabada, a construir."
Uma barreira invisível se criou aqui, em mim, impedindo que outros possam chegar até meu peito. É como se eu tivesse criado anti-corpos para os sentimentos bonitos e puros. Isso torna tudo tão massante e ridículo que chego a achar que a solidão me abraçou e não mais soltará.
Que figura de linguagem posso usar para expressar o fato de querer alguém e não conseguir buscar isso em nenhum lugar? Parece que eu já ouvi todos os sonhos e já gastei meus papos com pessoas demais. Parece que a preguiça sentimental me alcançou.
Sinto como se não fizesse diferença alguma o fato de outra pessoa gostar de ler o mesmo que eu, ou ter passado por coisas parecidas. Nada mais é novidade. Me acostumei às pessoas comuns desses dias e ninguém mais me surpreende. Depois do teu, nenhum outro sorriso foi esplêndido o suficiente para me tirar o sono. Nenhum olhar me desarmou a ponto de me render. Nenhuma conversa foi tão animadora quanto o teu silêncio feliz.
E, também, que tenho eu a oferecer? Sou como um instrumento usado, que passa de mão em mão, apenas enquanto o dono não consegue comprar um novo para dar seu toque. Estou cheio das tuas impressões digitais que não há limpeza que tire. Me pergunto se vou soar bem noutras mãos...
O querer é algo normal. Estranho é não poder querer, não conseguir. Hoje eu me sinto como a metade de um coração que ainda pulsa por pura teimosia. Como um quebra-cabeça de nível tão complicado que ninguém se atreverá a tentar montar.
"Sou essa alma inacabada, a construir."
sábado, 8 de junho de 2013
Carta pra Guria
Saudade nem sempre é bom. Quase nunca, na verdade.
Eu costumava reclamar do quão longe você vivia, da distância sádica que nos separava, mas eu jamais, em momento algum, percebi que a maioria desses quilômetros eram criados por mim. Você sempre esteve perto, até demais, para os seus padrões. Você me deixou entrar e eu não entrei. Dei meia volta por puro medo. Hoje você realmente está longe; longe que eu não posso ir. Longe onde eu nem sei como você está.
Ah! guria... Eu mudei o curso das coisas sem nem pensar. Fui humano demais e errei. Errei logo com quem eu não deveria errar.
Hoje eu enxergo as coisas com um pouco mais de clareza, sabe... Sua insegurança era insana, mas a minha era real. Você tinha medos demais, mas tentava ser maior do que cada um deles, à sua maneira. Se eu soubesse que seu riso era raro, eu não cobraria gargalhadas. Se eu soubesse que sua tagarelice era casta, eu não cobraria silêncio. Se eu soubesse que seu amor era assim, quietinho, tranquilo, eu jamais cobraria insanidades densas e destrutivas de você. Se eu soubesse que você queria, eu não teria guardado meus beijos para a mentira.
Desculpe, guria. Hoje sinto sua falta, mas sei que não devo incomodá-la. Sua vida seguiu o curso e o destino do seu barco não é meu cais.
Suave e saudosamente,
Pierrot.
Eu costumava reclamar do quão longe você vivia, da distância sádica que nos separava, mas eu jamais, em momento algum, percebi que a maioria desses quilômetros eram criados por mim. Você sempre esteve perto, até demais, para os seus padrões. Você me deixou entrar e eu não entrei. Dei meia volta por puro medo. Hoje você realmente está longe; longe que eu não posso ir. Longe onde eu nem sei como você está.
Ah! guria... Eu mudei o curso das coisas sem nem pensar. Fui humano demais e errei. Errei logo com quem eu não deveria errar.
Hoje eu enxergo as coisas com um pouco mais de clareza, sabe... Sua insegurança era insana, mas a minha era real. Você tinha medos demais, mas tentava ser maior do que cada um deles, à sua maneira. Se eu soubesse que seu riso era raro, eu não cobraria gargalhadas. Se eu soubesse que sua tagarelice era casta, eu não cobraria silêncio. Se eu soubesse que seu amor era assim, quietinho, tranquilo, eu jamais cobraria insanidades densas e destrutivas de você. Se eu soubesse que você queria, eu não teria guardado meus beijos para a mentira.
Desculpe, guria. Hoje sinto sua falta, mas sei que não devo incomodá-la. Sua vida seguiu o curso e o destino do seu barco não é meu cais.
Suave e saudosamente,
Pierrot.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
É bom poder enxergar as coisas com um pouco mais de clareza. Enfim enxerguei em ti o caminho errado que eu tanto quis seguir. Que bom que (à força) desviei.
Não te conheço, não sei do que gostas, o que temes. Conheço alguém inventado para que eu me atraisse. Mas, de qualquer forma, com qualquer gosto e em qualquer dia, espero que sejas feliz. Torço para que tu te encontres um dia e caia na real, te arrependas de tudo que fizeste e tente ser alguém melhor. Torço para que encontres o amor verdadeiro, puro, que liberta. Amor esse que cultivei por ti e hoje transformo em luz para iluminar essa sua mente tão escura.
Espero que aprendas a viver sendo quem és, sem máscaras, sem fantasias. As pessoas de verdade aceitariam e amariam alguém assim. Espero que um dia possas entender que o que importa é a verdade e nada mais.
De volta ao amor,
Pierrot.
Não te conheço, não sei do que gostas, o que temes. Conheço alguém inventado para que eu me atraisse. Mas, de qualquer forma, com qualquer gosto e em qualquer dia, espero que sejas feliz. Torço para que tu te encontres um dia e caia na real, te arrependas de tudo que fizeste e tente ser alguém melhor. Torço para que encontres o amor verdadeiro, puro, que liberta. Amor esse que cultivei por ti e hoje transformo em luz para iluminar essa sua mente tão escura.
Espero que aprendas a viver sendo quem és, sem máscaras, sem fantasias. As pessoas de verdade aceitariam e amariam alguém assim. Espero que um dia possas entender que o que importa é a verdade e nada mais.
De volta ao amor,
Pierrot.
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Não sou desses impacientes que querem tudo na hora, sabe? Principalmente quando se trata de saber de certas coisas que não nos foram bem explicadas. Mas devo admitir que minha mente consegue me deixar louco.
Não entendo como ainda posso pensar que não acabou. Juro por tudo que é mais sagrado que não penso assim por ainda querer tê-la em meus braços. Aliás, essa ideia me soa tão utópica hoje em dia que eu quase dou risada só de imaginar tal absurdo. Algo sussurra em meus ouvidos que isso ainda não acabou. Que não, ela não se esvaiu por entre meus dedos assim. É como se algo pudesse explodir a qualquer momento. Sinto como se nós dois fóssemos os fios que conectam um relógio a um explosivo. Parece que vamos explodir a qualquer momento, só que uma explosão tão estranha que não destruirá nada, apenas colocará tudo em seu devido lugar e eixo astral.
Às vezes acho que essa voz sou eu mesmo falando. Eu que só enxergo o lado bom em tudo e em todos, não consigo enxergar que estive cara-a-cara, lábios-a-lábios com a personificação da mentira.
Mas sigo na esperança de haver explicação. Sinto como se algo tivesse que ser dito pra mim, mas eu ainda não posso. Ela ainda não pode.
Mas, mesmo assim, não espero sem saber. Não sou desses loucos que confiam em vozes assim, sem mais nem menos. Tenho fé que o que tem de acontecer, acontece. Posso estar aqui, ou casado e morando em Mercúrio: se tiver que ser na bala, vai.
Não entendo como ainda posso pensar que não acabou. Juro por tudo que é mais sagrado que não penso assim por ainda querer tê-la em meus braços. Aliás, essa ideia me soa tão utópica hoje em dia que eu quase dou risada só de imaginar tal absurdo. Algo sussurra em meus ouvidos que isso ainda não acabou. Que não, ela não se esvaiu por entre meus dedos assim. É como se algo pudesse explodir a qualquer momento. Sinto como se nós dois fóssemos os fios que conectam um relógio a um explosivo. Parece que vamos explodir a qualquer momento, só que uma explosão tão estranha que não destruirá nada, apenas colocará tudo em seu devido lugar e eixo astral.
Às vezes acho que essa voz sou eu mesmo falando. Eu que só enxergo o lado bom em tudo e em todos, não consigo enxergar que estive cara-a-cara, lábios-a-lábios com a personificação da mentira.
Mas sigo na esperança de haver explicação. Sinto como se algo tivesse que ser dito pra mim, mas eu ainda não posso. Ela ainda não pode.
