Eu me lembrei de um cheiro, que estava impregnado no meu ser. Estava até nas minhas roupas. O cheiro que saia dos teus cabelos, aes, quando o vento batia.
Eu sinto saudade desse cheiro, que infelizmente, o tempo levou de mim.
Mas o tempo não foi capaz de levar tuas manias, marcantes e marcadas em mim. Não foi capaz de levar nem um simples segundo de memória que eu passei no seu mundo tão fechado, do qual eu ganhei a chave diretamente da rainha. Nunca levará o que eu sei sobre você, que é muito mais do que qualquer pessoa jamais saberá.
Lembro das nossas muitas casas, com diversos cômodos, sempre mobiliados a nossa maneira. Me lembro dos estranhos nos quadros da arte abstrata que nenhum de nós entendia.
Lembro do café forte da manhã fria, tão fantasiosa que eu quase acordava.
E daquelas tardes no sofá de couro preto? Ah, como eram boas! Dá até vontade de virar a ampulheta ao contrário, para ver se aquela tarde volta.
Eu sei que não vai voltar, e enquanto isso, eu sento numa das nossas diversas salas e espero o momento de balançar seu mundo, e o meu outra vez.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
sexta-feira, 27 de maio de 2011
∞
Ando por esperar que as lembranças não voltem;
Corro por querer que o ciúme não me mate;
Paro pra lembrar que o tempo voa e eu vou me arrepender.
Passei a dar valor inestimado à liberdade. Alguns dias atrás, tudo o que eu queria era respirar um ar puro. Sozinho. Do lugar que eu escolhesse ir, mas até isso mudou.
Falando em mudanças, muitas destas tem ocorrido, como por exemplo, o nobre ato de chorar, antes uma raridade, hoje rotineiro e libertador.
Mudanças tais não estão a ocorrer só comigo, mas com o mundo a minha volta e seus habitantes; é como se o fogo congelasse, e o gelo, derretesse.
Continuando por essa mesma metáfora, um cubo de gelo se ascendeu diante dos meus olhos , e o fogo está só aumentando. As labaredas estão espalhando-se por partes combinadas do meu corpo, atiçando cada minúsculo nervo que faz contato com o lado esquerdo do peito.
Continuo para não me perder;
Me perco pra poder me achar;
Me acho pra poder continuar.
Corro por querer que o ciúme não me mate;
Paro pra lembrar que o tempo voa e eu vou me arrepender.
Passei a dar valor inestimado à liberdade. Alguns dias atrás, tudo o que eu queria era respirar um ar puro. Sozinho. Do lugar que eu escolhesse ir, mas até isso mudou.
Falando em mudanças, muitas destas tem ocorrido, como por exemplo, o nobre ato de chorar, antes uma raridade, hoje rotineiro e libertador.
Mudanças tais não estão a ocorrer só comigo, mas com o mundo a minha volta e seus habitantes; é como se o fogo congelasse, e o gelo, derretesse.
Continuando por essa mesma metáfora, um cubo de gelo se ascendeu diante dos meus olhos , e o fogo está só aumentando. As labaredas estão espalhando-se por partes combinadas do meu corpo, atiçando cada minúsculo nervo que faz contato com o lado esquerdo do peito.
Continuo para não me perder;
Me perco pra poder me achar;
Me acho pra poder continuar.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Encabe(a)çado
Eu me lembro de um dia quase não aguentar, por ter lutado tanto, tanto, e estar morrendo por ver o prêmio ser entregue a outro.
Eu me lembro como se fosse hoje, e eu sinto que é hoje.
E quando for, eu não sei se vou aguentar. Não de novo.
Ela se esvaindo, diante dos meus olhos, é a pior tortura do mundo.Se esvaindo para se perder, pra sabe-se lá daqui quantos anos se (me) encontrar de novo.
Vou dormir.
Eu me lembro como se fosse hoje, e eu sinto que é hoje.
E quando for, eu não sei se vou aguentar. Não de novo.
Ela se esvaindo, diante dos meus olhos, é a pior tortura do mundo.Se esvaindo para se perder, pra sabe-se lá daqui quantos anos se (me) encontrar de novo.
