Não se prova algo para alguém com palavras. Se você quer que a pessoa acredite, você tem que mostrar a ela. Tem que fazê-la enxergar com os próprios olhos que aquilo é verdade.
Eu não passei tantos anos da minha vida querendo tatuar um coração no peito porque eu quero parecer legal. É porque eu acredito no amor. É porque eu sei da força que um coração que ama tem.
Eu simplesmente não vou deixar de acreditar por nada nem ninguém. Se um dia eu virar um mendigo, drogado e sem rumo, não é o governo que vai me salvar; não é o estudo que vai me salvar; não é a força de vontade que vai me salvar. O amor por algo ou alguém vai me salvar.
Sem amor eu não sou nada, mesmo não amando a ninguém.
E não te oponha ao curso de mim, que eu vou te amar como um raio que se opôs ao curso do céu.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Não Tenho Futuro
É um Universo todo me colocando para baixo quando só meu coração quer subir, voar e ir além das montanhas mais altas da Terra.
É só o meu instinto pisciano querendo sonhar e sendo puxado pelos pés de volta para a realidade pelos requintes de crueldade de uma mão geminiana. Sou só eu, sozinho, lutando contra um mundo inteiro de diferenças.
Sou eu, intruso, num mundo no qual eu tenho permissão de transitar. É só questão de tempo até me encontrarem e me deportarem. Não importa o quanto eu lute, o quanto eu escreva, o quanto eu ame; a minha única certeza é que não será o bastante. Eu não sou o bastante.
Sou só um músico, maltrapilho, que sonha demais. Eu nem sou tão bom assim. Mal sei domar minha própria voz ao cantar algo triste. Mal acerto as notas do piano. Mal acompanho o compasso do blues com uma guitarra nas mãos.
Estou fadado a viver por entre esses sonhos que vão acabar. Viver numa nuvem que um dia será carregada e vai me chover de volta pro chão.
Não tenho futuro.
É só o meu instinto pisciano querendo sonhar e sendo puxado pelos pés de volta para a realidade pelos requintes de crueldade de uma mão geminiana. Sou só eu, sozinho, lutando contra um mundo inteiro de diferenças.
Sou eu, intruso, num mundo no qual eu tenho permissão de transitar. É só questão de tempo até me encontrarem e me deportarem. Não importa o quanto eu lute, o quanto eu escreva, o quanto eu ame; a minha única certeza é que não será o bastante. Eu não sou o bastante.
Sou só um músico, maltrapilho, que sonha demais. Eu nem sou tão bom assim. Mal sei domar minha própria voz ao cantar algo triste. Mal acerto as notas do piano. Mal acompanho o compasso do blues com uma guitarra nas mãos.
Estou fadado a viver por entre esses sonhos que vão acabar. Viver numa nuvem que um dia será carregada e vai me chover de volta pro chão.
Não tenho futuro.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Sobre o Sonho
Quisera eu ter nascido com o sonho de ser advogado! Médico, dentista, engenheiro ou arquiteto. Quisera eu ter um sonho comum, com um caminho mais simples de se seguir. Seria só estudar, achar um bom emprego, encontrar uma mulher, ter uma casa, filhos e um golden retriever. Ah! quisera eu...
Nasci dissonante, como um dó sustenido que não se encaixa na escala. Nasci complicado, com um sonho tão utópico quanto viver de amor. Mas, espere aí! Eu quero viver de amor. Amor pela música que me acompanha desde sabe-se lá quando. Nasci para dedilhar as cordas em busca de uma melodia que expresse meus sentimentos; nasci com palavras certas para usar com pessoas erradas. Nasci numa cama de partitura, que eu mesmo desenhei anos antes de encarnar nesse orbe. Nasci peixe, sonhador, maluco e caçados de sons. Assim permanecerei, nem me custem os neurônios. Nasci assim, meio sem rumo, sem saber se vou ter dinheiro para pagar todas as contas no fim do mês. Mas, não em vão, nasci com uma resignação e coragem que não possuem tamanho. Nasci para lutar, cair, levantar e vencer. Não há nada que possa me dissuadir.
Eu sou o som do violão velho
Que insiste em embalar os nostálgicos;
Sou o piano desafinado
Que a criança toca com fascínio;
Sou cada palavra nova
Na boca do que aprende a ler.
Sou um sonho que não acaba.
Nasci dissonante, como um dó sustenido que não se encaixa na escala. Nasci complicado, com um sonho tão utópico quanto viver de amor. Mas, espere aí! Eu quero viver de amor. Amor pela música que me acompanha desde sabe-se lá quando. Nasci para dedilhar as cordas em busca de uma melodia que expresse meus sentimentos; nasci com palavras certas para usar com pessoas erradas. Nasci numa cama de partitura, que eu mesmo desenhei anos antes de encarnar nesse orbe. Nasci peixe, sonhador, maluco e caçados de sons. Assim permanecerei, nem me custem os neurônios. Nasci assim, meio sem rumo, sem saber se vou ter dinheiro para pagar todas as contas no fim do mês. Mas, não em vão, nasci com uma resignação e coragem que não possuem tamanho. Nasci para lutar, cair, levantar e vencer. Não há nada que possa me dissuadir.
Eu sou o som do violão velho
Que insiste em embalar os nostálgicos;
Sou o piano desafinado
Que a criança toca com fascínio;
Sou cada palavra nova
Na boca do que aprende a ler.
Sou um sonho que não acaba.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Plutão
Então foi assim que Plutão se sentiu ao ser rebaixado diante dos outros planetas: como se não devesse viver ali, no mesmo lugar que eles, porque ele simplesmente não podia. Não era como eles, tão bom, bonito e grande. Jamais fora objeto de estudo de ninguém. Plutão apenas existia e ocupava espaço.
Eu sou Plutão.
Eu sou Plutão.
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