sábado, 22 de dezembro de 2012

Equívoco

Agonizo e grito, em silêncio. Espero que a saudade passe. Quero-te nos abraços como quero um agasalho em dias frios; preciso-te.
Agora é só esse tempo que não passa. Posso apenas imaginar o seu vestido esvoaçando pela casa, enquanto andas de um lado para o outro, esperando algo ficar pronto na cozinha. As bochechas que coram com o beijo do Sol pela manhã. Posso apenas e somente criar a utopia dos teus lábios cheios nos meus antes de deitar.

Tempo, és cruel!
Transformaste meu doce em fel;
Tiraste de mim o amor
E prometeste logo passar.

Tempo, és sádico!
Apunhalaste-me com ponteiros;
Não aceitaste nenhum dinheiro
Para fazer-te logo passar.

Ainda fizeste-me versar no passado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário