Agonizo e grito, em silêncio. Espero que a saudade passe. Quero-te nos abraços como quero um agasalho em dias frios; preciso-te.
Agora é só esse tempo que não passa. Posso apenas imaginar o seu vestido esvoaçando pela casa, enquanto andas de um lado para o outro, esperando algo ficar pronto na cozinha. As bochechas que coram com o beijo do Sol pela manhã. Posso apenas e somente criar a utopia dos teus lábios cheios nos meus antes de deitar.
Tempo, és cruel!
Transformaste meu doce em fel;
Tiraste de mim o amor
E prometeste logo passar.
Tempo, és sádico!
Apunhalaste-me com ponteiros;
Não aceitaste nenhum dinheiro
Para fazer-te logo passar.
Ainda fizeste-me versar no passado.
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