Mas, mesmo assim, não espero sem saber. Não sou desses loucos que confiam em vozes assim, sem mais nem menos. Tenho fé que o que tem de acontecer, acontece. Posso estar aqui, ou casado e morando em Mercúrio: se tiver que ser na bala, vai.
domingo, 7 de abril de 2013
Madrugada de Domingo
A gente acha que a dor é pouca, mas não é. Sentir o corpo todo em chamas, com uma febre que nunca vai passar é a pior sensação humana. E eu? Eu fui enganado por acreditar demais, por ver pureza. Aconteceu comigo tudo aquilo que eu sempre disse que jamais faria com alguém: traição, casualidade, mentira e uma dose cavalar de crueldade mesclada com egoísmo. Que esperança devo ter no mundo?
Chego a pensar se sou um bom tipo de pessoa. Afinal, se dizem por aí que nos apaixonamos por quem vemos ter alguma semelhança conosco, eu devo ser um Diabo.
O que ela fez comigo, por querer ou não, me machucou de uma forma que não vai sarar tão cedo. Ela fez comigo o que fizeram com ela, talvez pra revidar direto aos homens. Chego a pensar se devo, então, estimar a felicidade de alguém assim. Sei que devo... Não consigo querer mal.
Mas o que o tal do amor? É possível amar quem não conhecemos? Acho que sim, porque eu te amo profundamente e nem sei mais quem Diabos é você.
Madrugada de Domingo
Sem dormir, eu me lembrei
De tudo que já me disseste
E de tudo que eu acreditei
Pensei que seria você
A tal pra me mostrar o amor
Mas caí diante das mentiras
Que formam um castelo sem cor
Madrugada de Domingo
Eu aqui sem o que dizer...
Cheiro a bebida e a saudade
Me afogo em notas para esquecer
Sei que não vou dormir
Serei insone pra sempre sim
De que adianta deitar sozinho
E pensar em alguém no fim?
De nada vale o violão
Sem você pra me ouvir tocar
Tudo quanto é canção
Que aprendi para te agradar
De nada vale o chimarrão
Sem tua boca pra me adocicar
Tirar o amargor da vida
E o cinza da minha cidade má
De nada vale a vida
Sem a tua pra completar
De nada vale saída
Se não vem me acompanhar.
Arrisco-me a dizer que de nada vale amar.
Chego a pensar se sou um bom tipo de pessoa. Afinal, se dizem por aí que nos apaixonamos por quem vemos ter alguma semelhança conosco, eu devo ser um Diabo.
O que ela fez comigo, por querer ou não, me machucou de uma forma que não vai sarar tão cedo. Ela fez comigo o que fizeram com ela, talvez pra revidar direto aos homens. Chego a pensar se devo, então, estimar a felicidade de alguém assim. Sei que devo... Não consigo querer mal.
Mas o que o tal do amor? É possível amar quem não conhecemos? Acho que sim, porque eu te amo profundamente e nem sei mais quem Diabos é você.
Madrugada de Domingo
Sem dormir, eu me lembrei
De tudo que já me disseste
E de tudo que eu acreditei
Pensei que seria você
A tal pra me mostrar o amor
Mas caí diante das mentiras
Que formam um castelo sem cor
Madrugada de Domingo
Eu aqui sem o que dizer...
Cheiro a bebida e a saudade
Me afogo em notas para esquecer
Sei que não vou dormir
Serei insone pra sempre sim
De que adianta deitar sozinho
E pensar em alguém no fim?
De nada vale o violão
Sem você pra me ouvir tocar
Tudo quanto é canção
Que aprendi para te agradar
De nada vale o chimarrão
Sem tua boca pra me adocicar
Tirar o amargor da vida
E o cinza da minha cidade má
De nada vale a vida
Sem a tua pra completar
De nada vale saída
Se não vem me acompanhar.
Arrisco-me a dizer que de nada vale amar.
sábado, 6 de abril de 2013
Sobre O Amor e A Liberdade
É estranho pensar que não seria sofrimento algum se você dissesse que não. É assombroso pensar que cheguei à um nível tal de desapego e de deixar ir.
Mais estranho que isso é só perceber que, mesmo assim, não quero ninguém além de você.
O que você fez em mim foi estranho, rápido... Foi algo que não imaginei viver da forma como foi. Logo você, heartless, aquela que diz não acreditar no amor, me ensinou a amar de verdade. Sim, nesse momento estou assumindo que amo. Amo do jeito livre, do jeito torto. Amo de graça, só por amar, por querer bem, querer perto. Mas, não o perto que imaginam. Te quero perto da vida, perto do mundo, de Deus e de tudo que há de bom. Se você conseguir estar perto dessas coisas, estará perto de mim também. Te quero em sonhos, sempre voando e buscando ser maior. Te quero tão bem que até parece que morri e estou te vendo do céu...
... Mas não. Estou bem vivo e você também, amor. Ainda há sim o que viver. Isso não é uma carta pra dizer que desisti sem tentar, não. É só uma forma de mostrar pra mim mesmo que estou sinceramente preparado para tudo que vier a acontecer conosco nos próximos dias.
Eu te amo.
Mais estranho que isso é só perceber que, mesmo assim, não quero ninguém além de você.
O que você fez em mim foi estranho, rápido... Foi algo que não imaginei viver da forma como foi. Logo você, heartless, aquela que diz não acreditar no amor, me ensinou a amar de verdade. Sim, nesse momento estou assumindo que amo. Amo do jeito livre, do jeito torto. Amo de graça, só por amar, por querer bem, querer perto. Mas, não o perto que imaginam. Te quero perto da vida, perto do mundo, de Deus e de tudo que há de bom. Se você conseguir estar perto dessas coisas, estará perto de mim também. Te quero em sonhos, sempre voando e buscando ser maior. Te quero tão bem que até parece que morri e estou te vendo do céu...
... Mas não. Estou bem vivo e você também, amor. Ainda há sim o que viver. Isso não é uma carta pra dizer que desisti sem tentar, não. É só uma forma de mostrar pra mim mesmo que estou sinceramente preparado para tudo que vier a acontecer conosco nos próximos dias.
Eu te amo.
terça-feira, 26 de março de 2013
L.
Toda vez que penso em desistir de você, acabo me apaixonando mais e tendo mais convicção de que é você que eu quero pra me fazer feliz - e eu sei que você pode, amor.
Só preciso encher meu peito de coragem para tomar as devidas providências e, eu sei, você não vai se opor ao curso de mim.
Só preciso encher meu peito de coragem para tomar as devidas providências e, eu sei, você não vai se opor ao curso de mim.
domingo, 24 de março de 2013
sexta-feira, 8 de março de 2013
Porra, Luz!
Só queria saber o que se passa nessa tua cabeça. Não precisava nem ser no geral, só o que pensa de mim, mesmo. Saber se isso tudo é uma brincadeira, saber se tudo que eu imagino é verdade, se você só faz essas coisas atrás de um subterfúgio pra um sentimento que você não quer viver. É tudo uma merda, amor.
Parece que o tempo não passa logo para eu poder perguntar tudo isso pra você e esclarecer e clarear a minha existência. Porra, Luz.
Parece que o tempo não passa logo para eu poder perguntar tudo isso pra você e esclarecer e clarear a minha existência. Porra, Luz.
quarta-feira, 6 de março de 2013
Então é isso, amor: resolvi usar minhas armas. Acordei meu cavalo e coloquei a armadura. Ninguém poderá me dissuadir de entrar nessa batalha - e eu vou pra ganhar.
Vou pra olhar nos teus olhos e ser firme. Sem bunda-molismo, sem jeito apaixonado; isso é uma guerra.
Vou usar tudo que estiver ao meu alcance. Vou te olhar nos olhos, porque eu sei interpretar tuas frases, flagrar tuas mentiras e tuas meias verdades. E você vai me deixar entrar!
Eu sei que, apesar de você tanto esconder o tesouro que é teu coração, você quer que eu encontre. Você quer que eu vá até o fundo e o capture para cuidar dele como ninguém jamais fez.
