quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Tô escrevendo uma ópera para nós dois. Uma história bonita, até. Só que eu ainda não me decidi quem morre no final.
Nesse exato momento, você tá cantando bem baixinho e eu tô só apreciando e aguardando pelos seus falsetes agudos, minha querida soprano. Quero que você cante alto o suficiente para quebrar minhas janelas. Quando os estilhaços estiverem pelo chão, eu vou andar - descalço - por cima deles, e te dizer com um Fá bem grave que está doendo. Mas não quero que você pare, afinal, o show deve continuar. O público quer ver dor.

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