domingo, 26 de dezembro de 2010

Noite Vazia

Peguei meu café. Deitei em minha cama. Mais uma noite vazia chegava, desta vez estava frio. Me cobri, tomei um gole do café. Abri meu livro onde havia parado, e li...E como li, me deixei levar pela história.
Quando despertei do transe literário, percebi um cheiro. Um cheiro extremamente agradável, tal como chuva nas pedras quentes de um dia de calor;
Tal como aquele cheiro, que ainda está no meu travesseiro, da dama da noite que ali passara, e por assim dizer, esvaziando minhas noites.
Não é da natureza de um cheiro trazer lembranças, mas aquele trouxe. Lembranças boas.
Aquele cheiro foi perfumando o ar, como aquele charruto inacabado, ou como um incenso natural...Perfumou aquele quarto de lembranças, de ótimas lembranças...
Um calafrio - Outro gole no café - E de repente seu rosto inundou minha memória. Mas o rosto que eu queria me lembrar: Você sorrindo, forte, fazendo piadas.
E foi assim, que mais uma noite vazia, se tornou uma noite utópicamente realista...

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