Me ouça, mulher, você não pode fazer mais nada. Você é mais fraca do que eu, você é mais vulnerável. No fim das contas, você vai gostar. Você gosta de ser dominada, não gosta? Farei isso, então. Antes que você possa se defender, minhas mãos estarão em volta da sua cintura, te segurando com força; meus lábios estarão passeando por entre o teu pescoço, até chegarem em teu ouvido e dizer "Negue, então. Diga agora que não me quer perto. Diz e eu vou embora sem pestanejar.". Você não vai ter argumento nenhum. Nada que você pense em dizer sairá dos seus lábios, porque os meus não vão deixar. Pode tentar se defender, mas todo esforço será inútil. Desde o início você sabia que o esforço seria inútil. Agora, querida, com essa força descomunal confiada a mim por Ogum, eu vou longe e você não vai poder me segurar. Você não vai querer me segurar. Você vai pedir mais e mais e eu vou embora, para que você pense bem nisso tudo e veja que seu lugar é ao meu lado. Porque só eu sei tocar as notas certas para a sua canção soar da melhor maneira possível; só eu sei colocar ordem nos instrumentos do teu corpo, para o teu coração pulsar em uníssono com a vibração dos seus pensamentos e dos arrepios do seu corpo. Você vai transcender barreiras comigo do lado e você sabe que quer isso. Se, por um segundo que seja, você pensou que te limitaria, amor, você se enganou; aqui, do meu lado, você vai crescer e ser mais alta que a mais distante das estrelas. Você não será minha, será do mundo. Mas estarei ao lado, segurando sua mão.
Desculpe, mas não há nada que você possa fazer a respeito. Absolutamente nada. Se deixa levar e esquece dos medos. Não precisa confiar em mim, só em você.
Vou pra olhar nos teus olhos e ser firme. Sem bunda-molismo, sem jeito apaixonado; isso é uma guerra.
Vou usar tudo que estiver ao meu alcance. Vou te olhar nos olhos, porque eu sei interpretar tuas frases, flagrar tuas mentiras e tuas meias verdades. E você vai me deixar entrar!
Eu sei que, apesar de você tanto esconder o tesouro que é teu coração, você quer que eu encontre. Você quer que eu vá até o fundo e o capture para cuidar dele como ninguém jamais fez.
Me ouça, mulher, você não pode fazer mais nada. Você é mais fraca do que eu, você é mais vulnerável. No fim das contas, você vai gostar. Você gosta de ser dominada, não gosta? Farei isso, então. Antes que você possa se defender, minhas mãos estarão em volta da sua cintura, te segurando com força; meus lábios estarão passeando por entre o teu pescoço, até chegarem em teu ouvido e dizer "Negue, então. Diga agora que não me quer perto. Diz e eu vou embora sem pestanejar.". Você não vai ter argumento nenhum. Nada que você pense em dizer sairá dos seus lábios, porque os meus não vão deixar. Pode tentar se defender, mas todo esforço será inútil. Desde o início você sabia que o esforço seria inútil. Agora, querida, com essa força descomunal confiada a mim por Ogum, eu vou longe e você não vai poder me segurar. Você não vai querer me segurar. Você vai pedir mais e mais e eu vou embora, para que você pense bem nisso tudo e veja que seu lugar é ao meu lado. Porque só eu sei tocar as notas certas para a sua canção soar da melhor maneira possível; só eu sei colocar ordem nos instrumentos do teu corpo, para o teu coração pulsar em uníssono com a vibração dos seus pensamentos e dos arrepios do seu corpo. Você vai transcender barreiras comigo do lado e você sabe que quer isso. Se, por um segundo que seja, você pensou que te limitaria, amor, você se enganou; aqui, do meu lado, você vai crescer e ser mais alta que a mais distante das estrelas. Você não será minha, será do mundo. Mas estarei ao lado, segurando sua mão.
Desculpe, mas não há nada que você possa fazer a respeito. Absolutamente nada. Se deixa levar e esquece dos medos. Não precisa confiar em mim, só em você.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Carta Para Yasmin
São Paulo, 28 de Fevereiro de 2013.
00h54
Ya, penso em ti como um bom caminho que eu devia ter seguido; vejo-te como a luz dos olhos que eu não deixei que se acendesse.
Não sei se chamo este sentimento de arrependimento... Não sei se teríamos durado, ma belle. Sei que terias crescido muito e me acompanhado nessas tardes estranhas que venho tendo. Sei que eu teria observado-te progredir com tua arte e orgulhado-me de apresentar-te como minha moça para as pessoas ao redor. Quase posso ver os desenhos que terias feito inspirada nesse amor! É uma pena que não tenha vigorado, Ya... Realmente uma pena.
Teria sido tão tranquilo... Tomaríamos canecas imensas de café, abraçados e vendo um filme qualquer da sessão da tarde, só para estar perto, mesmo. Terias sentado em minha cama e me encorajado a cantar mais alto, corrijindo minhas notas erradas. Me darias um longo beijo de despedida na porta da sua casa, apenas algumas quadras longe da minha.
Teria sido lindo, Ya! Felicidade plena.
É uma pena que tenha sido da maneira que foi, mas tenho plena certeza de que foi melhor assim, para nós dois. Me conheço e (acho que) sei bem o que quero. Hora ou outra eu buscaria alguém me acrescentasse mais, que me fizesse buscar mais. Eu buscaria um aprendizado, um sofrimento, uma saudade. Buscaria o que encontrei hoje.
Sei que minha escolha pesou em ti, ma belle. Sei que teus versos tornaram-se tristes e tuas artes perderam a cor; sei, também, que sentes minha falta quando olha ao seu redor e não me vê com um copo de plástico cheio de um café melado conversando com algum babaca qualquer. Querida, eu realmente sei o quanto dói. De todas as pessoas que conheceste, infelizmente sou a que te conhece e entende melhor. Talvez até por isso seja tão doloroso... Sem querer acabei escaneando seu mundo por inteiro.
Jamais me cansarei de pedir perdão por essa bagunça toda, até mesmo por saber que jamais vais perdoar. Sigo tentando explicar, mesmo que nessas cartas sem remetente, o motivo que me levou a deixar-te assim, perdida. Te gosto, do fundo do peito. Tudo o que eu mais queria era querer você, Ya. Isso só prova que não somos nós os donos das nossas emoções. Infelizmente a vida me apresentou uma moça complicada, cheia de problemas que me atam as mãos. Não estou feliz, não. Apenas sento, assisto e torço para um final feliz. Já tu, querida, és livre. Então voe, ma belle! Voe por essa vida longa que tens pela frente. Verás que de nada adianta prender-se a dor de um amor que não vingou. A vida será bela pra ti. Segue teu curso, meu mar tranquilo, que talvez eu te encontre numa praia dessas da vida.
Com aconchego,
Pierrot.
00h54
Ya, penso em ti como um bom caminho que eu devia ter seguido; vejo-te como a luz dos olhos que eu não deixei que se acendesse.
Não sei se chamo este sentimento de arrependimento... Não sei se teríamos durado, ma belle. Sei que terias crescido muito e me acompanhado nessas tardes estranhas que venho tendo. Sei que eu teria observado-te progredir com tua arte e orgulhado-me de apresentar-te como minha moça para as pessoas ao redor. Quase posso ver os desenhos que terias feito inspirada nesse amor! É uma pena que não tenha vigorado, Ya... Realmente uma pena.
Teria sido tão tranquilo... Tomaríamos canecas imensas de café, abraçados e vendo um filme qualquer da sessão da tarde, só para estar perto, mesmo. Terias sentado em minha cama e me encorajado a cantar mais alto, corrijindo minhas notas erradas. Me darias um longo beijo de despedida na porta da sua casa, apenas algumas quadras longe da minha.
Teria sido lindo, Ya! Felicidade plena.
É uma pena que tenha sido da maneira que foi, mas tenho plena certeza de que foi melhor assim, para nós dois. Me conheço e (acho que) sei bem o que quero. Hora ou outra eu buscaria alguém me acrescentasse mais, que me fizesse buscar mais. Eu buscaria um aprendizado, um sofrimento, uma saudade. Buscaria o que encontrei hoje.
Sei que minha escolha pesou em ti, ma belle. Sei que teus versos tornaram-se tristes e tuas artes perderam a cor; sei, também, que sentes minha falta quando olha ao seu redor e não me vê com um copo de plástico cheio de um café melado conversando com algum babaca qualquer. Querida, eu realmente sei o quanto dói. De todas as pessoas que conheceste, infelizmente sou a que te conhece e entende melhor. Talvez até por isso seja tão doloroso... Sem querer acabei escaneando seu mundo por inteiro.
