quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Protesto

  Ódio: palavra muito forte para dizer, mesmo parecendo comum nesse mundo que nos obrigam a viver.
  Medo: nada mais do que ausência do saber - sabendo que o conhecimento vai além do que os olhos nos permitem ver.

  Confundem nossas mentes com as lentes que nos mostram um mundo ideal; vestidos, casas, carros, jóias, e esquecem nosso avanço espiritual.

  "Vista isso!"; "Seja aquilo!"; querem nos padronizar. Desobedeça! E não se esqueça - nem por um segundo - que dentro de nós existe um outro mundo, pelo qual vale a pena lutar.
  E se alguém tentar impedir você, não tenha dúvida: ele quer te vencer.
  Acredite: aqui dentro de nós existe um bem maior - preso por um nó - que não vai se render.

  Confundem nossas mentes com as lentes que nos mostram um mundo ideal; vestidos, casas, carros, jóias, e esquecem nosso avanço espiritual.
  "Vista isso!"; "Seja aquilo!"; querem nos padronizar. Desobedeça!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Música

  Outra hora dessas eu estava ouvindo minhas músicas; se eu personificasse minhas melodias, elas teriam um só rosto. Isso não quer dizer que minhas canções sejam todas iguais, mas sim que são todas com a mesma inspiração. O mesmo 'você' em cada um dos refrões, mesmo que inconscientemente.

  Não, isso não dói, porque existem músicas felizes. Percebi que no meio de tantos tangos, existia um samba. Um, ou até mais. Sambas que cantam a felicidade de tardes que eu nunca tive a oportunidade de viver ao lado desse sujeito oculto dos versos. Felicidade que só o meu eu lírico viveu. Beijos que só meus sustenidos deram.

  Se eu personificar minhas melodias, sai uma garota. E ela sairia andando, e ia procurar outro disco para arranhar.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Ela

  Essa hora ela deve estar chorando; se perguntando o motivo disso tudo ter acontecido justo a ela; uma garota que não faz mal a ninguém.

  Essa hora ela deve estar esperançosa; torcendo para cada uma das promessas que seu amor lhe fez sejam cumpridas.

  Essa hora ela pode estar sorrindo; beijando; abraçando; amaldiçoado os sentimentos; gritando aos sete ventos que amar é bom.

  E cá estou eu, querendo saber se ela sobreviveu; querendo saber se o destino foi bom com ela. Querendo saber unica e exclusivamente como ela está.

 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Esquizofrenia (Pra Você Não Ler)


  A gente é hipócrita. A gente finge que não sabe, mas todas as palavras estão gravadas na nossa mente. Na tua e na minha.
  A gente é hipócrita por fingir não saber dos nossos sentimentos. A nossa hipocrisia me dá desgosto.

  Você sabe o que eu quero. Você me lê incansavelmente, e eu sei. Eu procuro te ler, e finjo que há algo de mim em você. Eu faço de conta que existe um futuro - não tão distante - onde nós podemos segurar a mão do outro e dizer que estamos felizes e completos. Esse dia não existe. Você já cansou de me falar, mas eu não me canso de ouvir.
  Eu não canso porque eu devo gostar de dor. Devo gostar de me flagelar todos os dias antes de dormir. Devo gostar de fingir que eu durmo, quando na verdade eu fico acordado, imaginando solução para esse problema - que já devia ter deixado de ser problema há muito tempo.
  Acho até que eu gosto de ficar te sonhando; do mesmo jeito que você finge que não lê nada disso, e eu finjo que não escrevo para ti.

  Acho que essa nossa relação se criou na base da esquizofrenia. Pelo menos por aqui, onde eu ainda vejo teu rosto em lugares que eu não deveria ver. Onde ainda vejo fotos que deveriam ser censuradas pela minha mente.
  Se isso for o amor, eu tô simplesmente muito fodido. Porque esse tal do 'amor' não passa. Ele, às vezes, sai pra dar umas voltas, mas volta com tudo. Feito um furacão destruidor de lares.

  Eu tô fingindo que você não vai ler, e amanhã você vai estar fingindo que não leu.
  Eu tô fingindo - nesse exato momento - que eu não quero que você leia;
  E, amanhã, nós vamos fingir que nada aconteceu nessa noite de segunda para terça.

Encantos

  Não entendo esse teu veneno disfarçado de perfume; você estala os dedos e eu me jogo nesse frasco, nem nem pensar duas vezes. Mas depois vem as consequências: a dor no estômago; os arrepios; as noites insones, e aquela vontade incessante de sumir, para algum lugar onde não haja nada. Só eu e eu.

  Não entendo o que você tem; você estala os dedos e eu estou do teu lado, jogando meu casaco para você não pisar na poça d'água que eu fiz com as minhas lágrimas. Sem nem pensar duas vezes, eu me maqueio feito um Pierrot só para te fazer mais feliz.

  Não entendo essa tua voz; você fala qualquer coisa e eu já estou encantado feito uma naja num jarro ouvindo a flauta. Sem nem pensar duas vezes, eu me enroscaria no teu pescoço, e te deixaria brincar de ser minha dona, e depois me guardar no jarro novamente.

  Não te entendo. Não me entendo. Não nos entendo

Aquele Velho Apartamento Na Tua Mente

  Aluguei um apartamento no meio de uma Avenida; o teu corpo é essa Avenida.
  Eu sento numa cadeira em frente a janela, com um maço de cigarros no colo, e uma garrafa de uma bebida qualquer no chão, logo ao meu lado. E por lá eu fico.

