Vou de corpo para corpo, os usando com objetos. Beijando a pele de todos como se fossem a sua. Finjo que o azedume na minha boca é uma fruta exótica, e aproveito. Aproveito de alma vazia. Aproveito como se eu não me importasse. Como se a única pessoa com quem eu me importo, ou me importei, estivesse morta. Logo, não há nada a perder.
Bebo uma quantidade exorbitante de café, como se o mundo de sonhos, que eu amava tanto, não me fizesse bem. Não posso dormir para não te ver.
Sem dormir, minha manhã começa. Mais café. Escrevo ao longo do dia. Escrevo muito. Coloco no papel o que o orgulho não me deixa dizer; rimo as palavras que o bom-censo não me deixa gritar.
Vejo, lentamente, os segundos virarem minutos; minutos virarem horas; horas virarem o fim de um período de covardia. Período em que eu enxergo a cura na minha frente e não faço nada. Não faço nada por não me sentir pronto. Depois de você, garota, ninguém mais parece valer o mínimo de esforço.
Olho de longe e escrevo sobre o que vejo. Faço uma pintura de uma desconhecida com palavras. Desconhecida que, mesmo aparentando querer que eu me aproxime, parece ter um "Cai Fora!" estampado na testa.
Hora de terminar o texto. COmecei de um jeito, com um assunto, e terminei de outro, falando de outra garota...
terça-feira, 26 de julho de 2011
Simples
Todo dia
Uma máscara cai,
Toda horas
A certeza se esvai.
E hoje eu nem sei
O que você faz.
Não vai conseguir escapar,
Até sua sombra vai te abandonar.
E você ainda vai...
Vai dar valor ao meu colchão
Querer fazer das tripas coração
Mas do lado de cá
Vai faltar disposição.
Todo dia
Só pensar em dançar
Toda hora
Pro espelho a olhar
E hoje eu nem sei
Como te aguentar.
Cada dia
Uma roupa diferente,
Cada hora
Um defeito latente.
E hoje eu nem sei
Para quem você mente.
Não vai conseguir escapar,
Até sua sombra vai se aventurar.
E você ainda vai...
Vai implorar pelo perdão
Correr meu quarteirão
Pensando numa solução.
Vai implorar pelo poema
Rezar uma novena
Sem ter terço na mão.
Vai chorar um problema
Mas no meu ecossistema
Sua espécie não se cria, não.
Sai, fera ferida, sai;
Larga logo da minha mão.
Sai, sangue sujo, sai;
Sai da minha circulação.
Bye, marujo, bye;
Um 'adeus' da tripulação.
Uma máscara cai,
Toda horas
A certeza se esvai.
E hoje eu nem sei
O que você faz.
Não vai conseguir escapar,
Até sua sombra vai te abandonar.
E você ainda vai...
Vai dar valor ao meu colchão
Querer fazer das tripas coração
Mas do lado de cá
Vai faltar disposição.
Todo dia
Só pensar em dançar
Toda hora
Pro espelho a olhar
E hoje eu nem sei
Como te aguentar.
Cada dia
Uma roupa diferente,
Cada hora
Um defeito latente.
E hoje eu nem sei
Para quem você mente.
Não vai conseguir escapar,
Até sua sombra vai se aventurar.
E você ainda vai...
Vai implorar pelo perdão
Correr meu quarteirão
Pensando numa solução.
Vai implorar pelo poema
Rezar uma novena
Sem ter terço na mão.
Vai chorar um problema
Mas no meu ecossistema
Sua espécie não se cria, não.
Sai, fera ferida, sai;
Larga logo da minha mão.
Sai, sangue sujo, sai;
Sai da minha circulação.
Bye, marujo, bye;
Um 'adeus' da tripulação.
domingo, 24 de julho de 2011
Adeus, ******
Te chamei de 'querida',
te entreguei minha vida
e você procurou a saída.
Nunca mais, querida.
Te chamei de 'meu bem',
eu te disse 'vem',
você devolveu com desdém.
Nunca mais, meu bem.
Te chamei de 'amor',
te idolatrei com louvor.
E você debochou com um "faça-me o favor".
Nunca mais, amor.
Pelo seu nome eu até chamaria.
Com essas palavras ele até rimaria.
E essa canção diria:
Nunca mais, ******.
Até mais, ******.
Ah, nunca mais, ******.
te entreguei minha vida
e você procurou a saída.
