Preciso me mudar. Perder meus medos e inseguranças nesse mar de sangue que quer me engolir, de fora pra dentro. Que vontade de chorar.
Me pergunto se eu consigo mudar. Sim, eu consigo, só que minhas pernas tremem nesse exato momento, só de imaginar. Eu preciso parar de pensar.
Eu não tenho desculpa para os meus erros, e nem erros para me desculpar. Não sou perfeito, mas não sou demônio.
Eu não sei do que estou falando.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Esquizofrenia II
O tempo se congelou às quatro e dezoito da tarde, de uma sexta-feira como qualquer outra: tediosa e melancólica.
As pessoas se imobilizaram, no lugar que se encontravam naquele momento. Com braços levantados, sorrisos estampados, caras de espanto, e mais algumas expressões indecifrávelmente comuns. Só eu me movia.
Me senti numa daquelas super-produções do cinema estadunidense, onde o sujeito se encontra numa daquelas quimeras do tempo, e sozinho com o próprio pensamento; o que, para mim, é uma das piores torturas que podem ser aplicadas ao ser humano.
Dentre aquela imensa multidão de corpos petrificados, um se destacava; uma, na verdade: ela paralisou em sua risada mais sonora, que escolheu como par o olhar mais expressivo. Afaguei aquele rosto - tão frio - com as costas da minha mão esquerda. A pele era realmente mais gelada que a prata fundida do anel que uso no meu dedo do meio.
Segurei aquelas mãos fechadas, que pairavam no ar, como de quem quer socar; "mas socar com carinho!", era o que aqueles olhos de caramelo me diziam, sem palavras.
Algo me dizia que o tempo ia voltar ao normal logo.
Não sei ao certo se eu quero que o tempo passe... Não consigo me lembrar de nada mais lindo do que aquela garota - desconhecida - congelada, com meia dúzia de folhas secas ao seu redor, pairando no ar. Este humilde cérebro jamais esquecerá disso.
Fui embora dali. Não queria que ela despertasse, e visse meu rosto transformado numa máscara de choro sem lágrimas.
Tenho certeza que aquela pequena parcela de pele tocada por mim se enrubesceria logo. Ela, provavelmente, sentiria o carinho, e uma dose cavalar de paixão platônica.
Eu não faço sentido.
As pessoas se imobilizaram, no lugar que se encontravam naquele momento. Com braços levantados, sorrisos estampados, caras de espanto, e mais algumas expressões indecifrávelmente comuns. Só eu me movia.
Me senti numa daquelas super-produções do cinema estadunidense, onde o sujeito se encontra numa daquelas quimeras do tempo, e sozinho com o próprio pensamento; o que, para mim, é uma das piores torturas que podem ser aplicadas ao ser humano.
Dentre aquela imensa multidão de corpos petrificados, um se destacava; uma, na verdade: ela paralisou em sua risada mais sonora, que escolheu como par o olhar mais expressivo. Afaguei aquele rosto - tão frio - com as costas da minha mão esquerda. A pele era realmente mais gelada que a prata fundida do anel que uso no meu dedo do meio.
Segurei aquelas mãos fechadas, que pairavam no ar, como de quem quer socar; "mas socar com carinho!", era o que aqueles olhos de caramelo me diziam, sem palavras.
Algo me dizia que o tempo ia voltar ao normal logo.
Não sei ao certo se eu quero que o tempo passe... Não consigo me lembrar de nada mais lindo do que aquela garota - desconhecida - congelada, com meia dúzia de folhas secas ao seu redor, pairando no ar. Este humilde cérebro jamais esquecerá disso.
Fui embora dali. Não queria que ela despertasse, e visse meu rosto transformado numa máscara de choro sem lágrimas.
Tenho certeza que aquela pequena parcela de pele tocada por mim se enrubesceria logo. Ela, provavelmente, sentiria o carinho, e uma dose cavalar de paixão platônica.
Eu não faço sentido.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Olhos
Eu acordo cansado e com olheiras,
Me perguntando quando eu dormi...
Ela acorda ofegante; foge dos sonhos
Pensando qual roupa vai vestir.
Meu café é forte e amargo.
Tomo sem açúcar, que é para despertar.
O chá que ela toma é oriental;
Com uma colher de mel, para harmonizar
Aonde que eu - tão certo - pude errar?
Aonde que eu - de olhos fechados - fui te achar?
O meu cheiro é de incenso e cigarro;
Passo perfume, e tento disfarçar.
O cheiro dela é de novidade;
Com um tom floral, para temperar.
Eu a olho, meio sonolento,
E ela diz que o charme é meu olhar.
Ela me olha tão profundamente...
E eu digo que esse olhar é de enfeitiçar.
Aonde que eu - tão certo - pude errar?
Aonde que eu - de olhos fechados - fui te achar?
Aonde que eu - tão certo - pude errar?
Aonde que eu - de olhos fechados - fui te achar?
Com todo esse encanto,
E muito mistério no olhar.
Me perguntando quando eu dormi...
