Agonizo e grito, em silêncio. Espero que a saudade passe. Quero-te nos abraços como quero um agasalho em dias frios; preciso-te.
Agora é só esse tempo que não passa. Posso apenas imaginar o seu vestido esvoaçando pela casa, enquanto andas de um lado para o outro, esperando algo ficar pronto na cozinha. As bochechas que coram com o beijo do Sol pela manhã. Posso apenas e somente criar a utopia dos teus lábios cheios nos meus antes de deitar.
Tempo, és cruel!
Transformaste meu doce em fel;
Tiraste de mim o amor
E prometeste logo passar.
Tempo, és sádico!
Apunhalaste-me com ponteiros;
Não aceitaste nenhum dinheiro
Para fazer-te logo passar.
Ainda fizeste-me versar no passado.
sábado, 22 de dezembro de 2012
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Ruim
És a praga da minha plantação; és o eclipse do meu Sol; és minha criança sequestrada; és o câncer dos meus pulmões cinzentos; és tudo de ruim.
És o acorde errado na música certa; és a fome de minha África; és o barulho da minha biblioteca; és a dose errada de morfina.
És a bala no rosto do inocente; és o fósforo que pôs fogo no Inferno; és a tesoura nas asas do meu Anjo de Guarda; és a chuva das minhas férias de Verão.
És o rasgo na folha do poema; és o ferrão da doce abelha; és uma das mil substâncias tóxicas do cigarro; és a metrópole da minha colônia.
És o vício da minha alma fraca; és o mofo das minhas fotos felizes; és a tarja preta das minhas pílulas matinais; és a erva daninha do meu jardim.
És a discórdia na minha paz celestial.
És o acorde errado na música certa; és a fome de minha África; és o barulho da minha biblioteca; és a dose errada de morfina.
És a bala no rosto do inocente; és o fósforo que pôs fogo no Inferno; és a tesoura nas asas do meu Anjo de Guarda; és a chuva das minhas férias de Verão.
És o rasgo na folha do poema; és o ferrão da doce abelha; és uma das mil substâncias tóxicas do cigarro; és a metrópole da minha colônia.
És o vício da minha alma fraca; és o mofo das minhas fotos felizes; és a tarja preta das minhas pílulas matinais; és a erva daninha do meu jardim.
És a discórdia na minha paz celestial.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Mercuriana
Trouxeram-me um presente de outro planeta. Mercúrio, talvez... Não sei ao certo. Daqui, dessa Terra estranha, com toda certeza, não é. Bom demais para ser terreno.
De lá veio para mudança; para mudar o que já foi decidido há tempos. Veio impor gostos e acrescentar conhecimentos de um mundo que ainda hei de conhecer.
Existência duvidosa, essa. Quem diria que no meio de uma confusão de palavras erradas e pessoas de gostos tortos, pousaria um disco voador na minha frente com a mais bela das marcianas. Pronta para vida como nenhum terráqueo jamais esteve.
Receber-te-ei bem, viajante planetária. Deixa eu te mostrar esse Planeta, enquanto me ensinas os segredos das mil e uma galáxias que já visitaste.
De lá veio para mudança; para mudar o que já foi decidido há tempos. Veio impor gostos e acrescentar conhecimentos de um mundo que ainda hei de conhecer.
Existência duvidosa, essa. Quem diria que no meio de uma confusão de palavras erradas e pessoas de gostos tortos, pousaria um disco voador na minha frente com a mais bela das marcianas. Pronta para vida como nenhum terráqueo jamais esteve.
Receber-te-ei bem, viajante planetária. Deixa eu te mostrar esse Planeta, enquanto me ensinas os segredos das mil e uma galáxias que já visitaste.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Vem!
Pega um avião;
Chama um táxi;
Dê sinal para o ônibus;
Te apertas no trem;
Acelera esse carro;
Pedale com força;
Corra o mais rápido que puder;
Lote teu corpo com ar e nade;
Flutue;
Voe;
Plane;
Te teletransportes, se preciso for;
Contanto que chegues, não me importam os meios. Vou aí te buscar, se for o único jeito.