Nunca mais, querida.
Te chamei de 'meu bem',
eu te disse 'vem',
você devolveu com desdém.
Nunca mais, meu bem.
Te chamei de 'amor',
te idolatrei com louvor.
E você debochou com um "faça-me o favor".
Nunca mais, amor.
Pelo seu nome eu até chamaria.
Com essas palavras ele até rimaria.
E essa canção diria:
Nunca mais, ******.
Até mais, ******.
Ah, nunca mais, ******.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Yo y Tú
Eu vou estar nos seus sonhos, e não vou te deixar acordar.
Eu vou estar nos seus quadros, e não vou te deixar pintar.
Eu vou estar no seu mapa, e não vou te deixar me achar.
Eu vou estar do seu lado, e você não vai poder olhar.
Eu vou dizer que te amo, e você não vai poder me odiar.
Eu vou sentar no seu lugar, e você nãovai me fazer levantar.
Eu vou cantarolar, e você não vai poder me calar.
Eu vou pensar, e você não vai poder me controlar.
Eu vou te levar, e você não vai se salvar.
Eu vou te abraçar, e você não vai querer soltar.
Eu vou te seguir, e você não vai me fazer parar.
Eu vou entrar nesse jogo, e você não vai ganhar.
Eu vou gritar, e você não vai gargalhar.
Eu vou sair, e você vai chorar.
Eu vou pedir, e você vai ficar.
Eu vou me despir, e você vai olhar.
Eu vou dormir, você vai me acordar.
Eu vou dizer 'sim', e você não vai negar.
Eu vou te tocar, e você vai me beijar.
Eu vou te beijar, e você vai me deitar.
Eu vou te deitar, e você vai me...
Eu vou levantar, e você vai implorar.
Eu vou rir, e você vai chorar.
Eu vou saber, e você vai imaginar.
Eu vou escrever, mas não vou enviar.
Eu vou esquecer, e você vai pensar.
Eu vou escrever, e você vai imaginar.
Eu vou publicar, e você vai comprar.
Eu vou te encontrar, e você vai lembrar.
Você vai pedir, e eu vou negar.
Eu vou estar nos seus quadros, e não vou te deixar pintar.
Eu vou estar no seu mapa, e não vou te deixar me achar.
Eu vou estar do seu lado, e você não vai poder olhar.
Eu vou dizer que te amo, e você não vai poder me odiar.
Eu vou sentar no seu lugar, e você nãovai me fazer levantar.
Eu vou cantarolar, e você não vai poder me calar.
Eu vou pensar, e você não vai poder me controlar.
Eu vou te levar, e você não vai se salvar.
Eu vou te abraçar, e você não vai querer soltar.
Eu vou te seguir, e você não vai me fazer parar.
Eu vou entrar nesse jogo, e você não vai ganhar.
Eu vou gritar, e você não vai gargalhar.
Eu vou sair, e você vai chorar.
Eu vou pedir, e você vai ficar.
Eu vou me despir, e você vai olhar.
Eu vou dormir, você vai me acordar.
Eu vou dizer 'sim', e você não vai negar.
Eu vou te tocar, e você vai me beijar.
Eu vou te beijar, e você vai me deitar.
Eu vou te deitar, e você vai me...
Eu vou levantar, e você vai implorar.
Eu vou rir, e você vai chorar.
Eu vou saber, e você vai imaginar.
Eu vou escrever, mas não vou enviar.
Eu vou esquecer, e você vai pensar.
Eu vou escrever, e você vai imaginar.
Eu vou publicar, e você vai comprar.
Eu vou te encontrar, e você vai lembrar.
Você vai pedir, e eu vou negar.
Sociedade Anônima
Toda vez que escrevo alguma coisa pensando em você, eu leio em voz alta, torcendo para que o vento leve minhas palavras até o andar em que você mora, para que entrem no seu quarto, e penetrem nos seus sonhos, para que, mesmo que eu não envie, você tome conhecimento do que eu escrevi.
Toda noite, antes dos meus olhos fecharem, eu vejo seu rosto no meio da escuridão; sussurro seu nome, para o meu anjo-da-guarda te levar paz. Torço, também, para que nas suas noites mais agitadas, no meio dos seus devaneios, você se lembre de mim. Que você cante meu nome no meio de uma música qualquer; me coloque no meio de uma história que tenha inventado; ou, pelo menos, imagine como teria sido o seu dia se eu estivesse, por pelo menos cinco minutos, do seu lado.
