sábado, 23 de fevereiro de 2013

Ah, Tempo! Tu Não Te Alinha, Mesmo!

Acredito que exista uma pessoa certa para cada um de nós. Não uma pessoa, mas várias, em diferentes momentos da nossa vida, para diferentes "nós".
Acho que conheci uma pessoa certa pra mim.
Existe uma força inversamente proporcional a isso tudo, que é o momento errado.
Acho que é o momento errado para nós dois.

Se fosse há, sei lá, dois anos, isso daria certo de um jeito muito mais fácil. Estaríamos na escola, com os mesmos interesses (ou falta de) e buscando um ao outro. Eu sei que pensar nisso não ajuda, mas é inevitável ver o que que poderíamos ter sido. O amor que te machucou poderia ter sido o meu, que não o faria. Talvez estivéssemos comemorando uma longa data de relação, que quebraria o seu tabu de tempo. Teríamos feito sexo pela primeira vez juntos, ouvindo alguma música boa.

É, o tempo é brincalhão... Vou vendo o que fazer com o que eu tenho de ti por agora. Vou tentar acertar um pouco esse momento tão errado e tentar não pensar no "e se...?".

Como já disse Hélio Flanders:

"Não tem remédio, não tem cigarro que acalme o Diabo de pensar no que a gente podia ser."

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Te quero pra cuidar de mim. Te quero perto, te quero amar.


Pena que não me quer assim.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Lucas Silveira é o maior ídolo que eu já tive. Foi a música dele que mudou a minha vida e bláblabla.
Algumas das minhas músicas preferidas foram feitas para uma pessoa com quem ele esteve durante um certo período. Pessoa essa o machucou profundamente, fazendo com que ele escrevesse músicas sensacionais, mas das mais tristes e desabafadas que eu já ouvi.
Analisando as palavras do mestre - e pensando na época em que elas foram escritas -, encontrei um texto chamado "Morfina". Segue trecho:

"Quando lutamos contra nós mesmos, somos os únicos a colecionar feridas. Até que ponto vale a pena ater-se ao caminho da menor-dor, do baixo risco e do conforto calculado? Você grita para si mesmo com tanta força essa mentira, que acaba por não ouvir o peito clamando por um segundo de atenção. Mas eu consigo ouví-lo, quando ele encosta no meu, e sigo aguardando o dia em que a tua garganta, de tão rouca, deixe chegar aos teus ouvidos o que para mim fica claro toda vez que teus olhos fecham antes dos meus: é recíproco.
Eu poderia dizer que fui acometido por uma abstinência de sensações às quais já estava acostumado. É o que você sempre diz, mas eu ainda não me acostumei a você. Por isso que eu sempre volto, mesmo quando a minha autoestima implora para que eu espere por um sinal teu. Teus sinais foram dados; nós é que falamos línguas diferentes, quando o assunto é sentir e expressar."

Quando li isso agora - pela nonagésima vez na vida - eu entendi o que ele quis dizer. Entendi o sentimento e como aquilo passou na vida dele. Se eu pudesse, nesse exato momento, eu perguntaria se ele teria feito diferente. Perguntaria ao mestre se valeu cada dose dessa morfina particular que ele tomou.
Hoje me pego numa situação bem parecida. Sinto até que se eu não tivesse encontrado esse texto, eu mesmo o teria escrito. Porque eu quero dizer para ela que não adianta lutar contra nós mesmos; que não adianta querer viver imune às dores, numa zona de conforto e que, um dia, o amor há de alcançá-la. Mas seria complicado. Eu sei que ela acredita, mas é complicado.
Eu sei que quando os olhos dela se fecham antes dos meus é porque algo está ali, martelando no peito dela. Ela também sabe, mas quer fugir. Não sei por quanto tempo mais ela o fará.

Me diz, Lucas, se valeu a pena! Me conta desse teu amor por uma pseudo-heartless. Preciso de ajuda com isso, Mestre. Preciso saber se meus pés estão caminhando na direção certa. Ou melhor, se meus pés estão caminhando em alguma direção.

