Tô escrevendo uma ópera para nós dois. Uma história bonita, até. Só que eu ainda não me decidi quem morre no final.
Nesse exato momento, você tá cantando bem baixinho e eu tô só apreciando e aguardando pelos seus falsetes agudos, minha querida soprano. Quero que você cante alto o suficiente para quebrar minhas janelas. Quando os estilhaços estiverem pelo chão, eu vou andar - descalço - por cima deles, e te dizer com um Fá bem grave que está doendo. Mas não quero que você pare, afinal, o show deve continuar. O público quer ver dor.
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