Todas as vezes em que eu ando sozinho pelas ruas, presto atenção nas esquinas, procurando você, indo ou voltando de qualquer lugar. Tento sentir seu cheiro, ou pelo menos ver seus cabelos alaranjados ao vento, sinalizando que está atrasada, e com muita pressa.
Por vezes passei na frente da tua casa, esperando ver você da janela. Esperando que, naqueles poucos segundos de caminhada, você saísse. Eu veria tua cara de espanto, misturada com raiva, desdém, tristeza, alegria, e outros sentimentos que não saberia definir. Você coraria. Trastejaria, por um instante. Acenaria rapidamente, e seguiria o seu rumo que, com absoluta certeza, seria o oposto ao meu.
Certa vez eu te disse: "Você é a Rainha do meu mundo. É você quem coloca ordem nele.". Não acho que você tenha me levado a sério.
Hoje, meu mundo está sem Rainha, e está um caos. Não há ninguém para governar, e dizer com autoridade o que o povo deve fazer. Não há nem uma simples porção da sua terra no meu mar alucinógeno.
Dessa vez, como em todas as outras, eu queria que você tomasse conhecimento das minhas palavras.
Toda noite, antes dos meus olhos fecharem, eu vejo seu rosto no meio da escuridão; sussurro seu nome, para o meu anjo-da-guarda te levar paz. Torço, também, para que nas suas noites mais agitadas, no meio dos seus devaneios, você se lembre de mim. Que você cante meu nome no meio de uma música qualquer; me coloque no meio de uma história que tenha inventado; ou, pelo menos, imagine como teria sido o seu dia se eu estivesse, por pelo menos cinco minutos, do seu lado.
Todas as vezes em que eu ando sozinho pelas ruas, presto atenção nas esquinas, procurando você, indo ou voltando de qualquer lugar. Tento sentir seu cheiro, ou pelo menos ver seus cabelos alaranjados ao vento, sinalizando que está atrasada, e com muita pressa.
Por vezes passei na frente da tua casa, esperando ver você da janela. Esperando que, naqueles poucos segundos de caminhada, você saísse. Eu veria tua cara de espanto, misturada com raiva, desdém, tristeza, alegria, e outros sentimentos que não saberia definir. Você coraria. Trastejaria, por um instante. Acenaria rapidamente, e seguiria o seu rumo que, com absoluta certeza, seria o oposto ao meu.
Certa vez eu te disse: "Você é a Rainha do meu mundo. É você quem coloca ordem nele.". Não acho que você tenha me levado a sério.
Hoje, meu mundo está sem Rainha, e está um caos. Não há ninguém para governar, e dizer com autoridade o que o povo deve fazer. Não há nem uma simples porção da sua terra no meu mar alucinógeno.
Dessa vez, como em todas as outras, eu queria que você tomasse conhecimento das minhas palavras.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Essa Pequena - Chico Buarque (Minha versão)
Meu tempo é curto
O tempo dela sobra
Meu cabelo é castanho
O dela é cor de abóbora.
Temo que não dure muito
A nossa novela, mas
Eu tento tanta saudade dela.
Meu dia voa
E ela não acorda.
Deixo ela na esquina
Ela quer ir pra Flórida
Acho que nem sei direito
Do que que ela fala, mas
Não canso de contemplá-la .
Feito avarento conto meus minutos
Cada segundo que se esvai
Cuidando dela do meu jeito mudo
Ela que esbanja suas horas
Ao vento, ai
As vezes ela pinta a boca e sai
Fique a vontade, eu digo
Take your time
Sinto que ainda vou penar com essa pequena, mas
O blues já valeu a pena.
Não é plágio, são apenas as coisas que EU escreveria se fosse o Chico.
O tempo dela sobra
Meu cabelo é castanho
O dela é cor de abóbora.
Temo que não dure muito
A nossa novela, mas
Eu tento tanta saudade dela.
Meu dia voa
E ela não acorda.
Deixo ela na esquina
Ela quer ir pra Flórida
Acho que nem sei direito
Do que que ela fala, mas
Não canso de contemplá-la .
Feito avarento conto meus minutos
Cada segundo que se esvai
Cuidando dela do meu jeito mudo
Ela que esbanja suas horas
Ao vento, ai
As vezes ela pinta a boca e sai
Fique a vontade, eu digo
Take your time
Sinto que ainda vou penar com essa pequena, mas
O blues já valeu a pena.
