É amor porque dá saudade. Saudade que não avisa quando vem, nem bate na porta antes de entrar. É uma saudade que já é de casa. Tira o sapato, vai na cozinha, abre a geladeira. Se estica no sofá, liga a TV...
É amor porque nunca foi embora.
É amor porque eu te amo.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Fascínio
Meus olhos transmutaram-se ao encontrar os teus. Os meus, castanhos por natureza, navegaram pelo teu azul, sem ter destino certo. Yemanjá me disse que jamais vira tanto fascínio!
Minha mente confundiu-se no prazer. Tuas magníficas palavras foram como beijos selvagens; tua conversa levou-me ao prazer sexual.
Meu peito sorriu ao ver-te sorrir.
Meus ouvidos também confundiram-se com o som da sua risada; nela encontrei a nota que faltava em minha sinfonia.
"Teu corpo é luz, sedução,
Poema divino, cheio de esplendor.
Teu sorriso quente inebria e acontece;
És fascinação, amor!"
Minha mente confundiu-se no prazer. Tuas magníficas palavras foram como beijos selvagens; tua conversa levou-me ao prazer sexual.
Meu peito sorriu ao ver-te sorrir.
Meus ouvidos também confundiram-se com o som da sua risada; nela encontrei a nota que faltava em minha sinfonia.
"Teu corpo é luz, sedução,
Poema divino, cheio de esplendor.
Teu sorriso quente inebria e acontece;
És fascinação, amor!"
domingo, 7 de outubro de 2012
Te Querer
Quero jantar com você.
Quero te levar pra casa.
Quero fazer um café para nós.
Quero conversar até altas horas.
Quero abrir um vinho na madrugada.
Quero ouvir música de qualidade.
Quero fazer amor ao nascer do sol.
Quero cochilar com você nos braços.
Quero acordar com seus olhos em mim.
Quero sorrir com os lábios em você.
Quero você.
Mas antes, amor, me diz: quem é você?
Quero te levar pra casa.
Quero fazer um café para nós.
Quero conversar até altas horas.
Quero abrir um vinho na madrugada.
Quero ouvir música de qualidade.
Quero fazer amor ao nascer do sol.
Quero cochilar com você nos braços.
Quero acordar com seus olhos em mim.
Quero sorrir com os lábios em você.
Quero você.
Mas antes, amor, me diz: quem é você?
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Bicho Homem
Dia de cão. Nada colaborou para que eu pudesse sorrir. Acho que eu só precisava dormir...
Escadas infindáveis à minha frente. Desci-as em desespero, como se labaredas estivessem tentando me pegar pelas costas. Ao final delas, uma porta giratória, que eu carinhosamente chamava de "escape"; saí.
Era noite. Ali, no centro da cidade, bêbados e andarilhos já disputavam lugar para deitar. Procuravam, também, algo para lhes proteger do frio; vesti meu casaco.
Senti medo de ser como eles: sem rumo, sem vontade. Sem família, sem dinheiro. Sem casa, amor ou braços para onde pudesse voltar. Afinal, há quanto tempo eu já não sonhava?
O sono me fugiu. "Acho que não vou para casa...", pensei. Resolvi parar num bar (ou seja lá qual for nome que dão àquela espelunca).
Pedi algo forte para beber. Me trouxeram meio copo de uma bebida âmbar que eu não fazia ideia do que era. O gosto era horrível. Na verdade, nunca gostei de beber... Apenas paguei a bebida e fui embora.
Andando pelo cenário de destruição que é o centro da cidade à noite, uma sensação me tomou. Nenhuma palavra na minha língua poderia descrevê-la. "Wanderlust" foi a melhor definição que encontrei.
Para saciar meu desejo, andei. Andei, andei, andei.
Até hoje não para onde fui. Não sei de dobrei à esquerda e caí numa praça ou se segui reto até o fim do mundo. Só sei que nunca mais me encontrei.
Hoje estou mal vestido, de cabelo sujo, barba crescida e com um cheiro horrível. Bebo nas poças d'água que a chuva faz nas sarjetas. Não como há dias... Estou com frio, confuso e, por vezes, balbucio xingamentos ininteligíveis para mim mesmo, atraíndo olhares penosos e risadas. No que me transformei?
Será que alguém procura por mim? Alguém percebeu que eu nunca mais voltei para casa? Alguém me reconheceria se passasse por mim agora?
Perdi a guerra contra mim mesmo. Sem volta e sem revanche.
Escadas infindáveis à minha frente. Desci-as em desespero, como se labaredas estivessem tentando me pegar pelas costas. Ao final delas, uma porta giratória, que eu carinhosamente chamava de "escape"; saí.
Era noite. Ali, no centro da cidade, bêbados e andarilhos já disputavam lugar para deitar. Procuravam, também, algo para lhes proteger do frio; vesti meu casaco.
Senti medo de ser como eles: sem rumo, sem vontade. Sem família, sem dinheiro. Sem casa, amor ou braços para onde pudesse voltar. Afinal, há quanto tempo eu já não sonhava?
O sono me fugiu. "Acho que não vou para casa...", pensei. Resolvi parar num bar (ou seja lá qual for nome que dão àquela espelunca).
Pedi algo forte para beber. Me trouxeram meio copo de uma bebida âmbar que eu não fazia ideia do que era. O gosto era horrível. Na verdade, nunca gostei de beber... Apenas paguei a bebida e fui embora.
Andando pelo cenário de destruição que é o centro da cidade à noite, uma sensação me tomou. Nenhuma palavra na minha língua poderia descrevê-la. "Wanderlust" foi a melhor definição que encontrei.
Para saciar meu desejo, andei. Andei, andei, andei.
Até hoje não para onde fui. Não sei de dobrei à esquerda e caí numa praça ou se segui reto até o fim do mundo. Só sei que nunca mais me encontrei.
Hoje estou mal vestido, de cabelo sujo, barba crescida e com um cheiro horrível. Bebo nas poças d'água que a chuva faz nas sarjetas. Não como há dias... Estou com frio, confuso e, por vezes, balbucio xingamentos ininteligíveis para mim mesmo, atraíndo olhares penosos e risadas. No que me transformei?
Será que alguém procura por mim? Alguém percebeu que eu nunca mais voltei para casa? Alguém me reconheceria se passasse por mim agora?
Perdi a guerra contra mim mesmo. Sem volta e sem revanche.
O Pierrot
... e o Pierrot se despediu da Colombina, em pensamento. Deixou-a seguir seu caminho atrás do Arlequim.
... e o Pierrot largou seu mandolin e foi atrás da felicidade. Fechou a conta no bar e mudou de cidade.
Será que Pierrot será feliz?
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