Ah, Lucas...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Tô escrevendo uma ópera para nós dois. Uma história bonita, até. Só que eu ainda não me decidi quem morre no final.
Nesse exato momento, você tá cantando bem baixinho e eu tô só apreciando e aguardando pelos seus falsetes agudos, minha querida soprano. Quero que você cante alto o suficiente para quebrar minhas janelas. Quando os estilhaços estiverem pelo chão, eu vou andar - descalço - por cima deles, e te dizer com um Fá bem grave que está doendo. Mas não quero que você pare, afinal, o show deve continuar. O público quer ver dor.
Escrever já não ajuda tanto. Acho que só piora a situação.
Preciso chorar e aguar tudo que houver aqui dentro. Há tempos venho guardando lágrimas e dizendo a mim mesmo para ter paciência. Vivo essa ilusão de que paciência ajuda desde que aprendi que não dá pra viver sozinho.
Nesse momento sinto a angústia na sua forma física. Parece que uma bola de tênis tomou o lugar do meu coração e está ricocheteando pelas minhas costelas. Sempre achei que "meu peito dói" fosse uma metáfora, mas não é. Realmente está doendo nesse momento.
Essa angústia é incerteza, saudade, medo. Essa angústia é desejo, fraqueza, impossibilidade. É você dizendo meu nome e saindo pela porta sem se despedir. Essa angústia é Luz que me cega e não ilumina nada. Essa angústia é palpitação, taquicardia, problema cardíaco e um futuro infarto. Talvez seja porque eu fumei demais... Ou talvez por ter amado demais.
Nesse momento eu quero chorar muito, tudo que eu puder chorar, mas parece que todas as lágrimas do mundo ficaram no caixão do meu pai, quando eu chorei de verdade pela última vez. Quanta coisa eu venho guardando nesses oito anos?
Essa angústia não vai embora e o peito continuará doendo. Não há droga que me faça esquecer e nem conversa que faça parar. Não há escrita que amenize a dor de não conseguir sentir-me pleno. Me sinto cada dia mais rebaixado pelo mundo ao meu redor. Me sinto sozinho num caminho escuro que escolhi trilhar sem nem saber onde ele vai dar.
Vivo essa eterna dúvida, esse eterno Pierrot-retrocesso, remoendo o mesmo amor perdido da mesma Colombina. Vivo essa vida estranha, de dias gastos e rotina esmagadora. Vivo querendo um drink, sendo que não bebo. Imploro cigarros, mas não fumo. Peço por amor, mas não sei amar. Peço para que me entendam sendo que nem eu mesmo o faço. Cobro do mundo o que eu não quero que cobrem de mim.
Sou esse merda, no fim das contas. Esse eterno problema, essa bola de neve que julgam como algo da idade, passageiro. Tenho muito o que viver e aprender, mas agora dói.
Nesse exato momento dói por ela. Aquela moça que não terá tempo pra mim. Agora eu quero chorar um amor que não sei se vai vigorar. Chorar de soluçar por algo que ainda nem aconteceu. É, querido leitor: estou sofrendo tudo isso por antecipação. Antes de me julgar um bosta por isso, saiba que o final dessa minha história é tão óbvio que chega a ser um clichê ridículo.
Cara pisciano, apaixonado. Moça geminiana, racional. Ele acredita na força do amor e na energia dos Orixás, crê na providência divina e no destino; ela diz que amor só machuca e faz perder tempo. Vive com os pés no chão. Ele quer mudar isso, convencê-la do contrário. Ele aceitou a tarefa hercúlea sem saber se aguentaria.
Ele parece obter algum sucesso, mas esquece que a vida joga contra. Ela estuda, se exercita e quer ser diplomata. Sete dias de 24 horas numa semana não são suficientes para ela fazer tudo isso. Onde ele se encaixaria, meu caro leitor? Em qual canto dessa bagunça organizada ele está? Não há "dia dele" na agenda dela. Ele é o acaso, o dia estranho, incomum. Ele está no dia que a chuva a impede de ir correr no parque; ele está no dia em que ela decide ficar em casa e ver um filme. Ele não é certeza de nada. Ela não pensa em mudar isso, não. A vida dela está planejada e nada mudará. Não há força do pisciano que mude a geminiana racional.
E a vida e seus jogos podem trazer outro homem, com interesses à altura. Ah se pode! Alguém comprometido com estudos, que tenha lido Kafka o suficiente para parecer mais inteligente do que Ele. Alguém que a interesse de um jeito bom, que não seja diferente do jeito dela. Alguém como ela. Ela se apaixonaria por ela mesma e Ele choraria.
O final é óbvio, amigos. Mais óbvio do que qualquer baboseira hollywoodiana.
É por esse fim que me pego choramingando pelos cantos. É pela impossibilidade de mudar o rumo dessa história. Eu sinto que não há força de vontade que mova a montanha do coração dela. O pior de tudo é não conseguir fugir antes que a história tome tais proporções. Já provei desse crack mortífero e vou até a morte. Vou até emagrecer e trocar tudo ao meu redor por mais um trago daquela maldita pedra. Vou até enlouquecer e morar na parte mais baixa da cidade. Vou até esse vício me tornar algo mais nojento que uma barata. Vou até valer menos do que um pombo manco. Não há nada que eu possa ou queira fazer para mudar isso. Por isso eu queria chorar: não ajuda, mas alivia. Alivia a pressão de aceitar um destino tenebroso como esse sem resignação alguma. Ajudaria a lutar sem parar sabendo que não vou vencer.
Nesse momento, vejo que tudo é uma mentira. Tudo que eu acreditei é mentira. Nem tudo têm dois lados. Essa história, por exemplo... Por mais que eu não queira dizer. Por mais que eu não queira verbalizar o meu pessimismo, ele não me deixa mentir. Ela só está de passagem pela minha vida. Ela só veio me lotar com cicatrizes feias, que vou dizer aos meus netos que ganhei na Guerra Perdida do Amor, para que eles me achem um homem um pouco mais interessante do que um velho fedendo a naftalina.
Nessas horas, meus caros, não há nada a fazer senão chorar. Mas nem isso eu consigo. Nasci imprestável para os sentimentos. Infelizmente.

