quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Natal e Nicotina

  As luzes de natal iluminam essa cidade cinza; dão cor e beleza para esse lugar sem amor.
  As pessoas passam, e a única luz que elas vêem é a brasa do cigarro queimando a ansiedade e o desespero, pouco a pouco.

 

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Tempo II

  Olha esse mundo dando voltas...
  Eu tô aqui - outra vez - querendo e precisando ser o seu abraço favorito; aquele para momentos bons ou ruins, de choro ou de riso, ou simplesmente por pura vontade de estar em braços mais fortes.
  Mas para te abraçar, quero teu abraço de volta. Quero e preciso. Quero você vivendo aqui do meu lado, e sem essa neblina maldita que insiste em nos cegar.

  Eu tô aqui - outra vez - querendo e precisando ter a mão que você quer segurar; que seja só para dizer 'estou aqui', ou para mostrar que me segura se eu cair de novo.
  Mas para você me dar a sua mão, eu preciso voltar no tempo.

  Me ajuda a voltar no tempo?

domingo, 27 de novembro de 2011

Pierrot; Colombina; Arlequim

  Estou interpretando o mesmo papel. De novo.
  O Pierrot correndo atrás da Colombina, que por sua vez, se joga aos pés do Arlequim.

  O Pierrot não cansa; afinal, na mente dele a Colombina é tudo. Mas e o que se passa na mente da Colombina?

  O Arlequim ama. Ama, sem saber amar; ama por paixão; por aprendizado de novela.

  O Pierrot tá sozinho; o Pierrot quer sumir; o Pierrot quer Colombina; o Pierrot quer sumir.

  A Colombina quer o Pierrot. Mas quer quando? Quer quanto? Quer como?

  O Arlequim não sabe o quer; há tempos que seu relógio parou.

  O Pierrot chora copiosamente - e sem motivo.

  A Colombina sorri; o Arlequim sonha.

  O Pierrot; a Colombina; o Arlequim.
 

Tempo

  Ela me disse para deixar o tempo passar. Estou deixando. Um dia por vez; uma hora por vez; uma eternidade por vez.
  De repente eu me pergunto: estou deixando o tempo passar para quê? O quê, exatamente, estou esperando que o tempo mostre? Eu não sei. Nem ela, provavelmente.

  No meu subconsciente, talvez, eu esteja esperando que esse lençol de dúvidas descubra esse espelho, e que eu possa me olhar. Que eu possa ver o que meus olhos querem dizer. Que eu possa ver qual o meu real desejo. Não que eu não saiba.

  O tempo é um anjo caído, brincando de ser Deus.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Only One

  Como se eu já não soubesse.
  Como se eu já não soubesse que assim que você desse sinal de vida, eu pensaria em jogar minha vida da janela, e unir minha alma com a sua, da maneira mais prejudicial possível.
  Como se eu já não soubesse que essa falta um dia ia transbordar. Como se eu já não soubesse que não dá pra deixar de amar.

  Como se eu já não soubesse que eu ia sentir medo.
  Como se eu já não soubesse que não sei de nada sobre nós.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Café, Insonia e Calafrios.

  De repente minha espinha se contorceu. Não foi um simples arrepio. Foi um aviso do meu corpo. Um aviso de 'Ela voltou.'
  Café. Café. Café.
  De repente eu tenho um Déjà Vu, mas não de um só momento. De todo um período onde um rosto vinha, repetidamente, na minha cabeça, e não me deixava dormir.
  Café. Café. Café.
 
  É amor. É ódio. É saudade. É desejo. É ódio. É tudo o que eu conheço de sentimentos. É tudo transbordando em águas salgadas, de um mar que eu achei que estivesse seco.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

S.

  Há dias - ou talvez semanas - tenho evitado um pensamento; uma saudade. Mas não dá mais.
  Esse pensamento já virou grito, e faz meus ouvidos implorarem por eutanásia.
  Essa saudade já virou doença, e o remédio não faz mais efeito.
 
  Eu quis não te escrever. Quis não perguntar; mas eu preciso saber: como vai ? Ainda lembras de mim? Já aprendeste a amar?

  Mil perguntas que eu nunca farei. E mais um texto que eu me recuso a continuar.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Corajosa

  De onde vem a tua calma?
  Alimento da minha alma - que é feita de chuva, amor.
 
  Tempestade torrencial;
  Que fecha os olhos de cristal
  Da nossa alma, amor.
  Clima temperamental;
  Dono do choro sem sal - expressão da tua alma, amor..

  Essa chuva vem do sul,
  Confundindo o céu com o mar;
  Tingindo esse cinza de azul,
  Só para discordar.

  Por onde voa a tua mente?
  Perambulas em sonhos diferentes - feitos de fogo, amor.
 
  Distância com sabor de fel;
  Que fecha os olhos com um véu - feito de fogo, amor.
  Voz doce como mel;
  Que me ensurdece para os sons do céu - feito de fogo, amor.
 
   Essa chuva vem do sul,
  Confundindo o céu com o mar;
  Tingindo esse cinza de azul,
  Só para me contrariar.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Esses últimos dias...

  "Esses ultimos dias tive mil vontades; eu quis mil coisas. Quis jogar tudo pro alto e me divertir; quis tentar não pensar, quis tentar não sonhar, quis tentar não imaginar, quis tentar não tirar minhas próprias conclusões. Mas isso não é possível. 
  São coisas inevitáveis, como sonhar, como te querer, como te chamar de gorda, como me perder no seus olhos, como lembrar de tudo e se pegar sorrindo,como te esperar, como querer te chamar da minha, como querer você sorrindo todo os dias só pra mim, como ouvir uma musica e ficar arrepiado, porque aquela musica lhe proporciona tal sensação incomparável.
  Impossível desistir de tudo isso. Impossivel não querer tudo isso… Ou seja,não vai se livrar de mim tão fácil."
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Texto de: Luccas Mariano.