És a praga da minha plantação; és o eclipse do meu Sol; és minha criança sequestrada; és o câncer dos meus pulmões cinzentos; és tudo de ruim.
És o acorde errado na música certa; és a fome de minha África; és o barulho da minha biblioteca; és a dose errada de morfina.
És a bala no rosto do inocente; és o fósforo que pôs fogo no Inferno; és a tesoura nas asas do meu Anjo de Guarda; és a chuva das minhas férias de Verão.
És o rasgo na folha do poema; és o ferrão da doce abelha; és uma das mil substâncias tóxicas do cigarro; és a metrópole da minha colônia.
És o vício da minha alma fraca; és o mofo das minhas fotos felizes; és a tarja preta das minhas pílulas matinais; és a erva daninha do meu jardim.
És a discórdia na minha paz celestial.
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