Hoje te escrevo
Dessa noite, com frio;
Como um piano vazio,
Sem nota para tocar.
Me explico, tardio
Sem sentido algum;
Como um relógio sem ponteiros,
Sem tempo pra marcar.
Eu não sei me despedir,
Mas também não sei ficar.
No seu sorriso me perdi,
E descobri o que é errar.
Então, meu amor, perdoa!
Porque eu não sei amar.
Hoje descrevo
Do cinza as cores
Que o daltonismo
Nunca deixou-me enxergar
Só penso se vale
Essa pena toda procurar
Algo que não sei onde encontrar.
Algo que não se compra,
E que não se sabe usar - se é que usa-se.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Metrô
Eu vejo muitos casais infelizes. Está estampado no rosto de cada um deles que não existe um amor de verdade ali - se é que sabem o que é amor. Eu também não sei.
Tô numa estação qualquer da linha azul do metrô paulistano e tem um desses casais na minha frente. Enquanto ele fala de futebol, ela finge estar prestando atenção, quando, na verdade, está olhando para um ponto qualquer; enquanto ela fala sobre sua banda preferida, ele finge estar prestando atenção quando, na verdade, está olhando pro decote da mulher ao seu lado. Essas pessoas mentem umas para as outras. Elas fingem um interesse inexistente em troca de carinho ou sexo superficial, para, no fim das contas, acabarem ganhando atenção de estranhos, em mesas de bares sujos, enquanto contam o quanto dói o coração.
Eu não. Gosto de cada detalhe do seu dia, contados infimamente. Eu amo descobrir mais sobre o que você gosta; eu adoro te desvendar. Me encanto quando você fala toda e qualquer bobagem, e dou cem por cento da minha atenção pras suas palavras desconexas. Quero, realmente, ajudar se algo vier a lhe afligir. Portanto, ma belle, se eu bater na tua porta, vê se me deixa entrar, porque estou perfeitamente disposto a parar os ponteiros enferrujados do meu relógio enquanto você fala. É só me deixar entrar.
"Você vai me deixar entrar
(vai me deixar entrar)
Você vai me deixar ficar
Pertinho o ano inteiro"
Tô numa estação qualquer da linha azul do metrô paulistano e tem um desses casais na minha frente. Enquanto ele fala de futebol, ela finge estar prestando atenção, quando, na verdade, está olhando para um ponto qualquer; enquanto ela fala sobre sua banda preferida, ele finge estar prestando atenção quando, na verdade, está olhando pro decote da mulher ao seu lado. Essas pessoas mentem umas para as outras. Elas fingem um interesse inexistente em troca de carinho ou sexo superficial, para, no fim das contas, acabarem ganhando atenção de estranhos, em mesas de bares sujos, enquanto contam o quanto dói o coração.
Eu não. Gosto de cada detalhe do seu dia, contados infimamente. Eu amo descobrir mais sobre o que você gosta; eu adoro te desvendar. Me encanto quando você fala toda e qualquer bobagem, e dou cem por cento da minha atenção pras suas palavras desconexas. Quero, realmente, ajudar se algo vier a lhe afligir. Portanto, ma belle, se eu bater na tua porta, vê se me deixa entrar, porque estou perfeitamente disposto a parar os ponteiros enferrujados do meu relógio enquanto você fala. É só me deixar entrar.
"Você vai me deixar entrar
(vai me deixar entrar)
Você vai me deixar ficar
Pertinho o ano inteiro"
Algum Lugar No Tempo
Pinta no teu céu
Algum motivo bem azul
Pra me fazer te esperar.
Porque no meu céu
As nuvens estão carregadas
Como armas, prontas para atirar.
E é nessa diferença
Que o destino faz presença,
Apesar das lutas ainda por travar.
Ainda terão mais mil histórias
Até a nossa - mais uma vez - se cruzar,
Para fazer um só fim
E finalizar a saudade duma vez!
Eu sei que vai arder,
Mas vamos conseguir.
Somos maiores que essas dificuldades,
E buscamos incansávelmente
A tal da felicidade -
Que se alojou nos braços do outro,
E fez do coração endereço
Para receber todas as cartas.
Será que eu mereço?
Acho que sim.
Afinal, se não o fizesse,
Por que sorririas para mim?
Então vê se abre logo essa janela,
Que meus gritos estão ficando roucos,
E teu nome tá sendo
Tatuado a fogo
Nas minhas cordas vocais,
Que cantam teu nome,
Num tom muito alto,
Há tempo demais.
Algum motivo bem azul
Pra me fazer te esperar.
Porque no meu céu
As nuvens estão carregadas
Como armas, prontas para atirar.
E é nessa diferença
Que o destino faz presença,
Apesar das lutas ainda por travar.
Ainda terão mais mil histórias
Até a nossa - mais uma vez - se cruzar,
Para fazer um só fim
E finalizar a saudade duma vez!
Eu sei que vai arder,
Mas vamos conseguir.
Somos maiores que essas dificuldades,
E buscamos incansávelmente
A tal da felicidade -
Que se alojou nos braços do outro,
E fez do coração endereço
Para receber todas as cartas.
Será que eu mereço?
Acho que sim.
Afinal, se não o fizesse,
Por que sorririas para mim?
Então vê se abre logo essa janela,
Que meus gritos estão ficando roucos,
E teu nome tá sendo
Tatuado a fogo
Nas minhas cordas vocais,
Que cantam teu nome,
Num tom muito alto,
Há tempo demais.
