sábado, 24 de agosto de 2013

Saudade(s)

Saudades da Sophia,
Das tardes na loja de móveis
Fingindo que o mundo era nosso
E que a felicidade, para mim, existia.

Ah, que saudade da guria!
Dos planos de viajar o mundo
Que ela nunca botou muita fé.
Com razão, eu diria.
Acabei trocando-a por um punhado de luxúria.

Mas, de todas,
A saudade que eu sinto da Lívia
Acaba sendo sempre maior.
Pra ela, eu não disse "chega"
Nem "até nunca mais".
Tudo que eu disse foi
"Seja feliz".
Acho que, quando proferi tais palavras,
Enviei junto a minha felicidade.
E é dela que sinto falta.
É ela que estava nos móveis da loja,
Nos planos de viajar.
Ela que estava em nós na tarde no parque.

Mulheres vêm e vão.
Além da alma, a única coisa que sempre volta
Renovada
É a felicidade.
Me agarrando nisso, evito enlouquecer
E achar que a Terra é o Umbral
Pra espiarmos, arrependermos e não chorarmos.

Mas, ah, que saudade delas...

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Eu te amo,
Mas vá se foder. Você e esses problemas que você mesma cria. Eu não quero mais aguentar reclamações que só fazem despejar essa energia ruim em mim. Quando você precisar e realmente quiser ser ajudada de novo, me procure. Não sou mais um tolo pra perder minhas horas com as suas causas perdidas.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Depois de tanto penar com a longevidade, desejo fervorosamente o calor da presença para aquecer minha alma. A Vida, brincalhona que é, resolve testar minha fé e colocar alguns trocentos quilômetros para separar. Não, não, não, não. Sim.
Mas há de ser. Não penso de outra forma. Estive em tantos lugares e não encontrei nada que pudesse chegar perto do que eu realmente preciso e desejei através dos setênios.
Se os caminhos me levam à você, eu sigo em frente. Vou a pé, de carro ou de camelo. Pouco me importa o meio.
Mas você vem e eu vou.

Venho em sonho
Na altura do meu ombro
Cabelos negros
Na altura do rosto
Conversa boa
E beijo nos lábios
Caminhando pela noite
Em frente ao lago
Iluminado pelas luzes
Artificiais
Que o homem cria
Com medo do escuro.
Com você por perto,
Não há escuro
Nem noite
Nem umbral pr'essa alma podre.
Só há o que não deveria ter deixado de haver.