Não me venha com rapidez, só para meio café requentado. Vem para demorar e não ir mais embora.
Chama um táxi;
Dê sinal para o ônibus;
Te apertas no trem;
Acelera esse carro;
Pedale com força;
Corra o mais rápido que puder;
Lote teu corpo com ar e nade;
Flutue;
Voe;
Plane;
Te teletransportes, se preciso for;
Contanto que chegues, não me importam os meios. Vou aí te buscar, se for o único jeito.
Não me venha com rapidez, só para meio café requentado. Vem para demorar e não ir mais embora.
Por Favor
Preciso te ver. Preciso ver se teu abraço encaixa no meu e se teu beijo foi feito para mim. Preciso te provar para ver se é o meu número. Preciso colar meu corpo ao teu para ver se és minha outra metade perdida por aí.
Chega logo. Vem, que já não aguento mais esperar. Vem, que eu já estou me desfalecendo de solidão. Deixa eu provar do seu amor logo, ma belle. Por favor.
Por favor, meu amor, eu tô implorando!
Chega logo. Vem, que já não aguento mais esperar. Vem, que eu já estou me desfalecendo de solidão. Deixa eu provar do seu amor logo, ma belle. Por favor.
Por favor, meu amor, eu tô implorando!
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Se "Amor" Rima Com "Dor", Não Deve Ser Em Vão
O amor vai aumentando e acabando. Nos corrói por dentro na mesma medida em que vai mudando nossa forma de ver o mundo.
Nosso coração muda de peito no abraço e nossos lábios se misturam no beijo. Se eu olhar no espelho, me verei contigo. Não terei mais como viver sozinho.
O amor vai aumentando e nos destruindo. Se hoje nosso castelo desmorona, é porque a construção já está pronta.
Depois do fim, meus amigos, não existe alguém feliz. Não existe ninguém. Existem duas pessoas misturadas, com manias e desejos do outro, chorando, perdidos, sem saber por onde andar. Pessoas que partilham lugares favoritos aos quais jamais voltarão.
Aquele parque, outrora uma segunda casa, se transforma num inferno de lembranças. Aquele café, com cheiro de bom dia, vira veneno para a mente quebrada.
Amar é fazer mal a si mesmo com a melhor das boas intenções.
Nosso coração muda de peito no abraço e nossos lábios se misturam no beijo. Se eu olhar no espelho, me verei contigo. Não terei mais como viver sozinho.
O amor vai aumentando e nos destruindo. Se hoje nosso castelo desmorona, é porque a construção já está pronta.
Depois do fim, meus amigos, não existe alguém feliz. Não existe ninguém. Existem duas pessoas misturadas, com manias e desejos do outro, chorando, perdidos, sem saber por onde andar. Pessoas que partilham lugares favoritos aos quais jamais voltarão.
Aquele parque, outrora uma segunda casa, se transforma num inferno de lembranças. Aquele café, com cheiro de bom dia, vira veneno para a mente quebrada.
Amar é fazer mal a si mesmo com a melhor das boas intenções.
domingo, 9 de dezembro de 2012
Nômade
Sou nômade entre os tempos, mundos e corações. Não tenho lugar para chamar de lar, mas qualquer canto é uma casa para onde eu possa voltar.
Me chamam de volúvel, de medroso, de inconstante... Mal sabem os tolos da deliciosa sensação de ser do mundo e de todos. Mal sabem que o amor está em todo lugar e cabe a nós sentir cada faceta dele.
Nem sempre me aceitam, mas sempre aceito a todos. Afinal, de coração aberto sigo a vida, em busca de espaço por todos os cantos dessa Terra redonda.
Deixe-me entrar. Só vou demorar se me permitir ficar.
Me chamam de volúvel, de medroso, de inconstante... Mal sabem os tolos da deliciosa sensação de ser do mundo e de todos. Mal sabem que o amor está em todo lugar e cabe a nós sentir cada faceta dele.
Nem sempre me aceitam, mas sempre aceito a todos. Afinal, de coração aberto sigo a vida, em busca de espaço por todos os cantos dessa Terra redonda.
