Escrever-te-ei, moça de longe, singelos versos sobre nada. Nada que, eu sei, transmutar-se-á em tudo. Tudo o que eu procurei noutros corpos castos que não o tinha para oferecer. Ofereça-me amor que aceitarei de bom grado.
Depositarei em ti a esperança que julguei perdida. Deleitar-me-ei nos escândalos de sua vida para, assim, deixar seu mundo de pernas para o ar.
O que tens a dizer, moça de longe? Diga o que quiser, apenas não diga que não faço sentido. Isso já sei há tempos e não vou mudar. Apenas quero que me digas se vai ou quer ficar!
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Viagem I
Desejo o novo como quem vê o mar pela primeira vez.
Quero morar nas ondas e construir um refúgio na areia fofa dessa praia que me apresentaste. Esqueci da tão maravilhosa sensação de voltar para casa. Não vou mais voltar.
Deixa eu nadar e construir nova vida; deixa eu viver do que a natureza me oferece. Deixa eu sentir teu coração bater junto ao meu, em uníssono.
Não penso em mais nada desde que a vi pela primeira vez. Não quero voltar a raciocinar. Minha casa, ma belle, agora é o teu mar.
domingo, 11 de novembro de 2012
Sobre Ela (de novo)
Tenho lembranças boas. Sinto uma saudade absurda do dia em cada uma delas foi criada. Mas e se eu sofrer um acidente horrível e bater com a cabeça no chão? Quem é que vai me lembrar do quão feliz eu já fui ao lado dela? Quem vai me convencer que aquela que hoje nem lembra que eu existo jurou não mais viver sem mim? Me diz, Deus, quem é que vai repetir até eu acreditar que aquele coração já foi meu lar? De todos os meus amigos, qual vai querer que eu me recorde que a Lua me fazia lembrar dos olhos dela?
Não tenho uma foto sequer. Nem dessas que as pessoas tiram sem a gente perceber, enquanto conversamos. Isso é muito triste. Muito.
Não tenho nem mais um bilhete, uma carta. Queimei tudo na Santa Inquisição da minha vida. Tudo que eu tenho - sabe-se lá por quanto tempo -, pequena, é minha mente e uma porção de feridas, que eu não deixo cicatrizar por medo de te esquecer.
É isso, então. Eu não quero te esquecer. Sem você na minha memória, a vida não tem graça nenhuma. Sem o seu vermelho, minha vida é um filme mudo em preto-e-branco.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Sexo Lírico
Roda o Vinícius na vitrola e apaga essa luz, que hoje vou te enxergar com as mãos.
Tira a roupa antes que a penúria de ti me assassine.
Arrepia meu corpo com tua boca de rosa.
Deixa eu ouvir o som dos sete mares ao encostar a ouvido em teu peito.
Pode gemer e suspirar, que eu juro entender o que tens a me dizer - que deve ser a mesma coisa que eu: te quero. Ou melhor, te preciso.
Tira a roupa antes que a penúria de ti me assassine.
Arrepia meu corpo com tua boca de rosa.
Deixa eu ouvir o som dos sete mares ao encostar a ouvido em teu peito.
Pode gemer e suspirar, que eu juro entender o que tens a me dizer - que deve ser a mesma coisa que eu: te quero. Ou melhor, te preciso.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Desabafando Sem Fazer Sentido
Tenho vivido uma intensa saudade. Não sei bem se é de ti, de nós; do que eras, do que éramos; do que poderias ser; do que poderíamos ter sido. Só sei que a saudade aperta e logo vou explodir.
"Se eu explodir, diga que vem me visitar, para juntar os pedaços de mim."
Não conheço-te mais... Não sei o que faz teu riso existir, nem em qual sentido tua vida anda. Não sei se teu abraço tem o mesmo calor, ou se teu beijo já encontrou molde perfeito noutros lábios. Desconheço o paradeiro dos teus pensamentos que sempre sincronizavam na frequência do meu rádio.
Não conheço-te mais, mas queria conhecer - de novo.
Eu queria bater na tua porta e entrar na tua casa. Sentar na tua cama e entrar na tua mente. Dormir no teu peito e eternizar-me em tua alma. Mas, mais do que esses desejos piscianos, eu queria que alguém me dissesse o porquê de você não ir embora desse lugar frio e chuvoso que é a minha mente.
Por que eu não posso deixar-te para trás sem pestanejar?
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