Não é plágio, são apenas as coisas que EU escreveria se fosse o Chico.
Garota
Eu te amo e te odeio;
te escrevo e não envio,
penso e não verbalizo,
te abraço mentalmente,
te quero e você não sente.
Te rimo sem métrica
e escrevo seu futuro;
te espero na inércia
e fico em cima do muro.
Te descrevo em música
e fico sempre por perto;
te amando e odiando,
mas de coração aberto.
te escrevo e não envio,
penso e não verbalizo,
te abraço mentalmente,
te quero e você não sente.
Te rimo sem métrica
e escrevo seu futuro;
te espero na inércia
e fico em cima do muro.
Te descrevo em música
e fico sempre por perto;
te amando e odiando,
mas de coração aberto.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
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"Peixes se atrai por Virgem. Virgem se atrai por Peixes." - astrologia é uma merda. Apenas isso.
terça-feira, 19 de julho de 2011
"Mais um Soldado"
Eu te despi da vergonha, da estagnação, dos medos, do passado, e de muitas outras coisas. Te deixei nua de defeitos na minha cama. Apenas você e sua pele de gesso.
Você se acomodou e ficou por um tempo. Resolveu levantar.
Vestiu uma armadura de desapego, que cobriu todo o seu corpo; escondeu seu desespero. Se armou de coragem, e foi ferir meu mundo. Missão cumprida, não soldado?
Se despiu outra vez, só que não de defeitos. As mãos de uma pessoa qualquer lhe despiam de mim. Dos meus braços que sempre funcionaram como um manto protetor em volta do seu corpo frágil. Você não parecia sentir frio ou vergonha, apesar de estar completamente exposta aos perigos que as missões de guerra lhe traziam.
Pois saiba que o frio vai chegar, e a vergonha virá de mãos dadas com ela. Elas colocarão um peso exorbitante sobre os seus ombros 'frágeis', fazendo você se ajoelhar, e implorar pelo seu manto protetor. Assim, uma vez mais vou te vestir com ele, e te despir da vergonha, do orgulho, do medo, e tudo de ruim que trouxer. Nesse dia, soldado, você vai ganhar uma medalha, para guardar como lembrança do que aprendeu e viveu.
Atenciosamente,
Seu eterno capitão.
Você se acomodou e ficou por um tempo. Resolveu levantar.
Vestiu uma armadura de desapego, que cobriu todo o seu corpo; escondeu seu desespero. Se armou de coragem, e foi ferir meu mundo. Missão cumprida, não soldado?
Se despiu outra vez, só que não de defeitos. As mãos de uma pessoa qualquer lhe despiam de mim. Dos meus braços que sempre funcionaram como um manto protetor em volta do seu corpo frágil. Você não parecia sentir frio ou vergonha, apesar de estar completamente exposta aos perigos que as missões de guerra lhe traziam.
Pois saiba que o frio vai chegar, e a vergonha virá de mãos dadas com ela. Elas colocarão um peso exorbitante sobre os seus ombros 'frágeis', fazendo você se ajoelhar, e implorar pelo seu manto protetor. Assim, uma vez mais vou te vestir com ele, e te despir da vergonha, do orgulho, do medo, e tudo de ruim que trouxer. Nesse dia, soldado, você vai ganhar uma medalha, para guardar como lembrança do que aprendeu e viveu.
Atenciosamente,
Seu eterno capitão.
O Menino e a Sábia.
Existe um menino sentado numa cadeira de balanço, com um caderno e um lápis nas mãos, olhando para o horizonte, e escrevendo histórias. Mudando a vida das personagens, escolhendo destinos, colocando as pessoas certas nos lugares certos - por vezes o contrário -, escrevendo falas bonitas, e etc.
Esse menino, certa vez, escreveu uma história complicada, colocando duas personagens, sem nada em comum, apenas o destino, que anda ao lado, juntos. Com alguma coisa a fazer. Nós somos essas personagens.
Esse menino nos descreveu como terra e água; luz e escuridão; colorido e opaco; branco e preto. Mas mesmo assim uma força maior não nos deixava longe um do outro. Machuca quando isso acontece.
Ao longo da história são reveladas algumas respostas às personagens, mas é claro, de maneira subliminar. Como quando descobrem que suas linhas místicas do destino, dos amores e da vida, que se encontram nas mãos, são iguais. Mas, o que isso quer dizer?
