Não sou desses impacientes que querem tudo na hora, sabe? Principalmente quando se trata de saber de certas coisas que não nos foram bem explicadas. Mas devo admitir que minha mente consegue me deixar louco.
Não entendo como ainda posso pensar que não acabou. Juro por tudo que é mais sagrado que não penso assim por ainda querer tê-la em meus braços. Aliás, essa ideia me soa tão utópica hoje em dia que eu quase dou risada só de imaginar tal absurdo. Algo sussurra em meus ouvidos que isso ainda não acabou. Que não, ela não se esvaiu por entre meus dedos assim. É como se algo pudesse explodir a qualquer momento. Sinto como se nós dois fóssemos os fios que conectam um relógio a um explosivo. Parece que vamos explodir a qualquer momento, só que uma explosão tão estranha que não destruirá nada, apenas colocará tudo em seu devido lugar e eixo astral.
Às vezes acho que essa voz sou eu mesmo falando. Eu que só enxergo o lado bom em tudo e em todos, não consigo enxergar que estive cara-a-cara, lábios-a-lábios com a personificação da mentira.
Mas sigo na esperança de haver explicação. Sinto como se algo tivesse que ser dito pra mim, mas eu ainda não posso. Ela ainda não pode.
Mas, mesmo assim, não espero sem saber. Não sou desses loucos que confiam em vozes assim, sem mais nem menos. Tenho fé que o que tem de acontecer, acontece. Posso estar aqui, ou casado e morando em Mercúrio: se tiver que ser na bala, vai.
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