Não sou desses impacientes que querem tudo na hora, sabe? Principalmente quando se trata de saber de certas coisas que não nos foram bem explicadas. Mas devo admitir que minha mente consegue me deixar louco.
Não entendo como ainda posso pensar que não acabou. Juro por tudo que é mais sagrado que não penso assim por ainda querer tê-la em meus braços. Aliás, essa ideia me soa tão utópica hoje em dia que eu quase dou risada só de imaginar tal absurdo. Algo sussurra em meus ouvidos que isso ainda não acabou. Que não, ela não se esvaiu por entre meus dedos assim. É como se algo pudesse explodir a qualquer momento. Sinto como se nós dois fóssemos os fios que conectam um relógio a um explosivo. Parece que vamos explodir a qualquer momento, só que uma explosão tão estranha que não destruirá nada, apenas colocará tudo em seu devido lugar e eixo astral.
Às vezes acho que essa voz sou eu mesmo falando. Eu que só enxergo o lado bom em tudo e em todos, não consigo enxergar que estive cara-a-cara, lábios-a-lábios com a personificação da mentira.
Mas sigo na esperança de haver explicação. Sinto como se algo tivesse que ser dito pra mim, mas eu ainda não posso. Ela ainda não pode.
Mas, mesmo assim, não espero sem saber. Não sou desses loucos que confiam em vozes assim, sem mais nem menos. Tenho fé que o que tem de acontecer, acontece. Posso estar aqui, ou casado e morando em Mercúrio: se tiver que ser na bala, vai.
sexta-feira, 19 de abril de 2013
domingo, 7 de abril de 2013
Madrugada de Domingo
A gente acha que a dor é pouca, mas não é. Sentir o corpo todo em chamas, com uma febre que nunca vai passar é a pior sensação humana. E eu? Eu fui enganado por acreditar demais, por ver pureza. Aconteceu comigo tudo aquilo que eu sempre disse que jamais faria com alguém: traição, casualidade, mentira e uma dose cavalar de crueldade mesclada com egoísmo. Que esperança devo ter no mundo?
Chego a pensar se sou um bom tipo de pessoa. Afinal, se dizem por aí que nos apaixonamos por quem vemos ter alguma semelhança conosco, eu devo ser um Diabo.
O que ela fez comigo, por querer ou não, me machucou de uma forma que não vai sarar tão cedo. Ela fez comigo o que fizeram com ela, talvez pra revidar direto aos homens. Chego a pensar se devo, então, estimar a felicidade de alguém assim. Sei que devo... Não consigo querer mal.
Mas o que o tal do amor? É possível amar quem não conhecemos? Acho que sim, porque eu te amo profundamente e nem sei mais quem Diabos é você.
Madrugada de Domingo
Sem dormir, eu me lembrei
De tudo que já me disseste
E de tudo que eu acreditei
Pensei que seria você
A tal pra me mostrar o amor
Mas caí diante das mentiras
Que formam um castelo sem cor
Madrugada de Domingo
Eu aqui sem o que dizer...
Cheiro a bebida e a saudade
Me afogo em notas para esquecer
Sei que não vou dormir
Serei insone pra sempre sim
De que adianta deitar sozinho
E pensar em alguém no fim?
De nada vale o violão
Sem você pra me ouvir tocar
Tudo quanto é canção
Que aprendi para te agradar
De nada vale o chimarrão
Sem tua boca pra me adocicar
Tirar o amargor da vida
E o cinza da minha cidade má
De nada vale a vida
Sem a tua pra completar
De nada vale saída
Se não vem me acompanhar.
Arrisco-me a dizer que de nada vale amar.
Chego a pensar se sou um bom tipo de pessoa. Afinal, se dizem por aí que nos apaixonamos por quem vemos ter alguma semelhança conosco, eu devo ser um Diabo.
O que ela fez comigo, por querer ou não, me machucou de uma forma que não vai sarar tão cedo. Ela fez comigo o que fizeram com ela, talvez pra revidar direto aos homens. Chego a pensar se devo, então, estimar a felicidade de alguém assim. Sei que devo... Não consigo querer mal.
Mas o que o tal do amor? É possível amar quem não conhecemos? Acho que sim, porque eu te amo profundamente e nem sei mais quem Diabos é você.
Madrugada de Domingo
Sem dormir, eu me lembrei
De tudo que já me disseste
E de tudo que eu acreditei
Pensei que seria você
A tal pra me mostrar o amor
Mas caí diante das mentiras
Que formam um castelo sem cor
Madrugada de Domingo
Eu aqui sem o que dizer...
Cheiro a bebida e a saudade
Me afogo em notas para esquecer
Sei que não vou dormir
Serei insone pra sempre sim
De que adianta deitar sozinho
E pensar em alguém no fim?
De nada vale o violão
Sem você pra me ouvir tocar
Tudo quanto é canção
Que aprendi para te agradar
De nada vale o chimarrão
Sem tua boca pra me adocicar
Tirar o amargor da vida
E o cinza da minha cidade má
De nada vale a vida
Sem a tua pra completar
De nada vale saída
Se não vem me acompanhar.
Arrisco-me a dizer que de nada vale amar.
sábado, 6 de abril de 2013
Sobre O Amor e A Liberdade
É estranho pensar que não seria sofrimento algum se você dissesse que não. É assombroso pensar que cheguei à um nível tal de desapego e de deixar ir.
Mais estranho que isso é só perceber que, mesmo assim, não quero ninguém além de você.
O que você fez em mim foi estranho, rápido... Foi algo que não imaginei viver da forma como foi. Logo você, heartless, aquela que diz não acreditar no amor, me ensinou a amar de verdade. Sim, nesse momento estou assumindo que amo. Amo do jeito livre, do jeito torto. Amo de graça, só por amar, por querer bem, querer perto. Mas, não o perto que imaginam. Te quero perto da vida, perto do mundo, de Deus e de tudo que há de bom. Se você conseguir estar perto dessas coisas, estará perto de mim também. Te quero em sonhos, sempre voando e buscando ser maior. Te quero tão bem que até parece que morri e estou te vendo do céu...
... Mas não. Estou bem vivo e você também, amor. Ainda há sim o que viver. Isso não é uma carta pra dizer que desisti sem tentar, não. É só uma forma de mostrar pra mim mesmo que estou sinceramente preparado para tudo que vier a acontecer conosco nos próximos dias.
Eu te amo.
Mais estranho que isso é só perceber que, mesmo assim, não quero ninguém além de você.
O que você fez em mim foi estranho, rápido... Foi algo que não imaginei viver da forma como foi. Logo você, heartless, aquela que diz não acreditar no amor, me ensinou a amar de verdade. Sim, nesse momento estou assumindo que amo. Amo do jeito livre, do jeito torto. Amo de graça, só por amar, por querer bem, querer perto. Mas, não o perto que imaginam. Te quero perto da vida, perto do mundo, de Deus e de tudo que há de bom. Se você conseguir estar perto dessas coisas, estará perto de mim também. Te quero em sonhos, sempre voando e buscando ser maior. Te quero tão bem que até parece que morri e estou te vendo do céu...
... Mas não. Estou bem vivo e você também, amor. Ainda há sim o que viver. Isso não é uma carta pra dizer que desisti sem tentar, não. É só uma forma de mostrar pra mim mesmo que estou sinceramente preparado para tudo que vier a acontecer conosco nos próximos dias.
Eu te amo.
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