Ninguém nos explicou. Hoje a história se bifurcou. Nos encontramos separados um do outro, e com certeza feridos e magoados. Dessa vez não falo por mim.
Não sei com exatidão o que esse menino anda escrevendo na história do lado de lá, mas eu posso imaginar: dor. Saudade, talvez. Agitação, para se esconder de si mesma. Orgulho. Vontade de odiar, mas só vontade. Aquele sentimento de que falta alguma coisa. Palavras que vão e voltam, nos momentos em que abre uma janela de conversa, mas desiste e a fecha. Incompreensão, ao ainda se encontrar protagonizando histórias secundárias escritas por uma das personagens desse conto infindável que vivemos. Espera, aguardando uma folha de papel dobrada em quatro passar por baixo da porta, dizendo 'me desculpe, estou com saudades', ou mesmo checando com uma frequência maior do que antes sua caixa de entrada de e-mails, só para ver se há algum verso lá.
Ou também pode estar ignorando tudo. Não estar pensando mais em absolutamente mais nada que envolva meu nome. Pode ter queimado cada carta, antes do pranto acabar. se livrado do desenho que estava na cortiça do teu quarto. Apagado todas as mensagens, tanto do celular, quanto das redes sociais. Pode ter nojo de cada letra que eu escreva, e nem querer mas olhar nos meus olhos.
Ou achou uma maneira alternativa, só para me surpreender, como sempre fez.
Talvez esse menino tenha um plano maior para nós dois. Eu sei que tem. Só está esperando o momento certo para escrevê-lo. Esse momento pode ser hoje... Amanhã... Ou, até mesmo, em dez anos...
Esse menino, certa vez, escreveu uma história complicada, colocando duas personagens, sem nada em comum, apenas o destino, que anda ao lado, juntos. Com alguma coisa a fazer. Nós somos essas personagens.
Esse menino nos descreveu como terra e água; luz e escuridão; colorido e opaco; branco e preto. Mas mesmo assim uma força maior não nos deixava longe um do outro. Machuca quando isso acontece.
Ao longo da história são reveladas algumas respostas às personagens, mas é claro, de maneira subliminar. Como quando descobrem que suas linhas místicas do destino, dos amores e da vida, que se encontram nas mãos, são iguais. Mas, o que isso quer dizer?
Ninguém nos explicou. Hoje a história se bifurcou. Nos encontramos separados um do outro, e com certeza feridos e magoados. Dessa vez não falo por mim.
Não sei com exatidão o que esse menino anda escrevendo na história do lado de lá, mas eu posso imaginar: dor. Saudade, talvez. Agitação, para se esconder de si mesma. Orgulho. Vontade de odiar, mas só vontade. Aquele sentimento de que falta alguma coisa. Palavras que vão e voltam, nos momentos em que abre uma janela de conversa, mas desiste e a fecha. Incompreensão, ao ainda se encontrar protagonizando histórias secundárias escritas por uma das personagens desse conto infindável que vivemos. Espera, aguardando uma folha de papel dobrada em quatro passar por baixo da porta, dizendo 'me desculpe, estou com saudades', ou mesmo checando com uma frequência maior do que antes sua caixa de entrada de e-mails, só para ver se há algum verso lá.
Ou também pode estar ignorando tudo. Não estar pensando mais em absolutamente mais nada que envolva meu nome. Pode ter queimado cada carta, antes do pranto acabar. se livrado do desenho que estava na cortiça do teu quarto. Apagado todas as mensagens, tanto do celular, quanto das redes sociais. Pode ter nojo de cada letra que eu escreva, e nem querer mas olhar nos meus olhos.
Ou achou uma maneira alternativa, só para me surpreender, como sempre fez.
Talvez esse menino tenha um plano maior para nós dois. Eu sei que tem. Só está esperando o momento certo para escrevê-lo. Esse momento pode ser hoje... Amanhã... Ou, até mesmo, em dez anos...
sábado, 16 de julho de 2011
Nonsense
Sou obrigado a dizer que suas palavras - ainda - arrepiam minha espinha. Quaisquer que sejam, elas tem esse poder. De qualquer forma que as expresse.
Tô aqui, sentado, impotente, com saudade mais aguçada do que nunca, escrevendo feito um louco, e cantarolando 'All I Need', do Beeshop. "I thought in the end, you'd be okay. Watching the love of your life fading away".