  Eu vejo estranhos passarem por ali. Eu ouço teu coração bater - cada dia mais lento. Eu sei que teu corpo não tem bombeado sangue suficiente para ele continuar vivo.
  Eu assisto teus pulmões inflarem e murcharem com uma lentidão preocupante. Algo falta ali.

  Eu te gritei, mas você não respondeu.
  Tenho a leve impressão que você esqueceu do meu apê; deve ser porque ele está muito no fundo da sua mente. Numa parte escura, e cheia de teias de aranha. Agora, parando para pensar, nem luz eu tenho lá!

  Tô aqui, esquecido. Esquecido e preocupado. E - é claro - querendo saber se você vai lembrar de mim um dia.
  Eu, que fazia teu corpo bombear bastante sangue quente para o coração bater com vigor; eu, que sempre acelerei tua respiração, de modo que teus pulmões nem aguentavam, e te faziam ofegar. Eu, que sempre te mantive em perfeita ordem e harmonia.

  Não me deixe preso aqui pra sempre.

  Por favor, meu amor, cuida de mim. Cura meu pranto; e não esquece do 'nós' para poder sair.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Você

  As folhas balançam na árvore, sob a luz desse sol que arde; esquenta o chão e os corpos, mas não a tua pele de mármore, de um gelo tão natural... Chega a se tornar especial! Quase cardeal.

  Gradativamente as vozes ficam mudas;
  Instantaneamente as cores ficam turvas;
  Infindavelmente os céus caem feito luvas;
  Aparentemente, deixei minha vida na chuva; pelo menos até você se materializar na música mais surda, e assim me abismar com a tua beleza absurda.

  Sou seu escravo, e seu senhor;
  Seu ódio, e seu amor;
  Sua cura, e a minha dor;
  Sou seu céu.
  Seu fogo, sua água, seu ar;
  Sua eterna guitarra a acusticar,
  Seu piano perfeito esperando para tocar no dia em que sua mente até mim resvalar.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Te

  Eu durmo, e te sonho; te olho, te escuto; eu vivo você, mais do que a mim mesmo.
  Eu te mergulho, e te nado; te espelho, e te reflito; você é mais. Mais do que eu.
  Eu te deito, eu te dispo; te deixo nua, e assisto esse conflito do que é ou não verdade nesse mundo, onde belezas como a tua deviam ser proibidas, pois esse mundo não merece. Eu não mereço.
  Eu te transponho, e te esqueço; te converso e me lembro de que se o destino traz, é para acrescentar. Eu vou te acrescentar a minha essência. Vou te fundir acada célula minha que tem gritado por uma dose cavalar de você.
  Eu te guerrilho e te pacifico; te conto como um velho mito que ninguém quer acreditar. Que corre pela boca do povo, sem verdade para sincretizar. 
  Eu te deixo prostrada na minha cama, e depois te dou a força necessária para levantar, e repetir toda essa história.

Tu

  Eu durmo, e te sonho; te olho, te escuto; eu vivo você, mais do que a mim mesmo.
  Eu te mergulho, e te nado; te espelho, e te reflito; você é mais. Mais do que eu.
  Eu te deito, eu te dispo; te deixo nua, e assisto esse conflito do que é ou não verdade nesse mundo, onde belezas como a tua deviam ser proibidas, pois esse mundo não merece. Eu não mereço.
  Eu te transponho, e te esqueço; te converso e me lembro de que se o destino traz, é para acrescentar. Eu vou te acrescentar a minha essência. Vou te fundir acada célula minha que tem gritado por uma dose cavalar de você.
  Eu te guerrilho e te pacifico; te conto como um velho mito que ninguém quer acreditar. Que corre pela boca do povo, sem verdade para sincretizar. 
  Eu te deixo prostrada na minha cama, e depois te dou a força necessária para levantar, e repetir toda essa história.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Piada e Cacos no Chão

  E vamos fingir que estamos vivendo, enquanto a pessoa que chamamos de 'amor verdadeiro' vive a vida perfeita por nós. A gente fica na merda, só para o nosso 'amor' dormir em lençóis egípcios.
  Essa é a vida de muita gente. Gente que acaba encontrando outra pessoa para tapar essa lacuna de felicidade que logo esvazia de novo. É um ciclo.
  É um ciclo que se prolonga até o verdadeiro amor aparecer, ou até mesmo se revelar naquela pessoa que há tempos está deitada na cama com teu nome gravado na cabeceira. Mas a gente sobrevive. Ninguém precisa se matar, se drogar, ou qualquer coisa assim. Porque existe muita coisa no meio dessa busca incessante por amor.        Existe tanta coisa que, muitas vezes, a gente nem lembra daquela velha vontade adolescente de sangrar os pulsos na pia do banheiro, pensando que aquilo vai sarar nossa dor de alguma forma.
 A dor passa. Demora, mas quando a gente para pra pensar, já tá dividiando a nossa cama com outra pessoa. Dividindo, não entregando.

sábado, 3 de dezembro de 2011

I wont call to say that I love you.

  Há uma estrada imensurável na nossa frente; milhas e milhas de pura longevidão.
  Cada minuto de viagem por ela equivale à eternidade no mundo dos homens comuns, que não esperam por nada; homens que nunca ouviram a palavra paciência.
  Mas o destino dessa estrada justifica cada passo lento; cada hora sentado desconfortavelmente num carro apertado; cada segundo no silêncio das noites insones e ansiosas: uma mulher. Mas não apenas uma mulher; lá também tem toda uma vida nova, que eu venho precisando há tempo demais.

  É lá que mora aquela voz que eu tanto quero ouvir, e que sai da boca direto para o pé do meu ouvido; sem passar por absolutamente nenhum fio, que mude timbre, tom, ou volume natural.
  É lá que mora Você.