quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Quarto ato, cena quinze

Com quais olhos eu te olharei agora? Com que ouvido te escutarei? Com que boca eu...
Talvez a vida seja uma peça de teatro. Talvez sejamos os atores, fazendo testes com tantas outras atrizes, para achar o par romântico perfeito para a história.
Mas atuar não é fingir? Então como podemos nos contentar com mentiras? Blasfêmeas descaradas e atrozes, que tornam a parte final da peça triste, melancólica e depressiva.

Mas nós repetimos a busca, incansávelmente. Afinal temos algo de bom: Acreditamos que nem todas as pessoas sao iguais.
Ensaios e mais ensaios, repetindo suas falas mentalmente, para não errar no momento mais esperado: O beijo.

"-Bom eu me diverti...
-Eu também! Deviamos sair mais vezes..."
Olhares. Suspiros. Toques subliminares. Rostos corando. De repente um lábio estava à milímetros do outro. Múrmurios. Borboletas no estômago. E aplausos; o beijo acontecera, da maneira mais perfeita, ou foi o que transpareceu.

Os lugares se esvaziaram. No palco, todos se parabenizavam. As cortinas desceram, e acabou mais uma noite de atuações.

Continua...

Nenhum comentário:

Postar um comentário