Digitei um e-mail imenso, mas desisti. O apaguei.
Escrevi um blues intenso, e resisti. O musiquei.
Parei com meu bom-censo, e insisti. O retomei.
Ascendi mais um incenso, e fugi. Mas retornei.
Agora eu tô muito tenso, e rugi. Ainda não me acalmei.
Tô aqui, sentado, impotente, com saudade mais aguçada do que nunca, escrevendo feito um louco, e cantarolando 'All I Need', do Beeshop. "I thought in the end, you'd be okay. Watching the love of your life fading away".
Digitei um e-mail imenso, mas desisti. O apaguei.
Escrevi um blues intenso, e resisti. O musiquei.
Parei com meu bom-censo, e insisti. O retomei.
Ascendi mais um incenso, e fugi. Mas retornei.
Agora eu tô muito tenso, e rugi. Ainda não me acalmei.
2008
Faz tempo que esse tempo passou; e nem tanto.
Três anos do tempo que começamos a aprender. Aprender a aprender.
Tempo simples, esse. Tudo o que precisávamos era de um violão e uma garrafa de uma bebida qualquer.
Sonhávamos em tocar Fresno para multidões, e mostrar a beleza que víamos em rimar amor com dor.
Época que paixão era um estado constante, levando-nos a aprender o que é amar.
Nossos problemas se comprimiam em uma simples questão: o que eu faço se ela(ele) não gostar de mim?
Era tão bom... Não existiam brigas, apenas momentos felizes, em que todos se amava e curtiam a época. Víamos nossos futuros entrelaçados, viajando por esse Brasil, contando histórias musicadas da nossa vida. Hoje em dia, cada um tem seu futuro; espalhados por aí...
Eu só queria lembrar daquele nosso tempo. Não quero que ninguém se esqueça da felicidade simples dessa nossa 'infância', já que ninguém sabe como vai ser.
Como será que vai ser?
Três anos do tempo que começamos a aprender. Aprender a aprender.
Tempo simples, esse. Tudo o que precisávamos era de um violão e uma garrafa de uma bebida qualquer.
Sonhávamos em tocar Fresno para multidões, e mostrar a beleza que víamos em rimar amor com dor.
Época que paixão era um estado constante, levando-nos a aprender o que é amar.
Nossos problemas se comprimiam em uma simples questão: o que eu faço se ela(ele) não gostar de mim?
Era tão bom... Não existiam brigas, apenas momentos felizes, em que todos se amava e curtiam a época. Víamos nossos futuros entrelaçados, viajando por esse Brasil, contando histórias musicadas da nossa vida. Hoje em dia, cada um tem seu futuro; espalhados por aí...
Eu só queria lembrar daquele nosso tempo. Não quero que ninguém se esqueça da felicidade simples dessa nossa 'infância', já que ninguém sabe como vai ser.
Como será que vai ser?
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Wanted
Preciso de uma garota. Não um amor desses de cinema, que você pensa em casar. Só uma garota bonita, pra dividir o cobertor nessas noites frias; inteligente, pra gente conversar tomado um café depois do almoço; pacinte, pra gente deitar num sofá e passar o dia assistindo filmes.
Só queria poder abraçar sem obrigação nenhuma. Beijar sem o 'eu te amo' sussurrado depois. Deixar os corpos colados até o dia amanhecer.
É pedir demais?
Só queria poder abraçar sem obrigação nenhuma. Beijar sem o 'eu te amo' sussurrado depois. Deixar os corpos colados até o dia amanhecer.
É pedir demais?
terça-feira, 12 de julho de 2011
Por favor, vadia.
Por favor, meu amor, fica perto de mim;
Não faça esse jogo de ir embora
Vamos dormir, que já passou da hora.
Por favor, meu amor, não faz assim.
Por favor, meu amor, ouça meu canto;
Não esquece do 'nós' para poder sair,
Já é tarde, e acho que esse trem não vai partir.
Por favor, meu amor, cura meu pranto.
Embora não ligue, sou insone
Rolo pela cama sufocando seu nome.
Tô suando frio nas cobertas do perdão
Indo até você, minuto sim, minuto não.
Por favor, meu amor, não tenha pressa
Vamos conversar, que eu te faço um café,
Sente na cadeira, não há porquê ficar em pé
Por favor, meu amor, não vem com essa...
