O brilho infindável das flores entra pela janela transparente, ressaltando o verde dos olhos que, no alabastro da pele, faz a natureza chorar de emoção.
O vento abala os supostamente inabaláveis galhos, fazendo-os tocar o vidro, levando as costas cobertas à aflição.
O cimento imóvel contrasta com a terra desvirginada pela chuva que, ao molhar o rosto, traz a realização.
Vem, natureza! Engole esse mundo! Leva-nos para onde devemos ir: de volta às raízes, onde o poder do amor é maior que o amor ao poder.
(Dezoito de Abril de Dois Mil e Onze)
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