sábado, 26 de março de 2011

6h50 a.m.

Que noite fria. Estou vivendo a base de lembranças e café. Estou imaginando você, com a sua camiseta do Paramore, preta, e uma calcinha de algodão, deitada, enrolada num cobertor, e pensando quando vai me ver de novo.
Deixa eu ir aí. Eu preciso de mais de você. Seu abraço quente. Mas nada é o bastante, quando eu estou com você as horas viram cinzas, e os minutos poeira; os segundos nem existem. Separados, os dias se arrastam,
passam a ter quarenta e oito horas, e quando está chegando os ponteiros voltam para hora original.
Vem comigo. Deixa eu ir contigo. Vamos dormir e não acordar. Vamos fugir e viver da nossa arte. Vem e não volta.

quinta-feira, 24 de março de 2011

A Bondosa

São duas da manhã, e eu não consigo dormir. Minha cama está vazia demais desde que você se foi, há mais ou menos umas quatro horas.
Deixou seu cheiro para me satisfazer, mesmo sabendo que não seria o suficiente.
Três da manhã e eu continuo querendo mais...
Entrar um acorde e outro o seu gosto volta, fazendo minha boca abrir sozinha, buscando seu suspiro no ar, para me alimentar...


Onde está você agora? Pensando em mim, eu sei. Talvez até lembrando do que aconteceu; querendo voltar para aquele momento: Você no meu colo, meu rosto nas suas mãos, seus lábios murmurando a incoerência que os meus lhe traziam.
Quero mais, e parece que o relógio congelou as 6h15. O tempo não passa para eu ter mais, mais e mais...

sábado, 19 de março de 2011

Mundo novo

Um café para aguçar meu paladar; Uma poesia para exercitar a mente. Música para os ouvidos - Trilha sonora natural-  A chuva vai caindo, gota a gota, deixando a paisagem bela.
Da janela do quarto tenho a visão de um mundo novo, onde tudo pode ser observado, tudo é paz e conforto.
Mundo tal, que me permite viver como eu quiser. O estranho mundo está abandonado, como um terreno de casas demolidas. Esto sozinho nele, e isso não me deixa triste. Me alivia estar sozinho. Eu, eu, eu. Não é egoísmo, é sabedoria.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Carta I

Estou com saudades dela. Não sei dizer-te bem porque, mas eu estou.
Ela me fez bem quando eu precisei, ela me confortou quando eu precisei, me deu carinho quando eu precisei; Acho que agora preciso dela de novo.
Será que vale a pena? Preciso pensar; Não posso ser movido apenas pelo meu desejo (ela é mais do que desejo).

Aliás, achei que pararia de te escrever, mas apenas escrevo sobre outras coisas, afinal, você significa tanto pra mim!
Hoje você estava mergulhada num mar de ódio, colhendo as suas atitudes. Encontrastes conforto em outros braços, coisa que não me surpreendeu. Surpreendente mesmo foi eu não me abalar. Não sei se isso quer dizer que estou mais forte, ou é porque me acostumei, mas sei que isso é bom sinal; Sinal que sou capaz de continuar.

Tenho olhado outros rostos, mas um tem se destacado perante a multidão: Ela é bela, tem lindos traços, um ar doce e inocente, um andar calmo e seu charme distinto.
Estou cheio de interrogações na cabeça, e acho que essa noite vou deixar o peixe dentro de mim se divertir e nadar pelo mar de sonhos.
Quando essa poeira abaixar você vai sorrir, aí a história vai ter um (quase) final feliz.

Com carinho,
Celso.

sábado, 5 de março de 2011

Manhã

Durma querida, aproveite seu sono...
sabe, eu tenho uma vontade imensa de dormir com você. Não estou falando de sexo, quero deitar na sua cama, ao seu lado, te abraçar, te deitar no meu peito, dar-te um beijo carinhoso e dizer "boa noite, meu bem!".
Quero ver você se mexer no seu sono agitado, ver seu rosto, marcado pela costura do travesseiro, e principalmente, te ouvir chamar meu nome, para te salvar dos seus pesadelos.
Quero levantar, fazer seu café, levar para você na cama, com um jarro e meia dúzia de lírios-do-campo.
Quero te ver acordar, provar-te que sua beleza existe em todos os momentos, te dar um beijo de bom dia, com gosto de paixão amanhecida, perguntar sobre os seus sonhos.
Vou olhar pela fresta da porta enquanto você toma banho, desenhar seu nu molhado, me espantar com sua beleza enrolada na toalha.
Vou assistir enquanto se veste, e prende seu cabelo num rabo-de-cavalo,e alguns fios sobram, enfeitando sua nuca e a parte atras da orelha; eu beijaria todos.
Vou acompanhar com meus lábios o frio da tua pele, que só me esquenta a cada minuto.