Deixe-me entrar. Só vou demorar se me permitir ficar.
sábado, 8 de dezembro de 2012
Passado
No início dos tempos, o mundo era uma coisa só. Não existia Ásia, África, América nem nenhum tipo de segregação. Éramos apenas o mundo, existindo.
Com o tempo, da forma mais natural possível, tudo foi se separando. Tudo foi tomando seu próprio rumo e deixando as origens para trás.
Milhares de anos depois, tudo está distante demais, separado demais, sem nem saber o quanto é bom estar junto.
Olhe só para nós: já estivemos tão juntos que nosso coração era um só. Hoje, nem sei por onde andas. Fomos nos separando natural e gradativamente, como o mundo já fez um dia. Isso tudo aconteceu embaixo do meu nariz.
Em cada beijo não dado, senti a boca amarrar;
Em cada abraço apertado, senti a necessidade gritar;
Em cada dia separado, senti a saudade aflorar;
Em cada olhar apaixonado, senti o peito inchar;
Em cada riso de bom grado, senti uma lâmina me gravar;
Em cada eu te amo suspirado, senti o dor se formar.
Durante a tua partida, eu senti que não seria mais o mesmo. Sabia que a dor seria demasiada e não iria embora logo e que a falta seria minha fiel companheira. Eu sabia porque eu vi isso nascer, assim como vejo em tantos outros casais. O amor é uma droga letal, meus amigos, sem a qual não vivemos; e como tal, um dia ela cobra o preço pelos momentos bons que nos proporcionou.
A diferença do amor para o crack é que quando abusamos do amor e sofremos com suas nefastas consequências, sabemos que vale a pena e faríamos tudo de novo.O amor é uma droga sem receita e que lei nenhuma há de proibir. Ame apesar da dor
Com o tempo, da forma mais natural possível, tudo foi se separando. Tudo foi tomando seu próprio rumo e deixando as origens para trás.
Milhares de anos depois, tudo está distante demais, separado demais, sem nem saber o quanto é bom estar junto.
Olhe só para nós: já estivemos tão juntos que nosso coração era um só. Hoje, nem sei por onde andas. Fomos nos separando natural e gradativamente, como o mundo já fez um dia. Isso tudo aconteceu embaixo do meu nariz.
Em cada beijo não dado, senti a boca amarrar;
Em cada abraço apertado, senti a necessidade gritar;
Em cada dia separado, senti a saudade aflorar;
Em cada olhar apaixonado, senti o peito inchar;
Em cada riso de bom grado, senti uma lâmina me gravar;
Em cada eu te amo suspirado, senti o dor se formar.
Durante a tua partida, eu senti que não seria mais o mesmo. Sabia que a dor seria demasiada e não iria embora logo e que a falta seria minha fiel companheira. Eu sabia porque eu vi isso nascer, assim como vejo em tantos outros casais. O amor é uma droga letal, meus amigos, sem a qual não vivemos; e como tal, um dia ela cobra o preço pelos momentos bons que nos proporcionou.
A diferença do amor para o crack é que quando abusamos do amor e sofremos com suas nefastas consequências, sabemos que vale a pena e faríamos tudo de novo.O amor é uma droga sem receita e que lei nenhuma há de proibir. Ame apesar da dor
sábado, 1 de dezembro de 2012
Com Pesar
É com pesar que dormirei sozinho, como em todas as noites da minha vida. É com penar que me perco na imensidão dos lençóis, como em todas as noites da minha vida. É com um ar familiar que perco o sono, transformando cansaço em mais uma noite mal dormida. É com falta de ar que batalho comigo mesmo por espaço na minha cama de solteiro. É com um relógio a tilintar que conto as horas insones que não passam. É com uma alucinação com o mar que transformo a escuridão num transparente que reflete o azul dos olhos sem dona, que flutuam pela minha mente. É num sexo sem par que descansa o corpo sozinho.
Dormirei sem ela, acordarei sem ela. Viverei sem ela até o ano novo raiar, como em todos os anos da minha vida.
Com pesar,
Pierrot.
Dormirei sem ela, acordarei sem ela. Viverei sem ela até o ano novo raiar, como em todos os anos da minha vida.
Com pesar,
Pierrot.
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