Ela acorda ofegante; foge dos sonhos
Pensando qual roupa vai vestir.
Meu café é forte e amargo.
Tomo sem açúcar, que é para despertar.
O chá que ela toma é oriental;
Com uma colher de mel, para harmonizar
Aonde que eu - tão certo - pude errar?
Aonde que eu - de olhos fechados - fui te achar?
O meu cheiro é de incenso e cigarro;
Passo perfume, e tento disfarçar.
O cheiro dela é de novidade;
Com um tom floral, para temperar.
Eu a olho, meio sonolento,
E ela diz que o charme é meu olhar.
Ela me olha tão profundamente...
E eu digo que esse olhar é de enfeitiçar.
Aonde que eu - tão certo - pude errar?
Aonde que eu - de olhos fechados - fui te achar?
Aonde que eu - tão certo - pude errar?
Aonde que eu - de olhos fechados - fui te achar?
Com todo esse encanto,
E muito mistério no olhar.
Labirinto
E cá estou: preso nesse labirinto,
E as ruas parecem iguais.
Graças a você estou preso à um instinto,
E não pareço capaz de me livrar.
Por dentro eu sou um animal,
E com vontade de gritar que eu...
...Estou preso num lugar distinto,
E as horas não querem passar.
A fumaça cobre o seu olhar tinto,
E mal podes observar que...
...Por dentro eu sou um ser lacrimal,
E não quero mais saber...
Achei a saída do teu labirinto,
Mas quem disse que eu quero escapar?
Vi uma bifurcação no seu caminho,
Mas quem disse que eu vou me virar?
Sou um anjo caído,
querendo te fazer voar.
E as ruas parecem iguais.
Graças a você estou preso à um instinto,
E não pareço capaz de me livrar.
Por dentro eu sou um animal,
E com vontade de gritar que eu...
...Estou preso num lugar distinto,
E as horas não querem passar.
A fumaça cobre o seu olhar tinto,
E mal podes observar que...
...Por dentro eu sou um ser lacrimal,
E não quero mais saber...
Achei a saída do teu labirinto,
Mas quem disse que eu quero escapar?
Vi uma bifurcação no seu caminho,
Mas quem disse que eu vou me virar?
Sou um anjo caído,
querendo te fazer voar.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Ma Belle IV
Eu fiz planos. Escrevi nossas falas exatas na minha mente; ensaiei nossas reações, e tudo o que deveria acontecer.
Na hora todos os planos deram errado. Esqueci as falas, e eu não reagi.
A tensão pairou no ar. Nos olhamos, de leve. Eu olhava, você desviava; e vice-versa. Você enrubesceu. Eu sorri.
Nossos olhos se encontraram, e eu me deparei com uma alma. Não uma qualquer; uma alma imaculada, e louca para se juntar a outra. Parece que ela se sente sozinha...
Minha alma a abraçou. E cá estamos, conectados pela alma.
Durma bem, ma belle.
Na hora todos os planos deram errado. Esqueci as falas, e eu não reagi.
A tensão pairou no ar. Nos olhamos, de leve. Eu olhava, você desviava; e vice-versa. Você enrubesceu. Eu sorri.
Nossos olhos se encontraram, e eu me deparei com uma alma. Não uma qualquer; uma alma imaculada, e louca para se juntar a outra. Parece que ela se sente sozinha...
Minha alma a abraçou. E cá estamos, conectados pela alma.
Durma bem, ma belle.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Incensando a Mente
Sou um quadro em branco, de um artista que tem medo de errar...
Sou um Pierrot, e a minha história é muito triste para contar.
Sou tantas coisas,
E ainda sou quase nada;
Sou uma peça de teatro inacabada,
E espero a atriz para me fazer acreditar.
Serei tudo o que eu quiser,
E não vou mais sintonizar na tua TV.
Tenho muito o que viver
Sem você pra me atrasar.
Sou um Pierrot, e a minha história é muito triste para contar.
Sou tantas coisas,
E ainda sou quase nada;
Sou uma peça de teatro inacabada,
E espero a atriz para me fazer acreditar.
Serei tudo o que eu quiser,
E não vou mais sintonizar na tua TV.
Tenho muito o que viver
Sem você pra me atrasar.
Ma Belle
Eu a observo de longe. Vez ou outra ela retribui meus olhares. Ela sempre sorri pra mim.
Eu a observo de longe, e logo a vejo caminhar, com calma (virtude atípica de seu signo) e elegância impecáveis.
Vez ou outra ela percebe que a estou fitando, e faz pose, como se meus olhos fossem câmeras; mas eu entro na brincadeira, e a fotografo até o filme acabar.
Tenho deixado-a ser minha modelo, e eu amo sua beleza.
Eu a observo de longe, e logo a vejo caminhar, com calma (virtude atípica de seu signo) e elegância impecáveis.
Vez ou outra ela percebe que a estou fitando, e faz pose, como se meus olhos fossem câmeras; mas eu entro na brincadeira, e a fotografo até o filme acabar.
Tenho deixado-a ser minha modelo, e eu amo sua beleza.
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