É isso que eu ganho por não querer a sorte de um amor tranquilo. Eu tanto pedi por algo que me tirasse o sono que cá estou, sem dormir. Se eu pedi, eu vou aguentar. Apesar de parecer hipócrita, numa coisa eu acredito: Deus não nos dá uma cruz maior do que a que podemos carregar. Seguirei meu caminho tortuoso com a minha nas costas, esperando que toda essa bosta que eu estou prestes a fazer sirva de lição para alguém além de mim. Espero que minha dor ajude alguém. Espero que dessa dor, surja algo bom, para variar. Que assim seja, então!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

é uma merda admitir que você tem razão, sabia? Não sou do tipo orgulhoso que não assume quando erra, não. É que eu só queria que você estivesse errada. Mas você realmente não tem tempo pra mim - nem para o amor. Sua vida está traçada e você não pode e nem quer fazer algo a respeito. Seus dias já têm destino certo e minha casa não está no seu roteiro. Nesse momento eu só sinto como se tudo que eu desejei caísse direto na minha cabeça, pra me dizer algo como "cuidado com o que pede".
Eu pedi alguém como você. Eu pedi saudade, incerteza e uma dose cavalar de desejo. Agora eu vejo que me fodi majestosamente. Vejo que alguém como você, que é tudo o que eu preciso, não é de se prender. Se eu te preciso, o mundo precisa mais.
E você, do que precisa? Com certeza de algo que eu não posso dar. Não posso com inconstância, e esse é seu sobrenome. O que eu faço com a minha tranquilidade? Não posso tanto. Eu mudaria por você, se você me pedisse. Mas não vai.

Não posso pedir mais do que doses homeopáticas de você, porque é só o que você vai me dar, de qualquer forma. É só o que eu sou pra você, aliás. Gotas perto de um oceano. Para quê parar aqui, se o mundo é tão atraente?

Então vá!
Serás feliz, com ou sem mim.
O meu coração, podes levar
Use-o, se o teu falhar.
Sinto tanto a sua falta que meu peito chega a doer. Isso não é certo.
Eu só penso em te ver de novo... Eu só penso em você, dia e noite. Gostaria de poder dizer isso sem parecer um louco impaciente.
Eu só gosto de você porque você é especial demais. Nunca conheci alguém como você e isso é estranho; é estranho por eu achar que não te conheço, também. Mas eu quero conhecer!
Quero você para me fascinar os olhos de novo. Quero você perto, porra! Não posso nem dizer isso. Não tenho como.