Vou dormir.
sábado, 21 de maio de 2011
Lunes
Ela é a princesa mimada, e eu, o vagabundo irremediável.
Ela está acostumada a dormir em lençóis de seda, e eu não sei se os meus serão suficientes, já que são apenas de algodão.
Ela está acostumada com suas paredes cor-de-rosa, e eu não sei se as paredes brancas, e meio sujas, desse quarto simples a satisfarão.
Eu não sei se adorar cada simples gesto basta para ela.
Não sei se o que ela deseja vai além das nossas pernas enroladas e confundidas, embaixo de um edredom na noite fria do Santa Cruz.
Não se ela espera que eu a leve para casa num carro esportivo, ou nem se importa, e o que quer mesmo é andar perdendo os olhos na Lua cheia da meia noite.
Não sei se em suas férias ela quer ir para Mercúrio, seu planeta natal, ou se quer que eu leve sua cabeça muito mais longe...
Eu não sei se adorar cada simples gesto basta para ela.
Não sei se o espírito cobre a matéria, já que os astros a fazem naturalmente terrena.
Não sei se para quem cresceu num castelo, qualquer quarto de hotel serve.
Eu não sei se adorar cada simples gesto basta para ela.
Ela está acostumada a dormir em lençóis de seda, e eu não sei se os meus serão suficientes, já que são apenas de algodão.
Ela está acostumada com suas paredes cor-de-rosa, e eu não sei se as paredes brancas, e meio sujas, desse quarto simples a satisfarão.
Eu não sei se adorar cada simples gesto basta para ela.
Não sei se o que ela deseja vai além das nossas pernas enroladas e confundidas, embaixo de um edredom na noite fria do Santa Cruz.
Não se ela espera que eu a leve para casa num carro esportivo, ou nem se importa, e o que quer mesmo é andar perdendo os olhos na Lua cheia da meia noite.
Não sei se em suas férias ela quer ir para Mercúrio, seu planeta natal, ou se quer que eu leve sua cabeça muito mais longe...
Eu não sei se adorar cada simples gesto basta para ela.
Não sei se o espírito cobre a matéria, já que os astros a fazem naturalmente terrena.
Não sei se para quem cresceu num castelo, qualquer quarto de hotel serve.
Eu não sei se adorar cada simples gesto basta para ela.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Mulher de Fases
Odeio filas. Sempre odiei, mas aquela, em especial, estava mais lenta, justo quando eu estava com pressa...
Eu olhei ao redor, naquele banco cheio de gente, com as paredes acinzentadas e deprimentes. Ninguém ali parecia feliz com a demora.
Passei por muitos rostos, aleatoriamente, sem qualquer intenção; apenas para passar o tempo imaginando a vida delas.
Um rosto em especial me chamou a atenção. Era familiar...familiarmente doce...
Puxei dos arquivos da minha mente de onde conhecia aquele rosto, e senti que sabia. A mulher fixou seus olhos num pedaço de papel em suas mãos, provavelmente uma conta qualquer. Continuei vasculhando incessantemente meus arquivos mentais e tive uma luz. Era aquela tal garota, dos olhos marcantes, sorriso inocente e pele de alabastro. Me lembro como se estivesse acontecendo agora.
Ela foi a melhor. A mais difícil, é verdade, mas a melhor. Cada momento que eu esperei valeu a pena, só para eu poder ouvir ela dizer "bom dia", deitada nos meus lençóis simples.
Ela era a mais ciumenta. Eu adorava aquilo. Para qualquer mulher que eu olhasse, ou de cada mulher que eu sequer comentasse, você se irritava. Ah, bons tempos.
Me lembro de quando ela me provocava, e fugia dos meus papos, e dava a famosa desculpa de "somos muito amigos, né?!". Eu me lembro do gosto que aquela época tinha pra mim...
Lembro bem de querer prendê-la depois de dá-la asas novas de aniversário, e ensiná-la a voar.
Um dia ela cedeu. Se jogou de forma tão mágica nos meus braços, que alguém na rua devia ter dito "era uma vez".