Renascimento Natural
O brilho infindável das flores entra pela janela transparente, ressaltando o verde dos olhos que, no alabastro da pele, faz a natureza chorar de emoção.
O vento abala os supostamente inabaláveis galhos, fazendo-os tocar o vidro, levando as costas cobertas à aflição.
O cimento imóvel contrasta com a terra desvirginada pela chuva que, ao molhar o rosto, traz a realização.
Vem, natureza! Engole esse mundo! Leva-nos para onde devemos ir: de volta às raízes, onde o poder do amor é maior que o amor ao poder.
(Dezoito de Abril de Dois Mil e Onze)
O vento abala os supostamente inabaláveis galhos, fazendo-os tocar o vidro, levando as costas cobertas à aflição.
O cimento imóvel contrasta com a terra desvirginada pela chuva que, ao molhar o rosto, traz a realização.
Vem, natureza! Engole esse mundo! Leva-nos para onde devemos ir: de volta às raízes, onde o poder do amor é maior que o amor ao poder.
(Dezoito de Abril de Dois Mil e Onze)
terça-feira, 19 de junho de 2012
"Aquela Que Faz Os Outros Felizes"
Ei, por quê você está aí no chão, juntando esses cacos que cola nenhuma há de juntar?
Por favor, levante daí, que me parte o coração te ver numa posição dessas. Teus olhos curiosos e ternos tem que estar sempre olhando pra cima, onde tua amada Lua sorri pra você. Teu peito tem que estar estufado com todo o orgulho de quem sabe que perdeu a batalha, mas tem um plano infalível pra guerra. Eu sou a tua guerra, e já adianto: você venceu.
Ei, por quê você está aí na cama, coberta até o pescoço, ouvindo músicas que não lhe fazem bem?
Por favor, levante daí, que me parte o coração te ver usando tua poderosa mente contra si própria. Leve o teu corpo pro lado de fora dessa casa, que tem um Sol lindo querendo te abraçar por todos os ângulos e te aquecer - por dentro e por fora.
Agarra minha mão e vem ser feliz. Você merece e sabe disso.
Por favor, levante daí, que me parte o coração te ver numa posição dessas. Teus olhos curiosos e ternos tem que estar sempre olhando pra cima, onde tua amada Lua sorri pra você. Teu peito tem que estar estufado com todo o orgulho de quem sabe que perdeu a batalha, mas tem um plano infalível pra guerra. Eu sou a tua guerra, e já adianto: você venceu.
Ei, por quê você está aí na cama, coberta até o pescoço, ouvindo músicas que não lhe fazem bem?
Por favor, levante daí, que me parte o coração te ver usando tua poderosa mente contra si própria. Leve o teu corpo pro lado de fora dessa casa, que tem um Sol lindo querendo te abraçar por todos os ângulos e te aquecer - por dentro e por fora.
Agarra minha mão e vem ser feliz. Você merece e sabe disso.
domingo, 10 de junho de 2012
Você (olhos)
Um olhar e você se interessa. Fica uns bons dias olhando de longe, analisando e pensando em algo a fazer.
Olhe pra mim, que eu tô olhando pra você.
Você senta ao lado e puxa um assunto. Papo vai, papo vem, e as horas já correram de suas mãos.
Você fecha seus olhos e deixa aquele rosto entrar na sua mente. Tarde demais, você já mudou por dentro. Você precisa de mais horas com aquela pessoa.
Você rouba um beijo, e tem um beijo roubado. Você não tira isso da cabeça.
Você dorme e acorda com o gosto doce daquele beijo nos seus lábios; e a sua mente não pensa em outra coisa.
Você se envolve demais.
"Eu te amo."; "Eu também te amo.".
Você discute por besteira; você briga, você grita, você chora e pede desculpas. E isso tudo vezes demais.
Você descobre uma mentira. Você mente; quando você vê, já não é mais como no início, em que tudo funcionava perfeitamente.
Você pensa; você não dorme; você se estressa.
Você coloca um ponto final.
Você sente a dor; você a vem sentindo, na verdade.
Você olha de longe e lembra disso tudo. Dói demais.
Com os olhos começa, com os olhos termina.
terça-feira, 5 de junho de 2012
Ela(?)
Deixa tua mão direita segurar a minha esquerda para, assim, caminharmos em direções opostas; deixa eu jogar as cinzas do meu carnaval de fevereiro nas flores novas da tua primavera de setembro. Vem, que eu juro que o sorriso não vai mais deixar teu rosto, e que as lágrimas que caem com frequência vão evaporar e viver com as nuvens, num céu longe da nossa felicidade.
Deixa eu olhar pra você e ver meu reflexo; deixa eu me inspirar nas tuas palavras, que teces feito uma aranha carinhosa com sua teia de sentimentos. Vem, que eu te quero feliz. Eu quero ser a mão pra você apertar quando o medo ameaçar se aproximar; meu bem, eu juro que não vou soltar.
Farei dos meus braços uma capa mágica, onde você poderá se esconder de tudo e de todos, sempre que quiser. Só me estenda a mão, sorria, e me deixe te levar.
Farei dos meus braços uma capa mágica, onde você poderá se esconder de tudo e de todos, sempre que quiser. Só me estenda a mão, sorria, e me deixe te levar.
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