Jamais me cansarei de pedir perdão por essa bagunça toda, até mesmo por saber que jamais vais perdoar. Sigo tentando explicar, mesmo que nessas cartas sem remetente, o motivo que me levou a deixar-te assim, perdida. Te gosto, do fundo do peito. Tudo o que eu mais queria era querer você, Ya. Isso só prova que não somos nós os donos das nossas emoções. Infelizmente a vida me apresentou uma moça complicada, cheia de problemas que me atam as mãos. Não estou feliz, não. Apenas sento, assisto e torço para um final feliz. Já tu, querida, és livre. Então voe, ma belle! Voe por essa vida longa que tens pela frente. Verás que de nada adianta prender-se a dor de um amor que não vingou. A vida será bela pra ti. Segue teu curso, meu mar tranquilo, que talvez eu te encontre numa praia dessas da vida.
Com aconchego,
Pierrot.
Não admito julgamentos. Me esforço todos os dias para não julgar ninguém, então me irrito profundamente quando o fazem comigo.
Há muito tempo eu descobri que não podemos fazer pouco do sentimento alhei e devemos apenas deixar que as pessoas sintam. Não julgue um amor porque ele nasceu de repente e não julgue jamais o sofrimento de um homem por uma mulher que ele viu apenas uma vez. Nós não sabemos o que se passa na mente e no coração de ninguém nessa vida, amigos. DE NINGUÉM!
Portanto, se tiver palavras para ajudar na dor ou partilhar da alegria, fale. Caso contrário, cale-se.
Por isso falo pouco: ninguém entende. As pessoas nunca querem entender, na verdade.
Tentarei não me importar com esses julgamentos e, mais uma vez, vou me calar. Fico melhor no meu mundo.
Há muito tempo eu descobri que não podemos fazer pouco do sentimento alhei e devemos apenas deixar que as pessoas sintam. Não julgue um amor porque ele nasceu de repente e não julgue jamais o sofrimento de um homem por uma mulher que ele viu apenas uma vez. Nós não sabemos o que se passa na mente e no coração de ninguém nessa vida, amigos. DE NINGUÉM!
Portanto, se tiver palavras para ajudar na dor ou partilhar da alegria, fale. Caso contrário, cale-se.
Por isso falo pouco: ninguém entende. As pessoas nunca querem entender, na verdade.
Tentarei não me importar com esses julgamentos e, mais uma vez, vou me calar. Fico melhor no meu mundo.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
domingo, 24 de fevereiro de 2013
L.
Seus dias são corridos, eu sei. Sua mente anda sempre tão cheia... Você pensa em mim?
É só o que eu preciso saber, no fim das contas. Se você, no meio da sua confusão estranha que tanto me atrai, pensa em mim.
Desculpa.
É só o que eu preciso saber, no fim das contas. Se você, no meio da sua confusão estranha que tanto me atrai, pensa em mim.
Desculpa.
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Pelo Interfone (Música do Cícero, escrevi isso só pra desabafar)
Fala pra mim que eu sou um sonho bom, que mudou o tom da tua vida comprida.
Fala pra mim do disco do Tom Jobim, do teu apelido, de ti... Chora.
Ah, Luz... Se tu soubesse como é bom, amaria sem pensar.
Fala pra mim que a vida é um balão. Eu cuido do teu coração, não chora... Eu não vou embora.
Ah, Lí... Se tu soubesse como eu te quero bem, não se esconderia assim, não.
Ah, Luz... Se tu soubesse...
Fala pra mim o que nunca falou pra ninguém.
Fala pra mim do disco do Tom Jobim, do teu apelido, de ti... Chora.
Ah, Luz... Se tu soubesse como é bom, amaria sem pensar.
Fala pra mim que a vida é um balão. Eu cuido do teu coração, não chora... Eu não vou embora.
Ah, Lí... Se tu soubesse como eu te quero bem, não se esconderia assim, não.
Ah, Luz... Se tu soubesse...
Fala pra mim o que nunca falou pra ninguém.
Ah, Tempo! Tu Não Te Alinha, Mesmo!
Acredito que exista uma pessoa certa para cada um de nós. Não uma pessoa, mas várias, em diferentes momentos da nossa vida, para diferentes "nós".
Acho que conheci uma pessoa certa pra mim.
Existe uma força inversamente proporcional a isso tudo, que é o momento errado.
Acho que é o momento errado para nós dois.
Se fosse há, sei lá, dois anos, isso daria certo de um jeito muito mais fácil. Estaríamos na escola, com os mesmos interesses (ou falta de) e buscando um ao outro. Eu sei que pensar nisso não ajuda, mas é inevitável ver o que que poderíamos ter sido. O amor que te machucou poderia ter sido o meu, que não o faria. Talvez estivéssemos comemorando uma longa data de relação, que quebraria o seu tabu de tempo. Teríamos feito sexo pela primeira vez juntos, ouvindo alguma música boa.
É, o tempo é brincalhão... Vou vendo o que fazer com o que eu tenho de ti por agora. Vou tentar acertar um pouco esse momento tão errado e tentar não pensar no "e se...?".
Como já disse Hélio Flanders:
"Não tem remédio, não tem cigarro que acalme o Diabo de pensar no que a gente podia ser."
Acho que conheci uma pessoa certa pra mim.
Existe uma força inversamente proporcional a isso tudo, que é o momento errado.
Acho que é o momento errado para nós dois.
Se fosse há, sei lá, dois anos, isso daria certo de um jeito muito mais fácil. Estaríamos na escola, com os mesmos interesses (ou falta de) e buscando um ao outro. Eu sei que pensar nisso não ajuda, mas é inevitável ver o que que poderíamos ter sido. O amor que te machucou poderia ter sido o meu, que não o faria. Talvez estivéssemos comemorando uma longa data de relação, que quebraria o seu tabu de tempo. Teríamos feito sexo pela primeira vez juntos, ouvindo alguma música boa.
É, o tempo é brincalhão... Vou vendo o que fazer com o que eu tenho de ti por agora. Vou tentar acertar um pouco esse momento tão errado e tentar não pensar no "e se...?".
Como já disse Hélio Flanders:
"Não tem remédio, não tem cigarro que acalme o Diabo de pensar no que a gente podia ser."
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Lucas Silveira é o maior ídolo que eu já tive. Foi a música dele que mudou a minha vida e bláblabla.
Algumas das minhas músicas preferidas foram feitas para uma pessoa com quem ele esteve durante um certo período. Pessoa essa o machucou profundamente, fazendo com que ele escrevesse músicas sensacionais, mas das mais tristes e desabafadas que eu já ouvi.
Analisando as palavras do mestre - e pensando na época em que elas foram escritas -, encontrei um texto chamado "Morfina". Segue trecho:
"Quando lutamos contra nós mesmos, somos os únicos a colecionar feridas. Até que ponto vale a pena ater-se ao caminho da menor-dor, do baixo risco e do conforto calculado? Você grita para si mesmo com tanta força essa mentira, que acaba por não ouvir o peito clamando por um segundo de atenção. Mas eu consigo ouví-lo, quando ele encosta no meu, e sigo aguardando o dia em que a tua garganta, de tão rouca, deixe chegar aos teus ouvidos o que para mim fica claro toda vez que teus olhos fecham antes dos meus: é recíproco.
Eu poderia dizer que fui acometido por uma abstinência de sensações às quais já estava acostumado. É o que você sempre diz, mas eu ainda não me acostumei a você. Por isso que eu sempre volto, mesmo quando a minha autoestima implora para que eu espere por um sinal teu. Teus sinais foram dados; nós é que falamos línguas diferentes, quando o assunto é sentir e expressar."
Quando li isso agora - pela nonagésima vez na vida - eu entendi o que ele quis dizer. Entendi o sentimento e como aquilo passou na vida dele. Se eu pudesse, nesse exato momento, eu perguntaria se ele teria feito diferente. Perguntaria ao mestre se valeu cada dose dessa morfina particular que ele tomou.
Hoje me pego numa situação bem parecida. Sinto até que se eu não tivesse encontrado esse texto, eu mesmo o teria escrito. Porque eu quero dizer para ela que não adianta lutar contra nós mesmos; que não adianta querer viver imune às dores, numa zona de conforto e que, um dia, o amor há de alcançá-la. Mas seria complicado. Eu sei que ela acredita, mas é complicado.
Eu sei que quando os olhos dela se fecham antes dos meus é porque algo está ali, martelando no peito dela. Ela também sabe, mas quer fugir. Não sei por quanto tempo mais ela o fará.
Me diz, Lucas, se valeu a pena! Me conta desse teu amor por uma pseudo-heartless. Preciso de ajuda com isso, Mestre. Preciso saber se meus pés estão caminhando na direção certa. Ou melhor, se meus pés estão caminhando em alguma direção.
