quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Depois de tanto penar com a longevidade, desejo fervorosamente o calor da presença para aquecer minha alma. A Vida, brincalhona que é, resolve testar minha fé e colocar alguns trocentos quilômetros para separar. Não, não, não, não. Sim.
Mas há de ser. Não penso de outra forma. Estive em tantos lugares e não encontrei nada que pudesse chegar perto do que eu realmente preciso e desejei através dos setênios.
Se os caminhos me levam à você, eu sigo em frente. Vou a pé, de carro ou de camelo. Pouco me importa o meio.
Mas você vem e eu vou.

Venho em sonho
Na altura do meu ombro
Cabelos negros
Na altura do rosto
Conversa boa
E beijo nos lábios
Caminhando pela noite
Em frente ao lago
Iluminado pelas luzes
Artificiais
Que o homem cria
Com medo do escuro.
Com você por perto,
Não há escuro
Nem noite
Nem umbral pr'essa alma podre.
Só há o que não deveria ter deixado de haver.

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