sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Quarto ato, cena quinze (parte dois)

A estrela acordou. O ator principal da farsa, que teve sua estreia na noite anterior.
Estava  angustiado. A última cena ainda o atormentava.
Fora uma mentira. Ela nos seus braços, sua face corada...Não aguentava pensar naquilo.
Poderia ser tão perfeito! Todos aplaudiram, parabenizaram...Mas afinal, nada pode ser construído em cima de uma mentira. Na verdade não eram mentiras, só não era o sentimento necessário, ou melhor dizendo o sentimento certo.

"Por que estou pensando nisso? Sentimento? Essa palavra não existia no meu vocabulário para falar dela. Maldita luxúria corupta! Se bandeou para o lado esquerdo do peito..."

Pensamentos tão confusos naquela cabeça. Agoniavam-me só de imaginar. O que ele sentia não era comum; era desconhecido. Algo que nem uma pessoa assistindo de fora poderia descrever.

Ele precisava parar.
Foi tomar um banho, para refrescar seus pensamentos. Ele tinha que sair, afinal, a peça continuava, e iria se estender por noites e noites a fio...

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