Por favor, meu amor, tô rezando
Ajoelha e olha pro céu comigo
Teus olhos lunares não são inimigos
Por favor, meu amor, tô implorando.
Embora não ligue, sou insone
Rolo pela cama sufocando seu nome.
Tô suando frio nas cobertas do perdão
Indo até você, minuto sim, minuto não.
Essa é a carta que eu pensei em mandar,
Que virou música, e está pelo ar.
O perdão que eu pensei em dizer
No momento que o erro veio de você.
Isso é tudo o que eu tenho agora
Além das olheiras e um punhado de infindáveis horas.
Não faça esse jogo de ir embora
Vamos dormir, que já passou da hora.
Por favor, meu amor, não faz assim.
Por favor, meu amor, ouça meu canto;
Não esquece do 'nós' para poder sair,
Já é tarde, e acho que esse trem não vai partir.
Por favor, meu amor, cura meu pranto.
Embora não ligue, sou insone
Rolo pela cama sufocando seu nome.
Tô suando frio nas cobertas do perdão
Indo até você, minuto sim, minuto não.
Por favor, meu amor, não tenha pressa
Vamos conversar, que eu te faço um café,
Sente na cadeira, não há porquê ficar em pé
Por favor, meu amor, não vem com essa...
Por favor, meu amor, tô rezando
Ajoelha e olha pro céu comigo
Teus olhos lunares não são inimigos
Por favor, meu amor, tô implorando.
Embora não ligue, sou insone
Rolo pela cama sufocando seu nome.
Tô suando frio nas cobertas do perdão
Indo até você, minuto sim, minuto não.
Essa é a carta que eu pensei em mandar,
Que virou música, e está pelo ar.
O perdão que eu pensei em dizer
No momento que o erro veio de você.
Isso é tudo o que eu tenho agora
Além das olheiras e um punhado de infindáveis horas.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Você vai
Espera para ver, vou crescer para cima de você, de um jeito que você nunca imaginou. E não vou sozinho.
Você vai chorar cada lágrima que eu calei.
Você vai gritar em todas as linguas que você conhece. Até em braile.
Você vai se arrastar, jurando que muda até de terra pra água, se eu pedir.
AH, VOCÊ VAI.
Você vai chorar cada lágrima que eu calei.
Você vai gritar em todas as linguas que você conhece. Até em braile.
Você vai se arrastar, jurando que muda até de terra pra água, se eu pedir.
AH, VOCÊ VAI.
Você.
Em cada canto que eu olho tem algo seu: sua presença, sua opninião, você.
Vejo você na tela da minha televisão. Os rostos das atrizes se transfiguram, até chegarem no teu, tão amargo.
Você está nos versos dos compositores que não te conheceram. Seu nome é gritado no refrão que grudou na minha mente.
Sua voz está na sala vazia e escura, nos horários em que eu deveria estar dormirndo, mas é claro, você não deixa.
Seu corpo está nas artes abstratas;
Nas curvas das estradas;
No meu tombo da escada, enquanto eu corria atrás de você.
Você está gravada nos CDs que eu nunca ouvi; escrita nas páginas que eu nunca li; filmada nos filmes que eu nem ao menos quis assistir.
Você está impregnada na minha cabeça. Merda.
Vejo você na tela da minha televisão. Os rostos das atrizes se transfiguram, até chegarem no teu, tão amargo.
Você está nos versos dos compositores que não te conheceram. Seu nome é gritado no refrão que grudou na minha mente.
Sua voz está na sala vazia e escura, nos horários em que eu deveria estar dormirndo, mas é claro, você não deixa.
Seu corpo está nas artes abstratas;
Nas curvas das estradas;
No meu tombo da escada, enquanto eu corria atrás de você.
Você está gravada nos CDs que eu nunca ouvi; escrita nas páginas que eu nunca li; filmada nos filmes que eu nem ao menos quis assistir.
Você está impregnada na minha cabeça. Merda.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Qwerty
Achei que minhas preocupações tinham ido embora, mas eu achei suas mensagens na minha caixa de entrada. Mensagens daquele tempo, no qual existia um laço que hoje nem sei se chamo de amor. Não chamo por medo de ser amor de verdade, porque já passou por coisas demais e ainda continua vivo.
Isso é só uma epifania, já que a verdade é: outra mercuriana cruzou meu caminho.
