É com pesar que dormirei sozinho, como em todas as noites da minha vida. É com penar que me perco na imensidão dos lençóis, como em todas as noites da minha vida. É com um ar familiar que perco o sono, transformando cansaço em mais uma noite mal dormida. É com falta de ar que batalho comigo mesmo por espaço na minha cama de solteiro. É com um relógio a tilintar que conto as horas insones que não passam. É com uma alucinação com o mar que transformo a escuridão num transparente que reflete o azul dos olhos sem dona, que flutuam pela minha mente. É num sexo sem par que descansa o corpo sozinho.
Dormirei sem ela, acordarei sem ela. Viverei sem ela até o ano novo raiar, como em todos os anos da minha vida.
Com pesar,
Pierrot.
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