quarta-feira, 20 de julho de 2011

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 "Peixes se atrai por Virgem. Virgem se atrai por Peixes." - astrologia é uma merda. Apenas isso.

terça-feira, 19 de julho de 2011

"Mais um Soldado"

  Eu te despi da vergonha, da estagnação, dos medos, do passado, e de muitas outras coisas. Te deixei nua de defeitos na minha cama. Apenas você e sua pele de gesso.
  Você se acomodou e ficou por um tempo. Resolveu levantar.
  Vestiu uma armadura de desapego, que cobriu todo o seu corpo; escondeu seu desespero. Se armou de coragem, e foi ferir meu mundo. Missão cumprida, não soldado?

  Se despiu outra vez, só que não de defeitos. As mãos de uma pessoa qualquer lhe despiam de mim. Dos meus braços que sempre funcionaram como um manto protetor em volta do seu corpo frágil. Você não parecia sentir frio ou vergonha, apesar de estar completamente exposta aos perigos que as missões de guerra lhe traziam.
  Pois saiba que o frio vai chegar, e a vergonha virá de mãos dadas com ela. Elas colocarão um peso exorbitante sobre os seus ombros 'frágeis', fazendo você se ajoelhar, e implorar pelo seu manto protetor. Assim, uma vez mais vou te vestir com ele, e te despir da vergonha, do orgulho, do medo, e tudo de ruim que trouxer. Nesse dia, soldado, você vai ganhar uma medalha, para guardar como lembrança do que aprendeu e viveu.

  Atenciosamente,
  Seu eterno capitão.

O Menino e a Sábia.

  Existe um menino sentado numa cadeira de balanço, com um caderno e um lápis nas mãos, olhando para o horizonte, e escrevendo histórias. Mudando a vida das personagens, escolhendo destinos, colocando as pessoas certas nos lugares certos - por vezes o contrário -, escrevendo falas bonitas, e etc.
  Esse menino, certa vez, escreveu uma história complicada, colocando duas personagens, sem nada em comum, apenas o destino, que anda ao lado, juntos. Com alguma coisa a fazer. Nós somos essas personagens.
  Esse menino nos descreveu como terra e água; luz e escuridão; colorido e opaco; branco e preto. Mas mesmo assim uma força maior não nos deixava longe um do outro. Machuca quando isso acontece.
  Ao longo da história são reveladas algumas respostas às personagens, mas é claro, de maneira subliminar. Como quando descobrem que suas linhas místicas do destino, dos amores e da vida, que se encontram nas mãos, são iguais. Mas, o que isso quer dizer?
 
  Ninguém nos explicou. Hoje a história se bifurcou. Nos encontramos separados um do outro, e com certeza feridos e magoados. Dessa vez não falo por mim.
  Não sei com exatidão o que esse menino anda escrevendo na história do lado de lá, mas eu posso imaginar: dor. Saudade, talvez. Agitação, para se esconder de si mesma. Orgulho. Vontade de odiar, mas só vontade. Aquele sentimento de que falta alguma coisa. Palavras que vão e voltam, nos momentos em que abre uma janela de conversa, mas desiste e a fecha. Incompreensão, ao ainda se encontrar protagonizando histórias secundárias escritas por uma das personagens desse conto infindável que vivemos. Espera, aguardando uma folha de papel dobrada em quatro passar por baixo da porta, dizendo 'me desculpe, estou com saudades', ou mesmo checando com uma frequência maior do que antes sua caixa de entrada de e-mails, só para ver se há algum verso lá.
  Ou também pode estar ignorando tudo. Não estar pensando mais em absolutamente mais nada que envolva meu nome. Pode ter queimado cada carta, antes do pranto acabar. se livrado do desenho que estava na cortiça do teu quarto. Apagado todas as mensagens, tanto do celular, quanto das redes sociais. Pode ter nojo de cada letra que eu escreva, e nem querer mas olhar nos meus olhos.
  Ou achou uma maneira alternativa, só para me surpreender, como sempre fez.

