O tempo é comparsa. Ele me ajuda a fugir do que eu tenho medo de enfrentar. Eu sei de tudo isso, mas ainda sinto saudade - e como sinto! - do tempo que eu perdia pensando em todas as (im)possibilidades do "nós".
"Nós" agora concretizado num amor intenso e estranho, uma coisa que, na sua verbalização mais cliché, eu nunca senti antes.
Sempre boa, sempre ruim. Sempre nós, sempre eu. Sempre, nunca.
Não entendo boa parte do que está se passando, mas sei que cheguei naquela fase do amadurecimento em complicamos tudo o que parecia fácil aos nossos antigos olhos "inocentes". Para você tudo é fácil, e, de certa forma, eu invejo isso. Invejo sua inocência infantil e imaturidade apaixonante.
Por enquanto isso basta. E não teria como não bastar, já que me da tudo o que você tem. Como eu sempre fiz vou te dar a mão (e até um pouco mais) e te ajudar a crescer e subir todos os degraus. Vou te ensinar a passar de maneira boa por todas as experiências. Eu estarei aqui, eu sei.
Pode parecer que vou, de novo, moldar alguém, mas não vou.
Eu amo quem você é. Talvez, ou com certeza, não na mesma intensidade. As vezes mais, as vezes menos. Mas sempre amando.
Sempre enquanto durar.
domingo, 1 de maio de 2011
sábado, 30 de abril de 2011
Elas
Elas andam pela calçada,
Rápido, cigarro na mão;
Correndo do escuro
E do fogo da paixão.
Elas correm do frio
Nas calçadas da Santa Cruz,
Ah, mas como é lindo
seus dourados à meia luz!
Rápido, cigarro na mão;
Correndo do escuro
E do fogo da paixão.
Elas correm do frio
Nas calçadas da Santa Cruz,
Ah, mas como é lindo
seus dourados à meia luz!
Pode
Pode ignorar;
eu cuido de você quando acabar.
Pode humilhar;
eu cuido de você quando isso passar.
Pode falar mais alto;
eu não vou gritar pra você me ouvir.
Pode julgar;
não vou ouvir,
você nem sabe o que se passa aqui.
Pode se achar maior;
um dia você foi pequena (e ainda é)
Pode, pode, pode.
eu cuido de você quando acabar.
Pode humilhar;
eu cuido de você quando isso passar.
Pode falar mais alto;
eu não vou gritar pra você me ouvir.
Pode julgar;
não vou ouvir,
você nem sabe o que se passa aqui.
Pode se achar maior;
um dia você foi pequena (e ainda é)
Pode, pode, pode.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
sábado, 23 de abril de 2011
o blues
E o blues mente outra vez. Mostra sua face mais descarada e louca e me engana. Aparente tensão e desejo ele transparece, mostra-se displicente com o meu amor e deixa tudo bagunçado pra eu ocupar a cabeça arrumando.
Entorta o braço da guitarra com seu solo intermnável, mas ainda não é isso que ele quer; ele quer mais. MUITO mais.
O blues fantasia com o jazz. Quer ter outra coisa, ou até mesmo ser outra coisa. Ninguém sabe explicar. Até hoje nenhum compositor entendeu a vontade do blues, e não acredito que hão de entender.
O blues é livre e libertador; é louco e enlouquecedor; é tudo o que o homem quer.
Nessa tarde, eu vou ser o blues.
Entorta o braço da guitarra com seu solo intermnável, mas ainda não é isso que ele quer; ele quer mais. MUITO mais.
O blues fantasia com o jazz. Quer ter outra coisa, ou até mesmo ser outra coisa. Ninguém sabe explicar. Até hoje nenhum compositor entendeu a vontade do blues, e não acredito que hão de entender.
O blues é livre e libertador; é louco e enlouquecedor; é tudo o que o homem quer.
Nessa tarde, eu vou ser o blues.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Ela(ç)
Avança. E se eu ja souber? Eu tentei aceitar. Estou tentando aceitar.
E se eu quiser? Eu já quis uma vez e sei como é.
Eu não sei. Seis. Uma. Duas. Três. Tudo isso não diz nada. O que eu posso fazer? Não tô pronto. Ou eu estou? Foram doze. Será que a resposta está nos doze? Doze. 12. Doze.
Acalmar-se-ão. Ou será que não? Eu não suportaria. Eu não suporto nem pensar. Culpa minha.
Vou comprar um planeta e mudar pra lá com ela. Só a gente. Acho que somos capazes de achar uma resposta certa. Transparente demais, esse Celso. Uma percebe, outra não. Resposta, pergunta. Confusão. Está tudo tão confuso quanto este maldito texto que ninguém além de mim vai entender.
E se eu quiser? Eu já quis uma vez e sei como é.
Eu não sei. Seis. Uma. Duas. Três. Tudo isso não diz nada. O que eu posso fazer? Não tô pronto. Ou eu estou? Foram doze. Será que a resposta está nos doze? Doze. 12. Doze.
Acalmar-se-ão. Ou será que não? Eu não suportaria. Eu não suporto nem pensar. Culpa minha.
Vou comprar um planeta e mudar pra lá com ela. Só a gente. Acho que somos capazes de achar uma resposta certa. Transparente demais, esse Celso. Uma percebe, outra não. Resposta, pergunta. Confusão. Está tudo tão confuso quanto este maldito texto que ninguém além de mim vai entender.
Livre.
Me sinto livre, mas tô com muito medo de voar. Tô com medo de querer coisas demais. Tô com medo de voar pra tão longe que nem eu possa me encontrar mais. Tô com medo de a entrega ter chegado rápido demais. Tô com medo de que para as asas terem nascido, meu mundo tenha desabado.
Medo. Medo. Medo.
Não posso gritar. Elas podem me ouvir. E se todas elas ouvissem? Foda-se. Na verdade eu não devia me importar. Tudo o que eu quero é que as consequencias sumam e nunca mais voltem. EU queria poder voltar no tempo e voar. Voar quando eu podia voar mas não sabia o caminho. Agora são só asas parciais. Eu posso pular, mas nunca mais vou voar do mesmo jeito.
Medo. Medo. Medo.
Não posso gritar. Elas podem me ouvir. E se todas elas ouvissem? Foda-se. Na verdade eu não devia me importar. Tudo o que eu quero é que as consequencias sumam e nunca mais voltem. EU queria poder voltar no tempo e voar. Voar quando eu podia voar mas não sabia o caminho. Agora são só asas parciais. Eu posso pular, mas nunca mais vou voar do mesmo jeito.
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