Quem sabe um dia, afinal, eu não mando na vida...

sexta-feira, 4 de março de 2011

Luminosa

Ele despertou. Acordara bem, sem resquícios dela nele.
Um sorriso inundou sua face, de tal modo que até o fez pensar ue aquela lâmpada pequena e quebada no fim do túnel acendeu.
Tomou seu banho, seu café, escreveu, como de costume, e foi se arrumar para sair.
Vestiu-se e sentiu um frio chegando, resolveu colocar uma camisa mais quente.
Um cheiro familiar...Muito bom...Não se lembrava de onde o conhecia...
Mil coisas passaram por aquela cabeça, tão vulnerável, e foram mil punhaladas em seu peito.
Era o cheiro Dela. Ela. Ela que tanto quis lhe enlouquecer - com palavras, gestos e olhares. Tal cheiro ela havia decorado de tanto lhe abraçar, e se drogar daquele entorpecente podereso.
Todas aquelas conquistas foram a baixo em um segundo de nostalgia, talvez até de fraqueza de sua parte, mas a ferida era tão recente!
Ele desmoronou em prantos. Nem o pobre rapaz entendia a causa de suas lágrimas, já que na grande realidade, não havia o porque chorar.
Levantou a cabeça, lavou o rosto, tirou a camisa e foi. Foi nadar no mar da vida. Foi enfrentar o caminho lhe foi dado, e aguentar o cheiro direto da fonte, torcendo para que não fique nele...

quarta-feira, 2 de março de 2011

A Sábia, parte ll

Andei procurando defeitos, antes tão latentes, que hoje tem medo de se manifestar na sua perfeição.
Tenho fechado meus olhos e tentado ouvir mais. Ouço sua voz, seu amadurecimento e tudo que te aconteceu nesses meses.
Dúvidas, dúvidas, dúvidas; me afoguei nelas como um peixe sem nadadeira. Preciso me decidir, mas quero tanto, tanto!
Meu instinto tem me mandado correr, fugir pra bem longe, mas até quando penso nisso quero Meu Bem aqui.
Tantos dias estão na minha cabeça; na mina cama mesmo ainda sinto o gosto doce dos seus sonhos, agora talvez mais reais. Um simples copo de áua que vou buscar se transforma em uma viagem a minhas lembranças.

Ah! Sonhos, puros e deslmbrantes. Você não esteve em todos esses lugares de que me lembro, mas é bom pensar...
Estive pensando se você pode voltar. Estive pensando em todas aquelas cartas que eu escrevi, e até em algumas que recebi. Busco mensagens ocultas em cada linha, lidas repetidamente, em cada palavra, cada toque. Queria poder ler você, conseguir te decompor em palavras e entender esse seu jeito.

"Será só imaginação?" - Renato Russo

terça-feira, 1 de março de 2011

O que eu gosto

Eu gosto de você. Gosto de café, gosto de chás, gosto de sucos e gosto de você. Gosto de música, gosto de desenhos, gosto de filmes e gosto de você.
Gosto de livros, gosto de histórias, gsto de finais felizes e eu gosto de você. Gosto de fotos, gosto de lembranças, gosto de viver e eu gosto de você. Gosto de escrever, gosto de ler, gosto de contar, e eu gosto de você. Eu gosto de viajar, gosto de conhecer, gosto de aprecar, e eu gosto de você. Gosto de tocar violão, gosto de musicar, gosto de ouvir e gosto de você.
Você, você, você, você, você, você.
Você está em tudo o que eu penso. Você é tudo o que eu penso. Você está em tudo o que eu vejo. Você é tudo o que eu vejo. Você está nos meus gostos. Eu gosto de você.

Deixa eu sonhar, mesmo sem querer, sonhar querendo te querer, querer um sonho de sonhar desejo, desejando um querer de desejar um sonho.