E o blues mente outra vez. Mostra sua face mais descarada e louca e me engana. Aparente tensão e desejo ele transparece, mostra-se displicente com o meu amor e deixa tudo bagunçado pra eu ocupar a cabeça arrumando.
Entorta o braço da guitarra com seu solo intermnável, mas ainda não é isso que ele quer; ele quer mais. MUITO mais.
O blues fantasia com o jazz. Quer ter outra coisa, ou até mesmo ser outra coisa. Ninguém sabe explicar. Até hoje nenhum compositor entendeu a vontade do blues, e não acredito que hão de entender.
O blues é livre e libertador; é louco e enlouquecedor; é tudo o que o homem quer.
Nessa tarde, eu vou ser o blues.
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