quarta-feira, 1 de junho de 2011

Monte Olimpo

Um dia abre os olhos e diz que não está bem, e o dia passa maravilhosamente.
Num outro, aleatório, abre os olhos e promete uma beleza total ao dia, que por sua vez trata de foder com exatidão as 24 horas.

Na cabeça está aquela velha vontade de amarrar asas aos pés dela, tais como as de Hermes, para deixá-la sair da Terra um pouco, e resolver as coisas com um abraço. Ela não gosta do ar.
No ser está aquela vontade de sempre, de adicionar guelras e nadadeiras aquele corpo, para jogá-la ao oceano e sentir a liberdade, para largar o desdém nos destroços de um navio naufragado, e voltar pronta para o abraço redentor. Ela não gosta de água.

De novo, eu espero. Carregando, como Atlas fez com o mundo, a indiferença nas costas. Mas amanhã já está aí...

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