Ah, Lucas...
Algumas das minhas músicas preferidas foram feitas para uma pessoa com quem ele esteve durante um certo período. Pessoa essa o machucou profundamente, fazendo com que ele escrevesse músicas sensacionais, mas das mais tristes e desabafadas que eu já ouvi.
Analisando as palavras do mestre - e pensando na época em que elas foram escritas -, encontrei um texto chamado "Morfina". Segue trecho:
"Quando lutamos contra nós mesmos, somos os únicos a colecionar feridas. Até que ponto vale a pena ater-se ao caminho da menor-dor, do baixo risco e do conforto calculado? Você grita para si mesmo com tanta força essa mentira, que acaba por não ouvir o peito clamando por um segundo de atenção. Mas eu consigo ouví-lo, quando ele encosta no meu, e sigo aguardando o dia em que a tua garganta, de tão rouca, deixe chegar aos teus ouvidos o que para mim fica claro toda vez que teus olhos fecham antes dos meus: é recíproco.
Eu poderia dizer que fui acometido por uma abstinência de sensações às quais já estava acostumado. É o que você sempre diz, mas eu ainda não me acostumei a você. Por isso que eu sempre volto, mesmo quando a minha autoestima implora para que eu espere por um sinal teu. Teus sinais foram dados; nós é que falamos línguas diferentes, quando o assunto é sentir e expressar."
Quando li isso agora - pela nonagésima vez na vida - eu entendi o que ele quis dizer. Entendi o sentimento e como aquilo passou na vida dele. Se eu pudesse, nesse exato momento, eu perguntaria se ele teria feito diferente. Perguntaria ao mestre se valeu cada dose dessa morfina particular que ele tomou.
Hoje me pego numa situação bem parecida. Sinto até que se eu não tivesse encontrado esse texto, eu mesmo o teria escrito. Porque eu quero dizer para ela que não adianta lutar contra nós mesmos; que não adianta querer viver imune às dores, numa zona de conforto e que, um dia, o amor há de alcançá-la. Mas seria complicado. Eu sei que ela acredita, mas é complicado.
Eu sei que quando os olhos dela se fecham antes dos meus é porque algo está ali, martelando no peito dela. Ela também sabe, mas quer fugir. Não sei por quanto tempo mais ela o fará.
Me diz, Lucas, se valeu a pena! Me conta desse teu amor por uma pseudo-heartless. Preciso de ajuda com isso, Mestre. Preciso saber se meus pés estão caminhando na direção certa. Ou melhor, se meus pés estão caminhando em alguma direção.
Ah, Lucas...
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Tô escrevendo uma ópera para nós dois. Uma história bonita, até. Só que eu ainda não me decidi quem morre no final.
Nesse exato momento, você tá cantando bem baixinho e eu tô só apreciando e aguardando pelos seus falsetes agudos, minha querida soprano. Quero que você cante alto o suficiente para quebrar minhas janelas. Quando os estilhaços estiverem pelo chão, eu vou andar - descalço - por cima deles, e te dizer com um Fá bem grave que está doendo. Mas não quero que você pare, afinal, o show deve continuar. O público quer ver dor.
Nesse exato momento, você tá cantando bem baixinho e eu tô só apreciando e aguardando pelos seus falsetes agudos, minha querida soprano. Quero que você cante alto o suficiente para quebrar minhas janelas. Quando os estilhaços estiverem pelo chão, eu vou andar - descalço - por cima deles, e te dizer com um Fá bem grave que está doendo. Mas não quero que você pare, afinal, o show deve continuar. O público quer ver dor.
Escrever já não ajuda tanto. Acho que só piora a situação.
Preciso chorar e aguar tudo que houver aqui dentro. Há tempos venho guardando lágrimas e dizendo a mim mesmo para ter paciência. Vivo essa ilusão de que paciência ajuda desde que aprendi que não dá pra viver sozinho.
Nesse momento sinto a angústia na sua forma física. Parece que uma bola de tênis tomou o lugar do meu coração e está ricocheteando pelas minhas costelas. Sempre achei que "meu peito dói" fosse uma metáfora, mas não é. Realmente está doendo nesse momento.
Essa angústia é incerteza, saudade, medo. Essa angústia é desejo, fraqueza, impossibilidade. É você dizendo meu nome e saindo pela porta sem se despedir. Essa angústia é Luz que me cega e não ilumina nada. Essa angústia é palpitação, taquicardia, problema cardíaco e um futuro infarto. Talvez seja porque eu fumei demais... Ou talvez por ter amado demais.
Nesse momento eu quero chorar muito, tudo que eu puder chorar, mas parece que todas as lágrimas do mundo ficaram no caixão do meu pai, quando eu chorei de verdade pela última vez. Quanta coisa eu venho guardando nesses oito anos?
Essa angústia não vai embora e o peito continuará doendo. Não há droga que me faça esquecer e nem conversa que faça parar. Não há escrita que amenize a dor de não conseguir sentir-me pleno. Me sinto cada dia mais rebaixado pelo mundo ao meu redor. Me sinto sozinho num caminho escuro que escolhi trilhar sem nem saber onde ele vai dar.
Vivo essa eterna dúvida, esse eterno Pierrot-retrocesso, remoendo o mesmo amor perdido da mesma Colombina. Vivo essa vida estranha, de dias gastos e rotina esmagadora. Vivo querendo um drink, sendo que não bebo. Imploro cigarros, mas não fumo. Peço por amor, mas não sei amar. Peço para que me entendam sendo que nem eu mesmo o faço. Cobro do mundo o que eu não quero que cobrem de mim.
Sou esse merda, no fim das contas. Esse eterno problema, essa bola de neve que julgam como algo da idade, passageiro. Tenho muito o que viver e aprender, mas agora dói.
Nesse exato momento dói por ela. Aquela moça que não terá tempo pra mim. Agora eu quero chorar um amor que não sei se vai vigorar. Chorar de soluçar por algo que ainda nem aconteceu. É, querido leitor: estou sofrendo tudo isso por antecipação. Antes de me julgar um bosta por isso, saiba que o final dessa minha história é tão óbvio que chega a ser um clichê ridículo.
Cara pisciano, apaixonado. Moça geminiana, racional. Ele acredita na força do amor e na energia dos Orixás, crê na providência divina e no destino; ela diz que amor só machuca e faz perder tempo. Vive com os pés no chão. Ele quer mudar isso, convencê-la do contrário. Ele aceitou a tarefa hercúlea sem saber se aguentaria.
Ele parece obter algum sucesso, mas esquece que a vida joga contra. Ela estuda, se exercita e quer ser diplomata. Sete dias de 24 horas numa semana não são suficientes para ela fazer tudo isso. Onde ele se encaixaria, meu caro leitor? Em qual canto dessa bagunça organizada ele está? Não há "dia dele" na agenda dela. Ele é o acaso, o dia estranho, incomum. Ele está no dia que a chuva a impede de ir correr no parque; ele está no dia em que ela decide ficar em casa e ver um filme. Ele não é certeza de nada. Ela não pensa em mudar isso, não. A vida dela está planejada e nada mudará. Não há força do pisciano que mude a geminiana racional.
E a vida e seus jogos podem trazer outro homem, com interesses à altura. Ah se pode! Alguém comprometido com estudos, que tenha lido Kafka o suficiente para parecer mais inteligente do que Ele. Alguém que a interesse de um jeito bom, que não seja diferente do jeito dela. Alguém como ela. Ela se apaixonaria por ela mesma e Ele choraria.
O final é óbvio, amigos. Mais óbvio do que qualquer baboseira hollywoodiana.
É por esse fim que me pego choramingando pelos cantos. É pela impossibilidade de mudar o rumo dessa história. Eu sinto que não há força de vontade que mova a montanha do coração dela. O pior de tudo é não conseguir fugir antes que a história tome tais proporções. Já provei desse crack mortífero e vou até a morte. Vou até emagrecer e trocar tudo ao meu redor por mais um trago daquela maldita pedra. Vou até enlouquecer e morar na parte mais baixa da cidade. Vou até esse vício me tornar algo mais nojento que uma barata. Vou até valer menos do que um pombo manco. Não há nada que eu possa ou queira fazer para mudar isso. Por isso eu queria chorar: não ajuda, mas alivia. Alivia a pressão de aceitar um destino tenebroso como esse sem resignação alguma. Ajudaria a lutar sem parar sabendo que não vou vencer.