O beijo dela era inexperiente, mas muito caloroso. Foi estranho, como todo primeiro beijo, mas de um jeito diferente, já que afinal, aquele não era o nosso primeiro beijo, tanto um com o outro como em outras pessoas.
Os lábios rosados dela se moviam em sincronia com os meus, dois tons mais escuros.
Aproveitamos a paixão adolescente por algum tempo, entre uma conversa e outra em mesas de bares aleatórios. Dediquei-a minhas melhores canções da época, que ela cantava em coro com os boêmios da noite agitada de Moema.
Numa dessas noites de bossa, fomos parar no meu apartamento. Você caminhou com uma familiaridade incrível pela minha sala, que seus pés até pareciam íntimos daquele chão antigo.
Foi a melhor noite da minha vida. Na verdade ainda é. Nenhuma outra que passou por lá foi tão marcante quanto ela.
Acordei, e fiz café.
Levei para ela. Ela acordou sorrindo, e disse: "Bom dia!". Tomamos o café, e eu fui para o banho.
Quando eu saí, a cama estava vazia. Procurei pela casa, nu e sorrindo, esperando que fosse alguma brincadeira daquela mulher de fases, mas não era. Quando voltei para o quarto, vi um bilhete no travesseiro. "Eu não pretendo demorar, mas talvez eu vá. Eu vou voltar para o Rio Grande do Sul. Não te contei antes porquê eu odeio despedidas. Se for para nos encontrarmos, nós vamos nos encontrar, mas por agora vamos voar sozinhos um pouco. Abraço, apenas."
Me lembro exatamente de como foi. Sombrio.
Mas tudo foi se ajeitando, e o tempo foi passando. E aqui estamos nós, oito anos depois, na fila do mesmo banco. Ela estava com a razão, como sempre.
Se nos encontramos aqui, numa casualidade, é porque temos o que terminar ainda.
Agora, sem mais recordações, vou fazer acontecer.
Eu olhei ao redor, naquele banco cheio de gente, com as paredes acinzentadas e deprimentes. Ninguém ali parecia feliz com a demora.
Passei por muitos rostos, aleatoriamente, sem qualquer intenção; apenas para passar o tempo imaginando a vida delas.
Um rosto em especial me chamou a atenção. Era familiar...familiarmente doce...
Puxei dos arquivos da minha mente de onde conhecia aquele rosto, e senti que sabia. A mulher fixou seus olhos num pedaço de papel em suas mãos, provavelmente uma conta qualquer. Continuei vasculhando incessantemente meus arquivos mentais e tive uma luz. Era aquela tal garota, dos olhos marcantes, sorriso inocente e pele de alabastro. Me lembro como se estivesse acontecendo agora.
Ela foi a melhor. A mais difícil, é verdade, mas a melhor. Cada momento que eu esperei valeu a pena, só para eu poder ouvir ela dizer "bom dia", deitada nos meus lençóis simples.
Ela era a mais ciumenta. Eu adorava aquilo. Para qualquer mulher que eu olhasse, ou de cada mulher que eu sequer comentasse, você se irritava. Ah, bons tempos.
Me lembro de quando ela me provocava, e fugia dos meus papos, e dava a famosa desculpa de "somos muito amigos, né?!". Eu me lembro do gosto que aquela época tinha pra mim...
Lembro bem de querer prendê-la depois de dá-la asas novas de aniversário, e ensiná-la a voar.
Um dia ela cedeu. Se jogou de forma tão mágica nos meus braços, que alguém na rua devia ter dito "era uma vez".
O beijo dela era inexperiente, mas muito caloroso. Foi estranho, como todo primeiro beijo, mas de um jeito diferente, já que afinal, aquele não era o nosso primeiro beijo, tanto um com o outro como em outras pessoas.
Os lábios rosados dela se moviam em sincronia com os meus, dois tons mais escuros.
Aproveitamos a paixão adolescente por algum tempo, entre uma conversa e outra em mesas de bares aleatórios. Dediquei-a minhas melhores canções da época, que ela cantava em coro com os boêmios da noite agitada de Moema.