  Talvez esse menino tenha um plano maior para nós dois. Eu sei que tem. Só está esperando o momento certo para escrevê-lo. Esse momento pode ser hoje... Amanhã... Ou, até mesmo, em dez anos...
 

sábado, 16 de julho de 2011

Nonsense

  Sou obrigado a dizer que suas palavras - ainda - arrepiam minha espinha. Quaisquer que sejam, elas tem esse poder. De qualquer forma que as expresse.
  Tô aqui, sentado, impotente, com saudade mais aguçada do que nunca, escrevendo feito um louco, e cantarolando 'All I Need', do Beeshop. "I thought in the end, you'd be okay. Watching the love of your life fading away".

  Digitei um e-mail imenso, mas desisti. O apaguei.
  Escrevi um blues intenso, e resisti. O musiquei.
  Parei com meu bom-censo, e insisti. O retomei.
  Ascendi mais um incenso, e fugi. Mas retornei.
  Agora eu tô muito tenso, e rugi. Ainda não me acalmei.
 

2008

  Faz tempo que esse tempo passou; e nem tanto.
  Três anos do tempo que começamos a aprender. Aprender a aprender.
  Tempo simples, esse. Tudo o que precisávamos era de um violão e uma garrafa de uma bebida qualquer.
  Sonhávamos em tocar Fresno para multidões, e mostrar a beleza que víamos em rimar amor com dor.
  Época que paixão era um estado constante, levando-nos a aprender o que é amar.

  Nossos problemas se comprimiam em uma simples questão: o que eu faço se ela(ele) não gostar de mim?
 
  Era tão bom... Não existiam brigas, apenas momentos felizes, em que todos se amava e curtiam a época. Víamos nossos futuros entrelaçados, viajando por esse Brasil, contando histórias musicadas da nossa vida. Hoje em dia, cada um tem seu futuro; espalhados por aí...
 
  Eu só queria lembrar daquele nosso tempo. Não quero que ninguém se esqueça da felicidade simples dessa nossa 'infância', já que ninguém sabe como vai ser.

  Como será que vai ser?

 

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Wanted

  Preciso de uma garota. Não um amor desses de cinema, que você pensa em casar. Só uma garota bonita, pra dividir o cobertor nessas noites frias; inteligente, pra gente conversar tomado um café depois do almoço; pacinte, pra gente deitar num sofá e passar o dia assistindo filmes.
  Só queria poder abraçar sem obrigação nenhuma. Beijar sem o 'eu te amo' sussurrado depois. Deixar os corpos colados até o dia amanhecer.

  É pedir demais?

terça-feira, 12 de julho de 2011

Por favor, vadia.

  Por favor, meu amor, fica perto de mim;
  Não faça esse jogo de ir embora
  Vamos dormir, que já passou da hora.
  Por favor, meu amor, não faz assim.

  Por favor, meu amor, ouça meu canto;
  Não esquece do 'nós' para poder sair,
  Já é tarde, e acho que esse trem não vai partir.
  Por favor, meu amor, cura meu pranto.

  Embora não ligue, sou insone
  Rolo pela cama sufocando seu nome.
  Tô suando frio nas cobertas do perdão
  Indo até você, minuto sim, minuto não.

  Por favor, meu amor, não tenha pressa
  Vamos conversar, que eu te faço um café,
  Sente na cadeira, não há porquê ficar em pé
  Por favor, meu amor, não vem com essa...

  Por favor, meu amor, tô rezando
  Ajoelha e olha pro céu comigo
  Teus olhos lunares não são inimigos
  Por favor, meu amor, tô implorando.

  Embora não ligue, sou insone
  Rolo pela cama sufocando seu nome.
  Tô suando frio nas cobertas do perdão
  Indo até você, minuto sim, minuto não.

  Essa é a carta que eu pensei em mandar,
  Que virou música, e está pelo ar.
  O perdão que eu pensei em dizer
  No momento que o erro veio de você.
  Isso é tudo o que eu tenho agora
  Além das olheiras e um punhado de infindáveis horas.