Nesse momento, vejo que tudo é uma mentira. Tudo que eu acreditei é mentira. Nem tudo têm dois lados. Essa história, por exemplo... Por mais que eu não queira dizer. Por mais que eu não queira verbalizar o meu pessimismo, ele não me deixa mentir. Ela só está de passagem pela minha vida. Ela só veio me lotar com cicatrizes feias, que vou dizer aos meus netos que ganhei na Guerra Perdida do Amor, para que eles me achem um homem um pouco mais interessante do que um velho fedendo a naftalina.
Nessas horas, meus caros, não há nada a fazer senão chorar. Mas nem isso eu consigo. Nasci imprestável para os sentimentos. Infelizmente.
É isso que eu ganho por não querer a sorte de um amor tranquilo. Eu tanto pedi por algo que me tirasse o sono que cá estou, sem dormir. Se eu pedi, eu vou aguentar. Apesar de parecer hipócrita, numa coisa eu acredito: Deus não nos dá uma cruz maior do que a que podemos carregar. Seguirei meu caminho tortuoso com a minha nas costas, esperando que toda essa bosta que eu estou prestes a fazer sirva de lição para alguém além de mim. Espero que minha dor ajude alguém. Espero que dessa dor, surja algo bom, para variar. Que assim seja, então!
Preciso chorar e aguar tudo que houver aqui dentro. Há tempos venho guardando lágrimas e dizendo a mim mesmo para ter paciência. Vivo essa ilusão de que paciência ajuda desde que aprendi que não dá pra viver sozinho.
Nesse momento sinto a angústia na sua forma física. Parece que uma bola de tênis tomou o lugar do meu coração e está ricocheteando pelas minhas costelas. Sempre achei que "meu peito dói" fosse uma metáfora, mas não é. Realmente está doendo nesse momento.
Essa angústia é incerteza, saudade, medo. Essa angústia é desejo, fraqueza, impossibilidade. É você dizendo meu nome e saindo pela porta sem se despedir. Essa angústia é Luz que me cega e não ilumina nada. Essa angústia é palpitação, taquicardia, problema cardíaco e um futuro infarto. Talvez seja porque eu fumei demais... Ou talvez por ter amado demais.
Nesse momento eu quero chorar muito, tudo que eu puder chorar, mas parece que todas as lágrimas do mundo ficaram no caixão do meu pai, quando eu chorei de verdade pela última vez. Quanta coisa eu venho guardando nesses oito anos?
Essa angústia não vai embora e o peito continuará doendo. Não há droga que me faça esquecer e nem conversa que faça parar. Não há escrita que amenize a dor de não conseguir sentir-me pleno. Me sinto cada dia mais rebaixado pelo mundo ao meu redor. Me sinto sozinho num caminho escuro que escolhi trilhar sem nem saber onde ele vai dar.
Vivo essa eterna dúvida, esse eterno Pierrot-retrocesso, remoendo o mesmo amor perdido da mesma Colombina. Vivo essa vida estranha, de dias gastos e rotina esmagadora. Vivo querendo um drink, sendo que não bebo. Imploro cigarros, mas não fumo. Peço por amor, mas não sei amar. Peço para que me entendam sendo que nem eu mesmo o faço. Cobro do mundo o que eu não quero que cobrem de mim.
Sou esse merda, no fim das contas. Esse eterno problema, essa bola de neve que julgam como algo da idade, passageiro. Tenho muito o que viver e aprender, mas agora dói.
Nesse exato momento dói por ela. Aquela moça que não terá tempo pra mim. Agora eu quero chorar um amor que não sei se vai vigorar. Chorar de soluçar por algo que ainda nem aconteceu. É, querido leitor: estou sofrendo tudo isso por antecipação. Antes de me julgar um bosta por isso, saiba que o final dessa minha história é tão óbvio que chega a ser um clichê ridículo.
Cara pisciano, apaixonado. Moça geminiana, racional. Ele acredita na força do amor e na energia dos Orixás, crê na providência divina e no destino; ela diz que amor só machuca e faz perder tempo. Vive com os pés no chão. Ele quer mudar isso, convencê-la do contrário. Ele aceitou a tarefa hercúlea sem saber se aguentaria.
Ele parece obter algum sucesso, mas esquece que a vida joga contra. Ela estuda, se exercita e quer ser diplomata. Sete dias de 24 horas numa semana não são suficientes para ela fazer tudo isso. Onde ele se encaixaria, meu caro leitor? Em qual canto dessa bagunça organizada ele está? Não há "dia dele" na agenda dela. Ele é o acaso, o dia estranho, incomum. Ele está no dia que a chuva a impede de ir correr no parque; ele está no dia em que ela decide ficar em casa e ver um filme. Ele não é certeza de nada. Ela não pensa em mudar isso, não. A vida dela está planejada e nada mudará. Não há força do pisciano que mude a geminiana racional.
E a vida e seus jogos podem trazer outro homem, com interesses à altura. Ah se pode! Alguém comprometido com estudos, que tenha lido Kafka o suficiente para parecer mais inteligente do que Ele. Alguém que a interesse de um jeito bom, que não seja diferente do jeito dela. Alguém como ela. Ela se apaixonaria por ela mesma e Ele choraria.
O final é óbvio, amigos. Mais óbvio do que qualquer baboseira hollywoodiana.
É por esse fim que me pego choramingando pelos cantos. É pela impossibilidade de mudar o rumo dessa história. Eu sinto que não há força de vontade que mova a montanha do coração dela. O pior de tudo é não conseguir fugir antes que a história tome tais proporções. Já provei desse crack mortífero e vou até a morte. Vou até emagrecer e trocar tudo ao meu redor por mais um trago daquela maldita pedra. Vou até enlouquecer e morar na parte mais baixa da cidade. Vou até esse vício me tornar algo mais nojento que uma barata. Vou até valer menos do que um pombo manco. Não há nada que eu possa ou queira fazer para mudar isso. Por isso eu queria chorar: não ajuda, mas alivia. Alivia a pressão de aceitar um destino tenebroso como esse sem resignação alguma. Ajudaria a lutar sem parar sabendo que não vou vencer.
Nesse momento, vejo que tudo é uma mentira. Tudo que eu acreditei é mentira. Nem tudo têm dois lados. Essa história, por exemplo... Por mais que eu não queira dizer. Por mais que eu não queira verbalizar o meu pessimismo, ele não me deixa mentir. Ela só está de passagem pela minha vida. Ela só veio me lotar com cicatrizes feias, que vou dizer aos meus netos que ganhei na Guerra Perdida do Amor, para que eles me achem um homem um pouco mais interessante do que um velho fedendo a naftalina.
Nessas horas, meus caros, não há nada a fazer senão chorar. Mas nem isso eu consigo. Nasci imprestável para os sentimentos. Infelizmente.
É isso que eu ganho por não querer a sorte de um amor tranquilo. Eu tanto pedi por algo que me tirasse o sono que cá estou, sem dormir. Se eu pedi, eu vou aguentar. Apesar de parecer hipócrita, numa coisa eu acredito: Deus não nos dá uma cruz maior do que a que podemos carregar. Seguirei meu caminho tortuoso com a minha nas costas, esperando que toda essa bosta que eu estou prestes a fazer sirva de lição para alguém além de mim. Espero que minha dor ajude alguém. Espero que dessa dor, surja algo bom, para variar. Que assim seja, então!
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
é uma merda admitir que você tem razão, sabia? Não sou do tipo orgulhoso que não assume quando erra, não. É que eu só queria que você estivesse errada. Mas você realmente não tem tempo pra mim - nem para o amor. Sua vida está traçada e você não pode e nem quer fazer algo a respeito. Seus dias já têm destino certo e minha casa não está no seu roteiro. Nesse momento eu só sinto como se tudo que eu desejei caísse direto na minha cabeça, pra me dizer algo como "cuidado com o que pede".
Eu pedi alguém como você. Eu pedi saudade, incerteza e uma dose cavalar de desejo. Agora eu vejo que me fodi majestosamente. Vejo que alguém como você, que é tudo o que eu preciso, não é de se prender. Se eu te preciso, o mundo precisa mais.
E você, do que precisa? Com certeza de algo que eu não posso dar. Não posso com inconstância, e esse é seu sobrenome. O que eu faço com a minha tranquilidade? Não posso tanto. Eu mudaria por você, se você me pedisse. Mas não vai.
Não posso pedir mais do que doses homeopáticas de você, porque é só o que você vai me dar, de qualquer forma. É só o que eu sou pra você, aliás. Gotas perto de um oceano. Para quê parar aqui, se o mundo é tão atraente?