Numa dessas noites de bossa, fomos parar no meu apartamento. Você caminhou com uma familiaridade incrível pela minha sala, que seus pés até pareciam íntimos daquele chão antigo.
Foi a melhor noite da minha vida. Na verdade ainda é. Nenhuma outra que passou por lá foi tão marcante quanto ela.
Acordei, e fiz café.
Levei para ela. Ela acordou sorrindo, e disse: "Bom dia!". Tomamos o café, e eu fui para o banho.
Quando eu saí, a cama estava vazia. Procurei pela casa, nu e sorrindo, esperando que fosse alguma brincadeira daquela mulher de fases, mas não era. Quando voltei para o quarto, vi um bilhete no travesseiro. "Eu não pretendo demorar, mas talvez eu vá. Eu vou voltar para o Rio Grande do Sul. Não te contei antes porquê eu odeio despedidas. Se for para nos encontrarmos, nós vamos nos encontrar, mas por agora vamos voar sozinhos um pouco. Abraço, apenas."
Me lembro exatamente de como foi. Sombrio.
Mas tudo foi se ajeitando, e o tempo foi passando. E aqui estamos nós, oito anos depois, na fila do mesmo banco. Ela estava com a razão, como sempre.
Se nos encontramos aqui, numa casualidade, é porque temos o que terminar ainda.
Agora, sem mais recordações, vou fazer acontecer.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Meninë
Preciso estar longe de todos os sentimentos para poder pensar. Preciso estar longe de todos os pensamentos para poder sentir.
Eu sinto que preciso de uma mulher, mas ainda sou menino. Menino brincando de ser homem, colocando os sapatos do pai e tropeçando pela vida.
É tudo tão novo para esse menino, que ele confunde amizade com amor; desejo com saudade; carência com necessidade, e tantas coisas mais...
Talvez o menino esteja brincando com a vida sem perceber, e sonhando com um pouco mais de agitação.
Talvez ele saiba o que quer, mas tem medo de fazer acontecer.
Talvez não seja nada.
O tempo cuida de uma parte, mas da outra cuido eu.
Eu sinto que preciso de uma mulher, mas ainda sou menino. Menino brincando de ser homem, colocando os sapatos do pai e tropeçando pela vida.
É tudo tão novo para esse menino, que ele confunde amizade com amor; desejo com saudade; carência com necessidade, e tantas coisas mais...
Talvez o menino esteja brincando com a vida sem perceber, e sonhando com um pouco mais de agitação.
Talvez ele saiba o que quer, mas tem medo de fazer acontecer.
Talvez não seja nada.
O tempo cuida de uma parte, mas da outra cuido eu.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Desculpa
Me desculpa. Desculpa mesmo. Desculpa de coração,
Desculpa com a alma,
Sem perder a afeição.
Desculpa com o corpo,
Desculpa com a cabeça,
Desculpa com força,
Mas sem machucar.
Só desculpa, não precisa falar,
Desculpa mesmo, sem lembrar.
Me desculpa, mas sem perdoar,
Deixa um pouco de raiva pra temperar.
Me desculpa mesmo.
Me desculpa por gostar e não conseguir ficar.
Desculpa com a alma,
Sem perder a afeição.
Desculpa com o corpo,
Desculpa com a cabeça,
Desculpa com força,
Mas sem machucar.
Só desculpa, não precisa falar,
Desculpa mesmo, sem lembrar.
Me desculpa, mas sem perdoar,
Deixa um pouco de raiva pra temperar.
Me desculpa mesmo.
Me desculpa por gostar e não conseguir ficar.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Pequena
Cresce aos meus olhos, pequena giganta.
Cresce e aparece. Aparece pra mim, e me ajuda de novo. Me levanta de novo. Me orgulha de novo.
Cresce pra você mesma, pequena giganta.
Cresce e aparece como quem não quer nada e joga todos pro alto e mostro que "tu" é melhor. Me orgulha uma vez mais.