Mais difícil? Sim. Mais fria? Talvez. Mais bela? São diferentes, mas aos meus novos olhos é mais bela, sim. Linda. Mais inocente? A palavra 'inocência' não existe mais em meu vocabulário.
Só isso.
Isso é só uma epifania, já que a verdade é: outra mercuriana cruzou meu caminho.
Mais difícil? Sim. Mais fria? Talvez. Mais bela? São diferentes, mas aos meus novos olhos é mais bela, sim. Linda. Mais inocente? A palavra 'inocência' não existe mais em meu vocabulário.
Só isso.
Doce Maria
O barco voa no ar; voa tão alto que até parece apertar meus sonhos. Voa tanto que eu não consigo acreditar que deixei a noiva no altar.
O barco dá voltas infinitas, e flui pela maré de acordes e palavras soltas. Palavras que vieram embaralhadas e se propagariam por uma simples razão: você.
As ideias vem num navio que o ar não carregou. Chove, chove, chove, e a bela moça chegou.
Mãos frias no rosto do capitão, que tinha que tomar cuidado com os aviões, porque estava tão alto que até alcançou o céu.
O céu foi ápice dos sonhos em que eu recebia ódio. Voando de primeira classe na alucinação do peixe ao mar. Vou voar, nadar, correr e caminhar.
Não dá para parar, as palavras saem sem avisar, porque eu não sou mais o dono de nada desde sua mão deixou as digitais na minha pele facial, que desde então congelou. Cada coisa flui distante, e não parece querer voltar. Não volta mesmo, já é tarde para acordar. Dormindo eu sei que vocês vão ficar; esse mundo injusto não pode parar.
Vem, que minha janela tá brilhando de exatidão
de encontro passo a passo
Desse desejo tão escasso
E por isso o barco voa
Porque tem fogo de inverter essa história pro seu lado, pra ter com o que conversar.
O barco dá voltas infinitas, e flui pela maré de acordes e palavras soltas. Palavras que vieram embaralhadas e se propagariam por uma simples razão: você.
As ideias vem num navio que o ar não carregou. Chove, chove, chove, e a bela moça chegou.
Mãos frias no rosto do capitão, que tinha que tomar cuidado com os aviões, porque estava tão alto que até alcançou o céu.
O céu foi ápice dos sonhos em que eu recebia ódio. Voando de primeira classe na alucinação do peixe ao mar. Vou voar, nadar, correr e caminhar.
Não dá para parar, as palavras saem sem avisar, porque eu não sou mais o dono de nada desde sua mão deixou as digitais na minha pele facial, que desde então congelou. Cada coisa flui distante, e não parece querer voltar. Não volta mesmo, já é tarde para acordar. Dormindo eu sei que vocês vão ficar; esse mundo injusto não pode parar.
Vem, que minha janela tá brilhando de exatidão
de encontro passo a passo
Desse desejo tão escasso
E por isso o barco voa
Porque tem fogo de inverter essa história pro seu lado, pra ter com o que conversar.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Procura
Cadê você?
Cadê a brecha no seu tempo?
Cadê o seu jeito que serve de alento?
Se tornou o que eu não posso ter.
Cadê você?
Cadê o som do senhor-dos-ventos?
Cadê a foto para marcar o momento?
Se tornou o que não posso ver.
Cadê você?
Cadê teus tons claros e doces?
Cadê a conversa que você me trouxe?
Se tornou meu sonho, sem merecer.
Cadê você?
Cadê tua corrida na minha caminhada?
Cadê seus passos na minha estrada?
É tudo o que eu podia querer.
Cadê você, menina?
Nem quer me atender.
Cadê você, garota?
Eu tô esperando você.
Cadê você, parvo desejo?
Cadê?
Cadê a brecha no seu tempo?
Cadê o seu jeito que serve de alento?
Se tornou o que eu não posso ter.
Cadê você?
Cadê o som do senhor-dos-ventos?
Cadê a foto para marcar o momento?
Se tornou o que não posso ver.
Cadê você?
Cadê teus tons claros e doces?
Cadê a conversa que você me trouxe?
Se tornou meu sonho, sem merecer.
Cadê você?
Cadê tua corrida na minha caminhada?
Cadê seus passos na minha estrada?
É tudo o que eu podia querer.
Cadê você, menina?
Nem quer me atender.
Cadê você, garota?
Eu tô esperando você.
Cadê você, parvo desejo?
Cadê?
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