Então vá!
Serás feliz, com ou sem mim.
O meu coração, podes levar
Use-o, se o teu falhar.
Eu pedi alguém como você. Eu pedi saudade, incerteza e uma dose cavalar de desejo. Agora eu vejo que me fodi majestosamente. Vejo que alguém como você, que é tudo o que eu preciso, não é de se prender. Se eu te preciso, o mundo precisa mais.
E você, do que precisa? Com certeza de algo que eu não posso dar. Não posso com inconstância, e esse é seu sobrenome. O que eu faço com a minha tranquilidade? Não posso tanto. Eu mudaria por você, se você me pedisse. Mas não vai.
Não posso pedir mais do que doses homeopáticas de você, porque é só o que você vai me dar, de qualquer forma. É só o que eu sou pra você, aliás. Gotas perto de um oceano. Para quê parar aqui, se o mundo é tão atraente?
Então vá!
Serás feliz, com ou sem mim.
O meu coração, podes levar
Use-o, se o teu falhar.
Sinto tanto a sua falta que meu peito chega a doer. Isso não é certo.
Eu só penso em te ver de novo... Eu só penso em você, dia e noite. Gostaria de poder dizer isso sem parecer um louco impaciente.
Eu só gosto de você porque você é especial demais. Nunca conheci alguém como você e isso é estranho; é estranho por eu achar que não te conheço, também. Mas eu quero conhecer!
Quero você para me fascinar os olhos de novo. Quero você perto, porra! Não posso nem dizer isso. Não tenho como.
Eu só penso em te ver de novo... Eu só penso em você, dia e noite. Gostaria de poder dizer isso sem parecer um louco impaciente.
Eu só gosto de você porque você é especial demais. Nunca conheci alguém como você e isso é estranho; é estranho por eu achar que não te conheço, também. Mas eu quero conhecer!
Quero você para me fascinar os olhos de novo. Quero você perto, porra! Não posso nem dizer isso. Não tenho como.
sábado, 9 de fevereiro de 2013
O Fetiche
Fetiches são incríveis! É realmente impressionante como algo, alguma parte específica do corpo ou alguma situação pode alucinar uma pessoa de modo que ela não consiga pensar em outra coisa senão foder ou ter aquilo só para ela por um momento.
Eu, particularmente, quando envolvido com meu objeto de fetiche, me sinto tentado a observar aquilo para sempre. Deixá-lo ao meu alcance, para que eu possa ficar olhando e admirando a beleza infinita daquilo.
Você, cariño, é uma mulher incrível. Sua presença já me valeria como fetiche. Seus ares de menina já satisfazem minhas necessidades mundanas.
Pensei assim até que você tirou os sapatos e eu pude ver seus pés. Foi como se nada mais no mundo todo importasse. Foi como se toda a beleza do mundo estivesse concentrada ali, apoiando todo o peso do seu corpo. Quis fotografá-los, para poder olhar quando quisesse. Pensei em chorar de alegria e dizer-lhe que seus pés são lindos. Não fiz nada. Apenas olhei. Para quê parecer mais maluco quando já não sou tão normal assim?
Fica a lembrança da beleza descomunal contida dentro dos seus sapatos trinta e tantos.
Eu, particularmente, quando envolvido com meu objeto de fetiche, me sinto tentado a observar aquilo para sempre. Deixá-lo ao meu alcance, para que eu possa ficar olhando e admirando a beleza infinita daquilo.
Você, cariño, é uma mulher incrível. Sua presença já me valeria como fetiche. Seus ares de menina já satisfazem minhas necessidades mundanas.
Pensei assim até que você tirou os sapatos e eu pude ver seus pés. Foi como se nada mais no mundo todo importasse. Foi como se toda a beleza do mundo estivesse concentrada ali, apoiando todo o peso do seu corpo. Quis fotografá-los, para poder olhar quando quisesse. Pensei em chorar de alegria e dizer-lhe que seus pés são lindos. Não fiz nada. Apenas olhei. Para quê parecer mais maluco quando já não sou tão normal assim?
Fica a lembrança da beleza descomunal contida dentro dos seus sapatos trinta e tantos.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Não se prova algo para alguém com palavras. Se você quer que a pessoa acredite, você tem que mostrar a ela. Tem que fazê-la enxergar com os próprios olhos que aquilo é verdade.
Eu não passei tantos anos da minha vida querendo tatuar um coração no peito porque eu quero parecer legal. É porque eu acredito no amor. É porque eu sei da força que um coração que ama tem.
Eu simplesmente não vou deixar de acreditar por nada nem ninguém. Se um dia eu virar um mendigo, drogado e sem rumo, não é o governo que vai me salvar; não é o estudo que vai me salvar; não é a força de vontade que vai me salvar. O amor por algo ou alguém vai me salvar.
Sem amor eu não sou nada, mesmo não amando a ninguém.
E não te oponha ao curso de mim, que eu vou te amar como um raio que se opôs ao curso do céu.
Eu não passei tantos anos da minha vida querendo tatuar um coração no peito porque eu quero parecer legal. É porque eu acredito no amor. É porque eu sei da força que um coração que ama tem.
Eu simplesmente não vou deixar de acreditar por nada nem ninguém. Se um dia eu virar um mendigo, drogado e sem rumo, não é o governo que vai me salvar; não é o estudo que vai me salvar; não é a força de vontade que vai me salvar. O amor por algo ou alguém vai me salvar.
Sem amor eu não sou nada, mesmo não amando a ninguém.
E não te oponha ao curso de mim, que eu vou te amar como um raio que se opôs ao curso do céu.
Não Tenho Futuro
É um Universo todo me colocando para baixo quando só meu coração quer subir, voar e ir além das montanhas mais altas da Terra.
É só o meu instinto pisciano querendo sonhar e sendo puxado pelos pés de volta para a realidade pelos requintes de crueldade de uma mão geminiana. Sou só eu, sozinho, lutando contra um mundo inteiro de diferenças.
Sou eu, intruso, num mundo no qual eu tenho permissão de transitar. É só questão de tempo até me encontrarem e me deportarem. Não importa o quanto eu lute, o quanto eu escreva, o quanto eu ame; a minha única certeza é que não será o bastante. Eu não sou o bastante.
Sou só um músico, maltrapilho, que sonha demais. Eu nem sou tão bom assim. Mal sei domar minha própria voz ao cantar algo triste. Mal acerto as notas do piano. Mal acompanho o compasso do blues com uma guitarra nas mãos.
Estou fadado a viver por entre esses sonhos que vão acabar. Viver numa nuvem que um dia será carregada e vai me chover de volta pro chão.
Não tenho futuro.
É só o meu instinto pisciano querendo sonhar e sendo puxado pelos pés de volta para a realidade pelos requintes de crueldade de uma mão geminiana. Sou só eu, sozinho, lutando contra um mundo inteiro de diferenças.
Sou eu, intruso, num mundo no qual eu tenho permissão de transitar. É só questão de tempo até me encontrarem e me deportarem. Não importa o quanto eu lute, o quanto eu escreva, o quanto eu ame; a minha única certeza é que não será o bastante. Eu não sou o bastante.
Sou só um músico, maltrapilho, que sonha demais. Eu nem sou tão bom assim. Mal sei domar minha própria voz ao cantar algo triste. Mal acerto as notas do piano. Mal acompanho o compasso do blues com uma guitarra nas mãos.
Estou fadado a viver por entre esses sonhos que vão acabar. Viver numa nuvem que um dia será carregada e vai me chover de volta pro chão.
Não tenho futuro.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Sobre o Sonho
Quisera eu ter nascido com o sonho de ser advogado! Médico, dentista, engenheiro ou arquiteto. Quisera eu ter um sonho comum, com um caminho mais simples de se seguir. Seria só estudar, achar um bom emprego, encontrar uma mulher, ter uma casa, filhos e um golden retriever. Ah! quisera eu...
Nasci dissonante, como um dó sustenido que não se encaixa na escala. Nasci complicado, com um sonho tão utópico quanto viver de amor. Mas, espere aí! Eu quero viver de amor. Amor pela música que me acompanha desde sabe-se lá quando. Nasci para dedilhar as cordas em busca de uma melodia que expresse meus sentimentos; nasci com palavras certas para usar com pessoas erradas. Nasci numa cama de partitura, que eu mesmo desenhei anos antes de encarnar nesse orbe. Nasci peixe, sonhador, maluco e caçados de sons. Assim permanecerei, nem me custem os neurônios. Nasci assim, meio sem rumo, sem saber se vou ter dinheiro para pagar todas as contas no fim do mês. Mas, não em vão, nasci com uma resignação e coragem que não possuem tamanho. Nasci para lutar, cair, levantar e vencer. Não há nada que possa me dissuadir.