Vem, pequena. Ajuda-me a crescer também, que essa tua vontade tem me faltado. Me falta a ponto de eu ficar estagnado e não querer sair daqui se não for pra fugir.
Vem, flor que desabrocha, vem pequena, vem lírio-do-campo.
Vem, minha rosa vermelha, com sereno no olhar.
Cresce e aparece. Aparece pra mim, e me ajuda de novo. Me levanta de novo. Me orgulha de novo.
Cresce pra você mesma, pequena giganta.
Cresce e aparece como quem não quer nada e joga todos pro alto e mostro que "tu" é melhor. Me orgulha uma vez mais.
Vem, pequena. Ajuda-me a crescer também, que essa tua vontade tem me faltado. Me falta a ponto de eu ficar estagnado e não querer sair daqui se não for pra fugir.
Vem, flor que desabrocha, vem pequena, vem lírio-do-campo.
Vem, minha rosa vermelha, com sereno no olhar.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Não
Vamos fazer merda, viver perigosamente e tentar se foder o mínimo nessa vida. Vamos tentar magoar quem nós gostamos só para termos histórias boas para contar para os frutos dos nossos pecados, que futuramente chamaremos de netos.
Vamos nos drogar até cair e fazer sexo com a pessoa que quisermos, sem nos preocupar em nos preservar ou respeitar os sentimentos ou o corpo do próximo.
Vamos lá?
Não.
Vamos nos drogar até cair e fazer sexo com a pessoa que quisermos, sem nos preocupar em nos preservar ou respeitar os sentimentos ou o corpo do próximo.
Vamos lá?
Não.
domingo, 1 de maio de 2011
Sempre enquanto durar
O tempo é comparsa. Ele me ajuda a fugir do que eu tenho medo de enfrentar. Eu sei de tudo isso, mas ainda sinto saudade - e como sinto! - do tempo que eu perdia pensando em todas as (im)possibilidades do "nós".
"Nós" agora concretizado num amor intenso e estranho, uma coisa que, na sua verbalização mais cliché, eu nunca senti antes.
Sempre boa, sempre ruim. Sempre nós, sempre eu. Sempre, nunca.
Não entendo boa parte do que está se passando, mas sei que cheguei naquela fase do amadurecimento em complicamos tudo o que parecia fácil aos nossos antigos olhos "inocentes". Para você tudo é fácil, e, de certa forma, eu invejo isso. Invejo sua inocência infantil e imaturidade apaixonante.
Por enquanto isso basta. E não teria como não bastar, já que me da tudo o que você tem. Como eu sempre fiz vou te dar a mão (e até um pouco mais) e te ajudar a crescer e subir todos os degraus. Vou te ensinar a passar de maneira boa por todas as experiências. Eu estarei aqui, eu sei.
Pode parecer que vou, de novo, moldar alguém, mas não vou.
Eu amo quem você é. Talvez, ou com certeza, não na mesma intensidade. As vezes mais, as vezes menos. Mas sempre amando.
Sempre enquanto durar.
"Nós" agora concretizado num amor intenso e estranho, uma coisa que, na sua verbalização mais cliché, eu nunca senti antes.
Sempre boa, sempre ruim. Sempre nós, sempre eu. Sempre, nunca.
Não entendo boa parte do que está se passando, mas sei que cheguei naquela fase do amadurecimento em complicamos tudo o que parecia fácil aos nossos antigos olhos "inocentes". Para você tudo é fácil, e, de certa forma, eu invejo isso. Invejo sua inocência infantil e imaturidade apaixonante.
Por enquanto isso basta. E não teria como não bastar, já que me da tudo o que você tem. Como eu sempre fiz vou te dar a mão (e até um pouco mais) e te ajudar a crescer e subir todos os degraus. Vou te ensinar a passar de maneira boa por todas as experiências. Eu estarei aqui, eu sei.
Pode parecer que vou, de novo, moldar alguém, mas não vou.
Eu amo quem você é. Talvez, ou com certeza, não na mesma intensidade. As vezes mais, as vezes menos. Mas sempre amando.
Sempre enquanto durar.
Assinar:
Comentários (Atom)