Posso dizer que tive uma infância feliz. Dizem que fui uma criança bem bagunceira... Dessas que mexem em tudo que não é da conta delas; a verdade é que tudo que eu queria era devorar o mundo todo numa só mordida.
Me lembro que gostava muito de mexer em relógios. Estava sempre tirando-os das paredes ou dos pulsos das pessoas para vê-los mais de perto. Avançava-os, retrocedia-os... Os ponteiros ficavam sempre onde eu queria.
Sentia-me o senhor de todos. Era como se eu pudesse engarrafar o tempo e vendê-lo por aí. Eu poderia deixar meus pais na cama por mais tempo numa fria manhã de segunda-feira; como se eu pudesse retardar ao máximo a hora de ir para a cama; poderia dar aos meus avós a vida eterna. Se eu quisesse, toda hora seria meio-dia.
Cresci. Não uso relógio. Nem sei que horas são...
Tantos anos depois, vejo que não sou senhor de mais nada. Vejo que o controle da vida escorregou das minhas mãos, como seda em pele macia e eu nem reparei.
Em algum lugar, sei que há uma criança brincando com o relógio da vida, assim como eu fazia. Resta-me, então, torcer para que ele avance-o para um futuro mais feliz, para mim.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
terça-feira, 25 de setembro de 2012
MERCÚRIO QUE EU CHAMEI DE LUA
Na tua Galáxia, eu fui Plutão: O Planeta Rebaixado.
Observava-te, Mercúrio, de longe; sonhando com o dia em que eu pudesse estar no seu patamar. Aparentas ser enorme, quando visto de longe. Apelidei-te "Minha Lua", em outrora. Brilhas demais!
Hoje descobri que não és tão grande assim; que não brilhas tanto assim. Hoje descobri que somos iguais, amor. Já não observo-te mais de tão longe, com tamanha súplica no olhar. Hoje miro-te diretamente nos olhos, como quem não vê fronteiras para tamanha adoração.
Hoje, minha Lua, sei que estamos ao lado do outro, em mente e coração. Somos iguais.
Observava-te, Mercúrio, de longe; sonhando com o dia em que eu pudesse estar no seu patamar. Aparentas ser enorme, quando visto de longe. Apelidei-te "Minha Lua", em outrora. Brilhas demais!
Hoje descobri que não és tão grande assim; que não brilhas tanto assim. Hoje descobri que somos iguais, amor. Já não observo-te mais de tão longe, com tamanha súplica no olhar. Hoje miro-te diretamente nos olhos, como quem não vê fronteiras para tamanha adoração.
Hoje, minha Lua, sei que estamos ao lado do outro, em mente e coração. Somos iguais.
sábado, 22 de setembro de 2012
Chuva
Choveu, depois de muito tempo. O clima, antes tão seco, agora está mais agradável. Disseram que essa chuva veio do sul...
Eu estou seco por dentro, implorando por uma tempestade torrencial. Bem que o sul podia mandar uma para mim! Eu me molharia com todo o prazer. Dançaria na chuva e a deixaria lavar toda a sujeira da minha mente.
Mas, para a cidade do meu peito, não há previsão de chuva
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Tchau
Eu quis sentar, quis esperar. Eu quis te ver voltar, mas você não me deu razões pra isso. Você não me deu um motivo grande o suficiente pra me prender no seu mundo. Desculpe, amor, mas eu vou voar. Vou pra longe o suficiente pra esquecer que você um dia esboçou qualquer sentimento de mudança. Vou pra longe das tuas dúvidas e incertezas de matar qualquer pessoa decidida. Vou levar meus peixes pro mar, e deixar tua água doce serena, como deve ser. Tchau.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Amor, Parte I
Acho que é assim, o tal do amor. Não escolhe rosto, ideias ou jeito de falar. Desconhece corpo perfeito ou sorriso ideal. Não pensa em compatibilidade musical ou jeito de se vestir. O amor apenas acontece.
Amor verdadeiro desconhece fronteiras e distâncias; um amor de verdade jamais ouviu o som da palavra "impossível". Um amor desses dura para sempre, mesmo depois de acabar. Amor de verdade não apaga lembranças ruins, apenas maximiza as boas.
Amor verdadeiro não quer saber do tamanho da sua casa ou do quanto você ganha por mês. Amor de verdade é pele na pele, causando calafrios no calor do desejo; é não se acostumar nunca com a presença e sentir saudade sempre.
Amor verdadeiro é o que te faz sentir cheio, como se nada mais faltasse. Amor de verdade é aquilo que vem de dentro e transforma o teu jeito de ver o mundo que gira do lado de fora.
Amor verdadeiro não tem modelo ou receita para se seguir. É tão simples quanto um polinômio matemático e tão complicado quanto uma operação aditiva.
Amor verdadeiro é falar sem ter o que dizer. É sorrir sem motivo e agradecer por mais um dia de vida - mesmo que um dia meio sem graça, afinal, o amor é a graça.
O amor existe, sim. Se você ainda não o sentiu, ele ainda não te achou. Te prepara, pois tua hora vai chegar.
"Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente.
É dor que desatina sem doer."
Amor verdadeiro desconhece fronteiras e distâncias; um amor de verdade jamais ouviu o som da palavra "impossível". Um amor desses dura para sempre, mesmo depois de acabar. Amor de verdade não apaga lembranças ruins, apenas maximiza as boas.
Amor verdadeiro não quer saber do tamanho da sua casa ou do quanto você ganha por mês. Amor de verdade é pele na pele, causando calafrios no calor do desejo; é não se acostumar nunca com a presença e sentir saudade sempre.
Amor verdadeiro é o que te faz sentir cheio, como se nada mais faltasse. Amor de verdade é aquilo que vem de dentro e transforma o teu jeito de ver o mundo que gira do lado de fora.
Amor verdadeiro não tem modelo ou receita para se seguir. É tão simples quanto um polinômio matemático e tão complicado quanto uma operação aditiva.
Amor verdadeiro é falar sem ter o que dizer. É sorrir sem motivo e agradecer por mais um dia de vida - mesmo que um dia meio sem graça, afinal, o amor é a graça.
O amor existe, sim. Se você ainda não o sentiu, ele ainda não te achou. Te prepara, pois tua hora vai chegar.
"Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente.
É dor que desatina sem doer."
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