Eu sou o som do violão velho
Que insiste em embalar os nostálgicos;
Sou o piano desafinado
Que a criança toca com fascínio;
Sou cada palavra nova
Na boca do que aprende a ler.
Sou um sonho que não acaba.
Nasci dissonante, como um dó sustenido que não se encaixa na escala. Nasci complicado, com um sonho tão utópico quanto viver de amor. Mas, espere aí! Eu quero viver de amor. Amor pela música que me acompanha desde sabe-se lá quando. Nasci para dedilhar as cordas em busca de uma melodia que expresse meus sentimentos; nasci com palavras certas para usar com pessoas erradas. Nasci numa cama de partitura, que eu mesmo desenhei anos antes de encarnar nesse orbe. Nasci peixe, sonhador, maluco e caçados de sons. Assim permanecerei, nem me custem os neurônios. Nasci assim, meio sem rumo, sem saber se vou ter dinheiro para pagar todas as contas no fim do mês. Mas, não em vão, nasci com uma resignação e coragem que não possuem tamanho. Nasci para lutar, cair, levantar e vencer. Não há nada que possa me dissuadir.
Eu sou o som do violão velho
Que insiste em embalar os nostálgicos;
Sou o piano desafinado
Que a criança toca com fascínio;
Sou cada palavra nova
Na boca do que aprende a ler.
Sou um sonho que não acaba.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Plutão
Então foi assim que Plutão se sentiu ao ser rebaixado diante dos outros planetas: como se não devesse viver ali, no mesmo lugar que eles, porque ele simplesmente não podia. Não era como eles, tão bom, bonito e grande. Jamais fora objeto de estudo de ninguém. Plutão apenas existia e ocupava espaço.
Eu sou Plutão.
Eu sou Plutão.
domingo, 20 de janeiro de 2013
Deixa eu dizer, então. Deixa eu olhar no fundo dos seus olhos e te fazer acreditar ue eu não minto. Eu não minto e jamais mentiria, meu amor. Jamais te deixaria sofrer em silêncio com já fizeram. Deixa eu te dizer...
Eu só queria poder despejar esse coração inchado no teu colo pra você sentir ele pulsando quente e ritmado em você. Assim você veria a verdade irrevogável.
Eu só queria poder despejar esse coração inchado no teu colo pra você sentir ele pulsando quente e ritmado em você. Assim você veria a verdade irrevogável.
Nonsense ll
Não gosto de me sentir vazio como agora. Sentir que depositei esperança demais em algo que não vai vigorar. Sentir como se eu tivesse pensado demais em algo que só existe na minha mente. Eu já cansei de me sentir assim.
Gostaria de ser menos impaciente, impulsivo, e dar as coisas o tempo devido e lembrar que não posso vencer sempre. Uma noite ou outra eu vou dormir como perdedor. Esse tipo de coisa ajuda a não deixar o sucesso subir à cabeça e transformar-me num ser desses confiantes, que acham que são os donos do mundo. Preciso aprender a lidar comigo mesmo antes de lidar com os outros.
O mais complexo nisso tudo é que você descobre que o problema está aí dentro, no seu próprio peito, escondido em algum medo que se sobrepôs de cobertas velhas para ser ignorado. Não podemos deixar ele vencer. Temos de mudar o que há de ruim na gente. Temos que desabafar para poder fazer alguma coisa pela vida. Temos que, pelo menos uma vez, não fazer sentido algum, como não estou fazendo agora, para perceber que o único sentido da vida é sentir-se só para ver quem é você de verdade.
Aproveite a solidão e se descubra, meu amigo.
Gostaria de ser menos impaciente, impulsivo, e dar as coisas o tempo devido e lembrar que não posso vencer sempre. Uma noite ou outra eu vou dormir como perdedor. Esse tipo de coisa ajuda a não deixar o sucesso subir à cabeça e transformar-me num ser desses confiantes, que acham que são os donos do mundo. Preciso aprender a lidar comigo mesmo antes de lidar com os outros.
O mais complexo nisso tudo é que você descobre que o problema está aí dentro, no seu próprio peito, escondido em algum medo que se sobrepôs de cobertas velhas para ser ignorado. Não podemos deixar ele vencer. Temos de mudar o que há de ruim na gente. Temos que desabafar para poder fazer alguma coisa pela vida. Temos que, pelo menos uma vez, não fazer sentido algum, como não estou fazendo agora, para perceber que o único sentido da vida é sentir-se só para ver quem é você de verdade.
Aproveite a solidão e se descubra, meu amigo.
sábado, 12 de janeiro de 2013
Perdi o Foco
Num dia típico de São Paulo, vi um avião no céu. Era ela indo embora, para bem longe de mim.
Assim que o avião sobrevoou minha cabeça, senti uma gota salgada cair em mim, como o pranto de alguém que se vai a contra gosto.
Tentei não dar atenção, mas não consegui. Aquele avião parecia estar perto demais de mim; o som de suas turbinas interromperam minha conversa comigo mesmo.
Não pude ignorá-lo, assim como não pude ignorar que, à bordo dele, estava minha esperança de um novo amor, sem passagem de volta no bolso do casaco.
Escrevi canções para lidar com a saudade, sabe... Com elas aprendi a enfrentar esse mostro que tentava, diariamente, me rasgar de dentro para fora. Mas, em nenhuma canção, ou em qualquer coisa que eu tenha escrito, eu falei sobre vê-la de volta aqui, nessa cidade.
Hoje estou querendo saber o que fazer com isso. Com o fato dela estar apenas a algumas estações de metrô de mim, esperando - quiçá tão ansiosa quanto eu - o dia do encontro. O dia de ver o que mudou nos nossos rostos e corpos, depois de mais de um ano sem contato físico; dia de ver como a voz vai soar sem as interferências da linha telefônica; dia de ver o que acontece, se acontece e como acontece. É o dia, meu bem, de olhar nos olhos e dizer, sem subterfúgio para as palavras. Daremos, então, a cara para bater, seja lá para o que for. Só não sei bem como. Só sei que, quando ela embarcar no avião de novo, eu não quero ter deixado nenhuma dúvida.
"Na bagagem, ela levou o destino,
Que eu tanto demorei para redigir.
Deixou-me aqui, perdido.
Como um piloto sem coordenadas para seguir.
Ou como um sonhador,
Prestes a acordar."
Assim que o avião sobrevoou minha cabeça, senti uma gota salgada cair em mim, como o pranto de alguém que se vai a contra gosto.
Tentei não dar atenção, mas não consegui. Aquele avião parecia estar perto demais de mim; o som de suas turbinas interromperam minha conversa comigo mesmo.
Não pude ignorá-lo, assim como não pude ignorar que, à bordo dele, estava minha esperança de um novo amor, sem passagem de volta no bolso do casaco.
Escrevi canções para lidar com a saudade, sabe... Com elas aprendi a enfrentar esse mostro que tentava, diariamente, me rasgar de dentro para fora. Mas, em nenhuma canção, ou em qualquer coisa que eu tenha escrito, eu falei sobre vê-la de volta aqui, nessa cidade.
Hoje estou querendo saber o que fazer com isso. Com o fato dela estar apenas a algumas estações de metrô de mim, esperando - quiçá tão ansiosa quanto eu - o dia do encontro. O dia de ver o que mudou nos nossos rostos e corpos, depois de mais de um ano sem contato físico; dia de ver como a voz vai soar sem as interferências da linha telefônica; dia de ver o que acontece, se acontece e como acontece. É o dia, meu bem, de olhar nos olhos e dizer, sem subterfúgio para as palavras. Daremos, então, a cara para bater, seja lá para o que for. Só não sei bem como. Só sei que, quando ela embarcar no avião de novo, eu não quero ter deixado nenhuma dúvida.
"Na bagagem, ela levou o destino,
Que eu tanto demorei para redigir.
Deixou-me aqui, perdido.
Como um piloto sem coordenadas para seguir.
Ou como um sonhador,
Prestes a acordar."
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Poucas Palavras
Penso no querer e no sentir com dois sentimentos diferentes. Quando penso em você, os dois são um só.
Quero te sentir, então.
Quero te sentir, então.
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